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Adson Batista é o homem do ano e Andréa Vulcanis é a mulher do ano

A secretária do Meio Ambiente e o presidente do Atlético se destacaram porque foram além dos cargos e triunfaram em âmbito nacional Nilson Gomes Especial para o Jornal Opção [caption id="attachment_229409" align="aligncenter" width="620"] Adson Batista: presidente do Atlético Goianiense| Foto: Reprodução[/caption] O campineiro Atlético Goianiense é um clube de bairro, como o Tottenham, de Londres. Uma das “mínimas” diferenças é que apenas um jogador do time inglês, Sánchez, custou R$ 170 milhões, mais que todo o patrimônio da equipe goiana. Até porque o ativo atleticano mais valioso não entra em campo: é o seu presidente. No início de 2019, o cenário era de caos. O Atlético perdera o único patrocinador significativo, a Caixa Econômica Federal. Curtia a ressaca de ter deixado escapar, na última rodada do Campeonato Brasileiro da série B, a vaga para a elite do futebol nacional — e por apenas um ponto. Começou péssimo no campeonato estadual. No fim do ano, o cenário havia mudado. Foi o grande vencedor do esporte do Centro-Oeste, pois ganhou o Goianão, vencendo por goleada o favoritaço Goiás, e se classificou para a série A, na última rodada — e por apenas um ponto. Há um nome a traduzir tamanho sucesso e a já tradicional mutação de cenário: Adson Batista, jogador mediano que se revelou grande olheiro em uma equipe pequena, o Grêmio Inhumas, atualmente em Anápolis, aos trancos e barrancos. Olheiro é o profissional que separa os “dungas” dos craques. Em poucos minutos à margem das quatro linhas de um terreno baldio no qual moleques batem bola, um olheiro decide se ali estão somente pernas de pau ou há ao menos promessas. O renascimento do Atlético, a partir de 2010, ocorreu graças a diversos torcedores ilustres, como o empresário Odilon Soares, os então deputados federais Jovair Arantes e Valdivino de Oliveira, o cartorário Maurício Sampaio e ele, Adson Batista. O Atlético passou de mal das pernas na Segunda Divisão do Estadual a participante da Copa Sul-Americana, posto ao qual ascendem os melhores do Brasileirão do ano anterior. Além das conquistas coletivas, Adson tem os trunfos pessoais, como os convites para ocupar cargos nas potências esportivas tupiniquins, inclusive o campeoníssimo Palmeiras. Para chegar ao título individual de Homem do Ano em Goiás, Adson superou até grandes políticos. (Talvez seja o caso, porém, de perceber o governador Ronaldo Caiado – que está reconstruindo Goiás, é o mais popular do Brasil no exigente mundo dos internautas e se cacifa para voos ainda mais auspiciosos – como hors concours. Porque sua tarefa é tanto de Zeus quanto de Hércules.) Ainda no âmbito da gestão, o presidente do Atlético venceu na prorrogação o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, e nos pênaltis o presidente do Detran, Marcos Roberto Silva, que deu cartão vermelho à corrupção, derrubou taxas e facilitou a obtenção de carteiras de motorista a jovens pobres. Na disputa de presidentes, o do Atlético teve vantagem ainda sobre o da Assembleia, Lissauer Vieira, que deu show de independência e parceria ao lado dos integrantes da CPI da Enel e das investigações que fulminaram o cartel dos incentivos fiscais. O Homem do Ano poderia ser também um dos prefeitos de ótimos índices em 2019, a exemplo de Gustavo Mendanha (Aparecida), Roberto Naves (Anápolis), Carlão Oliveira (Goianira) e os que ressurgiram, Iris Rezende (Goiânia) e Adib Elias (Catalão). Adson chega à frente também de outro futebolista goiano aplaudido nacionalmente, o ponta Michel, do Goiás, eleito a Revelação do Ano no Brasil e conhecido como “Michagol”. O galardão de Homem do Ano poderia ter ido também para dois músicos, o cantor Gusttavo Lima, que a partir de Goiânia se tornou o artista mais requisitado (e caro) do País, e o DJ Alok, hit planetário nascido neste Cerrado. Adson Batista se sobressai ainda com maior vigor quando analisado pelo viés das possibilidades. Sem recursos, sem elenco e na rabeira entre as torcidas, restava ao rubro-negro da Campininha segurar a lanterna. Ocorreu o contrário: com Adson, o Atlético tem a luz de um planeta satélite de graúdos como o Tottenham, o planeta bola. Quando ela começa a girar, não se sabe qual será o destino — e é dele que Adson cuida com garra e competência. [caption id="attachment_156952" align="aligncenter" width="620"] Andréa Vulcanis, secretária de Meia Ambiente do governo de Goiás: enfrentando e derrotando máfias | Foto Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]

