Notícias
O diretor Marcos Fayad adapta para o teatro alguns dos textos do escritor que, perseguido pelo stalinismo na União Soviética, morreu de fome aos 37 anos
Ao contrário do que dizem as corporações sindicais e os partidos de oposição, projeto não altera direitos do trabalhador
Pesquisador diz que economista queria um Estado menor para que não fosse saqueado
Dois “infiltrados”, Gilberto Prata Soares e Chico, contribuíram para a prisão do estudante de Geologia na UnB
Presidente da Agetop diz que base aliada tem tudo para fazer o sucessor de Marconi e a disputa interna pelas vagas majoritárias é uma demonstração disso
Desde que foi lançado, em 2013, programa atraiu profissionais formados em outros países e estrangeiros para cidades que não conseguiam contratar
Situação do pré-candidato do PMDB a governador não é fácil, porque sua casa está dividida. O prefeito de Goiânia prefere bancar aquele que considera como seu oxigênio, o senador do DEM
Há uma infinidade de propostas de reforma e muitas delas não atendem aos interesses da classe política em geral, logo, as discussões em torno do assunto nunca terminam
“Imbilino em Cartaz: um caipira no cinema”, embora seja fruto de um trabalho acadêmico, é de leitura simples e fluída. É um desses raros livros feitos para serem realmente lidos, não para enfeitar estante de primo
Pervertendo a palavra para reinventá-la, o escritor cria quase que um anti-romance, burlando as regras do fio artesanal das narrativas. Seu poder de recriar termos e revirá-los do avesso, dá-lhe dimensões de Guimarães Rosa
Em entrevista ao Jornal Opção, o diretor de teatro Marcos Fayad fala do espetáculo “Cerimônia Para Personagens Estranhos — Miniaturas Grotescas”, baseado na obra do escritor soviético Daniil Kharms (1905-1942), e dá também sua opinião a respeito da qualidade do que tem sido feito, atualmente, no campo da cultura no Brasil
Vice-governador prestigiou inauguração de nova unidade básica de saúde, uma de quatro obras entregues pela gestão municipal em uma semana
[caption id="attachment_90906" align="alignleft" width="620"]
Lula da Silva, ex-presidente, e Rodrigo Janot, procurador-geral: falta de percepção do segundo, a respeito da influência nefasta do PT, que controlava a máquina pública, protege, por vias indiretas, o primeiro | Fotos: Ricardo Stuckart/Instituto Lula (Lula) e Sérgio Dias/ABR (Janot)[/caption]
Um dos maiores cabos eleitorais de Lula da Silva, não por vontade própria, mas por falta de visão de sua cúpula, é o Ministério Público Federal.
Lento, míope, preocupado com a reação das ruas, cometeu ao menos duas falhas graves, que beneficiam de Lula: não agiu com a devida presteza e nem muito afinco contra figuras graúdas ligadas ao petismo, como Renan Calheiros, enquanto fez o contrário contra figuras que o combatiam, como Eduardo Cunha.
O MPF nunca evidenciou o fato de que, se todos os partidos têm suas falhas, foi o PT quem elevou a roubalheira ao patamar de ação governamental organizada, formando o quadrado de desvios Governo-Partido-Empreiteiras-Governos Estrangeiros.
Principalmente com Rodrigo Janot, as denúncias parecem embutir a preocupação de mostrar imparcialidade, sendo preciso juntar todos os líderes e partidos numa mesma culpa, como se não fosse o PT o comandante do governo e da corrupção.
O MPF deu a Lula o bordão de que todos os partidos são iguais na corrupção, o que de fato não é verdade. Não por virtude, mas porque quem tinha nas mãos a máquina, e a usou desbragadamente, foi o PT, partido dos tesoureiros e presidentes presos em série. Foi o PT quem pôs de joelhos a Petrobrás, algo impensável até então. Foi o PT quem praticamente faliu os Correios.
Se Janot quer, a todo custo, ser imparcial, está conseguindo o contrário. Delatores da Odebrecht falam que 90% do dinheiro da propina vinha das obras feitas no exterior. Ou seja, dos bilhões de dólares (do BNDES, principalmente) que Lula, Dilma e asseclas subtraíram do Tesouro, de nossas combalidas Saúde, Educação e Segurança. E que entregaram a Angola, Cuba e outros, em conluio com a Odebrecht. Um tapa no rosto da nação brasileira.
