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Em Aparecida, Progressistas apoiam reeleição de Gustavo Mendanha e almejam cinco cadeiras no legislativo

Nomes dos candidatos da chapa foram definidos em encontro que ocorreu no sábado, 18 [caption id="attachment_231956" align="alignnone" width="620"] Reunião do Progressistas em Aparecida de Goiânia | Foto: Divulgação/Progressitas[/caption] Na manhã de sábado, 18, foi realizada no escritório político do deputado federal Alcides Rodrigues (Progressistas), uma reunião para decidir os nomes para disputar cadeira na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia pelo partido. Comandada por Cláudio Everson, 50 pré-candidatos compareceram ao encontro para tirar dúvidas sobre a chapa e confirmarem seus nomes, em prol do fortalecimento e unidade da sigla em Aparecida. Para Everson, o tratamento dado a todos será igualitário. Nomes de peso da política aparecidense já formam a chapa, como dos já eleitos Rosildo Manoel, Erivelton Contador, que deverá deixar o DC para integrar a sigla, e André Fortaleza, que será transferido do PRTB para os Progressistas quando houver janela partidária. "O Progressistas tem a meta de fazer cinco vereadores em Aparecida. Vamos trabalhar da melhor forma possível e juntar o nosso grupo para que a gente eleja os vereadores", declarou o deputado federal Alcides Rodrigues. Também ficou definido o apoio à candidatura do atual prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB) à reeleição. "Estamos juntos com o prefeito Gustavo Mendanha para ganharmos a eleição no primeiro turno", confirmou Alcides.

Titular da Sedi rebate Marconi sobre a UEG e diz que ex-governador feria autonomia da universidade

Secretário de Desenvolvimento Econômico faz duras críticas ao governo de Perillo, que tentou se defender das acusações apresentadas em reunião de reforma administrativa da UEG [caption id="attachment_210004" align="alignnone" width="620"] Titular da Sedi, Adriano Rocha Lima | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption] Em nota divulgada pelo secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado de Goiás, Adriano Rocha Lima, em resposta ao ex-governador Marconi Perillo, sobre a reforma administrativa da Universidade Estadual de Goiás (UEG), o chefe da pasta afirma que a corrupção foi um dos alicerces da gestão do ex-governador. "Gestão é uma marca negativa do ex-governador Marconi: réu em 32 processos por improbidade administrativa e em quatro criminais. Isso explica o descalabro na 'Velha UEG'", escreveu o secretário. Rocha Lima pontuou, ainda, um dos debates da reunião sobre a reforma administrativa da última sexta-feira, 17, em que o reitor Rafael Borges mencionou que, entre 2015 e 2018, uma auditoria da Controladoria-Geral do Estado apontou a abertura de 30 cursos sem planejamento ou concorrência, apenas para atender a interesses de aliados políticos com intuito de conquistar votos em suas respectivas regiões. O secretário afirma ainda que "dilapidação dos patrimônios goianos" foi marca do governo de Perillo e citou o polêmico caso da criticada administração da Enel sobre a distribuição de energia em Goiás. "Infelizmente não chegamos ao governo a tempo de salvar a Celg e expor toda a falcatrua na empresa. Resultado? Marconi conseguiu deixar Goiás com umas das piores distribuidoras de energia elétrica. A população se revolta a cada dia que falta energia e se recorda do “engenheiro” dessa venda: Marconi. Ele tentou fazer o mesmo com a Saneago, mas já encaminhamos um caminho virtuoso para a empresa", disse a nota. O chefe da pasta de Desenvolvimento Econômico ainda mencionou o fato de a UEG ter ocupado a 108ª posição no Ranking Universitário Folha (RUF), mesmo com investimentos de R$213 milhões. Em contrapartida, a Universidade Federal de Goiás ocupou a 20ª posição, mesmo com menos recursos. De acordo com ele, o ex-reitor Haroldo Reimer da UEG havia se reunido com membros do governo estadual para oferecer o que chamou de “proteção política” ao governador Ronaldo Caiado. "Essa oferta de Reimer era apenas a continuação do que ele já vinha fazendo desde que fora nomeado interventor da Velha UEG, ainda em 2012, pelo ex-governador Marconi Perillo", declarou. "Essa nomeação de reitores, aliás, é outra prova cabal da falta de autonomia da Velha UEG durante os anos de Marconi à frente do Estado. Em 1999, ele nomeou José Izecias, que permaneceu no cargo até 2008, sendo substituído por Luiz Antônio Arantes, também indicado ao cargo pelo ex-governador." Após operação deflagrada em 2012, os ex-reitores José Izecias e Luiz Antônio Arantes foram condenados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato, por decisão da juíza Bianca Melo Cintra, da 113ª Vara Criminal de Goiânia. O reitor indicado por Marconi Perillo, posteriormente a Arantes, foi Haroldo Reimer. Entretanto, Reimer também acabou como alvo de investigação conduzida pela Controladoria Geral do Estado (CGE). De acordo com suspeitas, o reitor teria envolvimento na nomeação de familiares, sócios e amigos para atuação em cargos no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Durante o inquérito, o reitor pediu afastamento do cargo. "No ano passado, foram gastos R$ 309 milhões para o custeio da universidade, incluindo recursos destinados a quitar vencimentos atrasados das folhas de novembro e dezembro de 2018", disse Rocha Lima em resposta a Perillo, que afirmou ter reduzido os gastos com a universidade. O secretário ainda informou que o antigo governo deixou de cumprir com o pagamento dos servidores, professores e bolsistas e que, mesmo assim, aprovou na Assembleia a redução do orçamento da UEG para 2019 para R$204 milhões, embora o gasto de 2018 tenha superado os R$300 milhões. Além da redução nos campi, Rocha Lima destacou as novas adequações da UEG, que reestruturou o quadro de servidores e reduziu os contratos temporários. Ainda, ressaltou o compromisso da atual gestão em respeitar a autonomia universitária e colocar a universidade, até o final da gestão, entre as 50 melhores universidades do Brasil. "Nos próximos meses, já com os instrumentos criados pela reforma administrativa, a universidade terá os meios institucionais para discutir sua reforma acadêmica e pedagógica, ficando, definitivamente, livre das amarras impostas pelo ex-governador que só se preocupava em se manter no poder a qualquer custo", escreveu o secretário. Leia nota na íntegra:

A Nova Universidade Estadual de Goiás (UEG), sancionada na última sexta-feira (16) pelo governador Ronaldo Caiado, nasce sem o pecado da corrupção, um dos alicerces da gestão do ex-governador Marconi Perillo. Agora existe um compromisso com a ética e a transparência, algo que não se via dos ex-gestores nomeados por Marconi. Tanto que dois foram presos e um terceiro foi afastado e é investigado por desvio dos recursos do Pronatec. Gestão é uma marca negativa do ex-governador Marconi: réu em 32 processos por improbidade administrativa e em quatro criminais. Isso explica o descalabro na “Velha UEG”. A frase “É ilegal, mas é virtuoso”, proferida por um membro do antigo Conselho Universitário da Velha UEG ao defender que não se cumprisse uma decisão da justiça, mostra bem o modus operandi da universidade durante os mandatos de Marconi e de seus asseclas. Entre 2015 e 2018, por exemplo, auditoria da Controladoria-Geral do Estado mostrou que foram abertos 30 cursos sem o menor planejamento, apenas para atender a interesses de alguns aliados políticos que viam na ação a melhor forma de conquistar votos em suas respectivas regiões. Sem pensar na qualidade e na estruturação dos cursos. Aliás, Goiás sabe que outra grande marca dos governos de Marconi Perillo foi a dilapidação dos patrimônios goianos. Infelizmente não chegamos ao governo a tempo de salvar a Celg e expor toda a falcatrua na empresa. Resultado? Marconi conseguiu deixar Goiás com umas das piores distribuidoras de energia elétrica. A população se revolta a cada dia que falta energia e se recorda do “engenheiro” dessa venda: Marconi. Ele tentou fazer o mesmo com a Saneago, mas já encaminhamos um caminho virtuoso para a empresa. E agora fazemos o mesmo com a Nova UEG. E não é por acaso que a posição da Velha UEG em todos os rankings de renome pelo País foi vexatória nas gestões de Marconi. No Ranking Universitário Folha (RUF), promovido pelo jornal Folha de S. Paulo, a Velha UEG ocupa a 108º posição, mesmo tendo gastado R$ 213 milhões em suplementações orçamentárias entre 2012 e 2018. Para efeito de comparação, a Universidade federal de Goiás (UFG) ocupa a 20ª posição no mesmo ranking recebendo menos recursos que a Velha UEG. Por isso, falar em autonomia da Velha UEG é ignorar o uso eleitoreiro e político da universidade, o que ficou claro logo nos primeiros meses da nova gestão que assumiu o Estado em 2019. O então reitor Haroldo Reimer se reuniu com membros do governo estadual para oferecer o que chamou de “proteção política” ao governador Ronaldo Caiado. O que foi rechaçado duramente porque o atual governo não compactua com as práticas dessa velha política onde Marconi se formou. Essa oferta de Reimer era apenas a continuação do que ele já vinha fazendo desde que fora nomeado interventor da Velha UEG, ainda em 2012, pelo ex-governador Marconi Perillo. Em vez de se preocupar com as demandas administrativas e acadêmicas, os reitores indicados na Velha UEG tinham que dar conta de interesses políticos locais, contribuindo para uma expansão sem planejamento da universidade, que chegou a ter absurdos 41 campi, sendo que a Universidade de São Paulo (USP), a maior universidade estadual do País, possuiu apenas 10 e se destaca em vários rankings, liderando inclusive alguns deles. Marconi sempre interferiu nos caminhos da Velha UEG, sendo responsável, ao mesmo tempo, por ferir a autonomia da universidade e dilapidar o patrimônio dela indicando pessoas sem o devido respeito à coisa pública. Essa nomeação de reitores, aliás, é outra prova cabal da falta de autonomia da Velha UEG durante os anos de Marconi à frente do Estado. Em 1999, ele nomeou José Izecias, que permaneceu no cargo até 2008, sendo substituído por Luiz Antônio Arantes, também indicado ao cargo pelo ex-governador. Em 2012, Arantes foi afastado por irregularidades em seu mandato à frente da Velha UEG. Mais uma vez, Marconi indicou um interventor, sendo Haroldo Reimer o escolhido. Izecias e Arantes foram condenados a penas de 6 a 7 anos pelas irregularidades cometidas à frente da Velha UEG durante os mandatos de Marconi. Em março de 2019, Reimer foi afastado do cargo acusado de ter desviado R$ 1,29 milhão de recursos federais do Pronatec em benefício próprio, de parentes, amigos e sócios. O ex-governador Marconi Perillo também mente ao dizer que houve redução no orçamento da Velha UEG em 2019. No ano passado, foram gastos R$ 309 milhões para o custeio da universidade, incluindo recursos destinados a quitar vencimentos atrasados das folhas de novembro e dezembro de 2018, último ano de administração do PSDB, partido de Marconi. Não é à toa que mentira e enganação foram dois dos inúmeros motivos por ele ter sido enxotado da vida pública pelos goianos. Os atrasos dos salariais são mais uma evidência do descaso das gestões do PSDB com a Velha UEG. Além de não pagar servidores, professores e bolsistas, deixando de cumprir a obrigação de qualquer gestão séria, o governo anterior aprovou uma dramática redução no orçamento da universidade para 2019, enviando para a Assembleia um orçamento de R$ 204 milhões para 2019, mesmo sabendo que ela havia gasto R$ 300 milhões em 2018. Esse era o cenário na Velha UEG durante os anos de Marconi e seus aliados no comando do Estado. A partir de agora, porém, a universidade tem, verdadeiramente, ferramentas para caminhar, crescendo de maneira responsável e atendendo a critérios acadêmicos e pedagógicos. Na Nova UEG, os campi, que passaram de 41 para o 8, cuidam apenas de suas questões regionais, unificando as discussões acadêmicas para as 33 Unidades Universitárias e os cinco Institutos Acadêmicos, criados para unificar o ensino dentro da universidade, evitando aberrações como a existência de cursos de Administração com duração de cinco ou quatro anos e meio. A Reitoria da Nova UEG foi adequada ao compromisso de transparência e ética dessa gestão, passando a prestar conta de seus gastos, o que era inexistente até então. Em 2019, foram feitas adequações no quadro de servidores e professores, atendendo a decisões e determinações do Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas do Estado para a redução de contratos temporários. Aliás, na Velha UEG, a duração desses contratos era de 1 ano, mas persistiram ilegalmente por quase 20 anos. É um compromisso do governador Ronaldo Caiado respeitar a autonomia universitária, assim como é um compromisso dar todas as condições para que a Nova UEG esteja, até 2022, entre as 50 melhores universidades do Brasil. A educação é uma mola propulsora do desenvolvimento e, portanto, precisamos avançar. Nos próximos meses, já com os instrumentos criados pela reforma administrativa, a universidade terá os meios institucionais para discutir sua reforma acadêmica e pedagógica, ficando, definitivamente, livre das amarras impostas pelo ex-governador que só se preocupava em se manter no poder a qualquer custo. Com seriedade, criamos uma Nova UEG. O que vem pela frente, a partir de agora, é uma universidade que respeita o dinheiro público e que é pautada pelo cuidado na formação do aluno, pela valorização do servidor, pelo investimento em pesquisa e em extensão, garantindo que as necessidades da população sejam atendidas, em respeito a vocação de cada região do Estado. A luz do conhecimento vai guiar a Nova UEG, que será, com toda a certeza, orgulho dos goianos. Sem qualquer resquício das velhas práticas que tanto lesaram a instituição. Adriano da Rocha Lima Secretário de Inovação e Desenvolvimento
 