Um vulcão em erupção
A Mulher do Ano em Goiás é paranaense e trabalhava no Distrito Federal antes de pousar na Secretaria de Estado e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Além das autoridades da área, raros a conheciam. Pois foi o maior gol do flamenguista Ronaldo Caiado, que demonstrou ser olheiro para gestão no nível de Adson Batista para o esporte. Andréa Vulcanis tornou-se famosa já nas ações iniciais. Pela gritaria dos corruptos, dos invejosos e dos ineficientes, que até hoje não param de atacá-la, foi possível dimensionar seus méritos. E eles não tardaram a surgir. Para usar o trocadilho preferido de seus detratores, Andréa Vulcanis rapidamente entrou em erupção. As lavas arrastaram ladeira abaixo a preguiça, queimaram as irregularidades e deixaram submersos malfeitores que há décadas se locupletavam. O conjunto de qualidades e resultados deu a medalha de ouro a Andréa, que divide o alto do pódio com outras duas participantes do governo estadual, a primeira-dama Gracinha Caiado e a secretária de Economia, Christiane Schmidt. No comando das atividades de desenvolvimento social, Gracinha fez ótima dupla com Marcos Cabral, secretário que durante nove meses andou por 150 municípios ao lado da presidente de honra da OVG. Ao contrário de antecessoras, Gracinha logo rumou para os municípios pobres. Ganharam o mundo as suas imagens em quilombos, como o de Cavalcante. E não mais parou. Gracinha e Marcos Cabral criaram e recriaram conselhos necessários às áreas sociais. Reafirmaram as batalhas contra a violência doméstica. Investiram na proteção à mulher, às crianças, aos idosos e às pessoas com deficiência. Reformaram delegacias de Polícia, construíram e adaptaram sedes dos órgãos de defesa. Anularam contratos suspeitos. Moralizaram os programas sociais. Desintegraram a politicagem reinante no mandato anterior. Por essas e outras iniciativas de aplaudido alcance, Gracinha foi elogiada em congresso da Unesco e teve suas ideias colocadas em prática em outras unidades da federação. Andréa Vulcanis recebe igualmente reconhecimento local e externo, com Ronaldo Caiado tendo trazido o presidente Jair Bolsonaro, em junho, para lançar um projeto idealizado pela secretária e o governador, o Juntos pelo Araguaia. Andréa mostrou poder e sabedoria ao lacrar pivôs de irrigação agrícola, livrando Goiânia dos efeitos da crise hídrica. Mas sua Capela Sistina foi destravar os investimentos empresariais, calculados em R$ 64 bilhões e emperrados às vezes por décadas, vítimas de enrolação e/ou extorsões. Sob orientação de Ronaldo Caiado, Andréa juntou-se ao secretário de Indústria e Comércio, Wilder Morais, e aos presidentes da Companhia de Desenvolvimento Econômico, Pedro Salles (hoje na Goinfra) e Marcos Cabral (aquele que ao lado de Gracinha visitou os municípios quando secretário de Desenvolvimento Social). A soma vai alcançar os bilhões represados. Os aliados internos eram e são muito inferiores em número ao de sabotadores do desempenho de Andréa. Chegaram ao cúmulo de falsificar liberações de empresas em parques nacionais na tentativa de desgastar a secretária com o governador. Os bandidos desconheciam a capacidade de Andréa em outro cosmo, o da leitura. Além de literatura e direito, ela consome simplesmente tudo o que assina. Assim, os marginais falharam, pois Andréa encontrou em meio à papelada as adulterações perpetradas pelos falsários. Houve diversos outros estelionatos tentados por malfeitores. Nenhum prosperou. Prosperidade mesmo é a da indústria em virtude do trabalho de Ronaldo Caiado, Andréa Vulcanis, Wilder Morais, Marcos Cabral e também dos deputados estaduais. Andréa só é a Mulher do Ano porque o governador Ronaldo Caiado a escolheu na profusão de técnicos em meio ambiente que pululam pelo país, e lhe proporcionou o apoio e o suporte imprescindíveis à função. Para encerrar 2019 com o título de Mulher do Ano, Andréa Vulcanis foi a estrela de uma reportagem do Jornal Opção no mês passado, que antecipa um 2020 de muitas lavas escorrendo contra a burocracia e as irregularidades. Releia o texto: “A Assembleia Legislativa aprovou em definitivo, nesta terça-feira, 3/12/2019, a nova Política de Licenciamento Ambiental de Goiás. De autoria do presidente da Casa, Lissauer Vieira (PSB), e do líder do governo, deputado Bruno Peixoto (MDB), o projeto é o primeiro passo que permitirá zerar a fila de mais de 3 mil processos de licenciamento ambiental parados em Goiás, uma fila que chega a cinco anos para conseguir um documento. As inovações contidas na medida serão capazes de destravar mais de R$ 20 bilhões em investimentos para o Estado, uma conquista que a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis, considera de toda a sociedade. ‘Parabéns a todos que prestam essa contribuição histórica para Goiás e seu povo’, disse a titular da Semad”. Assim se fez um feliz ano novo. Nilson Gomes é jornalista.

