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“Entrar no RRF é manter a dívida suspensa e conseguir fazer o ajuste fiscal de forma mais célere”

Para titular da Economia, governo precisa aderir ao Regime de Recuperação Fiscal para ter condições de se reorganizar. "Se o Estado não entrar no RRF, no meio do ano começaremos a ter problema"

Três iluminações do cinema que manipulam suas emoções

Se à princípio a luz servia para iluminar, dar perspectiva e melhorar a imagem, o cinema, ao longo de seu caminho, encontrou outros sentidos mais profundos para aperfeiçoar suas técnicas  A fotografia e o cinema nasceram praticamente juntos, lá por meados de 1890, e tinham como premissa básica de iluminação a naturalidade, a luz solar. Por essa razão, o cinema foi transportado de Nova York para Los Angeles, nos anos 20 do século passado, como explica o teórico do cinema Richard Blank em seu livro "Cinema e luz. A história da luz no cinema é a história do cinema". Em Los Angeles, a luz é mais clara, mais contundente e mais dourada, o que possibilita uma iluminação frontal e uniforme nas personagens. Enquanto as tecnologias para aperfeiçoar a iluminação se desenvolviam, outros padrões do cinema hollywoodiano também começavam a se delinear, como os perfis de suas estrelas, de suas personagens, sonoridades e roteiro e todo um pot-pourri de regras que fortaleciam sua posição no establishment. Hollywood se tornava uma das indústrias mais poderosas do mundo. Do outro lado do Oceano Atlântico, na Europa os cineastas quebravam os paradigmas e faziam exceção à regra, se inspirando na estética de movimentos artísticos, se adaptando às adversidades (guerras, falta de recursos, clima, política) e buscando uma substância mais subliminar e filosófica para a iluminação de seus filmes, como ocorreu com o Expressionismo Alemão, o Realismo Italiano, a Nouvelle Vague e, também aqui nos Trópicos, o Cinema Novo Brasileiro. Na pintura, a brincadeira com luzes e sombras permitem os olhos humanos a identificarem a perspectiva dos objetos. Pessoalmente, nós não precisamos exatamente que as luzes e sombras nos ajudem a determinar a distância entre os objetos e nós ou dos objetos com outros objetos, porque temos dois olhos que capturam a imagem de ângulos diferentes, mesmo que sutilmente. Apesar de pequeno, o deslocamento proporcionado pelos dois olhos nos dão a percepção tridimensional. Como na pintura, a fotografia e o cinema também tiveram de desenvolver estilos de iluminação capazes de dar noção de profundidade para o público. Para além disso, também de transmitir mensagens subliminares ou sensações com um propósito específico. Agora, a iluminação não apenas proporciona luz e sombra, perspectiva e melhora a qualidade da imagem, como ela também cria no fantástico mundo da imaginação e das sensações a dramaticidade. Um dos efeitos de iluminação mais famosos da Sétima Arte foi criado há cerca de 400 anos pelo pintor holandês Rembrandt Van Rijn. Dentre as características mais marcantes deste artista está a forte marcação das linhas de expressão dos rostos, o dramático chiaroscuro herdado de Caravaggio (claro-escuro: um contraste forte entre luzes e sombras) e a luz triangular carimbada sob os olhos de seus retratados. Essa última é hoje uma das mais utilizadas artimanhas do cinema, frequentemente usada para fazer o espectador acreditar que este é um momento emocional para a personagem. Em filmes de suspense ou thriller, já é mais comum ver o efeito Top Down Lighting, que é uma técnica de iluminação desenvolvida para tornar determinados rostos da história assustadores. Geralmente a iluminação também é low-key, ou seja, o fundo é bastante escuro e a luz se concentra na personagem, reforçando a protuberância da face. O rosto é iluminado diretamente de cima para baixo e, com isso, é possível criar uma luz no formato de uma caveira sobre o rosto, o tornando mais ameaçador ou intimidador. A sensação no público é de medo. Já o Far Side Key é uma luz quase poética e que dá às personagens um ar mais intrigante. Uma sombra mais endurecida deixa encoberto o lado da face que está voltado para a câmera, enquanto a luz ilumina o lado do rosto que quase não mostra. O efeito tem o poder de romantizar, dramatizar ou dar um ar heroico à personagem.