Sisu mantém data, mesmo com erros em notas do Enem

A interlocutores, Weintraub havia dito que um Enem sem problemas era fundamental para sua permanência como Ministro da Educação, publicou a Folha de São Paulo [caption id="attachment_85123" align="alignnone" width="620"] Foto: Amanda Damasceno[/caption] Apesar dos erros em notas do Enem, ocasionadas por falha gráfica, fica mantida a data para as inscrições no Sisu. O Ministério da Educação ainda não tem dimensão de quantos foram os participantes com erros nas notas. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o problema será resolvido até segunda-feira, 20. Os erros foram constatados após inúmeras reclamações dos candidatos nas redes sociais. O Inep disponibilizou, então, um e-mail (enem2019@inep.gov.br) para que as pessoas pudessem enviar suas reclamações. Alexandre Lopes, presidente do Inep, disse que irá analisar as mensagens até o final da noite de segunda-feira. Na manhã de sábado, 18, o ministro da Educação gravou um vídeo com Lopes, divulgado no Twitter, em que relatavam o problema. No entanto, o ministro não esteve presente na coletiva concedida posteriormente, ao lado de Lopes. Nos bastidores do governo, Weintraub havia dito que um Enem sem problemas era crucial para sua permanência no cargo, de acordo com a Folha de São Paulo. Aliados do governo defendem a saída de Weintraub da pasta, que permanece por defesa do presidente Jair Bolsonaro.

”Estou acostumado a desmamar bezerrão”, diz Caiado em inauguração do Balcão do Cidadão