Reforma administrativa de 2019 começa a surtir efeito

Principal objetivo é reenquadrar o Tocantins nos limites prudenciais de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para recuperar a capacidade de investimentos do Estado

“Derrubada do veto por falta de mobilização ligou sinal de alerta”

Presidente da Câmara de Palmas diz que Paço pecou na articulação política em relação ao artigo 67 da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que tinha sido vetado pela prefeita

Processo crítico em tempos de fake news

Não se pode ser tacanho diante da verdade. Quem dispõe da verdade e a distorce visa sair ganhando com a ignorância do outro

Glenn Greenwald finge não entender que combater a Lava Jato é compactuar com ladroagem

Imprensa discute ataque à produtora Porta dos Fundos e Flávio Bolsonaro. Mas esquece Renan Calheiros e atentado contra o presidente

Aliança iniciada em 2014 pode ser decisiva nas eleições de Goiânia seis anos depois

Na primeira vez que se juntaram em chapa majoritária, foi Caiado quem precisou do apoio de Iris para se tornar senador. Em 2020, prefeito e governador tendem a retomar junção de forças 

Livro de memórias do crítico Herondes Cezar resgata sua paixão pelo cinema

Fundador do Cine Clube Antônio das Mortes, crítico de cinema e contista revela que foi ator de João Bennio

Paralisia do Ministério da Educação é mácula incômoda do governo Bolsonaro

De forma proposital, pautas periféricas deixam funcionamento do MEC comprometido no primeiro ano em pasta que não tomou novo rumo após mudança de titular

De que modo um Ninguém se torna um criminoso nazista

Só podemos enfrentar o autoritarismo e o totalitarismo se criarmos uma ética arquetípica: a de que a vida deve ser tratada como sagrada

“Reação [ao Porta dos Fundos] foi pequena, mas o ataque físico é absurdo”

