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O pré-candidato a prefeito afirma que cumprirá as determinações do presidente do MDB, Daniel Vilela

Refis 2019 tem R$ 124 milhões negociados e arrecadação imediata de R$ 36 milhões

Segundo dados da Sefin, a soma das dívidas dos contribuintes chegou ao patamar de R$ 600 milhões e gerou um acervo de 23 mil processos

Ex-governador Naphtali Alves filia-se ao MDB e apoia André Luiz para prefeito de Morrinhos

Daniel Vilela diz que candidatura do secretário da Saúde é irreversível e vai ganhando reforços estratégicos

Goiás tem 17 trechos de BRs com grande incidência de mortes e acidentes graves

Em uma nota divulgada pela PRF no mês passado, onde informava a retomada do uso dos radares móveis, a corporação enfatizou um estudo técnico que traz centenas de trechos críticos de rodovias, e que inclui o Estado de Goiás [caption id="attachment_229467" align="alignnone" width="620"] Em um relatório contendo 500 trechos críticos, Goiás possui 17 / Foto: Reprodução[/caption] Em um ano marcado por altas e baixas judiciais no que tange às leis e normas de segurança no trânsito, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) trouxe à tona dados preocupantes concernentes à grande quantidade de trechos críticos e com alta incidência de mortes nas rodovias que cortam o Estado de Goiás. E além da imprudência dos motoristas, o fator que pode influenciar a perda de vidas nas BRs pode estar intimamente ligado ao afrouxamento e perda de eficácia dos procedimentos de fiscalização.  No dia 15 de agosto deste ano, o presidente da República Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de despachos publicados no Diário Oficial da União, a suspensão do uso de radares estáticos, móveis e portáteis nas rodovias federais que cortam os Estados. A decisão, à época, gerou bastante burburinho e controvérsia. De um lado, houve aqueles que defenderam a decisão do presidente, alegando que os radares funcionam como uma ferramenta da "indústria das multas". Já outros se posicionaram de forma totalmente contrária e defenderam que a retirada dos radares móveis das rodovias poderia aumentar o número de acidentes e, consequentemente, de vítimas fatais.  Quando o cidadão já estava quase se acostumando à ideia da ausência de radares nas BRs e a PRF já havia recolhido todos os equipamentos, no dia 11 de dezembro, quatro meses após a iniciativa presidencial, a Justiça Federal em Brasília decidiu por revogar a determinação do governo Bolsonaro. Na decisão, o juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível, atendeu a um pedido liminar feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e entendeu que a falta dos radares pode causar danos à sociedade. O governo federal bem que tentou reverter o quadro, mas no dia 18 de dezembro o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília, negou recurso da União para anular a decisão que determinou a volta dos radares móveis às rodovias. No dia 23 do mesmo mês, a PRF enviou nota à imprensa informando que havia adotado “todas as providências necessárias para o cumprimento da decisão judicial proferida pelo Exmo. Juiz Federal Substituto da 1ª Vara – SJ/DF, Marcelo Gentil Monteiro, restabelecendo a fiscalização de velocidade por meio de radares no prazo estipulado”. [caption id="attachment_229469" align="alignright" width="463"] Radar móvel em rodovia / Foto: Reprodução[/caption]

A PRF informou, na ocasião, que a partir da data em questão todas as Superintendências da corporação possuíam equipamentos disponíveis e estavam orientadas a incluir a fiscalização de velocidade em seu planejamento operacional.

Pontos críticos nas BRs que passam por Goiás

Juntamente com a notícia de retomada do uso dos radares nas rodovias federais, em razão da determinação judicial, a PRF aproveitou para informar a respeito de estudos técnicos utilizados pela corporação e que apontaram 500 trechos de 10 quilômetros de extensão cada, com maior criticidade de acidentes de trânsito, classificados independentemente de sua causa, passíveis de serem fiscalizados com o uso de radares.

Conforme a corporação, a fiscalização de velocidade realizada pela PRF é pautada pela “estreita observância dos requisitos legais estabelecidos para sua execução, tendo por base os princípios da transparência e ostensividade, primando sempre pela promoção da segurança viária e a consequente preservação da vida”. 

Dentre esses 500 trechos que reinam em números de acidentes, constantes no estudo da PRF, 17 estão em BRs que cortam o Estado de Goiás.O relatório de acidentes traz dados referentes aos trechos das rodovias com maior número de acidentes e mortos, medidos por 10 quilômetros, assim como a quantidade de acidentes graves e ponderados por trechos nos anos de 2016, 2017 e 2018.

