Conexão
A posição natural de principal avalista das propostas oposicionistas para o governo do Estado em 2018 é de Iris Rezende. O problema é que a atual administração, em Goiânia, não conseguiu se desgarrar das crises
É notório que cada eleição carrega suas particularidades, mas ainda assim é possível comparar situações e candidaturas
É claro que se trata de uma situação completamente absurda do ponto da vista da realidade, mas, no fundo, o que se quer saber é quem, um ano antes da eleição, soma mais para a eleição do ano seguinte
Dados oficiais do Caged, do Ministério do Trabalho, mostram que o Estado de Goiás é o primeiro do país a gerar saldo positivo nos últimos 12 meses, com referência a julho
Não dá mais para escamotear a intensa disputa interna no maior partido de oposição em Goiás entre as pré-candidaturas de Daniel Vilela e Ronaldo Caiado
O que parecia perfeito para a oposição em 2018 começa a se transformar em pesadelo. A reação administrativa do governo embaralha o destino de candidaturas ao governo entre os opositores. Pode sobrar para Iris Rezende?
Além de não conseguir debelar a crise econômico-financeira da prefeitura, a atual administração da capital tem enredo triste, sem ânimo e ritmo lento
Adversários e maiores referências políticas de Goiás, governador Marconi Perillo e prefeito Iris Rezende se acertam política e administrativamente, embora mantenham antagonismo eleitoral
Enquanto os governistas percorrem todo o Estado a bordo do Programa Goiás na Frente, opositores perdem o debate de propostas, e continuam focados na fulanização
Em Goiás, desde a redemocratização no início da década de 1980, somente uma eleição foi vencida por candidato agressivo
Enquanto na base aliada estadual as disputas internas são de preservação ou de ocupação de espaços, do outro lado continua a velha guerra de egos
De todos os períodos administrativos comandados pelo governador Marconi Perillo, o atual é o mais seguro e tranquilo
Crise é uma palavra que parece estar incorporada definitivamente no PMDB de Goiás. Desde a redemocratização do país, na década de 1980, o partido vê alas internas em guerras políticas
Atingido em cheio por delação dos executivos da Odebrecht, deputado federal e presidente regional do PMDB Daniel Vilela ensaia reação ao crescimento de prestígio do democrata Ronaldo Caiado
Histórico do partido é uma incrível coincidência: em todos os processos eleitorais o debate interno é invariavelmente personalístico