A destruição criativa do trabalho americano

Considerações sobre o documentário “Indústria Americana”, que concorre ao Oscar 2020

Everaldo Leite

Em agosto de 2019 a Netflix disponibilizou para seus assinantes o documentário “Indústria Americana” (American Factory), dirigido por Steven Bognar e Julia Reichert, que mostra a difícil síntese produzida a partir do encontro entre culturas de trabalho diferentes. No filme, uma empresa chinesa adquire o que restou de uma montadora da GM em Ohio, no centro-oeste americano, e lá começa um processo de fabricação de vidros, com objetivo de atender a produção mundial de automóveis. Trabalhadores americanos são contratados e submetidos ao modelo chinês de manufatura, que abrange um mínimo de doze horas de trabalho diários e que não se detém para o descanso semanal. Trabalhadores chineses são contratados e trazidos da Ásia para impor o ritmo e suprir as “deficiências” americanas. Sem aceitar que hajam ingerências do sindicato, começa aí uma batalha entre a obstinação asiática e a “predeterminação” do sonho americano. Desde o início, a velha questão: O que um americano médio quer? Sua cultura de vencedores, como mostra o documentário, fala em bons empregos, excelentes investimentos, casas, família típica, carros, crianças na escola e jovens na faculdade. Há lugar para os perdedores, é claro, mas na imagem das más consequências individuais nascidas das péssimas decisões. Existe, para tanto, desde o seu nascimento, um ideal de liberdade pelo qual todos podem correr atrás de seus sonhos, lançando mão da racionalidade e, não raramente, da certeza de que “Deus” os ajudará. No folclore geral a visão correta é a de que os EUA conseguiram a liderança econômica mundial e construíram a sua colossal força militar em função desse sonho, e, por isso, nunca serão pisoteados por quaisquer circunstâncias externas ou sabotados por uns poucos interesses egoístas internos. O filme “Indústria Americana”, insistentemente, mostra que o contrário pode ser a verdadeira realidade de grande parte do país. A meritocracia é um valor da democracia dos EUA, pois é o que dá significado às vitórias e às derrotas individuais. Cada um americano tem o que merece, segundo a ética do mérito. Não parece, portanto, na mentalidade americana, que as circunstâncias adversas podem ser a verdadeira causa do fracasso de muitos. O valor do mérito próprio, muito mais relevante, acaba por se impor como uma baliza entre o que o indivíduo consegue realizar e o que ele efetivamente sonhou para si. Por isso, a frustração consigo mesmo é clara e fica estampada na cara de cada um trabalhador – que aparece no filme – após a crise de 2008 ter colapsado o setor industrial de toda aquela região. Aliás, essa frustração quanto à fragmentação de seus sonhos, de terem nada em mãos apesar de atribuir mérito ao que realizavam até então, foi a única coisa que restou de uma complexa equação política e econômica cujo trabalhador nunca tem acesso e compreensão. Obviamente, o documentário não consegue aprofundar o espantoso contexto político-econômico no qual subjaz os interessantes fatos que apresenta. Seriam muitas horas a mais de filme. Sua meta é contar uma história e dar voz àqueles que comumente servem apenas às estatísticas. Não deixa de ser um ponto de vista americano, mas a oportunidade de fala também se estende aos trabalhadores e gestores chineses, que a utilizam conforme acham pertinente. O produto final, o filme, é bastante franco nesse sentido, não destaca um vilão ou uma vítima, aparentemente todos ali se movem por intenções apropriadas ao que requer sua própria cultura de trabalho. Se os diretores de “Indústria Americana” deixaram de fora da narrativa algo essencial – talvez propositalmente – foi a possibilidade de um sonho chinês ser tão respeitável quanto o sonho americano.  O que os americanos perderam de vista é que outros países também têm indivíduos com desejos. O sonho chinês, diferentemente do sonho americano, é um ideal que, apesar de atender ao indivíduo, precisa primeiramente satisfazer aos interesses coletivos de sua nação. A empresa chinesa precisa ser extremamente produtiva, muito lucrativa, impressionar o ocidente e atender todo o planeta, em honra da China. No documentário esse espírito coletivista fica bastante evidente na postura militarizada dos seus trabalhadores e na forma arrogante como estes se colocam frente aos “preguiçosos” e “piores” trabalhadores americanos. Essa característica parece ofensiva e traz uma ideia de superioridade étnica nada insignificante. Ao cair o véu da polidez chinesa – seus forçados gestos de simpatia e de tolerância – o que se exibe no documentário é a face mais radical e rigorosa da ética da meritocracia. O mérito, para o chinês, é praticamente um estatuto religioso e sua total dedicação ao trabalho é a realização do sonho em si, tendo a casa, o carro e a família – tão caros aos americanos – como consequências secundárias. Não, os chineses não são desalmados, são na verdade uma nação cuja economia de mercado e o ativismo do Estado lhes restituiu o orgulho imperialista. Não prometem guerra contra nenhum povo, mas querem enriquecer rapidamente ocupando o espaço dos “perdedores” com sua tecnologia inovadora e, como mostra o documentário, com sua carga horária quase suicida de trabalho. Na China, especialmente nas grandes cidades empresariais, se vê muito claramente que a riqueza e a mudança dos hábitos estão criando uma nova civilização asiática. Há chineses ricos, de classe média e chineses pobres, mas o que se deve ressaltar é que a mobilidade social por lá é impressionantemente forte vis à vis à sua crescente produtividade. No documentário, uma equipe americana é levada à China para conhecer esse novo mundo e suas expressões não deixam dúvida sobre o impacto dessa realidade. Meritocracia, mérito, os estadunidenses quase dizem: “eles merecem ser ricos, nós, sindicalizados preguiçosos, não!”. Os EUA ainda são os grandes representantes econômicos do ocidente, não há dúvida. Sua expansão tecnológica e seu potencial financeiro são admiráveis, sendo pioneiros e hegemônicos em vários segmentos produtivos. O seu setor de serviços é sofisticado e o grau de complexidade de sua produção surpreende o mundo competitivo. Sua supremacia política, com o fim da União Soviética, foi a mola propulsora da globalização, que fez crescer colossalmente o comércio internacional e gerou oportunidades em todos os países que aderiram rapidamente ao novo modelo de negócios, especialmente os países asiáticos. A Coreia do Sul, Cingapura e a própria China lançaram mão de todas as boas ideias do mundo corporativo e, não raras vezes influenciados pelos objetivos de seus governos, sofisticaram a sua indústria e desenvolveram segmentos complexos para atender as demandas mundiais. O que o documentário “Indústria Americana” revela é apenas mais um capítulo de um momento histórico que se iniciou lá atrás, bem antes da eclosão da crise de 2008. Ou seja, a narrativa somente aponta para mais um processo pragmático de “destruição criativa” – conceito criado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter (que não é da chamada Escola Austríaca de Economia) –, que se segue de modo incontornável na esteira deste novo momento do liberalismo. A China transnacional, hoje com melhor eficácia produtiva, melhor tecnologia industrial e enorme ambição por parcelas maiores de mercado, quer destruir o modelo americano e transformar seus trabalhadores, criando novos paradigmas a serem seguidos. O documentário mostra justamente isso, a destruição criativa do trabalho, com a inédita substituição do sonho americano por satisfações materiais e afetivas pelo sonho do trabalho incansável. O documentário “Indústria Americana” concorre ao Oscar 2020 de melhor documentário, vamos ver que efeito terá essa difícil história nos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas na hora do voto.   Everaldo Leite é economista. 