Ronaldo Caiado afirmou enfrentar interesses de velhos favorecidos pela centralização dos serviços em municípios maiores [caption id="attachment_231835" align="alignnone" width="620"] Foto: Reprodução / Júnior Guimarães / Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás[/caption] Ronaldo Caiado encerrou neste sábado, 18, série de visitas a municípios goianos para implantação do programa Balcão do Cidadão. O governador passou por Abadiânia, Edéia e Nova Crixás, e encerrou as inaugurações que têm participação dos Correios em Niquelândia. O objetivo é levar serviços burocráticos estaduais à população desassistida e, posteriormente, estender o Balcão Cidadão aos 246 municípios goianos. Até então, serviços estaduais eram realizados postos de atendimentos únicos que se localizam em 53 cidades. O projeto de descentralização foi elogiado por prefeitos das cidades contempladas. O prefeito de Niquelândia, Fernando Carneiro, afirmou: “o Balcão do Cidadão chegou na hora certa em Niquelândia e vai atender às necessidades da comunidade”. A iniciativa do governo goiano faz parte do projeto Integra Brasil, do governo federal. Em Nova Crixás, o governador Ronaldo Caiado afirmou: “Essa região precisa ter os incentivos do governo, para poder trazer também as indústrias e dar oportunidade de emprego para as pessoas. Eu tive que tirar a teta dos empresários grandes para retirar os incentivos das grandes cidades. Eles andaram batendo no Caiado, mas eu sei como é desmamar bezerrão. Hoje as pessoas sabem que o dinheiro está sendo corretamente aplicado no Estado. Por isso que as coisas vão multiplicar”. A afirmação se refere a política de concentração de serviços em municípios maiores em detrimento dos mais carentes. “É o interior que alavanca, que produz, alimenta e cada vez mais eleva a economia no nosso Estado”, reforçou Caiado. O superintendente da estatal em Goiás, Eugênio Montenegro, afirmou que os Correios estarão com toda a estrutura de operação na cidade, disponibilizada por meio da parceria com o Estado.  [caption id="attachment_231834" align="alignnone" width="620"] Foto: Reprodução / Júnior Guimarães / Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás[/caption] O policial militar reformado Luiz Furtado Rosa, que mora há 52 anos em Nova Crixás, esteve presente no evento de lançamento do Balcão do Cidadão e elogiou a iniciativa. “Antigamente eu precisava ir até Mozarlândia, São Miguel do Araguaia ou até Goiânia para fazer o recadastramento anual de servidor público”, contou. “Nós também merecemos dignidade como todos os outros goianos”, emendou. A unidade dos Correios em Nova Crixás é tão nova quanto a própria cidade, que, como povoado, nasceu no início da década de 1970. Atualmente, passam pela agência entre 70 e 80 pessoas por dia, número que deve ser ampliado com a oficialização da parceria entre os governos estadual e federal, para a oferta de mais serviços. Hoje, Nova Crixás conta com 12 mil habitantes. Os outros municípios contemplados pelo projeto neste sábado, Abadiânia, Edéia e Niquelândia, têm, respectivamente, 20 mil, 12 mil e 46 mil habitantes. Em Niquelândia, na ocasião do fim da viagem de abertura do Balcão do Cidadão, Ronaldo Caiado aproveitou o ensejo para relembrar outras de suas plataformas de governo: quitar a folha de pagamento do funcionalismo; pagar o valor referente ao salário de dezembro antes do Natal; valorização dos policiais, civis e militares. “"A família tem de ter segurança, que é responsabilidade do Estado. E bandido não terá vez aqui enquanto eu for governador do Estado de Goiás”, disse o governador. 

Presos usaram entrada de ar da cela para fugir de presídio em Caldas Novas

Além dos fugitivos de Caldas Novas, três escaparam do Presídio de Abadiânia após escavarem buraco no banheiro da cela que dava acesso à área externa [caption id="attachment_231939" align="alignnone" width="620"] Unidade Prisional de Caldas Novas / Foto: Reprodução/G1[/caption] De acordo com a 4ª Coordenação Regional Prisional da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) os dois detentos, que cumpriam pena por homicídio na Unidade Prisional Regional de Caldas Novas, fugiram do local pelo espaço de entrada de ar da cela. A evasão ocorreu na madrugada deste domingo, 19. Em Abadiânia, três presos também escaparam da Unidade Prisional Regional da cidade, que está localizada no Entorno do Distrito Federal. Os custodiados cavaram um túnel no banheiro da cela, que deu acesso à área externa do Presídio. A DGAP informou que as forças policiais já foram notificadas para que sejam realizadas buscas pelos foragidos. "A ocorrência, sob investigação da Polícia Civil, será apurada também internamente pela DGAP para que sejam tomadas as providências cabíveis", informou nota. Denúncias anônimas que levem ao paradeiro dos cinco fugitivos podem ser feitas por meio do 197 da Polícia Civil, pelo 190 da Polícia Militar ou pelo (62) 3201-1212 da Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública.

Projeto de Lei prevê subir idade considerada idosa de 60 para 65 anos

Caso seja aprovada, atendimentos preferenciais para idoso passam a valer apenas para quem tem acima de 65  [caption id="attachment_43657" align="alignnone" width="620"] Idade considerada idosa pode subir de 60 para 65 anos no Brasil| Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil[/caption] Tramita na Câmara dos deputados, o Projeto de Lei 5383/19, de autoria do deputado federal João Campos (Republicanos), que prevê a alteração da idade considerada idosa de 60 para 65 anos de idade. Dentre as justificativas do parlamentar para a mudança, que modifica o Estatuto do Idoso e a Lei 10048/00, está o aumento da expectativa de vida do brasileiro, mulheres para 80 anos e homens para 73 anos em média, de acordo com o IBGE. Segundo João Campos, outro motivo é a atualização da idade para aposentadoria, conforme a Emenda Constitucional 103/19, da Reforma da Previdência, que subiu a idade mínima dos homens para 65 e das mulheres para 62. "Não existe mais justificativa para dizer que uma pessoa com 60 anos é idosa. A cada dia que se passa vemos mais pessoas atingindo essa idade com qualidade de vida, em plena atividade laboral, intelectual e até mesmo física”, argumentou o deputado federal. O projeto deve passar pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e pela Comissão de Constituição de Justiça, antes de ser votada na Câmara. Caso seja aprovada no Congresso e sancionada pela Presidência da República, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa passa a regular apenas quem tiver acima de 65 anos. Além de que o atendimento preferencial em bancos, repartições, transporte público etc.