Bispo fala sobre política, religião e polêmicas como o especial de fim de ano do grupo humorístico, união civil homoafetiva e Teologia da Prosperidade

Fundo eleitoral tira o suado dinheiro do contribuinte para eleger figuras que deveriam estar nos presídios

Está nas mãos do presidente Jair Bolsonaro a proposta que destina R$ 2 bilhões para as campanhas. Além disso, fundo partidário tem mais R$ 1 bilhão

Especialistas preveem 2020 otimista para Goiás

Projeções para crescimento do PIB brasileiro variam de 1,6 a 3% – economia goiana integrada ao agronegócio deve propiciar aumento ainda maior [caption id="attachment_96414" align="alignnone" width="620"] Crescimento de 1% no PIB do primeiro
trimestre em relação ao último do ano passado foi puxado pela boa safra de milho e soja | Foto: Reprodução[/caption] Nesta quinta-feira, 2, o Ministério da Economia informou que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 46,6 bilhões em 2019. No último Boletim Focus publicado, foi previsto para 2020 um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% enquanto economistas mais otimistas falam em crescimento de até 3%. A melhora dos indicadores econômicos nos últimos meses tem animado investidores e desenhado uma perspectiva positiva para o novo ano. Resta saber se os indicadores agonizarão uma lenta queda ao longo dos próximos meses, como aconteceu em 2019. Uma das críticas que economistas céticos fazem quanto à perspectiva de um 2020 positivo é a de que um dos índices que alimentou essas projeções foi o de desocupação da população, que pode ter decrescido em função sazonal. Além disso, Jeferson de Castro Vieira, doutor em Ciências Econômicas e professor na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, lembra que a redução de 12,8 milhões de desempregados em junho de 2019 para 11,8 neste início de ano se deve em grande parte a empregos uberizados, empregos intermitentes, temporários e informais. “No ritmo em que estamos criando novas vagas de regime CLT, levaremos três anos para recuperar a quantidade de empregados que tínhamos em 2014 novamente”, afirma o economista. Este fator é importante, ele esclarece, porque a retomada do crescimento econômico passa por dois fatores, sendo o consumo um deles; índice que está ligado ao poder aquisitivo das famílias.  Outro ponto preocupante é o alto grau de endividamento das famílias. Segundo último levantamento do Banco Central (BC), 63,4% das famílias brasileiras estavam endividadas em maio. “A dívida em si não é o problema”, explica Jeferson de Castro Vieira, “mas o que preocupa é o comprometimento da renda. Estamos muito mais endividados que os 25 principais países do mundo e nossa renda está deteriorada.” [caption id="attachment_83226" align="alignnone" width="620"] Economista Jeferson de Castro Vieira: “Endividamento familiar é um dos grandes obstáculos” | Foto: Fernando Leite /Jornal Opção[/caption] Sobre o resultado positivo da balança comercial, Adriana Pereira de Souza, doutora em Ciências econômicas e professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), afirma que é um resultado que pouco reflete na economia cotidiana até o momento. “Um dos motivos para esse indicador é que grande parte dos produtos exportados pelo Brasil foram de origem primária e básica, que não passaram pelo processo de industrialização, de baixo valor agregado. Importamos pouco, provavelmente pela alta do dólar, da produção reduzida e da baixa geração de renda no país. Então, mesmo que a balança seja favorável, isso não resultou em crescimento macroeconômico”, afirma Adriana Pereira de Souza.  Outra variável associada à retomada do avanço econômico está relacionada aos investimentos, que podem ser governamentais – “que atualmente beiram zero”, segundo Jeferson de Castro Vieira – ou privados. Os investimentos da iniciativa privada dependem da confiança transmitida pelo governo: “Segundo todos os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Confederação Nacional da Indústria (CNI), o empresário está com vontade de investir, mas também com receio. Ainda não colocaram a cara a tapa, mas,  em razão da baixa inflação e baixa taxa de juros, já existe alguma reação”, diz Jeferson de Castro Vieira. Mais concretamente, essa confiança significam medidas microeconômicas que fazem parte do pacote da reforma tributária, como desoneração na folha de pagamento, além do pacote do saneamento e investimentos em infraestrutura. Jefferson de Castro Vieira afirma que, enquanto há esperança de que o Governo aprove pacote de licitações para obras de saneamento e infraestrutura ainda este ano, as eleições municipais tornarão muito difícil a aprovação da reforma tributária em 2020. Adriana Pereira de Souza afirma sobre as reformas que, até o momento, a principal medida de ajuste fiscal aprovada foi a reforma da Previdência, contudo, apenas em médio ou longo prazo esta reforma trará algum efeito prático para a elevação da capacidade de investimento do país. “Portanto, as medidas fiscais que se referem à arrecadação e gastos governamentais aprovadas até o momento, não impactarão a economia em 2020. Esse resultado somente virá daqui um certo tempo". [caption id="attachment_220734" align="alignnone" width="300"] Adriana Pereira, economista: "a principal expectativa é de reação econômica"| Foto: Arquivo pessoal[/caption] O cientista político Marcos Marinho afirma fazer parte do grupo cético quanto à suposta retomada do crescimento econômico. As últimas ações governamentais são de ajuste fiscal e não resultarão em crescimento econômico a curto prazo. “Resultam, sim, em especulação, crescimento da bolsa – mas isso não é geração de emprego, é especulação”, afirma Marcos Marinho. “Há números positivos, mas não chegam na ponta, que é o empregado.” Marcos Marinho sumariza: “A economia movimenta quando dinheiro circula. As ações de austeridade do governo intimidam o pequeno empresário, que ainda não está vendo nada clarear para o lado dele. As grandes corporações e bancos podem estar satisfeitos, mas os Microempreendedores Individuais vêem um gap de concentração de renda aumentando”. Discorda de Marcos Marinho a economista Adriana Pereira de Souza: “Considerando um cenário recessivo no mercado internacional, a redução da industrialização da economia brasileira e a ausência de capacidade de investimento do governo, o risco de queda do crescimento ou de que a economia não se recupere infelizmente existe. Contudo a principal expectativa é de reação econômica. Até porque, aliada à algumas medidas de política econômica, às expectativas dos investidores e do aumento das atividades produtivas, existe o fato de que o ano de eleições municipais irá colaborar para o reaquecimento da economia”. [caption id="attachment_203122" align="alignnone" width="511"] Cientista político Marcos Marinho: "Há números positivos, mas não chegam na ponta, que é o empregado" | Foto: Reprodução / Acervo Pessoal[/caption]

