Reportagens

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Plano de vacinação apresentado por governo federal é vago e rudimentar

Membros do grupo técnico que assessorou a elaboração do plano de vacinação enumeram defeitos: faltam datas, detalhes logísticos e insumos

Protagonismo de Goiás na primeira lei nacional do Ministério Público

José Pereira da Costa liderou a aprovação da lei complementar nº 40, de 14 de dezembro de 1981, data transformada em dia nacional do MP

Caso Polyanna Borges: 11 anos depois, só um dos quatro condenados está preso

Polyanna Borges foi violentada e morta com oito tiros no ano de 2009, em Goiânia, e 11 anos depois, três dos condenados no casos já tiveram progressão de regime. Tânia Borges, mãe da vítima, conta como seguiu a vida

Antes reduzida, causa animal tem retorno positivo nas eleições municipais

Protetores de animais conseguiram votações expressivas no último pleito e prometem fazer valer o voto do eleitorado

Pandemia escancara diferenças sociais na Educação

Aulas durante isolamento social nas redes pública e privada de Educação contam histórias muito distintas

Roberto Naves conquista base ampla na Câmara de Anápolis

Entre os 23 vereadores, apenas dois devem declarar oposição ao prefeito reeleito

Prestes a ganhar “versão 2.0” um ano após sanção, Lei da Liberdade Econômica ainda divide opiniões

Lei Federal nº 13.874 foi sancionada em setembro do ano passado e, em dezembro deste ano, deve ganhar uma "versão melhorada"

Com tradição mantida, Goiânia não elege prefeitos bancados por governadores há 32 anos

Perfil específico do eleitor Goiânia pode ser explicação para escolha do prefeito na capital após disputa da 1988, descrevem cientistas políticos

Economia em 2021: O que empresários esperam para o próximo ano

No cenário pós-pandemia, a maioria dos empresários possuem boas projeções para crescimento e regularização da atividade econômica

Mundo passa por semana crítica no desenvolvimento de vacinas contra Covid-19

Nações desenham seus planos de imunização e fecham acordos para a distribuição de doses para enfrentar o vírus Sars-CoV-2

Trajetória do assassino de advogados em Goiânia é marcada por crimes, prisões e fugas

Pedro Henrique Soares Martins, de 25 anos, já foi preso diversas vezes e condenado por tráfico e homicídio, mas sempre acabava em liberdade

Cientistas calculam se haverá segunda onda de Covid-19 e como serão as festas de fim de ano

Cientistas ressaltam que não é preciso esperar o número de óbitos aumentar para confirmar fortalecimento da pandemia – é necessário monitorar taxa de transmissão e prevenir aumento de casos

Campanhas de Maguito e Vanderlan arrecadaram R$ 3,9 milhões

Candidatos chegaram ao segundo turno equilibrando os gastos e distante do limite permitido pela Lei Eleitoral

Número de discursos racistas cresce, mas sociedade se torna mais combativa

De 2019 para 2020, cresceu 106% o número de manifestações racistas proferidas por autoridades públicas no Brasil; nenhum dos casos resultou em responsabilização

Republicanos triunfa no pleito de 2020 com aumento de prefeitos e vereadores em Goiás

