Ponto de Partida
Presidente não teve outra saída depois da insubordinação do ex-ministro senão usar a caneta, pois, do contrário, teria a liderança definitivamente corroída
Os R$ 2 bilhões reservados no orçamento da União para bancar a campanha desse ano deveriam ser alocados para o combate à Covid-19
Pandemia de Covid-19 fornece matéria-prima preciosa para teorias da conspiração, que encontraram no WhatsApp um forte hospedeiro para disseminação
Presidente, que vinha tendo a imagem arranhada diante da Covid-19, recupera força com notícia de que infectologista usaram a substância contra o coronavírus
À medida que aumentam os casos e as mortes em decorrência da Covid-19, a doença que era apresentada em números se torna mais real e assustadora
Em tempo de Covid-19, a pandemia de ataques virtuais toma ares de insanidade, atingindo cientistas e até mesmo o entretenimento catártico do BBB20
Para economistas, é falsa a escolha entre o cuidado com a vida e preservação da economia com o relaxamento de medidas contra o coronavírus
Ministro da Saúde, Mandetta teve de engolir um pronunciamento à nação que contraria boa parte do que tem feito até agora para conter o novo coronavírus
Apesar de serem ideologicamente alinhados, o governador goiano demonstra que evoluiu como gestor enquanto o presidente permanece um neófito
Uma das vítimas era uma empregada doméstica que não fez viagem ao exterior e que não teve a chance de desfrutar de benesses tecnológicas, como trabalhar home office
Quando a pandemia do HIV começou, nos anos 1980, pensava-se que ela estava restrita aos homossexuais, hemofílicos, haitianos, profissionais do sexo e heroinômanos
A pandemia de Covid-19 é acompanhada em tempo real, como nunca havia ocorrido na história da humanidade. Com a tecnologia atualmente disponível, todo mundo acompanha na palma da mão a evolução do número de casos, o impacto na economia mundial e a reação de governos e população de cada país.
Paradoxalmente, em meio a tanta informação, um termo caduco, que influenciou fortemente em como a epidemia de Aids se consolidou nos anos 1980, volta ao noticiário com possibilidade de repetir o desastre de três décadas atrás. Trata-se do conceito de “grupo de risco”, amplamente disseminado pelos meios de comunicação e replicado nas conversas informais e redes sociais.
Quando o HIV surgiu, o grupo de risco consistia, basicamente, em homossexuais, heroinômanos (usuários de heroína injetável), hemofílicos, haitianos e hookers (os profissionais do sexo, em inglês). Eram os chamados 5 H. A medida em que a doenças e seu agente infeccioso, o HIV, foram sendo desvendados, descobriu-se que todos estavam em risco. Mas, contraditoriamente, o conceito de grupo de risco se consolidou.
Isso contribuiu para que a doença fosse cercada de estigma e preconceito – impulsionando a disseminação entre pessoas que se consideravam livres, por não se enquadrarem em nenhum dos 5 H. Mesmo a pesquisa científica foi prejudicada – afinal, para que investir em uma doença que atingia grupos marginalizados?
O resultado, todos conhecemos.
Na atual pandemia de Covid-19, solidifica-se no imaginário popular que somente os mais idosos são vulneráveis. Os jovens, de acordo com esse pensamento, estão quase imunes. Assim, muita gente tem negligenciado o tamanho do perigo representado pelo vírus SARS-CoV-2, o vírus causador da doença respiratória que começou na China.
De fato, a letalidade entre os mais novos é bem menor, mas não quer dizer que eles não podem morrer da doença. Cada organismo reagirá de uma forma. Além disso, mesmo que não desenvolvam a forma grave, os jovens podem se tornar agentes disseminadores da Covid-19, que, assim, encontra a porta de entrega para chegar aos pais, tios e avós desses jovens.
Portanto, melhor esquecer essa história de grupo de risco. Para o bem individual e coletivo de todos.
Canção gravada pelo compositor baiano em 1977 é trilha sonora ideal para os atuais dias de pânico diante da pandemia de Covid-10
Cena em que o médico abraça uma condenada por estuprar e matar uma criança envolve questões com respostas difíceis sobre perdão e jornalismo
Por enquanto, a dengue continua sendo mais preocupante que o vírus que chega da China e da Europa: só este ano, são 14 mortes suspeitas em Goiás
A comodidade tecnológica e a falta de uma cidade amigável isolam as pessoas no mesmo momento em que a epidemia mostra que nunca estivemos tão próximos


