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Carlesse faz balanço dos 100 primeiros dias de Governo

Saúde é destaque das principais realizações de início do mandato, com ênfase na contratação de médicos e compra de insumos

Hospital Geral de Palmas: Governo aponta melhorias no atendimento
Hospital Geral de Palmas: Governo aponta melhorias no atendimento| Foto: Divulgação

Segundo o Governo do Tocantins, nos primeiros 100 dias de gestão, houve ações importantes para proporcionar melhor atendimento aos cidadãos tocantinenses na área da Saúde. Além disso, buscou contribuir com os municípios, garantindo os repasses constitucionais e contribuindo diretamente com algumas ações.

O Governo destacou as novas instalações da Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos, em Palmas, e o anúncio da construção das centrais nos municípios de Araguaína e Gurupi; reforço das ações para combate e o controle vetorial do Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya; mutirão de cirurgias urológicas em Gurupi; e o mutirão de cirurgias eletivas no Hospital Regional de Miracema.

O Governo também enfatizou que economizou cerca de R$ 2 milhões ao ano com o contrato da nova empresa que vai prestar serviço de lavanderia para as 23 unidades de Saúde no Estado. A gestão também adquiriu novas camas para o Hospital Geral de Palmas (HGP); disponibilizou cerca de R$ 387.464 para a reforma e aquisição de veículos e equipamentos para o Hemocentro de Araguaína e a entrega de um veículo microônibus para o Centro Especializado em Reabilitação Intelectual e Auditiva (CER II) de Colinas.

Contratação de Médicos Especialistas

O governador Mauro Carlesse (PHS) assinou a Medida Provisória que autoriza a contratação de 263 médicos especialistas, além de fixar a remuneração mensal de todos os profissionais em R$ 15 mil. A MP também alterou o salário do profissional que for contratado como físico em Medicina que passou de R$ 6.291,00 para R$ 10.276,20. A atuação desse especialista se dará no manuseio das máquinas de Radioterapia do Estado, como o novo equipamento de Araguaína.

Repasse aos municípios

Visando honrar o compromisso de fortalecer a rede de saúde e prestar um serviço mais eficiente e digno à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), o Governo do Tocantins quitou as dívidas dos repasses fundo a fundo, com 138 municípios. O investimento soma R$ 11.007.888,92 e corresponde aos débitos até 31 de dezembro de 2018. O Estado mantém acordo de parcelamento para a capital, Palmas, sendo pago regularmente.  

Os repasses são relacionados aos serviços de manutenção de centros de atenção psicossocial; campanhas de vacinação antirrábica; medicação da assistência farmacêutica básica; manutenção de hospital de pequeno porte; complementação do custeio dos serviços de média e alta complexidade ambulatorial; custeio das prestações dos serviços de saúde hospitalar e ambulatorial; medicamentos destinados à saúde mental e unidade de terapia intensiva pediátrica. Com o pagamento realizado, restam ainda, ao Executivo Estadual, os repasses de 2019 e os débitos de 2018 relacionados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Ainda em março, foram homologados vários processos de compras, na modalidade pregão eletrônico, realizados pela Secretária de Saúde para aquisição de medicamentos, insumos e instrumentais cirúrgicos que irão atender as unidades hospitalares e serviços de saúde da gestão estadual, ultrapassando a cifra de nove milhões de reais. Por fim, o Estado do Tocantins obteve na Justiça uma decisão judicial que obriga 16 laboratórios produtores de medicamentos contra o câncer a fornecê-los à Secretaria de Estado da Saúde, por meio de licitação, para suprir as necessidades dos hospitais públicos estaduais. "O que levou o Estado a ingressar com a ação foi o fato desses medicamentos, em sua maioria, serem patenteados. Não se pode admitir que laboratórios fabricantes exclusivos se recusem a fornecer ou proíbam seus distribuidores de fornecerem medicamentos oncológicos a quem necessita, nem muito menos que laboratórios concorrentes e fabricantes de medicamentos não exclusivos também se organizem de forma a não atender a demanda da população”, esclareceu Marcus Senna, superintendente de Assuntos Jurídicos da SES.

