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Com foco em obras de mobilidade urbana, Iris Rezende se prepara para 2020

São quase 15 obras em andamento a serem entregues no ano que entra e que levam a marca do emedebista octogenário Com 86 anos recém-completados, o emedebista Iris Rezende Machado, figura carimbada no Estado de Goiás, tem na conta dois mandatos de governador (1983 e 1991) e está no quarto mandato como prefeito de Goiânia (1966, 2005, 2009 e 2017). Apesar da idade e da extensa carreira política, Iris parece ainda estar em plena forma e só não será o candidato do partido nas próximas eleições municipais se não quiser. Na atual gestão, Iris tem investido no quesito que já é tradicionalmente ligado ao seu nome: infraestrutura e mobilidade urbana. Em 2019, o prefeito da capital investiu pesado na rede de drenagem e no projeto do Bus Rapid Transit, o BRT Norte-Sul. Este primeiro conta com 2,6 quilômetros de extensão que vão da Praça Cívica, no Setor Central, até o Setor Norte Ferroviário. De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, a Seinfra, quando concluída, a rede permitirá o lançamento das águas pluviais no Córrego Capim Puba, solucionando, teoricamente, o problema com enchentes e alagamento na região da Rua 44, Avenida Independência, Praça do Trabalhador, Avenida Goiás e adjacências, Praça do Bandeirante e Praça Cívica. Os trabalhos de construção da rede de drenagem tiveram início em julho deste ano pela Rua 4, no Setor Norte Ferroviário. De lá, seguiu pela Avenida Oeste, no Setor Marechal Rondon, Avenida Goiás, onde cruza a Avenida Independência para chegar até à Praça Cívica. O prazo para conclusão total da obra é agosto de 2020. Com orçamento na ordem de R$ 7,8 milhões (sem contar obras complementares), a rede de drenagem é parte integrante do complexo BRT. Este, por sua vez, teve início ainda em março de 2015 e, segundo a Prefeitura de Goiânia, só deverá ser concluído em outubro de 2020. O projeto de BRT Norte-Sul pretende entregar para a população de Goiânia um corredor com 21,8 quilômetros de extensão e interligará as duas regiões da capital goiana e Aparecida de Goiânia. De acordo com o consórcio BRT Brasil, o projeto beneficiará cerca de 120 mil usuários por dia. O projeto prevê a utilização de 93 ônibus, que irão operar em quatro linhas, circulando na velocidade estimada de 28 quilômetros por hora. Ainda conforme o consórcio, a frota irá atender 148 bairros da capital e o município vizinho, Aparecida de Goiânia. Ao todo, serão 39 plataformas de embarque e desembarque, além de seis terminais. [caption id="attachment_228220" align="alignright" width="431"] Trecho da Avenida Goiás após obras da rede de drenagem / Foto: Fábio Costa[/caption] O projeto já foi alvo de muitas críticas, inclusive vindas do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Romário Policarpo (Patriota). Em agosto deste ano, em entrevista ao Jornal Opção, Policarpo chegou a afirmar que o BRT Norte-Sul era a obra mais “sem sentido” que Goiânia já teve em sua história. Conforme o presidente da Câmara na ocasião, trabalhar na execução de um corredor especial para ônibus na Região Norte, onde já existia um corredor exclusivo, era fazer “mais do mesmo”. Policarpo declarou na época que nenhuma novidade era trazida para a mobilidade na cidade com o BRT, e que o único ganho com o projeto seria dispor de um “asfalto melhor para os veículos trafegarem”. Romário Policarpo, ainda na entrevista concedida ao Opção em agosto, também afirmou que o investimento no BRT Norte-Sul se mostrou como uma perda de oportunidade de implantar um sistema de transporte mais moderno e veloz, como o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). “O VLT poderia ligar outras cidades, seria um garante transformação. Juntando com a obra da Leste-Oeste, poderíamos ter a oportunidade de pegar o mapa de Goiânia e fazer uma grande cruz com o VLT ligando Aparecida de Goiânia, Trindade, Santo Antônio, Senador Canedo, enfim, várias cidades da Região Metropolitana de Goiânia em um grande consórcio com todos os prefeitos”, defendeu Romário na ocasião. Já o ex-ministro das Cidades e atual secretário de transportes de São Paulo, Alexandre Baldy, tem outra opinião. Para ele, no caso de Goiânia o BRT é o adequado e "tem capacidade para transportar até 350 mil passageiros diariamente". "Portanto, se a via tem esse fluxo, tem se de trabalhar nessa realidade. O custo do BRT varia entre R$ 3 milhões a R$ 5 milhões por quilômetro. O do VLT de superfície varia entre 15 30 milhões de reais por quilômetro", disse em entrevista recente ao Opção.