Mais de dez produtos da Backer estão contaminados, diz Ministério da Agricultura

Belorizontina, Capixaba, Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown, Backer D2, Corleone e Backer Trigo são os produtos em que o Mapa confirmou a existência da substância tóxica dietilenoglicol [caption id="attachment_231618" align="alignnone" width="620"] Investigação sobre contaminação da cerveja Belorizontina fez surgir onda de boatos sobre qualidade das cervejas e incidência de doenças como câncer no Brasil | Foto: Gustavo Andrade/Divulgação[/caption] O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou na noite do último sábado, 18, a lista com os lotes de cerveja Backer nos quais foram comprovados a existência da substância tóxica dietilenoglicol, que causou a morte de ao menos quatro pessoas em Minas Gerais. De acordo com análises dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária, 32 lotes da cerveja estão contaminados. Dentre os produtos, estão: Belorizontina, Capixaba, Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown, Backer D2, Corleone e Backer Trigo. Ainda com informações do Mapa, a Cervejaria Backer permanece fechada até que se comprovem "condições seguras de operação". A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição das marcas de cerveja Backer com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020. Ainda, ficou determinado que a empresa deve realizar o recall dos produtos com toxicidade confirmada e, também, produtos que ainda não tiveram sua idoneidade constatadas. "O Mapa segue atuando nas apurações administrativas para identificar as circunstâncias em que os fatos ocorreram e tomando as medidas necessárias para mitigar o risco apresentado pelas cervejas contaminadas", informou a pasta por meio de sua página no Twitter.

Vereador acredita que análise técnica do Plano Diretor vai proporcionar apreciação menos política

Tendência é que o projeto retorne à pauta já no início do mês de fevereiro e seja apreciado definitivamente no mês de abril. Para parlamentar, consultoria da UFG proporcionará mais assertividade 

Cristiano Cunha pode ser o candidato do PV a prefeito de Goiânia

Presidente da legenda pode frustrar os planos do deputado Eduardo Prado, que há meses se coloca como pré-candidato na capital

Após rompimento, tráfego na GO-040 em Pontalina é liberado

No último sábado, 11, a GO-215 também havia sido liberada, após concluir obras no encabeçamento de outra ponte

Goiânia ganha primeiro centro de treinamento gamer voltado para jogadores de LoL e CS

Primeiros atletas desembarcaram em Goiânia para início dos treinos na nova casa do time Rensga Esports. Diretor executivo do grupo garante que equipe CS:GO será 100% goiana

Contrariando entendimento do Inep, faculdades usam índices do MEC para marketing

Colaboração Luiz Phillipe Araújo

Instituições de Ensino Superior comparam indicadores que não foram criados com objetivo de ranqueamento