“A população não quer vereadores brigando todos os dias”

Vereador de Palmas Claudemir Portugal | Foto:  
Aline Batista / Câmara de Palmas
Vereador de Palmas Claudemir Portugal | Foto:
Aline Batista / Câmara de Palmas

Vereador Claudemir Portugal diz que empréstimo de R$ 240 milhões é oportunidade para mudar a cara de Palmas

De retirante a cobrador de ônibus; de cabo da PM a vereador em Palmas. Talvez esse seja um breve e sucinto relato da saga de Claudemir Portugal, tocantinense de Fátima–TO que, ainda criança, migrou para o Estado do Pará, em busca de melhores condições de vida. Após a criação do Estado do Tocantins, pela Constituição Federal de 1988, retornou às suas origens para fixar residência em Palmas, a partir de 1993. Pioneiro, iniciou sua trajetória como trabalhador braçal em áreas rurais e cerâmicas. Depois, foi cobrador de ônibus no transporte coletivo da capital e, após muita luta e esforço, se tornou policial militar.

Engajado com a luta por sua comunidade, Portugal se graduou em Gestão Pública pelo IFTO e se elegeu vereador em Palmas em 2012 com 1.304 votos. Afastou-se por um período do poder legislativo para exercer o cargo de secretário de Segurança, Defesa Civil e Trânsito, em 2014. Nas eleições municipais de 2016 não foi reeleito, após obter 1.403 votos, alcançando apenas a 1ª suplência. Foi secretário executivo de Desenvolvimento Rural 2017, como também, empreendedor de Network Marketing. Após a eleição da então vereadora Vanda Monteiro (PSL) para deputada estadual em 2018, Portugal, filiado ao PRP, foi novamente empossado como vereador, a partir de fevereiro de 2019, para mais um mandato.

Como se formou o vínculo e sua história com a cidade de Palmas?
Em que pese ser goiano/tocantinense de Fátima, acompanhei minha família – enquanto ainda era criança – para o Pará. Meus pais viram no Estado vizinho uma possibilidade de melhorar a condição de vida de todos os familiares, mesmo porque o então Norte de Goiás era abandonado, difícil para se viver.

Após a criação do Estado do Tocantins, em 1988, começamos a articular nosso regresso. Empreendemos nossa volta às origens em meados de 1992. Meu pai veio primeiro – talvez uns seis meses antes – e fixou residência na Região Sul de Palmas, especificamente no Jardim Aureny III. Após algum tempo, no início de 1993, todos nós fixamos residência na capital tocantinense.

Foram tempos difíceis. Uma luta migratória de milhares de pessoas com uma ideia na cabeça e o sonho de vencer. A cidade não contava com quase nenhuma estrutura e, ante a falta de oportunidades, nossa família sobreviveu trabalhando, ora em propriedades rurais, ora em olaria e cerâmica. Após algum tempo, já em 1996, consegui emprego como cobrador de ônibus de transporte coletivo na empresa Palmas Transportes. Encarei como uma grande evolução, uma vez que isso permitiu que, a partir dali, eu pudesse concluir meus estudos, encontrar novos horizontes e possibilidades.

E quanto ao seu ingresso na Polícia Militar do Tocantins?
A rota do ônibus coletivo era comprida e quase sem passageiros, num percurso que ia de Taquaralto até o centro do Plano Diretor de Palmas e vice-versa, pela TO-050. Eu aproveitava esse tempo livre para ler tudo que era possível: livros, jornais, apostilas, etc. Conclui o segundo grau dessa forma. À época, muitos policiais militares utilizavam o transporte coletivo e, por isso, fiz boas amizades. Um dia, já no ano 2000, um deles me abordou dizendo que o concurso da PM estava aberto, questionando-me se eu não estaria interessado em me inscrever. Fiquei extasiado com a possibilidade, fiz minha inscrição, comprei uma apostila na banca de revistas e, literalmente, “enfiei a cara” (risos). O tempo livre era no ônibus e, entre uma parada e outra, uma passagem pela catraca ou um troco, eu estudava os temas do edital.