Obras em Goiânia devem ficar prontas antes das eleições

Devido à sua abrangência, o projeto do BRT Norte-Sul acabou gerando diversas outras obras que, direta ou indiretamente, farão parte do complexo. Além delas, a Prefeitura tem uma agenda de obras de construção, revitalização e reurbanização que só deve ser concluída nos próximos anos. São quase 15 projetos entre extensão de vias, construção de corredores e reforma de órgãos.

Mobilidade urbana e infraestrutura

  • Requalificação da Praça do Cruzeiro (Praça Comen­dador Germano Roriz) –
Esta obra está orçada em R$ 896.797,00, e teve início em outubro deste ano. Conforme a Prefeitura, a obra da requalificação da Praça do Cruzeiro, que tem como gestor administrativo o coordenador executivo da Unidade Executora do Programa Urbano Ambiental Macambira, Flávio Máximo, tem previsão de conclusão de 180 dias a partir da data de início.
  • Complexo viário Jamel Cecílio –
Com valor contratual de R$ 26.144.357,24, as obras do complexo viário da Avenida Jamel Cecílio teve início em setembro deste ano e está previsto para ser concluído em dezembro de 2020. De acordo com a Prefeitura, o complexo inclui três elementos diferentes de engenharia, nos mesmos moldes do que ocorreu no cruzamento da Avenida 85 com a Avenida T-63, que são o elevado, uma rotatória em nível e a trincheira. A Jamel Cecílio vai passar pelo elevado sobre toda a obra, e no nível da Alameda Leopoldo de Bulhões será construída a rotatória, na rua já existente. A Marginal Botafogo passará em trincheira por baixo de tudo. Um monumento em estrutura metálica, uma mão dedilhando um violão, deve ser levantado ao lado do viaduto, representando o traçado da obra, sendo o elevado o braço e a rotatória, a boca do instrumento.
  • Reurbanização da Marginal Botafogo (entre as Avenidas Deputado Jamel Cecílio e 2ª Radial) –
Estimada em R$ 13.060.342,90, a reurbanização da Marginal Botafogo foi assinada no dia 2 de setembro e as obras estão previstas para durar sete meses. No mesmo mês, em entrevista ao Jornal Opção, o secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Henrique Alves, falou sobre a execução do projeto. Segundo ele,  o planejamento já existia há mais de 20 anos e a previsão da marginal botafogo, desde o início, era de que ela fosse estendida até a Av. Segunda Radial.
  • Extensão da Leste/Oeste -
Com orçamento de R$ 68 milhões, incluindo as duas obras de arte e a revitalização da Praça do Trabalhador, a nova etapa da Leste-Oeste também só deverá ficar pronta no final de 2020. De acordo com a Seinfra, o trajeto da Leste-Oeste seguirá o leito da antiga estrada de ferro, saindo do seu tramo oeste na interseção com a Rua 74, no Centro da Capital, passando entre a Estação Ferroviária e entre a obra de revitalização da Praça do Trabalhador e a Rua 67-A, até encontrar a Avenida das Cerâmicas, na divisa com Senador Canedo.
  • Trincheira da 90 -
A obra da trincheira da Rua 90 foi liberada pelo prefeito Iris Rezende para tráfego de veículos leves e pesados no dia 6 de dezembro. As obras foram concluídas no dia 30 de novembro apõs oito meses de trabalho. Batizado de Complexo Viário Conselheiro Sodino Vieira, o projeto é parte integrante do BRT e possui 350 metros de comprimento, 7,20 metros de profundidade, 18 metros de largura de pista de rolamento e aproximadamente 4 mil metros quadrados de paredes em placas de concreto pré-moldado. [caption id="attachment_228221" align="alignleft" width="358"] Parte da trincheira da 90, ainda com vestígios das obras recém finalizadas / Foto: Fábio Costa[/caption] O projeto da trincheira foi executado pelo valor final de R$ 13 milhões.
  • Revitalização da Praça do Trabalhador –
Com início no dia 17 de junho, as obras de revitalização da Praça do Trabalhador tinham previsão inicial de durar cinco meses, mas devido ao atraso, só deverão ficar prontas em junho do ano que vem. Enquanto isso, os trabalhadores que atuam nas feiras Hippie e da Madrugada continuam nas áreas provisórias nos arredores da Praça e na 44. Com o término das obras no ano que vem, a feira Hippie deverá voltar a funcionar na Praça do Trabalhador às sextas-feiras, sábados e domingos com bancas padronizadas, e a feira da Madrugada retornará suas atividades, nas quartas e quintas-feiras. Procurada pela reportagem do Jornal Opção para comentar os atrasos nas obras da Praça do Trabalhador, a Seinfra informou que o adiamento da entrega da revitalização “se deu em função da ampliação do espaço devido ao novo traçado da Avenida Leste-Oeste, sugerido pelo Iphan e da conexão do Corredor do BRT à Avenida Goiás, que também sofreu alteração no traçado”. Ainda conforme a Secretaria,
  • Ponte da Vila Alpes –
Prevista para ser entregue em sete meses a contar do início da obra - 19 de setembro -, a Ponte da Vila Alpes tem o orçamento de R$ 6.256,932,12. Quando completa, a ponte da Avenida Alpes, sobre o Córrego Cascavel contará com extensão de 74,6 metros de comprimento por 23,6 de largura, e fará a ligação da Avenida dos Alpes, na Vila Alpes, à Av. C-107, no Jardim América, passando sobre o trecho 3 da Marginal Cascavel. Segundo a Prefeitura, a intervenção compõe o programa de mobilidade urbana adotado pela atual administração para desafogar o trânsito.
  • Corredor de ônibus da T-7 –
Com valor contratual de R$ 30.475.085, 25, as obras do corredor de ônibus da Avenida T-7 começaram em fevereiro de 2015 e só devem ser terminadas em março de 2020. Contando com recursos do Governo Federal, o corredor tem uma extensão de 10,5 quilômetros num trajeto que atinge 12 bairros e, conforme a Prefeitura, impacta 182 mil pessoas. O projeto prevê ainda a implantação de ciclovias no canteiro central, ciclofaixas no leito das vias e ciclorrotas, também no leito das vias, onde carros também podem circular, na extensão que vai da Praça da Bíblia até o Terminal Bandeiras. O corredor também vai dispor de um sistema semafórico inteligente que pretende dar maior fluidez ao trânsito de pessoas e veículos. Estão previstos 37 cruzamentos em todo o corredor e a nova tecnologia será feita através de câmeras com a função de laço detector virtual, verificando a contagem de veículos e sua ocupação.