A nível estadual

Por outro lado, há o consenso de que Goiás terá um 2020 mais garantido do que o restante da nação. Segundo dados do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), fundo de crédito destinado a empresas e os produtores rurais para impulsionar atividades produtivas, em 2019 foram subsidiado R$ 1,6 bilhões. “Isso significa que o empresário quer dinheiro subsidiado e existe demanda reprimida”, interpreta Jeferson de Castro Vieira. Enquanto a União teve um crescimento no PIB de 1,3%, Jefferson de Castro Vieira estima que o crescimento de Goiás tenha sido de 1,8 a 2%. “No Estado, houve crescimento da indústria  alimentícia, farmoquimica (cosméticos e beleza) e a farmacêutica. Houve pequena reação do setor sucroenergético e pequena reação do setor automobilístico. Então do ponto de vista industrial estamos bem. O comércio em 2019 apresentou a primeira reação em 4 anos, mas o setor de serviços fecha negativo, ainda patinando”. Acontece que, no Estado, todos os setores estão ligados ao agronegócio, que cresceu imensos 10%. “Pela característica interligada da economia de goiana, mesmo quando um setor vai mal, o agronegócio segura as contas. A indústria  está integrada com agronegócio, que está integrado com serviço. Isso ameniza em momentos de crise”. 