Fiz as provas. Passei em 42º lugar. Saí do emprego de cobrador e entrei, no início de 2001, no curso de formação de praças. Foram dez longos meses e depois, o trabalho nas ruas. Graças ao meu bom comportamento, assiduidade e desempenho, fui classificado para permanecer em Palmas, onde atuei por muitos anos e resido até a presente data.

O sr. considera que seu ingresso na PM foi por vocação ou apenas uma oportunidade de sair do subemprego?
Há um ditado famoso: “O desconhecido mete medo”. No início, talvez o impulso tenha sido melhorar de vida, contudo, com o tempo e o conhecimento das funções e atribuições, percebi que eu tinha vocação para ser policial militar. Trabalhei no Cipama, colaborei ativamente com toda fiscalização ambiental antecedente ao enchimento do lago da Usina de Lajeado, que hoje margeia a nossa bela capital. Também exerci funções internas no Comando Geral, em virtude do meu perfil administrativo. Obedecido o interstício legal, em 2011, fui promovido a cabo. Por fim, enquanto estive ativo na PM, estou convicto que cumpri meu papel com lisura e comprometimento.

Em 2012, o sr. se candidatou, pela primeira vez, a vereador em Palmas. A quais fatores o sr. atribui essa decisão?
Vários amigos policiais, como também membros da comunidade – religiosa ou residencial – me classificavam como um sujeito “desenrolado”. Eu ajudava, sempre que possível, as associações e pessoas menos favorecidas. Organizei mutirões e festejos, viabilizei bingos beneficentes e, cheguei a criar e distribuir, uma espécie de jornal que denunciava os problemas da comunidade e exigia soluções do poder público. Passaram me questionar porque eu não me candidatava ao cargo de vereador, visto que desta forma, poderia ajudar, ainda mais, a sociedade. Eu relutei, sob a alegação que, além de não ser meu perfil, não possuía recursos financeiros para tal empreitada.

O tempo passou, os amigos continuaram incentivando a investida no ramo da política. Quando percebi que não havia retrocesso, reuni-me com todos eles. Expus, naquela oportunidade, minhas condições financeiras e disse que, se houvesse uma comunhão de forças e todos abraçassem a causa e convencessem seu círculo familiar e de amizade, talvez fosse possível chegar ao parlamento municipal. Iniciamos a labuta, cada um deles contribuindo no limite de suas possibilidades. Em outubro de 2012, filiado ao PPS coligado com PP e PSB, obtive mais de 1,3 mil votos, que foram suficientes para me conduzir até a Câmara de Vereadores de Palmas.

Qual a sua reflexão sobre o fato de não ter conseguido se reeleger em 2016?
Tenho convicção que fiz um trabalho bem feito entre 2013 e 2016. As atribuições para as quais fui eleito, cumpri com determinação, além de propor requerimentos e destinar emendas para beneficiar as comunidades. Acredito, sinceramente, que desempenhei bem a missão de defender a Região Sul. Ajudei a fomentar o comércio, continuei sendo acessível para a comunidade, como também, consegui avançar extraordinariamente, visto que inúmeras obras, antes paralisadas, foram retomadas e concluídas pela gestão.

Contudo, em que pese ter conseguido aumentar o número de votos, é necessário reconhecer que o exercício do mandato – principalmente por ser da base do prefeito [Carlos] Amastha em período integral – me trouxe um certo desgaste. Ele propôs medidas duras, amargas e impopulares, como retomada de quiosques, correção da planta de valores e aumento da carga tributária, por exemplo, que entendi – naquele momento – serem necessárias.

Porém, essa “pecha” de que meu voto contribuiu para aumentar impostos trouxe reflexos negativos no pleito eleitoral. Outro fator preponderante foi o aumento do número de habitantes, que também resultou no aumento de candidaturas e, por fim, ausência de mais musculatura da legenda, formada pelo PRP e PSL.