Em números reais, o partido do deputado federal João Campos e do candidato a vice-prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, foi o único que se fortaleceu no Legislativo goianiense nessas eleições [caption id="attachment_297677" align="alignnone" width="620"] João Campos garante que Republicanos já traça metas para 2022 | Foto: Divulgação[/caption] A população foi às urnas no último domingo, dia 15, para escolher os novos, ou mesmos, gestores do Executivo municipal e vereadores que ocuparão as prefeituras e câmaras pelos próximos 4 anos. Em Goiás, a constatação da redução de espaço de alguns partidos tidos como tradicionais e fortes no estado e o crescimento de outros que, até então, eram vistos com os ‘nanicos’ pode, inclusive, sinalizar uma mudança de paradigma na preferência do eleitor na hora de votar. O partido Republicanos, antigo PRB, é um grande exemplo disso. Na contramão de partidos consolidados em Goiás, como o MDB e o Patriotas, a legenda, que foi fundada em 2005 e tem vários representantes ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, além de aumentar sua bancada em 33% na Câmara Municipal de Goiânia, pôde celebrar dois de seus vereadores como os mais bem votados da capital: Isaias Ribeiro, com 9.323 votos, e Sargento Novandir, com 7.239 votos. Em números reais, o partido do deputado federal João Campos e do candidato a vice-prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, foi o único que se fortaleceu no Legislativo goianiense nesse pleito. Já legendas como o DEM, Patriotas, PDT e MDB tiveram um decréscimo entre 75% e 40%. Para se ter uma ideia, o MDB, que tinha 10 parlamentares, agora tem 6. O Patriotas tinha 7, e agora conta com somente 2. No Executivo, a ascensão do Republicanos também pôde ser notada. Em 2016, o partido elegeu prefeitos em somente 3 municípios goianos: Cachoeira Dourada, Nerópolis e Paraúna. Já no pleito de 2020, esse número subiu para 8. Candidatos a prefeito do Republicanos saíram vencedores em Aragarças, Caldas Novas, Divinópolis, Doverlândia, Mundo Novo, Nerópolis, Paraúna e Portelândia. [caption id="attachment_297674" align="alignnone" width="620"] Isaias Ribeiro, do Republicanos, foi o vereador mais bem votado de Goiânia | Foto: Reprodução[/caption] Esse cenário de crescimento, na verdade, não é uma novidade e já vinha sendo observado há algum tempo. Conforme um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Novo Congresso Nacional em Números, que avaliou o desempenho dos partidos políticos brasileiros, o Republicanos lidera o gráfico de ascensão nas eleições dos últimos anos. Nas Eleições de 2006, por exemplo, o partido elegeu apenas 1 deputado federal. Já no pleito de 2010, foram 8. Nas eleições de 2014, foram eleitos 21 deputados federais, transformando a bancada do Republicanos como a 10ª maior da Câmara dos Deputados. Na corrida eleitoral de 2018, o número de parlamentares federais subiu para 30, e o partido passou a ser a 8ª maior bancada. O crescimento se deu, inclusive, na bancada feminina. Em 2018, o Republicanos elegeu três deputadas federais: Rosangela Gomes (RJ); Aline Gurgel (AP) e Maria Rosas (SP), o que representou um crescimento de 50% em relação ao pleito anterior. Novamente indo numa linha descendente, o MDB teve sua bancada na Câmara reduzida consideravelmente. Em 2014, a legenda elegeu 64 deputados. Porém, em 2018 esse número caiu para 34. Já o PSDB viu sua bancada diminuir de 54 para 29. O PT também registrou uma redução expressiva: de 69 deputados em 2014 para 55 em 2018. Ainda em 2018, o Republicanos teve mais de 9,8 milhões de votos no Legislativo, conseguindo eleger, além dos 30 deputados federais, 42 deputados estaduais ao redor do país. Nesse mesmo ano, em Goiás, a Assembleia Legislativa, que até então não tinha nenhum representante do Republicanos, passou a contar com a presença do deputado estadual Jefferson Rodrigues.

Melhor articulação na Câmara

Ao Jornal Opção, o vereador e candidato a vice-prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, do Republicanos, cita o reconhecimento como um dos fatores que levaram à alavancada de seu partido nas últimas eleições. Para Cruz, o crescimento do Republicanos  “tem a ver com a importância das pessoas conhecerem também a ética do partido”. “Quando o parlamentar segue a ética do partido, isso traz pra ele uma certa segurança no seu trabalho e, é claro, os eleitores observam isso. O partido Republicanos tem conseguido agradar aí a maioria dos eleitores, no seu modo de trabalho, de fazer a política correta através de seus parlamentares”, afirma. [caption id="attachment_297675" align="alignnone" width="600"] Vereador e candidato a vice-prefeito, Rogério Cruz | Foto: DivulgaçãoqRepublicanos[/caption] O vereador, que ao lado de Maguito Vilela (MDB) terminou o 1º turno com resultados à frente do oponente na corrida ao Paço Municipal, lembra que o crescimento da bancada republicana na Câmara Municipal favorecerá a articulação na Casa. “Acredito sim que possa haver uma condição melhor, de o partido estar somando com a Câmara Municipal, e isso traz uma soma positiva em apoio ao Executivo”, diz.