No último mês, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou dois de seus principais indicadores: o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e do Índice Geral de Curso (ICG). As métricas são usadas para subsidiar o reconhecimento e recredenciamento de instituições de ensino. Além da função oficial, os números também são noticiados em diversos veículos (Jornal Opção incluído) como avaliação da qualidade da educação superior.  Entretanto, ao compreender que os índices podem ser usados para marketing institucional, faculdades e universidades encontraram formas de se destacar em listas ranqueadas – o que não é o propósito dos indicadores e gera protestos de instituições prejudicadas. Uma das distorções provocadas por esta competição, por exemplo, é que é possível para Instituições de Ensino Superior (Ies) elevarem seus índices sem necessariamente investir em corpo docente, infraestrutura ou recursos didático-pedagógicos. O problema é conhecido e discutido na academia, e a distorção entre índices e qualidade real do ensino superior é reconhecida pelo próprio Inep. “Os resultados do IGC, assim como os de quaisquer outros indicadores sociais, não são um retrato exato das condições concretas da realidade observada, mas um indicativo sobre como os processos formativos estão ocorrendo nas instituições”, afirmou a assessoria de comunicação do instituto. “Nesse sentido, o Inep vem desenvolvendo estudos a fim de aprimorar seus processos e estabelecer uma gama de indicadores capazes de contemplar dimensões e características diversas da Educação Superior, inclusive quanto às diferentes formas de organização administrativas das instituições”, concluiu a assessoria do órgão.  Entretanto, os proprietários das instituições ouvidos afirmaram entender os índices divulgados pelo Ministério da Educação (Mec) de maneira diferente. Os diretores gerais responsáveis por instituições melhor qualificadas de Goiás, Patrícia Mendonça, da Faculdade Unida de Campinas (Facunicamps), e Adriano Valotto, da Faculdade Noroeste (Fan), afirmaram entender o IGC como parâmetro de ranking e comparação entre diferentes instituições. O CPC avalia os cursos de graduação segundo o desempenho de alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e na avaliação de corpo docente, infraestrutura e recursos didático-pedagógicos. Ponderando a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, o próprio CPC será usado para compor o IGC, junto com a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu atribuídos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Entretanto, para as instituições que não possuem programas de pós-graduação stricto sensu, o resultado expressa apenas o compilado dos desempenhos dos cursos de graduação da instituição. Apenas três entre as dez instituições melhor ranqueadas oferecem mestrado e apenas duas têm programa de doutorado. Embora programas de pós-graduação pontuem em média melhor do que a graduação, este resultado pouco contribui para que Ies com pós-graduação tenham média mais alta, já que o número é ponderado pela quantidade de matrículas. Isso significa que instituições menores são privilegiadas, pois não precisam investir esforços na pesquisa científica, rigorosamente medida e monitorada pela Capes. Em 2018, a Ies melhor avaliada em Goiás, a Faculdade Unida de Campinas (Facunicamps), teve cinco cursos avaliados no CPC. Em segundo lugar, a Faculdade Noroeste (FAN), teve três. A Universidade Federal de Goiás (UFG) aparece em terceiro lugar, com 108 cursos de graduação. Para comparação, a Facunicamps teve 64 concluintes de curso avaliados pelo Enade neste triênio, a Fan apenas 8, e a UFG 478. [caption id="attachment_146692" align="alignnone" width="620"] Brasília - Candidatos aguardam abertura do portões do UniCEUB para o primeiro dia de provas do Enem 2017(Valter Campanato/Agência Brasil)[/caption] Segundo a coordenadora adjunta na área de Ciências Biológicas I da pós-graduação, Célia Maria de Almeida Soares, coordenadores de pós-graduação têm como atribuição fazer relatórios anuais detalhando a produção científica, número de publicações, teses, ingressantes e formandos. “A cada quatro anos, a Capes monta um grupo de avaliadores para cada área que avaliam as Ies. Elas são classificados por conceitos, excelente, bom, muito bom, em notas que variam de 3 a 7 e que são utilizadas para concessão de bolsas ou fechamento de cursos”, afirma a professora coordenadora. Sem a variável da pós-graduação, o IGC é idêntico ao CPC. Este, por sua vez, é calculado com base no Enade e na avaliação de corpo docente, infraestrutura e recursos didático-pedagógicos. Estes ativos são aferidos por questionário online respondido por estudantes no site do Inep em qualquer lugar com acesso à internet.  De acordo com o Inep, “os cursos que obtiverem Conceito Preliminar de Curso (CPC) 4 ou 3 têm sido dispensados da avaliação in loco, uma decisão que compete à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres)”. Rogério Dentello, Coordenação Geral de Avaliação dos Cursos de Graduação e de Instituições de Ensino Superior do Inep, afirma sobre as avaliações in loco: “Nosso objetivo é avaliar as diretrizes educacionais de cada instituição e ajudá-las a melhorar. É diferente de uma supervisão do Mec quando há suspeita de fraude. As Ies se prepararam para receber-nos e avisam seus alunos que dedicarão a um tempo para a avaliação.” Há ainda outro fator complicador com o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). O Inep define a variável como: “uma medida que busca mensurar o valor agregado pelo curso ao desenvolvimento do estudante no processo formativo, sendo um dos componentes do CPC. Conforme descrito na nota técnica de cálculo do IDD, não existe uma comparação direta entre as notas obtidas pelo estudante no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Enade. O objetivo do IDD é exclusivamente o de mensurar o valor agregado pelo processo formativo, sempre tomando como referência o nível de desenvolvimento do estudante quando do ingresso no curso avaliado”. O IDD, portanto, é uma medida de quanto determinado aluno se desenvolveu desde a data em que entrou até quando saiu do ensino superior. Na lógica de competição que se estabeleceu, entretanto, quanto menor a nota do estudante no Enem e melhor na do Enade, melhor para a Ies. Ainda mais: Ies com menores notas no Enem necessárias para se ingressar se beneficiam da comparação ranqueada; como universidades disputadas têm “ponto de corte” mais alto, menor tende a ser o desenvolvimento compreendido ao final do curso.  [caption id="attachment_231642" align="alignnone" width="620"] Capes tem sistema rígido de monitoramento de qualidade da pós-graduação, afirma Célia Maria de Almeida Soares | Foto: Reprodução / TV UFG[/caption] A comunicação da Faculdade Unida de Campinas (Facunicamps) afirmou: "Não fazemos propaganda enganosa, o que fazemos é divulgar o índice – aí vai de cada um saber se é de qualidade ou não é – mas é uma nota do MEC; uma avaliação contínua pela qual é possível comparar as Ies. Divulgamos uma nota oficial publicada pelo MEC". "A FacUnicamps tem quase 100% do corpo docente formado por mestres e doutores, estrutura física indo para o quarto campus e atualmente dotada de laboratórios, auditório, salas de aulas equipadas, inúmeras atividades de extensão e extracurriculares, toda a grade disciplinar aprovada e monitorada pelo MEC, resultados bastante satisfatórios com os profissionais que coloca no mercado", concluiu a comunicação da instituição.

“Prevemos 16 obras na saúde e vamos concentrar força para que elas se efetivem”

Secretário da Saúde, Ismael Alexandrino conta como tem lidado com as dívidas e projeta várias entregas para 2020 no processo de regionalização do atendimento no Estado

PTB acerta aliança com o Progressistas e pode lançar vice em Morrinhos

Partido do atual prefeito, Rogério Troncoso, é o primeiro a acertar aliança com o PP para apoiar a candidatura do sindicalista Vinicius Cândido