“Coma branco”: as aventuras de um guitarrista goiano na terra do Tio Sam

Obra do jornalista e escritor Henrique Morgatini conta as peripécias de Mark Days no mundo do rock da Califórnia, na década de 1990

Mariza Santana

O mundo dos astros do rock é basicamente composto por música, sexo e drogas. Além é claro, atualmente, de milhões e milhões de dólares. Até aí, nenhuma novidade, é somente um lugar comum. Todos sabem como funciona a engrenagem desta indústria cultural que influencia a vida de milhares de jovens em todo o planeta, ditando moda e consumo, enfim toda uma forma de viver. Alguns ídolos do rock foram embora cedo, como Jimmy Hendrix e Janis Joplin, e mais recentemente, Kurt Cobain. Outros astros sobrevivem nos palcos até hoje, para o delírio dos fãs, com Axl Rose. Entre eles, alguns já são chamados de dinossauros do rock, como Ozzy Osborne (e sua lendária mordida em um morcego em pleno palco, durante um show) e o setentão Mick Jagger, só para citar uma pequena parcela dessas celebridades. O leitor vai perceber que, embora roqueira de coração, meus conhecimentos sobre o mundo do rock se resumem a algumas bandas e artistas mais antigos (Pink Floy é um dos meus favoritos). Estes astros, entretanto, ainda arrastam multidões em festivais como o Lollapalooza e o Rock in Rio. Por isso, senti um pouco de dificuldade para identificar todos os personagens deste meio musical em Terras do Tio Sam, na década de 1990, ao me embrenhar no livro “Coma Branco”, do jornalista e escritor Henrique Morgatini. Este detalhe pode limitar o número de leitores da obra, que acaba apresentando uma narrativa destinada a um público específico: os roqueiros de carteirinha, mais conhecedores do gênero, incluindo os músicos, pois muitos são os detalhes citados sobre equipamentos. Mas isso não impede de se apreciar as aventuras e desventuras de um guitarrista anapolino no mundo do rock na Califórnia. O protagonista de “Coma Branco” passa por uma transformação. Antes era Marcos Dias, um jovem apaixonado por rock and roll e morador do Centro-Oeste brasileiro. Depois se torna Mark Days, inicialmente mais um músico em busca de um lugar ao sol no meio musical das cidades de San Francisco e Los Angeles. Nosso herói, depois de muitas peripécias, sexo e drogas (afinal esta é uma história sobre o rock, baby!) acaba tocando guitarra na banda do músico norte-americano Marilyn Manson, conhecido por sua personalidade escandalosa. O artista em questão é líder e vocalista de uma banda epônima (defensora do não-conformismo, que usa conteúdos líricos polêmicos e imagens controversas.). A transformação de Marcos Dias em Mark Days, e sua mudança de Anápolis para a Califórnia, ocorrem devido a uma decepção amorosa. Sim, elas sempre são as causadoras de mudanças drásticas na vida de muitos jovens de coração despedaçado. A responsável pela desilusão em questão se chama Sandra. Nos States, para esquecer Sandra, Mark Days vai se impondo sobre Marcos Dias, pois o personagem passa a adotar um novo modo de vida. Sua história vai virando uma roda-viva, até que ele se depara um novo amor, Sabrina. A atuação dela será decisiva para que Mark finalmente consiga conquistar seu lugar nesse disputadíssimo círculo de músicos roqueiros. Henrique Morgatini adota uma linguagem dinâmica para que o leitor possa sentir o clima efervescente daquela última década do século passado, demonstrando como é vibrante e louco o mundo dos artistas que enveredam pelo rock. No caminho, Mark conhece o líder do Nivarna, (sim Kurt Cobain em carne e osso!), simplesmente um de seus maiores ídolos. Nosso herói vive aqueles alucinados anos 1990 em toda a sua plenitude, até começar a se questionar o que estava fazendo ali. Nesse momento, ele repensa sua trajetória. O desfecho da história talvez seja o melhor momento de toda a narrativa. Mark Days versus Marcos Dias, de fato um bom duelo. Nesse ponto, é melhor não adiantar mais nada, para não dar spoiler, como costumamos falar hoje, em tempos de Netiflix e outras produtoras de conteúdo oferecido pelo serviço de streaming. “Coma Branco” é um livro sobre as aventuras de um guitarrista acidental nos Estados Unidos, escrito para outros jovens. O grande desafio é fazer com que esse público se interesse pela leitura, nesses tempos de redes sociais e textos telegráficos. Quem aceitar o desafio e, principalmente se tiver um coração repleto de rock in roll (vale lembrar que Goiânia é também a cidade do rock alternativo), certamente vai gostar de acompanhar a trajetória desse goiano que, de forma acidental, conviveu com celebridades roqueiras em um passado recente. Pode ser ficção, mas quem não gostaria de ter vivido em sua juventude o que Mark Days viveu?