Conforme mostrado pelos dados da PRF, um dos trechos campeões de mortes nos anos citados está o Km 10-20 da BR-040. Foram contabilizadas 26 mortes apenas nesses 10 quilômetros no período de três anos. Em termos de acidentes de graves, o Km 0-10, também da BR-040, sai na frente. Foram 39 apenas em 2018. Já os acidentes considerados ponderados, somando-se os números de 2016, 2017 e 2018 chegam a impressionantes 338.

Veja abaixo a relação dos números de acidentes graves e mortes por trecho considerado crítico de cada rodovia registrado no estudo técnico da PRF:

Trechos (10 Km)               AG* 2016    AG* 2017    AG* 2018    Nº Mortos BR-040/GO km 0-10        84               49             39             16 BR-153/GO km 500-510  62               31            39               9 BR-040/GO km 10-20      23               43             24              26 BR-153/GO km 490-500  43              15              23              11 BR-060/GO km 90-100    23               12             21              11 BR-040/GO km 20-30     19                17             18              21 BR-153/GO km 510-520  25               17             15               7 BR-060/GO km 40-50      14               16             17               14 BR-153/GO km 430-440  15                12            16               13 BR-070/GO km 0-10        25               13             11                8 BR-060/GO km 160-170  34               10             10                4 BR-050/GO km 270-280   8                11             15                9 BR-060/GO km 30-40      12                13            12               13 BR-060/GO km 0-10        39                 5              6                  5 BR-060/GO km 380-390  10                 7              11                4 BR-414/GO km 430-440  14                 5              11                5 BR-020/GO km 0-10         11               13               6                8
*Acidentes Graves

Governo inicia tapa-buracos na TO-010 entre Palmas e Lajeado

Uma equipe de servidores da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto), com caminhões e maquinários, atua na região com a finalidade de garantir a trafegabilidade da via

Capitão do Exército quer ser prefeito de Porangatu pra romper pacto oligárquico

O militar Marcílio Pires será candidato pelo PSL do deputado federal Delegado Waldir Soares [caption id="attachment_229457" align="aligncenter" width="620"] Capitão Pires vai se apresentar como o fato novo da política de Porangatu | Foto: Divulgação[/caption] O capitão do Exército Marcílio da Pires vai disputar a Prefeitura de Porangatu pelo PSL. Por enquanto, não se filiou, acatando as normas legais para militares. Os líderes do partido estão articulando filiações e pretendem lançar 25 candidatos a vereador. Os dirigentes do PSL informam que os candidatos a vereador não têm participação política anterior e, portanto, não tem desgaste. Quanto ao Capitão Pires, os articuladores do PSL sugerem que “é o verdadeiro fato novo da disputa deste ano”. O militar, postulam, “simboliza a renovação global na política de Porangatu, não uma troca de oligarquias”. Há uma aposta de que, com forte ênfase nas questões de probidade, gestão eficiente e melhoria da segurança, pode-se eleger um candidato alternativo. A aliança local deve ser entre PSL e Patriota. O deputado federal Delegado Waldir Soares, presidente regional do PSL, convocou a primeira convenção regional do partido para fevereiro, em Goianésia. O PSL de Porangatu trabalha por um encontro na cidade para março.

Editoras vão lançar biografias de Cartola, Millôr, Paulo Rónai, João Cabral e Alexander Hamilton

Editora Todavia vai publicar “O Romance de Formação”, de Franco Moretti, um dos mais importantes críticos da atualidade

‘Movimento 65’ e ‘Comuns’: as apostas do PCdoB para 2020

Apesar da polêmica de um suposto abandono do Partido Comunista do Brasil de seus símbolos históricos, a estratégia da legenda parece ser outra

Eficiência é o principal “cabo eleitoral” de Iris Rezende em outubro deste ano

Elias Vaz, Francisco Júnior, Major Araújo, Adriana Accorsi e Virmondes Cruvinel devem se inspirar em Gustavo Mendanha