Deputado atribui crescimento do Republicanos ao ‘planejamento pós-eleição’

Em 2018, o deputado federal João Campos foi reeleito por Goiás com 106.014 votos (3,50% dos válidos). O parlamentar é figura influente no estado, tanto que em setembro deste ano, por 23 votos a 0, os deputados da Alego aprovaram, em segunda votação, o projeto de lei  nº 7112/19, de autoria do deputado Diego Sorgatto (DEM), que concede o Título Honorífico de Cidadania Goiana a Campos. Questionado sobre a expansão notável de seu partido nos últimos anos, o parlamentar atribui o fato a principalmente um quesito: planejamento. De acordo com Campos, o Republicanos, presidido nacionalmente por Marcos Pereira, “tem uma direção muito organizada”, e quando acabam as eleições, a legenda já se debruça sobre a articulação estratégica para as próximas. “O nosso partido é o que mais tem crescido. Normalmente se mede o partido pelo tamanho da bancada federal e é o partido que mais tem crescido a cada legislatura. Isso tem ocorrido em cima de planejamento, de metas [...].Tivemos um crescimento expressivo não só em Goiás e já está sendo elaborado o planejamento de 2022”, declara. Ao Jornal Opção, o deputado se diz satisfeito com os resultados obtidos no pleito de 2020, sobretudo no que tange ao Legislativo goianiense. Campos destacou, inclusive, que, com a reeleição do vereador Sargento Novandir e com a eleição de Isaias Ribeiro e Leandro Senna para a Câmara, o Republicanos passou a ter mais espaço e voz no parlamento, encostando em legendas já tradicionais no Legislativo. [caption id="attachment_297673" align="alignnone" width="620"] Deputado federal João Campos, nome proeminente do Republicanos | Foto: Divulgação[/caption] “Nossas metas para as eleições municipais foram alcançadas. A nível de Brasil, nós estamos satisfeitos com o crescimento do partido. Em Goiás, tivemos um crescimento razoável. Em Goiânia nós tínhamos um vereador, e agora somos três. Somos a segunda maior bancada”, ressalta Campos. De acordo com o deputado, o planejamento feito pelo partido tem surtido efeitos. Segundo ele, a meta inicial para 2018 era para a eleição de no mínimo 30 e no máximo 40 deputados federais. “Elegemos 30, o que ficou dentro do planejado”, diz. No entanto, conforme Campos, um fator de dificuldade ao Republicanos na hora de traças as metas é a indefinição quanto à possibilidade de alteração do sistema eleitoral. “Há a dúvida se o Congresso vai manter, ou não, o sistema adotado nessas eleições ou se vai alterá-lo. Nessa eleição, nós não tivemos coligações proporcionais. Cada partido tinha que se virar para ter sua chapa de vereador, isso pela primeira vez [...]. Mas a tendência majoritária é manter o sistema atual”, avalia.

Preservação de identidade e eleições municipais

Em agosto do ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou o pedido e o PRB passou a se chamar Republicanos. A alteração, decidida na convenção nacional, seguiu uma tendência já adotada por outros partidos de abandonar siglas conhecidas para adquirir uma nova roupagem. Todavia, o deputado João Campos garante que a mudança se deu apenas na nomenclatura. Segundo o parlamentar, em termos de conteúdo e ideologia, o Republicanos continua o mesmo. “Somos um partido de direita, liberal na economia, conservador nos costumes, nas tradições, continuamos com a mesma identidade”, destaca. Questionado sobre o 2º turno das eleições municipais, que traz Rogério Cruz como o vice da chapa de Maguito Vilela, candidato à frente nas pesquisas, Campos se mostrou confiante. Segundo ele, o emedebista foi o único que efetivamente cresceu nas pesquisas e nos votos propriamente ditos. “Com muito respeito ao eleitor e ao outro candidato, nós estamos muito otimistas [...]. Nosso candidato teve um crescimento exponencial, porém lento. E por ser um crescimento gradativo, a gente entende que foi um crescimento consistente e o fez chegar no primeiro turno também com uma vantagem razoável”, pontua.