Informações desencontradas dificultam verificação de situação de lojas atingidas por incêndio

O trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros pode levar tempo, uma vez que alguns lojistas fornecem dados que não estão cadastrados para o certificado de segurança

Duas bandas que você precisa conhecer: Caffeine Lullabies e Ousel

Grupos goianos de vertentes diferentes do rock independente lançaram discos que merecem a sua atenção. O primeiro deles saiu em outubro. O segundo há nove dias

Boa marca na geração de empregos aponta para rumo próspero, mas recuperação precisa avançar

Números consolidados do Caged mostram que 2019 superou todos os anos a partir de 2014 no saldo da abertura de vagas com carteira assinada, o que também acompanhou alta dos intermitentes

Críticas à imprensa são bem-vindas. Melhor resposta do jornalismo é continuar a fazer seu trabalho

Com redes sociais, aumenta pressão sobre trabalho dos profissionais de veículos de comunicação, que devem compreender como natural no processo democrático e ignorar o que vem da polarização virtual do debate político

Homicídio culposo é pouco para quem atropela e mata pedestre ao decidir cometer infração de trânsito

Considerar que uma pessoa que dirige um carro em alta velocidade, sabe que está acima do permitido na via e tira a vida de quem atravessa uma rua não teve a intenção de matar é um convite à impunidade e mais mortes

Queda de braço entre Toffoli e Fux sobre juiz das garantias reforça ideia dos superministros do STF em “Os Onze”

Lançado em 2019, livro escrito por Felipe Recondo e Luiz Weber detalha bem, desde o mensalão do PT até o início do governo Bolsonaro, a mudança de perfil dos magistrados

Pacientes imobilizados poderão voltar a andar com ajuda de armadura robótica no Crer