Adson Batista é o homem do ano e Andréa Vulcanis é a mulher do ano

A secretária do Meio Ambiente e o presidente do Atlético se destacaram porque foram além dos cargos e triunfaram em âmbito nacional Nilson Gomes Especial para o Jornal Opção [caption id="attachment_229409" align="aligncenter" width="620"] Adson Batista: presidente do Atlético Goianiense| Foto: Reprodução[/caption] O campineiro Atlético Goianiense é um clube de bairro, como o Tottenham, de Londres. Uma das “mínimas” diferenças é que apenas um jogador do time inglês, Sánchez, custou R$ 170 milhões, mais que todo o patrimônio da equipe goiana. Até porque o ativo atleticano mais valioso não entra em campo: é o seu presidente. No início de 2019, o cenário era de caos. O Atlético perdera o único patrocinador significativo, a Caixa Econômica Federal. Curtia a ressaca de ter deixado escapar, na última rodada do Campeonato Brasileiro da série B, a vaga para a elite do futebol nacional — e por apenas um ponto. Começou péssimo no campeonato estadual. No fim do ano, o cenário havia mudado. Foi o grande vencedor do esporte do Centro-Oeste, pois ganhou o Goianão, vencendo por goleada o favoritaço Goiás, e se classificou para a série A, na última rodada — e por apenas um ponto. Há um nome a traduzir tamanho sucesso e a já tradicional mutação de cenário: Adson Batista, jogador mediano que se revelou grande olheiro em uma equipe pequena, o Grêmio Inhumas, atualmente em Anápolis, aos trancos e barrancos. Olheiro é o profissional que separa os “dungas” dos craques. Em poucos minutos à margem das quatro linhas de um terreno baldio no qual moleques batem bola, um olheiro decide se ali estão somente pernas de pau ou há ao menos promessas. O renascimento do Atlético, a partir de 2010, ocorreu graças a diversos torcedores ilustres, como o empresário Odilon Soares, os então deputados federais Jovair Arantes e Valdivino de Oliveira, o cartorário Maurício Sampaio e ele, Adson Batista. O Atlético passou de mal das pernas na Segunda Divisão do Estadual a participante da Copa Sul-Americana, posto ao qual ascendem os melhores do Brasileirão do ano anterior. Além das conquistas coletivas, Adson tem os trunfos pessoais, como os convites para ocupar cargos nas potências esportivas tupiniquins, inclusive o campeoníssimo Palmeiras. Para chegar ao título individual de Homem do Ano em Goiás, Adson superou até grandes políticos. (Talvez seja o caso, porém, de perceber o governador Ronaldo Caiado – que está reconstruindo Goiás, é o mais popular do Brasil no exigente mundo dos internautas e se cacifa para voos ainda mais auspiciosos – como hors concours. Porque sua tarefa é tanto de Zeus quanto de Hércules.) Ainda no âmbito da gestão, o presidente do Atlético venceu na prorrogação o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, e nos pênaltis o presidente do Detran, Marcos Roberto Silva, que deu cartão vermelho à corrupção, derrubou taxas e facilitou a obtenção de carteiras de motorista a jovens pobres. Na disputa de presidentes, o do Atlético teve vantagem ainda sobre o da Assembleia, Lissauer Vieira, que deu show de independência e parceria ao lado dos integrantes da CPI da Enel e das investigações que fulminaram o cartel dos incentivos fiscais. O Homem do Ano poderia ser também um dos prefeitos de ótimos índices em 2019, a exemplo de Gustavo Mendanha (Aparecida), Roberto Naves (Anápolis), Carlão Oliveira (Goianira) e os que ressurgiram, Iris Rezende (Goiânia) e Adib Elias (Catalão). Adson chega à frente também de outro futebolista goiano aplaudido nacionalmente, o ponta Michel, do Goiás, eleito a Revelação do Ano no Brasil e conhecido como “Michagol”. O galardão de Homem do Ano poderia ter ido também para dois músicos, o cantor Gusttavo Lima, que a partir de Goiânia se tornou o artista mais requisitado (e caro) do País, e o DJ Alok, hit planetário nascido neste Cerrado. Adson Batista se sobressai ainda com maior vigor quando analisado pelo viés das possibilidades. Sem recursos, sem elenco e na rabeira entre as torcidas, restava ao rubro-negro da Campininha segurar a lanterna. Ocorreu o contrário: com Adson, o Atlético tem a luz de um planeta satélite de graúdos como o Tottenham, o planeta bola. Quando ela começa a girar, não se sabe qual será o destino — e é dele que Adson cuida com garra e competência. [caption id="attachment_156952" align="aligncenter" width="620"] Andréa Vulcanis, secretária de Meia Ambiente do governo de Goiás: enfrentando e derrotando máfias | Foto Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]