Unidades de saúde também receberam reformas

  • Hospital e Maternidade Maria Célia
Iniciadas em outubro de 2015, as obras do Hospital e Maternidade Maria Célia Câmara (Maternidade Oeste) estão em vias de acabamento. De acordo com a Prefeitura, o hospital está praticamente concluído e nos últimos retoques para ser entregue para a comunidade. A unidade de saúde está localizada na Avenida Gercina Borges Teixeira, com a Rua VC-32, no Conjunto Vera Cruz I, e conta com três andares e 179 leitos distribuídos em obstetrícia, ginecologia, pediatria, berçários, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, observação, emergência, recuperação pós-anestésica e parto normal.
  • Reforma do Cais Cândida de Morais
A obra de reforma e ampliação do Cais Cândida de Morais começou em 14 de outubro de 2019 e deve ser entregue no dia 15 de janeiro. O setor de urgência e emergência foi o primeiro a receber as mudanças. A unidade passará a contar com enfermarias masculina e feminina separadas, sala de isolamento, banheiros acessíveis, além de adequações tais quais troca de piso e reparos nas redes elétrica e hidráulica. Na ocasião do início da obra, surgiram críticas principalmente partindo do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás, o Sindsaúde/GO, que alegou que não houve repasse de informação para a população "sobre o local para onde os serviços prestados no Cais foram transferidos"
  • Reforma do CSF da Vila Mutirão
A reforma no Centro de Saúde da Família (CSF) da Vila Mutirão começou no dia 11 de outubro deste ano e foi concluída no dia 15 de dezembro. À reportagem, a gestora da unidade contou que muitos problemas que afetavam a estrutura do lugar foram resolvidos, como o esgoto, que costumava entupir; a iluminação, uma vez que a unidade tinha muitas lâmpadas queimadas e a pintura, que foi refeita. O Jornal Opção solicitou à assessoria da Prefeitura de Goiânia os orçamentos detalhados das reformas e construções das unidades de saúde aqui mencionadas, e aguarda um retorno.