O modelo pediátrico tem interface interativa de jogos com personagens e desenho animado [caption id="attachment_232872" align="alignnone" width="620"] Crianças se divertem enquanto reaprendem a andar na AACD | Foto: Reprodução / Guilherme Balconi / AACD[/caption] O Lokomat é um exoesqueleto de alta tecnologia que pode se prender a um paciente imobilizado por danos no sistema nervoso e fazê-lo andar sobre uma esteira. As respostas do corpo à repetição dos movimentos controlados pelo robô são interpretadas pela equipe médica e terapêutica que supervisiona o paciente. Ao longo de várias sessões, o movimento reproduzido é tão semelhante à marcha natural que áreas do cérebro associadas aos processos fisiológicos do caminhar são estimuladas. Assim, o aparelho literalmente reensina o corpo a marchar.   O equipamento produzido pela empresa suíça Hocoma não é barato ou de fácil acesso. Com custo médio de R$ 1,5 milhões, apenas o laboratório de robótica da rede Lucy Montoro e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) possuem exemplares do Lokomat – todos na capital paulista. Goiânia será a segunda cidade do país a oferecer o tratamento, que será inteiramente público. Em cerca de três meses, o exoesqueleto robótico auxiliará a terapia de adultos e crianças no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).  Como mostra estudo publicado com base em análise de vinte anos de dados gerados pelo equipamento, o Lokomat é capaz de reduzir o tempo necessário para a recuperação da marcha em pacientes vítimas de AVCs, lesões encefálicas e medulares, indivíduos com síndromes de Guillain-Barré, Parkinson, esclerose múltipla e com dificuldades para caminhar durante recuperação pós-operatória. Entretanto, médicos afirmam que não se trata de uma cura milagrosa, mas de um método suplementar que auxilia o tratamento tradicional. [caption id="attachment_232873" align="alignright" width="300"] Movimentos realizados pelo robô estimulam o sistema nervoso | Foto: Reprodução / Guilherme Balconi / AACD[/caption] Diretor técnico do Crer, o médico ortopedista João Alírio Teixeira afirma que o hospital público receberá módulos para atender crianças e adultos imobilizados por diversas causas. “O Lokomat move membros que a pessoa ativamente não consegue, fazendo parte da movimentação, estimulando a musculatura remanescente e o sistema nervoso”, explica o médico. João Alírio Teixeira afirma que o Crer espera atender primeiro dezenas de pacientes com lesão medular, que estão entre os maiores beneficiados pelo método. 

Dez anos de caminhada

Desde 2010, uma unidade do Lokomat funciona na AACD, onde foram realizado mais de 27 mil atendimentos. Na associação, a equipe que acompanha o paciente no aparelho é composta por um fisioterapeuta, um médico avaliador e o técnico que auxilia no funcionamento da máquina. Pacientes são submetidos a ciclos de 24 sessões – no mínimo duas sessões de  de 50 minutos por semana – e ao fim de cada ciclo há a análise dos resultados. O médico fisiatra Marcelo Ares é coordenador da equipe de fisiatria da AACD, em São Paulo, e explica sua experiência com o uso do Lokomat. Segundo ele, um dos fatores decisivos é a escolha do paciente a ser submetido à terapia, pois pacientes com comprometimento grave não conseguirão transferir os ganhos com aparelho para o solo e casos leves são pouco beneficiados. Além disso, o método não deve ser realizado isoladamente, sendo necessário que haja uma previsão da evolução do paciente.  “O equipamento melhora a marcha de pacientes com capacidade de reabilitação, então é importante selecionar aqueles cujo potencial não é atingido por déficit de controle motor, dificuldade de equilíbrio, alteração na capacidade de propriocepção”, afirma Marcelo Ares. O fisiatra explica que nestes casos, além de atingir o objetivo principal da evolução da marcha, o Lokomat promove ganhos secundários. “O equipamento melhora o condicionamento cardiovascular, aumenta o tônus muscular e a autoestima. O paciente se vê andando, e isso é muito positivo. Trabalha também o raciocínio, atenção; são benefícios muito importantes”.  [caption id="attachment_232874" align="alignnone" width="620"] Módulo pediátrico conta com interface interativa | Foto: Reprodução / Guilherme Balconi / AACD[/caption] O  fisiatra Marcelo Ares explica também quais são os fatores impeditivos para uma pessoa utilizar o equipamento: “O paciente precisa ter a cognição e atenção preservadas, além de querer colaborar com o método. Não pode ter deformidades estruturais nos membros inferiores. Além disso, é muito importante o acompanhamento das articulações e qualidade dos ossos com densitometrias ósseas e exames rotineiros de raio-x. O paciente não pode ter osteoporose ou poderá se machucar na máquina.”

Crer

[caption id="attachment_114613" align="alignnone" width="620"] Crer acumula 17 milhões de atendimentos em toda sua história | Foto: Reprodução / Crer[/caption] “Quando o Lokomat chegar a Goiânia, teremos de ter uma equipe multidisciplinar muito preparada o esperando”, diz João Alírio Teixeira, Diretor técnico do Crer. “A equipe também terá de selecionar muito bem quem fará esta terapia. Trata-se de um método complementar às terapias realizadas em solo que abrevia o tempo de tratamento e que oferece a vantagem de poder ser utilizado em diversas etapas do tratamento”, complementa o médico.  A fabricante suíça Hocoma lista possibilidades: mesmo pacientes com lesão medular completa, que não têm controle sobre os membros inferiores, o treinamento com Lokomat pode levar a alterações neuroplásticas e benefícios secundários, como a regulação da função intestinal e da bexiga. Também os indivíduos que já recuperaram parte da capacidade de locomoção podem ser desafiados com o treinamento com Lokomat. Por exemplo, o uso do robô para fornecer resistência em diferentes fases da marcha pode servir como uma espécie de musculação  durante a caminhada. Espera-se que a taxa de sucesso entre pacientes do Crer seja semelhante ao número de estudos randomizados controlados compilados pela Hocoma que apontaram resultados superiores entre pacientes que treinaram no Lokomat. Em 78 artigos publicados, 58 relataram vantagens para o treinamento no Lokomat e 11 reportaram resultados semelhantes, enquanto apenas 9 mostraram vantagens exclusivas para métodos alternativos de treinamento. 

