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Após recesso parlamentar, matérias do Governo começam a tramitar na Assembleia Legislativa

No primeiro dia de retorno, apenas dois projetos foram deliberados durante a primeira sessão ordinária desse segundo semestre legislativo

Em visita a Rogério Cruz, Vanderlan sinaliza que aproximação pode gerar “frutos políticos” em 2022 e 2026

Senador diz ao Jornal Opção que recuou de tentar cancelar a eleição de 2020 ao Paço, na qual o prefeito de Goiânia era vice na chapa de Maguito Vilela (MDB)

[caption id="attachment_344208" align="alignnone" width="620"] Vanderlan (E) cumprimenta o prefeito Rogério Cruz durante visita administrativa no Paço, na tarde desta terça-feira, 3. - Foto: Fernando Leite[/caption]

Adversário do prefeito de Goiânia Rogério Cruz nas eleições do ano passado, o senador Vanderlan Cardoso (PSD) sinalizou para uma parceria política com o republicano para as próximas eleições. O pessedista, que visitou na tarde de hoje (03) o chefe do Executivo goianiense em uma agenda administrativa, espera que a aproximação possa gerar “frutos também políticos” em 2022 e nas próximas eleições.

“Espero que a gente possa ter frutos também políticos visando as eleições de 2022, 2026 e assim por diante. Eu sempre me dei bem com o Republicanos. Já tive o apoio do partido na candidatura a prefeito de 2016. Então, esse respeito, essa admiração continua”, disse Vanderlan após reunião com Rogério Cruz e auxiliares do Paço.

No primeiro semestre, Vanderlan – candidato derrotado a prefeito de Goiânia – chegou a defender que o PSD participasse de processo na Justiça que questiona a eleição de Maguito Vilela (MDB) e Rogério Cruz.

O emedebista contraiu Covid-19 no início da campanha e ficou internado na UTI em São Paulo até janeiro, quando faleceu em decorrência de complicações da doença. Durante o segundo turno, o senador chegou a cobrar a participação de Rogério Cruz na campanha, que diante do favoritismo evitou se expor na disputa.

Após o encontro com o prefeito, Vanderlan disse ao Jornal Opção que após conversar com os advogados recuou da posição de questionar a eleição de Maguito e Rogério (Ouça áudio abaixo)

[embed]https://soundcloud.com/jornal-op-o-1/vanderlan-visita-rogerio-cruz-e-confirma-que-desistiu-de-questionar-eleicoes-de-2020[/embed]

 

Rogério
Durante a visita, o prefeito Rogério Cruz fez questão de destacar que as questões envolvendo a campanha do ano passado já passaram e que está trabalhando “junto” com o senador Vanderlan.

“Depois daquela ida ao seu gabinete (no Senado, no mês de maio), muitas pessoas me perguntam sobre aquela questão da campanha? A questão da campanha passou... Hoje nós não estamos em campanha política, hoje nós estamos trabalhando juntos. O senhor no Senado e eu na Prefeitura de Goiânia”, disse Rogério Cruz.

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A campanha iniciou no mês de julho e se encerrará no próximo dia 08 de agosto e as doações podem ser feitas em qualquer Unidade da PRF em localizada por todo o território nacional

Gestão de Rogério Cruz apresenta programas a serem implementados em 2022; gastos chegam a quase R$1 bilhão

Executivo encaminhou PPA e LDO à Câmara Municipal. Programa "Goiânia em Nova Ação" prevê requalificação da Avenida Anhaguera orçado em R$ 95 milhões

[caption id="attachment_322289" align="alignnone" width="616"] Prefeito Rogério Cruz encaminha leis orçamentárias à Câmara | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]

O prefeito de Goiânia Rogério Cruz encaminhou à Câmara Municipal dois projetos de leis orçamentárias. O Plano Plurianual, a ser executado entre os anos 2022 e 2025, ressalta o interesse de buscar parceria com a iniciativa privada. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 prevê gastos de quase R$1 bilhão com programas voltados à saúde, trabalho, educação e infraestrutura.

Os dois projetos apresentados ao Legislativo serão analisados e poderão sofrer emendas. A previsão de maior gasto é com saúde sob justificativa do cenário pandêmico.

PPA:

O Plano Plurianual, elaborado a cada quatro anos pelo chefe do Poder Executivo, foi denominado “Para Goiânia Seguir em Frente”. Em sua gestão, o prefeito da capital ressalta interesse de buscar parcerias com a iniciativa privada e com a sociedade civil.

O documento é composto de seis anexos que detalham o projeto de administração do prefeito. O cenário pandêmico é combustível para investimento em saúde. A intenção é, ainda, diminuir a dívida do município e arrecadar mais receitas.

LDO:

A previsão de gastos em 2022 é de quase R$1 bilhão. O prefeito apresentou dez programas a serem executados. O “Goiânia em Nova Ação” é o que mais receberá investimento, quase R$500 milhões. Ao longo do programa devem ser realizadas 25 ações que incluem segurança, saúde, educação, infraestrutura e turismo.

A requalificação da Avenida Anhaguera é a ação de destaque. A previsão é que sejam investidos R$ 95 mi.