Apesar do caso Backer, explode mercado de cervejas especiais

As cervejas artesanais e especiais caíram no gosto dos brasileiros e têm se tornado parte da cultura. Produtores e cientistas afirmam que ainda há muito espaço para o crescimento deste mercado [caption id="attachment_231810" align="alignnone" width="620"] Linha Asturia, da cervejaria Klaro Chopp, insere a marca no mercado de cervejas especiais | Foto: Reprodução / Vitor Mercez[/caption] Nos últimos dez anos, o mercado brasileiro de cervejas especiais tem crescido exponencialmente. O interesse crescente no produto tem a ver com uma mudança de cultura que pode ser percebida nas ruas da cidade, onde é cada vez mais comum encontrar bares dedicados ao ramo. Mesmo grandes fábricas de marcas já consagradas no ramo das cervejas e chopes tradicionais têm dedicado esforços a criar linhas artesanais – como é o caso da Klaro Chopp, com sua linha Asturia.  Enquanto em 2009 eram 70 cervejarias, o último levantamento da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) aponta 700 fabricantes, fora os não registrados. Apenas em 2019, ano em que o estudo foi publicado o crescimento no número de fábricas foi de 35%. Este crescimento está longe de encontrar seu pico, segundo cervejeiros artesanais e tradicionais ouvidos, já que apenas 2,5% da cerveja consumida no Brasil é artesanal – para comparação, essa proporção é de 20% nos Estados Unidos.  Francielo Vendruscolo é Professor da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG). O Doutor em Engenharia de Alimentos tem experiência na área de processos biotecnológicos e cervejas artesanais, além de ser o idealizador e coordenador do Projeto Cervejamos, que tem por objetivo difundir a cultura da cerveja artesanal. O professor afirma que a própria definição de cerveja artesanal tem a ver com a característica única do produto: “Cervejas Artesanais são aquelas produzidas sem sofisticações industriais, sem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sem intenção de comercialização, apenas consumo próprio. Pela dificuldade de controlar os fatores do processo, o cervejeiro dificilmente conseguirá repetir a mesma receita com as mesmas características sensoriais”, diz Francielo Vendruscolo. Ele traça uma diferença entre Cervejas Especiais, que possuem um padrão de identidade (mesmas características em lotes diferentes), registro no Mapa e têm intenção de serem viáveis comercialmente, mas que também tentam atender consumidores que valorizam a apreciação sensorial.

Como começar

Vitor Mercez, responsável pela cervejaria Asturia, criada em 2013, explica que seu interesse pelo produto artesanal começou cedo: “Minha família iniciou a Klaro Chopp há 15 anos em Goiânia, e desde meus 18 estou dentro da fábrica. Fiz cursos de degustação, não só pelo interesse do paladar, mas também para entender melhor o que fazemos, e acabei me interessando pela arte”. Ele conta que, além da linha Asturia, a Klaro Chopp também usa sua fábrica para produzir cervejas para marcas terceirizadas, chamadas “marcas ciganas”, que têm o rótulo, mas não o meio de fabricação. [caption id="attachment_231812" align="alignleft" width="300"] Henrique Augusto Martins entrou no mundo das cervejas pela degustação | Foto: Reprodução / Arquivo[/caption] Um destes rótulos é a Lola, criada pelo jornalista Henrique Augusto Martins. Ele conta como conseguiu profissionalizar seu hobby e empreender neste mercado: “Comecei degustando, como quase todo mundo começa. Vamos evoluindo nosso paladar e chega um ponto em que começamos a ficar curiosos com as possibilidades da produção. Descobri que dava pra fazer em casa, juntando amigos, montando associações, compartilhando equipamentos”. O conselho de Henrique Augusto Martins para os que se interessam pela produção amadora é justamente conversar com alguém que já produza e se aproximar de congregações de cervejeiros, como a Acerva ou a Abracerva – ambas com representação em Goiás. Entretanto, empreender no mercado é um pouco mais arriscado e complexo. Henrique Augusto Martins afirma que produzia a modesta quantidade de 20 litros por vez lote quando, no evento de cervejas especiais Piribier, seu produto chamou a atenção do responsável pela fábrica da Klaro Chopp, Reginaldo Mercez. “Ele nos convidou para produzir em sua fábrica. Começamos sem saber como vender, fazer a distribuição ou o marketing.” Este fator, segundo Vitor Mercez, é o principal desafio para aqueles que estão começando. “Muita gente produz cerveja como hobby e está legal, tem aceitação dos amigos e familiares. Mas, quando tenta empreender, acaba fracassando porque falta a parte profissional. Então, meu conselho para quem quer começar é estudar bastante, estudar a parte mercado também”.

Como fazer uma cerveja única

Embora as cervejas possuam apenas quatro ingredientes essenciais – água, malte, lúpulo e fermento – cervejeiros podem controlar diversas etapas do processo para tornar seu produto único. Escolha dos maltes e lúpulos, características da brasagem, uso de diferentes técnicas de lupulagens e obediência aos padrões de qualidade e higiênico sanitários fazem a diferença entre um rótulo e outro.  Além disso, explica Francielo Vendruscolo, existem diversos subtipos de cervejas dentro de duas grandes famílias: a das ales e a das lagers: “Cervejas Lagers, também conhecidas como cervejas de baixa fermentação, são fermentadas entre 7 e 15°C por leveduras de baixa fermentação que se encontram, predominantemente, na parte inferior do tanque de fermentação. As Cervejas Ales, conhecidas como cervejas de alta fermentação, são fermentadas entre 16 e 24°C. São produzidas com leveduras de alta fermentação que se encontrarão, predominantemente, na parte superior do tanque de fermentação.” [caption id="attachment_231811" align="alignnone" width="620"] "Para quem quer tentar empreender, aconselho a estudar bastante o mercado também", diz Vitor Mercez | Foto: Reprodução / Luan Rampazzo[/caption] Henrique Augusto Martins afirma que a possibilidade de criar receitas é praticamente infinita. Ele cita como exemplo a witbier, uma ale belga feita de trigo e temperada com sementes de coentro e cascas de laranja. “A primeira cerveja da Lola foi uma witbier. Eu adicionei na minha receita casca de limão siciliano ao invés da de laranja e lúpulo tcheco para criar um sabor particular”. Outro exemplo: “Nosso paladar evolui, então minha cerveja favorita eventualmente muda”, diz o jornalista cervejeiro, “mas atualmente gosto das mais ácidas. Temos uma sour beer, que é a que mais gosto. Ela tem acerola e maracujá e é feita com dupla fermentação – primeiro fermentação lática, com produção de ácido lático, depois fermentação normal”.