Chico Buarque é o maior intérprete (sem rival) de sua própria música

Pode até não ser um cantor do nível de Elis, Gal e Milton Nascimento. Mas ninguém canta tão bem “Construção” e “Fado Tropical”

Livro de Nirlando Beirão faz celebração à vida

Saga amorosa dos avós nos leva a um passeio por Minas e Portugal e serve de base para uma bela demonstração de resiliência

Por atuação visceral em Joias Brutas, o subestimado Adam Sandler pode tirar Oscar de Joaquin Phoenix

Quem imaginaria que a maior ameaça ao ator consagrado seria um comediante nada estimado pelos bem-pensantes? Enquanto grande parte dos espectadores do cinema apostava, em meados de outubro, que o Oscar de melhor ator seria de Joaquin Phoenix, pelo filme “Coringa”, uma outra parte esperava, desconfiada, pela promessa de atuação de Adam Sandler, em seu novo filme, “Joias Brutas”. No início de dezembro, o comediante conhecido por comédias, como “O Paizão”, “A Herança de Mr. Deeds” e “Click” – dentre outros do gênero – conquistou reconhecimento pelo National Board Review como melhor ator, consolidando aí seu caminho pelos ladrilhos dourados rumo ao mais popular prêmio do cinema. [caption id="attachment_228837" align="aligncenter" width="620"] Adam Sandler e Joaquin Phoenix: disputa pelo Oscar| Foto: Reproduções[/caption] Não que Sandler jamais tenha interpretado um personagem mais intenso e dramático, porque já o vimos flertar diversas vezes com uma atuação mais inflamada. Isso ocorreu em “Embriagados de Amor” ou “Reine Sobre Mim”. Ele tem lá seu pezinho no drama. Seu papel em “Joias Brutas” não é sequer algo tão fora do que já conhecemos do ator. Na sua performance, reconhecemos aquela velha personagem inconveniente, de voz estridente e verborrágica em Howard Ratner. No filme, ele é um joalheiro popular em sua região e um viciado em apostas. Um homem de negócios disposto a enriquecer às custas de escolhas questionáveis. Um homem de palavra duvidável, decisões trágicas e uma ambição incontrolável. “Joias Brutas” é uma película dos irmãos Josh e Ben Safdie, que descobriram sua especialidade: criar histórias que estressam. O espectador não sente conforto e não pode ser distraído pelos filmes dos irmãos. Pelo contrário, a intenção é chamar a atenção e cutucar aquela ansiedade presa na parede do pâncreas. A trilha sonora tem o volume nas alturas. Os primeiros minutos poderiam ser confundidos com “Blade Runner”, de gênero completamente diferente. Daniel Lopatin, responsável pela produção sonora do longa-metragem, escolheu um tema oitentista, delineado por notas de teclado e loops eletrônicos. Parece que um ciborgue vai entrar em cena a qualquer momento, mas isso não acontece. Combinado aos sons espaciais e futuristas, os diretores criam diálogos atropelados entre as personagens, que falam alto ou aos berros. Alguém está sempre nervoso, as cenas são sempre de conflitos. Nenhum personagem aguarda o outro terminar de falar para começar, sem falar nos barulhos de campainha, batidas de martelo em uma porta, vidro estilhaçando. A intenção é criar exatamente tensão e impaciência no expectador. Assim, o longa entrega o que promete. “Joias Brutas” tem previsão de estreia na Netflix no dia 31 de janeiro, no Brasil. Nos Estados Unidos, o filme foi lançado nos cinemas e teve estreia no dia 25 de dezembro, sob distribuição da A24. Alcançou em sua primeira noite uma renda US$ 5,9 milhões e deu a A24 um recorde. Que a concorrência pela estatueta da Academia não é fácil, todos sabem. Quem imaginaria que a maior ameaça de Joaquin Phoenix seria Adam Sandler, um comediante subestimado?