Nome de Iris Rezende está a postos para ser lançado na próxima corrida eleitoral

Com a proximidade da eleição para a Prefeitura de Goiânia, o nome de Iris já ressoa como o principal nome do MDB goiano. Três pesquisas quantitativas às quais o Jornal Opção teve acesso dizem, em uníssono, que, se a eleição fosse hoje, Iris seria eleito com grandes chances de vitória no 1º turno. [caption id="attachment_228222" align="alignnone" width="533"] De olho em 2020, Iris Rezende aposta em sua marca registrada: obras de mobilidade urbana / Foto: Reprodução[/caption] Na modalidade espontânea da pesquisa Serpes, por exemplo, divulgada no início do mês, Iris, que conta com o apoio do governador Ronaldo Caiado (DEM), apareceu com 10,7% das intenções de voto, seguido por Vanderlan Cardoso, com 1,5%. Entretanto, o senador já deixou claro que pretende se lançar na disputa ao governo do Estado. l  

Além de ciência, cientistas têm de fazer comunicação

“Aqui neste país, Alice, você precisa correr o máximo que puder para permanecer no lugar.” Alice do Outro Lado do Espelho. 

[caption id="attachment_228201" align="alignnone" width="620"] Incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte da capital fluminense | Foto: Reprodução / EBC[/caption] A citação de Alice do Outro Lado do Espelho é também uma alegoria utilizada para explicar situações em que espécies concorrentes evoluem concomitantemente, de maneira que a competição se mantém estável. A teoria foi proposta em 1973 pelo biólogo evolutivo Leigh Van Valen e também pode ser vista como uma alegoria para a situação atual dos cientistas. Por mais que trabalhem, competem com um descrédito conspiratório que está sempre evoluindo; por mais que produzam conhecimento, lutam contra a instrumentalização de suas descobertas por um extremo do especto político. A revista Galileu, cujo foco é a popularização do conhecimento, publicou uma reportagem intitulada “O que trava a ciência no Brasil?” no saudoso ano de 2013. Nesta data, pela última vez na história, os repasses do governo às universidades federais coincidiram com o previsto. Além destes repasses via Ministério da Educação, mais 1,16% do PIB brasileiro foi investido em pesquisa e desenvolvimento tecnológico por meio do ministério Ciência, Tecnologia e Inovação, outro valor que nunca seria repetido. Em 2014, o orçamento repassado a universidades federais foi 87% do total prometido. Um ano depois, Joaquim Levy, o Ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff (PT), moveu R$ 122 bilhões para o pagamento dos juros da dívida pública – parte do dinheiro, contingenciado do repasse de verbas para a Educação Federal. Desde então, o orçamento empenhado com universidades nunca mais atingiu o orçamento previsto (que, aliás, é cada vez mais modesto), fazendo as universidades federais conviverem com crescente insegurança orçamentária. Além disso, a pasta do desenvolvimento científico foi aguada na de comunicação, resultando num Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.  Mas, voltando a 2013, quando a educação federal vinha em uma crescente, o jornalista Salvador Nogueira já havia notado problemas estruturais em nosso sistema de financiamento da pesquisa que não foram resolvidos nem com investimentos relativamente altos. Embora tenhamos atingido a 13ª posição no ranking mundial de produção científica em volume de artigos, o Brasil pontuou mal em rankings de inovação. Pior ainda, a incapacidade brasileira de cumprir compromissos internacionais deixou o Brasil fora de grandes programas que poderiam nos obrigar a investir em nossa pesquisa ainda hoje.  [caption id="attachment_228206" align="alignnone" width="620"]Ciência comunicação Então astronauta, agora ministro, Marcos Pontes quase foi prejudicado por governos que não quiseram honrar compromissos de mandatos passados | Foto: Reprodução / EBC[/caption] Já em 2007, por exemplo, o Brasil foi expulso do maior empreendimento científico da história, a International Space Station, pois deu um inexplicável calote de seis peças à estação espacial via Nasa no valor de US$ 120 milhões, apenas para "comprar bilhete de embarque" mais tarde para o astronauta Marcos Pontes embarcar pela russa Soyuz.  Hoje, existem esforços contrários, como o projeto de lei n° 2374, de 2019, de autoria do senador Romário (PODEMOS/RJ), que propõe: “eliminar a burocracia de importação de mercadorias destinadas à pesquisa científica e tecnológica através da criação, pelo CNPq, de um cadastro nacional de pesquisadores que teriam liberação imediata das mercadorias a eles destinadas”. A lei tramita há seis anos e está atualmente nas mãos do relator Senador Major Olímpio (PSL/SP).  Entretanto, nunca vivemos um momento de tamanho descrédito na ciência. Nunca houve tão pouca razão eleitoral para se aprovar o PL n° 2374. Desde ministros que duvidam do aquecimento global à ideólogos do presidente que creem que o sol gira em torno da Terra, passando pela antivacinação como uma posição ideológica, não faltam exemplos de que a negação da ciência se tornou um requisito para pertencer a um clube político. Conforme pesquisa publicada pela Folha mostra, maioria da população não sabe citar nome de cientistas nem onde se faz pesquisa no país. O que a maioria dos brasileiros não parece entender é que dar ouvidos à ciência não é apenas uma questão moral ou filosófica (embora também seja), mas também econômica. Como o Jornal Opção mostrou na reportagem, “Goiás tem grandes jazidas de elementos usados na indústria tecnológica – basta investir em pesquisa”, a vocação para commodities não levará este país muito longe no século XXI.  [caption id="attachment_228204" align="alignnone" width="620"]Ciência comunicação Daqui a vinte anos, não adiantará investir em educação porque teremos perdido esta porção da população jovem | Foto: Reprodução / EBC[/caption] A maioria dos minérios será empregada de maneiras que ainda não foram inventadas. O quilo da picanha pode estar mais valorizado que nunca, mas criadores de gado competirão com laboratórios de carne sintética ainda nesta década. Além disso, em minha conversa com o Edward Madureira, o reitor da Universidade Federal de Goiás chamou a atenção para um fato frequentemente negligenciado: investimento em educação tem data de validade.  A pirâmide etária está envelhecendo. “Daqui a vinte anos, não adiantará investir em educação porque teremos perdido esta porção da população jovem e não conseguiremos mais fazer a virada que o Brasil precisa”, disse Edward Madureira naquela entrevista. Atualmente, o Brasil tem 700 cientistas por milhão de habitantes. Israel tem 8.300. Os Estados Unidos tem 3.900.  Portanto, se resolvêssemos o que Salvador Nogueira, da Galileu, formulou no profícuo ano de 2013 como: “Nossos cientistas ainda passam por uma via-crúcis para trabalhar”, talvez resolvêssemos o problema da fuga de cérebros. Mas agora, seis anos depois, um Museu Nacional a menos, alguns conspiracionistas da Terra Plana a mais, fica claro que dependemos de muito mais do que investimentos financeiros. Além de ser científica, a ciência brasileira tem a missão de comunicar que não é de esquerda ou direita, que não está a serviço do Capital ou do globalismo imperialista; que é método e não narrativa; que é antídoto para o caos em um mundo cada vez mais complexo; que é o único instrumento que desfaz as tramas inventadas para instrumentalizar paixões políticas. A ciência precisa comunicar que é o único caminho conhecido para a nova década que se anuncia. 

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