Por que sair da zona de conforto?

Vitor Mercez diz que, em sua opinião, os festivais começaram a mudança cultural que promoveu a apreciação da cerveja. “O vinho já tem essa cultura há muito tempo, com figuras como os enólogos. Um produto superior às cervejas tradicionais abre portas, como a harmonização com comidas, etc”. Entretanto, Vitor Mercez acredita que o maior obstáculo a ser superado permanece sendo o de convencer consumidores de cervejas tradicionais que consumir um produto mais caro pode valer a pena. “Precisamos aprender a catequizar o público que gosta das cervejas tradicionais, esse é o maior desafio”, diz Henrique Augusto Martins. Para converter quem consome cervejas industriais clássicas, algumas estratégias têm se tornado populares. “Se vamos vender em supermercados onde há pessoas de todos os níveis socioeconômicos, temos de ter um promotor de vendas fazendo degustação gratuita, explicando nuances do produto”. Quando perguntado por que cervejas especiais são melhores do que as mainstream, o engenheiro de alimentos Francielo Vendruscolo explicou a diferença na composição das duas bebidas: “Algumas cervejarias optam pela adição de cereais não malteados com a finalidade de reduzir o preço final. Cervejas especiais, em sua maioria, utilizam apenas maltes e não fazem uso de cereais não malteados. Quando atrelado à utilização de lúpulos adequados e adicionados em diferentes momentos do processo de produção, acabam conferindo características sensoriais superiores às cervejas tradicionais”.

A contaminação da Backer, ou, é perigoso tomar cervejas especiais? 

Após pacientes se internarem com síndrome nefroneural em Minas Gerais, descobriu-se que cervejas especiais da fabricante Backer estavam contaminadas com mono e dietilenoglicol. Investigações ainda não foram concluídas e até o momento quatro pessoas morreram por terem ingerido as substâncias usadas como fluído de refrigeração no processo produtivo. O engenheiro de alimentos Francielo Vendruscolo explica que cervejarias já utilizam fluidos alternativos para a refrigeração, como soluções hidro alcóolicas (mistura de água e álcool etílico). “Não existem agentes tóxicos envolvidos diretamente na produção, mas existem óleos e lubrificantes, detergentes, sanitizantes que podem direta ou indiretamente, contaminarem a cerveja. Antes de comentar sobre os riscos de novas contaminações pelo dietilenoglicol, é preciso aguardar a conclusão da investigação que esclarecerá a natureza da contaminação”. Henrique Augusto Martins levantou, junto à Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), se alguma cervejaria goiana utiliza o monoetilenoglicol ou o dietilenoglicol: “Não é comum. Em Goiás, nenhuma cervejaria a utiliza, pelo menos entre as associados à Abracerva. Sei que a utilização do dietilenoglicol no Brasil é rara, pois esta é uma substância cara comparada com a alternativa da mistura na proporção de 30% etanol e 70% de água, que cumpre a mesma função sem o risco de contaminação cruzada”. Isto não significa que não existam riscos, explica Francielo Vendruscolo. Cervejas Especiais comercializadas, entretanto, devem pussuir registro no Mapa e obedecer os Procedimentos Operacionais Padronizados, se adequando aos requisitos mínimos exigidos pela legislação, o que garante sua segurança ao consumidor. Quanto às genuinamente artesanais, produzidas sem registro no Mapa e cujo principal objetivo não é a comercialização, mas o consumo próprio, Francielo Vendruscolo aconselha: “É Importante seguir condições higiênico-sanitárias adequadas, acondicionar os insumos em local fresco e seco, lavar e higienizar os utensílios com água quente ante e após a utilização, lavar corretamente as garrafas, tomar cuidado com o uso de detergentes e sanitizantes tóxicos, pois muitos cervejeiros artesanais optam pela utilização de sanitizantes utilizados por industriais que requerem Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) para manipulação e utilização”.

Projeto Cervejamos

[caption id="attachment_231816" align="alignnone" width="620"] Professor Francielo Vendruscolo ministra cursos para ensinar a Arte de fazer cerveja artesanal | Foto: Reprodução / Arquivo[/caption] O Projeto Cervejamos é um projeto de Extensão desenvolvido na Universidade Federal de Goiás coordenado por Francielo Vendruscolo. Foi iniciado em novembro de 2016 com o intuito de divulgar a Arte da Cerveja Artesanal na Região Centro-Oeste. Dentre as principais atividades, há a ministração de cursos de curta duração para ensinar a Arte de fazer a cerveja artesanal, permitindo que os inscritos consigam desenvolver suas próprias cervejas.  O coordenador explica: “Associamos a Ciência e Tecnologia e utilizamos alguns conceitos de matemática, física, química e biotecnologia nas atividades desenvolvidas. Também buscamos ofertar palestras e atividades relacionadas aos amantes da cerveja artesanal. O projeto foi muito bem aceito pela Comunidade, as atividades desenvolvidas atingiram participantes de vários municípios Goianos e muitos ex-alunos estão desenvolvendo suas próprias cervejas. Alguns deles, inclusive, passam por aqui e deixar algumas amostras para degustação!”