Em Goiânia

[caption id="attachment_232878" align="alignleft" width="400"] Dr. João Alirio Teixeira discute a paralisia cerebral na Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução / Otávio Praxedes / Câmara dos Deputados[/caption] O equipamento destinado ao Crer foi adquirido com verbas de emenda parlamentar federal, destinada pelo deputado Vitor Hugo (PSL). O parlamentar afirmou que não conhecia o equipamento anteriormente e que foi procurado pelo superintendente executivo do centro de readaptação, o médico Sérgio Daher, com a indicação do que gostariam de adquirir. “Eu havia decidido dedicar a verba à saúde, mas queria que fosse algo palpável, concreto. Quando o dr. Sérgio Daher me mostrou o que tinha em mente, me decidi imediatamente”. Quando perguntado o que o superintendente lhe disse para sensibilizá-lo para a causa, o deputado Vitor Hugo afirmou: “Primeiro foi a idoneidade e histórico do uso de recursos públicos da Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir) – organização social que gere o Crer. Eles são extremamente eficientes”.  “Em segundo lugar”, continua Vitor Hugo, “fui tocado pelo caráter humanitário. Eu já visitei o Crer algumas vezes e pude ver as pessoas imobilizadas que podem ter esperança de reabilitação. Me explicaram como a máquina retoma os movimentos, ensina o sistema nervoso da pessoa a realizar os movimentos do passado. Isso me convenceu”, conclui.

Senador Eduardo Gomes aguarda a eleição em Palmas em posição privilegiada

Emedebista fala pouco sobre a sucessão na capital tocantinense, mas resultado pode favorecê-lo politicamente

“Gurupi era inviável economicamente, desacreditado e não atraía novas empresas”