A outra metade dos recursos é para os programas:

- Desenvolvimento econômico e incentivo à produção: R$2 mi

- Edificações públicas: R$4 mi

- Modernização da gestão: R$3 mi

- Administração e fiscalização de trânsito e transporte urbano: R$26 mi

- Modernização, capacitação e aperfeiçoamento da gestão por processos: R$2 mi

- Casa da mulher brasileira: R$1 mi

- Trabalho, geração de emprego e renda: R$323 mil

- Ampliação e qualificação da atenção especializada de média e alta complexidade da regulação da saúde: R$353 mi

- Fortalecimento e consolidação da atenção primária à saúde: R$107 mi

O balanço considerado para implementação dos programas é o relativo ao ano de 2020, quando o mundo foi acometido pela pandemia do coronavírus. Segundo o projeto, as receitas da capital sofreram queda nominal de 15,28% com relação a 2019. No entanto, dois fatores contribuíram para regulação das contas: os valores recebidos do governo estadual, que passaram de R$9 mi em 2019 para R$ 62 mi em 2020, e a realização da Semana Nacional da Conciliação, em parceria com Poder Judiciário, que alavancou a arrecadação de impostos.

Os projetos serão votados na Câmara Municipal e podem sofrer emendas.

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Salto com vara e boxe olímpico garantem medalhas para o Brasil

Thiago Braz e Abner Teixeira ganharam bronze em suas respectivas modalidades

Thiago Braz ganhou bronze no salto com vara. Foto: Reprodrução.

O Brasil segue em 18º lugar no quadro geral das Olímpiadas de Tóquio. Nesta manhã, mais duas medalhas de bronze foram adicionadas, Thiago Braz, na modalidade salto com vara, e Abner Teixeira, no boxe.

No salto com vara, o brasileiro conquistou o bronze, na final, ao superar a marca de 5,87m, altura que não havia atingido no ano. O ouro ficou para o sueco Armand Duplantis, que bateu os 6,19m. O norte-americano Christopher Nilsen ficou com a medalha de prata, com 6,02m.

Em 2016, no Rio de Janeiro, Thiago Braz conquistou o ouro. No entanto, não era favorito para as Olimpíadas de Tóquio.

No boxe olímpico, Abner Teixeira parou na semifinal, e se consagrou como quarto medalhista de bronze do Brasil na história da modalidade. O paulista enfrentou o cubano Julio La Cruz. Como no boxe não há disputa de terceiro lugar, garantiu pódio.

O cubano é favorito. Medalhista de ouro no peso meio-pesado (até 81 kg) na Rio 2016 e tetracampeão mundial amador, La Cruz venceu o brasileiro por decisão dividida (4-1).

Agora, o Brasil figura no quadro olímpico com três ouros, três pratas e oito bronzes.

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Com Lattes há mais de dez dias fora do ar, pró-reitor da UFG contabiliza prejuízos à comunidade científica

Laerte Guimarães lamentou descaso com a educação no país e exaltou esforços de pesquisadores e servidores em continuar na luta pela educação. Para o pró-reitor, queda no sistema do CNPq poderia ser evitada

[caption id="attachment_261090" align="alignnone" width="620"] Laerte Guimarães falou de prejuízos para comunidade científica. Foto: reprodução.[/caption]

A queda no sistema da maior plataforma de currículos de pesquisadores do mundo completa onze dias nesta terça-feira (3). Responsável pela distribuição de recursos para pesquisas e pela organização da comunidade científica, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) não consegue reestabelecer a estabilidade do sistema. Os prejuízos para educação são comparados ao fechamento de aeroportos no país.

A metáfora foi usada pelo pró-reitor de pós-graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG), Laerte Guimarães. Sem a base de currículos de pesquisadores, vários editais de cursos e distribuição de bolsa para pesquisa se encontram paralisados. “Toda base de informações sobre a produção cientifica do país está organizada na base Lattes. Se não há acesso a essa base, é como se houvesse um apagão de informações sobre o que o país produz em termos de ciência, o que é fundamental para decidir sobre alocação de recursos. É como se tivessem fechado os aeroportos de todo o país para a ciência”, comparou o professor.

O pró-reitor estima que cerca de 8 milhões de currículos estão comprometidos. Além do Lattes, a plataforma Carlos Chagas também está inacessível. O governo havia prometido que até segunda-feira (2), o sistema da agência voltaria a funcionar, o que não se concretizou.

Laerte Guimarães exaltou os esforços do CNPq para tentar corrigir o problema. No entanto, acredita que a causa principal está no corte de orçamento da educação. Em 2021, os recursos alocados para a área foram 37% menor se comparado ao de 2010. É uma perda de cerca de R$2,6 bilhões.

Nesse sentido, o pró-reitor acredita que, assim como as universidades federais, o CNPq se mantém por conta da competência e dos esforços de sua gerência e servidores. “Estou tranquilo quanto à gestão do CNPq. Mas o CNPq, hoje, tem o menor orçamento desse século. É um corte de recurso que está afetando não somente a pesquisa, mas também mesmo seu funcionamento”, pontuou Laerte Guimarães.

Apesar de reconhecer que qualquer agência está sujeita a ter seu sistema afetado, o pró-reitor não crê que a instabilidade vivenciada no site do CNPq seja coincidência. Para Laerte Guimarães, a situação é comparada ao incêndio no Museu Nacional e na Cinemateca. “São mortes anunciadas. O órgão (CNPq) está passando por um sucateamento. Me questiono se são coincidências. A educação está sucateada. A UFG, com o orçamento desse ano, está funcionando pela garra das pessoas. Infelizmente, esses acontecimentos não são isolados”, lamentou pró-reitor.

Laerte levantou três tópicos que poderiam ser feitos para evitar esse tipo de desgaste nas plataformas: o espelhamento em outro local, a manutenção adequada e periódica desses sistemas e o orçamento mais adequado para realizar esses ajustes.

Na última segunda-feira (2), o CNPq, através de uma rede social, afirmou que nenhum dado foi perdido, que o pagamento de bolsas não será comprometido e que trabalha para solucionar o problema.

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