Um vulcão em erupção
A Mulher do Ano em Goiás é paranaense e trabalhava no Distrito Federal antes de pousar na Secretaria de Estado e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Além das autoridades da área, raros a conheciam. Pois foi o maior gol do flamenguista Ronaldo Caiado, que demonstrou ser olheiro para gestão no nível de Adson Batista para o esporte. Andréa Vulcanis tornou-se famosa já nas ações iniciais. Pela gritaria dos corruptos, dos invejosos e dos ineficientes, que até hoje não param de atacá-la, foi possível dimensionar seus méritos. E eles não tardaram a surgir. Para usar o trocadilho preferido de seus detratores, Andréa Vulcanis rapidamente entrou em erupção. As lavas arrastaram ladeira abaixo a preguiça, queimaram as irregularidades e deixaram submersos malfeitores que há décadas se locupletavam. O conjunto de qualidades e resultados deu a medalha de ouro a Andréa, que divide o alto do pódio com outras duas participantes do governo estadual, a primeira-dama Gracinha Caiado e a secretária de Economia, Christiane Schmidt. No comando das atividades de desenvolvimento social, Gracinha fez ótima dupla com Marcos Cabral, secretário que durante nove meses andou por 150 municípios ao lado da presidente de honra da OVG. Ao contrário de antecessoras, Gracinha logo rumou para os municípios pobres. Ganharam o mundo as suas imagens em quilombos, como o de Cavalcante. E não mais parou. Gracinha e Marcos Cabral criaram e recriaram conselhos necessários às áreas sociais. Reafirmaram as batalhas contra a violência doméstica. Investiram na proteção à mulher, às crianças, aos idosos e às pessoas com deficiência. Reformaram delegacias de Polícia, construíram e adaptaram sedes dos órgãos de defesa. Anularam contratos suspeitos. Moralizaram os programas sociais. Desintegraram a politicagem reinante no mandato anterior. Por essas e outras iniciativas de aplaudido alcance, Gracinha foi elogiada em congresso da Unesco e teve suas ideias colocadas em prática em outras unidades da federação. Andréa Vulcanis recebe igualmente reconhecimento local e externo, com Ronaldo Caiado tendo trazido o presidente Jair Bolsonaro, em junho, para lançar um projeto idealizado pela secretária e o governador, o Juntos pelo Araguaia. Andréa mostrou poder e sabedoria ao lacrar pivôs de irrigação agrícola, livrando Goiânia dos efeitos da crise hídrica. Mas sua Capela Sistina foi destravar os investimentos empresariais, calculados em R$ 64 bilhões e emperrados às vezes por décadas, vítimas de enrolação e/ou extorsões. Sob orientação de Ronaldo Caiado, Andréa juntou-se ao secretário de Indústria e Comércio, Wilder Morais, e aos presidentes da Companhia de Desenvolvimento Econômico, Pedro Salles (hoje na Goinfra) e Marcos Cabral (aquele que ao lado de Gracinha visitou os municípios quando secretário de Desenvolvimento Social). A soma vai alcançar os bilhões represados. Os aliados internos eram e são muito inferiores em número ao de sabotadores do desempenho de Andréa. Chegaram ao cúmulo de falsificar liberações de empresas em parques nacionais na tentativa de desgastar a secretária com o governador. Os bandidos desconheciam a capacidade de Andréa em outro cosmo, o da leitura. Além de literatura e direito, ela consome simplesmente tudo o que assina. Assim, os marginais falharam, pois Andréa encontrou em meio à papelada as adulterações perpetradas pelos falsários. Houve diversos outros estelionatos tentados por malfeitores. Nenhum prosperou. Prosperidade mesmo é a da indústria em virtude do trabalho de Ronaldo Caiado, Andréa Vulcanis, Wilder Morais, Marcos Cabral e também dos deputados estaduais. Andréa só é a Mulher do Ano porque o governador Ronaldo Caiado a escolheu na profusão de técnicos em meio ambiente que pululam pelo país, e lhe proporcionou o apoio e o suporte imprescindíveis à função. Para encerrar 2019 com o título de Mulher do Ano, Andréa Vulcanis foi a estrela de uma reportagem do Jornal Opção no mês passado, que antecipa um 2020 de muitas lavas escorrendo contra a burocracia e as irregularidades. Releia o texto: “A Assembleia Legislativa aprovou em definitivo, nesta terça-feira, 3/12/2019, a nova Política de Licenciamento Ambiental de Goiás. De autoria do presidente da Casa, Lissauer Vieira (PSB), e do líder do governo, deputado Bruno Peixoto (MDB), o projeto é o primeiro passo que permitirá zerar a fila de mais de 3 mil processos de licenciamento ambiental parados em Goiás, uma fila que chega a cinco anos para conseguir um documento. As inovações contidas na medida serão capazes de destravar mais de R$ 20 bilhões em investimentos para o Estado, uma conquista que a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis, considera de toda a sociedade. ‘Parabéns a todos que prestam essa contribuição histórica para Goiás e seu povo’, disse a titular da Semad”. Assim se fez um feliz ano novo. Nilson Gomes é jornalista.

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