Natural de Uruaçu-GO, mas radicado em Gurupi-TO desde a mais tenra idade, Gutierres Torquato é bacharel em fisioterapia e direito, ambos pela Universidade de Gurupi – UNIRG. Atualmente é Secretário Municipal de Saúde, onde também já exerceu cargos de Chefe de Gabinete do prefeito, Secretário Municipal de Administração, Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação e, também, Presidente do IPASGU. Foi candidato a deputado estadual pelo PSDB nas eleições de 2018 e, mesmo obtendo 13.874 votos, restou-lhe a suplência, em razão do coeficiente eleitoral partidário. Extremamente ligado ao atual prefeito de Gurupi – o também tucano Laurez Moreira – é o virtual pré-candidato do Paço Municipal nas eleições de 2020. Nesta entrevista, ele relata sua participação no governo do atual prefeito, as conquistas da gestão e suas perspectivas para o pleito de outubro. O Sr. está filiado no PSDB há algum tempo, cujo maior líder no sul do Estado é o atual prefeito de Gurupi, Laurez Moreira. Contudo, foi exatamente esse partido que ele enfrentou – e deu trabalho – nas eleições de 2016, quando ele ainda estava no PSB. Como o Sr. contextualiza essas alternâncias partidárias? Essas trocas de siglas são comuns. Eu também já fui filiado do PSB, quando o Laurez era presidente da sigla. Após as eleições municipais, migramos para o PSDB a convite do então senador Ataídes Oliveira. Entendemos que, pelo cargo eletivo que ele exercia, poderia trazer benefícios para Gurupi. Formamos um bom grupo e disputei a eleição de deputado estadual, em 2018, pela sigla, onde permaneço até a presente data. E como foi a experiência de disputar a primeira eleição em 2018? Foi fantástica a experiência, pois fui votado em 102 municípios e, disparado, o candidato a deputado estadual mais votado na região sul do Estado do Tocantins. Em que pese não ter assumido o cargo, tenho orgulho da campanha que fizemos, na certeza de que os eleitores votaram nas propostas apresentadas. Destes votos, quantos foram em Gurupi? Mais de seis mil e seiscentos, mas cumpre ressaltar que e eleições estaduais são completamente diferentes de municipais. Quando se estende para um universo maior, o fato de ter sido votado em mais de 100 municípios me dá a certeza que estamos no caminho certo. Mas em âmbito municipal, para o poder executivo, a disputa é completamente diferente, pois o eleitor vê a eleição da sua própria cidade com outra perspectiva. São projetos diferentes e os eleitores compreendem isso. Naturalmente, o Sr. tornou-se, após essa votação, pré-candidato a prefeitura de Gurupi em 2020... Não é tão matemático e lógico assim. Tudo tem a hora certa e o prefeito Laurez vive um momento altamente positivo da sua gestão, colhendo os frutos do trabalho que fez e apresentou para a sociedade durante sete anos. Ele tem uma habilidade política e de gestão muito grande. Os números e resultados são surpreendentes, em termos de evolução, entrega de importantes obras estruturais, organização, etc. O grupo dele é muito organizado e forte na cidade, conta com bons nomes que poderão ser disponibilizados para pré-candidaturas, por isso não posso dizer que sou o nome de consenso no grupo hoje. Evidente que vou lutar para isso, me sinto preparado, pois passei por quase todos os setores da administração. Quero sim, ser o candidato do grupo do prefeito, mas isso ainda depende de articulações, debates e diálogos com os outros parceiros do grupo. Por enquanto, posso dizer que o prefeito Laurez está bem comprometido e focado com a gestão, tem entregado obras importantes na cidade, como o CMEI João Ribeiro, além de outras obras na área da saúde. Ele tem dito que, no momento certo, irá se manifestar sobre a convenção partidária, bem como sobre pré-candidaturas. Vamos trabalhar, portanto, e aguardar. Qual a sua avaliação sobre o exercício do cargo de Secretário da Saúde, não raras vezes problemática? Assumi a Pasta em novembro de 2018, logo após as eleições para deputado estadual. Neste período, informatizamos 98% dos serviços de saúde e vamos entregar “tablets” para todos os agentes comunitários de saúde, para que eles possam desenvolver melhor suas funções. Proporcionalmente, Gurupi é o município com menor número de incidência de casos dengue ou zica-vírus. Reestruturamos o atendimento aos pacientes, criando um ambiente de aproximação com a sociedade, como também implantamos o pagamento de insalubridade aos servidores. Posso dizer, portanto, que houve evoluções durante a gestão, mesmo porque, além de tudo disso, entregamos um CAPS, três Unidades Básicas de Saúde, entre outros avanços, como a Clínica Especializada de Atendimento à Mulher, por exemplo. Como o Sr. avalia a aproximação da senadora Kátia Abreu aos prefeitos do PSDB, como o próprio Laurez Moreira e a gestora da capital, Cinthia Ribeiro? Vejo de forma tranquila. O nosso prefeito não tem nenhuma dificuldade de convívio com qualquer parlamentar. Todos aqueles que manifestam desejo de contribuir com a gestão do município são bem recebidos. A senadora, assim como outros senadores e deputados, viabilizou muitos recursos, através de emendas. Ela tem destinado emendas importantes para o município, tais como recursos para feira coberta, para compra de mamógrafos, para o programa “catarata zero”, entre outros. Esse respeito e gratidão, por parte da gestão e da comunidade beneficiada, faz parte do nosso jeito de governar e, por isso, reconhecemos a importância da atuação dos nossos parlamentares em Brasília. O Senador Eduardo Gomes também é outro parlamentar que tem atuado muito em Gurupi, uma vez que viabilizou quase R$ 20 milhões de reais para a nossa cidade, entre os quais, recursos para saúde e outras obras infraestruturantes. Caso o Sr. seja eleito prefeito de Gurupi, algumas questões estão afetas ao desenvolvimento do município, como a duplicação da BR-153 e a construção da Travessia da Ilha do Bananal em Formoso do Araguaia, uma vez que a produção de grãos de Mato Grosso seria despachada para exportação no pátio multimodal da ferrovia Norte-Sul, localizada em Gurupi. Como o Sr. vislumbra tais obras e possíveis acontecimentos? Tenho dito sempre que a localização de Gurupi e sua logística é privilegiada. Uma cidade cortada pela BR-153 no sentido norte-sul e pela BR-242 no sentido Leste-oeste, como também pela ferrovia norte-sul, uma importante via para o escoamento da produção. Bem perto, na cidade de Figueirópolis, a ferrovia leste-oeste, que também interliga a região. Neste caso, o que eu penso é que estamos no centro do desenvolvimento. Essa proposta do governo federal planejar de execução da duplicação a BR-153 em 20 anos é algo que nós, representantes da comunidade, temos que lutar para que esse tempo seja minimizado o máximo possível. Não podemos aguardar tanto. Tanto a questão da trafegabilidade, quanto a viabilidade econômica devem ser colocadas na pauta. Quanto à Transbananal, o ministro esteve em Gurupi e discursou sobre sua viabilidade e há uma discussão bem madura com a comunidade indígena. Sabemos que a produção do Mato Grosso será escoada no nosso pátio modal e, consequentemente, vai atrair empresas esmagadoras de soja, por exemplo. Por isso, a construção da travessia é muito importante para nós. Esses frutos econômicos farão que Gurupi cresça ainda mais, mesmo porque nossa cidade – devido ao encurtamento da distância – pode se transformar uma referência educacional para o Estado vizinho, uma vez que já somos uma cidade universitária. Caso eleito prefeito, qual será a sua prioridade? Logicamente, manter a continuidade da gestão do prefeito Laurez. Caso eu seja eleito ou qualquer outro, encontrará uma cidade muito melhor da que ele encontrou em 2013, que estava desestruturada, com problemas básicos na saúde e educação, como também de ordem infraestrutural. O município era inviável economicamente, desacreditado e não atraía novas empresas ou indústrias, visto nem o próprio ente público possuía as certidões negativas de suas obrigações. Hoje, essa realidade foi alterada e a expectativa pela continuidade desse trabalho é muito grande. Há um crescimento uniforme em todas as áreas. Não havia nenhuma creche e hoje contamos com seis. Na infraestrutura, até o final desta gestão, o asfalto chegará a 100% da cidade, além de ter prestigiado e fortalecido o distrito agroindustrial, atraindo novos investidores. Na agricultura familiar, também avançamos e estamos organizados, fomentando e valorizando o pequeno produtor. Na saúde, os avanços foram imensuráveis em termos de estrutura e aplicação dos recursos públicos. Dessa forma, se o novo prefeito conseguir dar continuidade ao legado do prefeito Laurez, já estará contribuindo muito com a cidade, pois o trabalho dele já surtiu muitos efeitos positivos. Acompanhando a política do Tocantins, temos visto algumas inabilidades de prefeitos em lidar com as câmaras de vereadores, como é o caso, por exemplo, de Lagoa da Confusão e Augustinópolis. Como seria sua relação com o parlamento gurupiense, caso esteja no exercício do cargo de prefeito? Creio que a Câmara tem um importante papel em qualquer gestão. Os vereadores aprovam as leis e tem o dever de fiscalizar o executivo, por isso, temos que respeitar suas competências e a vontade da sociedade que os elegeram. Acredito que o gestor tem que governar em sintonia com o parlamento, uma gestão participativa. Hoje, por exemplo, dos 13 vereadores, 12 acompanham o prefeito Laurez e sua forma de governar. Esse diálogo institucional e respeitoso deve ser preservado, portanto. Acredito ser possível manter esse debate republicano e será que isso que farei, caso seja obtenha êxito de me tornar prefeito de Gurupi. E quanto à chapa de vereadores para 2020, está sendo construída? O partido está viabilizando e trazendo para nosso seio, bons nomes, construindo um bom grupo. Evidente que não é para dar sustentabilidade a minha candidatura, mas sim ao nome que o partido indicar na convenção. Há fortes e bons nomes em Gurupi que podem contribuir com o parlamento e faremos força para elegê-los.  