[caption id="attachment_90904" align="alignleft" width="620"]
Lula da Silva: Lula pode estar inelegível em 2018, mas a lerdeza da Justiça é proverbial | Foto: Divulgação[/caption]
Lula da Silva (PT) está em plena campanha para a Presidência da República. Todos os observadores políticos lúcidos sabem disso. Discordam apenas sobre o início dela. Quando começou? Muitos colunistas políticos veem esse ponto de partida na mobilização feita em Monteiro, na Paraíba, no dia 19 de março, quando o petista resolveu reinaugurar o trecho do desvio do Rio São Francisco, que o presidente Michel Temer havia batizado dias antes.
Mas é possível afirmar que há eventos anteriores que se inserem nessa campanha. Um, a movimentação na Avenida Paulista contra as reformas Trabalhista e da Previdência, seguida de comício, no dia 15 passado.
Outro, mais emotivo e surpreendente, o sepultamento de Marisa Letícia, no dia 4 de fevereiro, quando Lula não perdeu a ocasião de fazer pronunciamento que pode muito bem ser visto como político-eleitoral.
Nenhum aparecimento de Lula desde o impedimento de Dilma Rousseff pode, a rigor, fugir ao figurino eleitoreiro, embora tenham se resumido a plateias de fiéis à seita do lulopetismo.
Objeta-se que Lula poderá estar inelegível — e até mesmo preso — até a época do registro de candidaturas. Mas há que se levar em conta a lerdeza da Justiça e o fato de que não basta uma sentença de primeira instância — leia-se sentença de Sérgio Moro — para gerar efeitos mais retumbantes sobre uma candidatura. Seria preciso uma confirmação em tribunal colegiado.
Viagens de jato
As movimentações feitas até agora pelos petistas não aparentam falta de recursos. Lula da Silva se desloca em jato — ou jatos — que custam muito caro e ninguém sabe quem paga. Militantes mobilizados ganham diárias, transporte e os famosos sanduíches de mortadela. Quem custeia?
Na Paraíba, percebeu-se que o poder público, na pessoa do governador petista (ora no PSB) Ricardo Coutinho e prefeitos, patrocinou os preparativos e o comício extemporâneo. Triste e ilegal.
Mas parece que há ainda uma plêiade de “companheiros”, ONGs e assemelhados agarrados a órgãos públicos que encontram meios de ao menos em parte financiar, como faziam nos governos do PT, essas movimentações. Sem falar em grandes empresas que muito se aproveitaram dos “favores” da era petista.
[caption id="attachment_90901" align="aligncenter" width="620"]
Juíza, promotora, advogados e seus clientes visitam área em disputa[/caption]
Na quarta-feira, 29, a juíza da 2ª Vara Cível de Morrinhos, Patrícia Machado Carrijo, deu um belo exemplo de quão importante é conhecer o processo e ter a boa vontade de buscar a melhor solução para um problema na Justiça. Em uma ação que já perdurava por mais de 15 anos, a magistrada, compreendendo que o cerne da discussão eram as divisas e confrontações que impediam um acordo na ação usucapienda, resolveu no transcorrer da audiência de instrução ir pessoalmente até o local. Conheceu a divisa que impedia as partes de comporem amigavelmente. Então, convidando a promotora Joseni Ferreira Figueiredo e as partes para prosseguirem na instrução no local da contradição, todos para lá se deslocaram conforme se verifica na foto.
Em meus 22 anos de efetivo exercício da advocacia, bem como mais de 35 anos de experiência do dr. Helenísio Antônio Marciano, jamais vimos tamanho desprendimento e anelo pela solução de um litígio de mais de 15 anos. Um caso que poderia – como de fato foi – resolvido por meio do bom senso e da conciliação, que somente foi possível diante do desapego da juíza em prol de buscar o que era melhor para as partes, fato esse concretizado após deixar o conforto do gabinete e conhecer o problema intimamente.
O papel da imprensa, muitas vezes, é divulgar as mazelas no poder público e poucas vezes ressaltamos o que há de bom. Por isso, é importante darmos vazão à iniciativa da magistrada em sair de sua sala de audiência, considerando que em muitos casos é impossível transpor para o papel tudo aquilo que a parte almeja ou tudo aquilo que é necessário para se resolver um problema. Esse “case” de sucesso deveria ser seguido por diversos magistrados País afora, posto que isso é uma necessidade da população e traz mais dignidade ao jurisdicionado, que se sente prestigiado pelo julgado e pelo Poder Judiciário, que mostra se importar com os problemas que afligem nossa comunidade e todos aqueles que batem às portas da Justiça.