ATM vai ao Maranhão pedir apoio de prefeitos pela conclusão da BR-235

Rodovia tem quase 1.800 km de extensão entre Aracajú (SE) até o Campo de Provas Brigadeiro Veloso, em Novo Progresso (PA)

Carlesse sugere novos roteiros a executivos do Rally dos Sertões

Para o governador, evento ivulga as belezas do nosso Estado em todo o Brasil e em outros países, além de movimentar a economia local

[caption id="attachment_232850" align="alignnone" width="620"] Carlessey com os executivos do Rally dos Sertões | Foto: Frederick Borges / Gov. Tocantins[/caption]

 

O governador Mauro Carlesse (DEM) recebeu, na quinta-feira, 23, no Palácio Araguaia, o CEO do Rally Sertões, Joaquim Monteiro, e a relações institucionais Eleonora Guedes. Eles vieram à Capital agradecer ao governador o apoio dispensado à 27ª edição do evento, realizada em 2019, com passagem pelo Tocantins.

Na oportunidade, foi entregue ao governador uma placa e um livro com um demonstrativo de retorno econômico e de mídia para o Estado, além das atividades sociais realizadas na região do Jalapão. “Viemos agradecer o apoio do Governador na edição dos Sertões 2019, quando passamos por São Félix, no Jalapão, um lugar maravilhoso. A gente gostou tanto que vai voltar. E para a próxima edição, vamos ter um novo tesouro, que vamos revelar em maio”, ressaltou ele, revelando que o governador Mauro Carlesse deu ótimas ideias de roteiros para as próximas edições.

Por sua vez, o governador afirmou que o Governo pretende manter o apoio para a próxima edição do Sertões, que deverá ser lançada em maio, e colocou todos os organismo e as instituições do Poder Executivo à disposição da organização do Sertões. “É um evento grandioso, que divulga as belezas do nosso Estado em todo o Brasil e em outros países, além de movimentar a economia local”, frisou o Governador, lembrando ainda que o Tocantins conta com várias alternativas de roteiros, a exemplo da região sudeste e da Ilha do Bananal, que contam com beleza sem igual.