Vereador de Palmas Claudemir Portugal | Foto:  
Aline Batista / Câmara de Palmas
"As experiências foram gratificantes, mas posso afirmar que não é fácil ser ordenador de despesas no Brasil" | Foto:
Aline Batista / Câmara de Palmas

Como o sr. classifica sua gestão à frente de pastas e secretarias municipais?
Exerci funções no trânsito e, também, na agricultura. A experiência como secretário ensina que, muitas vezes, não é falta de vontade para executar e sim os entraves burocráticos. Como parlamentar, detectamos os problemas, elaboramos projetos e requerimentos, no entanto, a execução talvez seja a parte mais difícil, porque muitas vezes, mesmo com dinheiro em caixa, faltam os mecanismos legais para concluir os investimentos.

As experiências, portanto, foram gratificantes, porém, posso afirmar que – em razão da nossa legislação – não é fácil ser ordenador de despesas no Brasil.

Em 2018, o sr. participou do processo eleitoral?
Sim, mas não na condição de candidato a deputado estadual, mesmo porque sequer possuía recursos para isso. Aceitei e contribuí com o desafio de tentar eleger a vereadora Vanda Monteiro (PSL) ao cargo de deputada, como de fato conseguimos, ao final do pleito.

Evidentemente que a eleição dela me interessava, uma vez que eu era o suplente, mas não foi apenas por isso. É que o grupo que havíamos formado em 2016 ainda permanecia coeso e, por tal razão, fui para as ruas e pedi parceria aos meus eleitores que, entendendo a grandeza do projeto, votaram nela em peso.

Após este episódio e a consequente posse da deputada, o sr. voltou a assumir uma cadeira no parlamento. Quais foram as suas impressões até o momento?
A Câmara se renovou, há um novo presidente, novas ideias e pessoas. Percebo uma harmonia e alinhamento entre os pares e uma espécie de conexão entre todos. Evidente que, naturalmente, surgem embates – fruto de posições políticas – mas isso faz parte do jogo democrático.

Penso que a população não quer vereadores brigando todos os dias. O que as pessoas querem mesmo é que o parlamento reúna forças para representá-los, com dignidade e na busca de soluções, em qualquer esfera de poder.

Tenho manifestado minha preocupação no sentido de que o município precisa fortalecer sua atenção para as regiões Norte e Sul, visando implantar equipamentos públicos nessas regiões. É dever dos gestores se anteciparem aos problemas, ao invés de esperar que as famílias sejam assentadas em casas ou apartamentos populares, para só depois se preocupar com asfalto, iluminação, saneamento, postos de saúde, creches, escolas, etc. Essa falta de infraestrutura básica trava, ainda, os investimentos e o desenvolvimento, além de incentivar a criminalidade. 

Naturalmente, seu primeiro mandato como vereador lhe proporcionou experiências ímpares e, certamente, o sr. agora as está utilizando no segundo. Qual a importância e por que resolveu se candidatar a presidente de uma Comissão Permanente?
As Comissões exercem um importante papel nas Casas Legislativas, uma vez que as matérias só vão a plenário depois de passarem pelo crivo delas. Todas elas têm seu grau de importância e, após reassumir o mandato, manifestei aos colegas o desejo de assumir a Comissão de Políticas Públicas.

É que uma das minhas bandeiras é a defesa da dignidade das pessoas e isso só é possível com o direcionamento e implantação de políticas públicas para crianças, idosos, enfermos, etc. O direito do cidadão de ser atendido pelo poder público com dignidade, quer seja num posto de saúde, numa creche ou escola de tempo integral, quer seja apenas num passeio casual pela praça pública, que esteja iluminada e sem vândalos.

O sr. considera que o maior problema da capital são os vazios urbanos?
Esse é um grave problema a ser resolvido. A cidade cresceu de forma desordenada. Conversei há poucos dias com o secretário estadual, Aleandro Lacerda, responsável pela regularização fundiária. Debatemos o tema e ele disse que, enquanto não houver um acerto entre Prefeitura e Governo do Estado, a situação não se resolve. Metaforicamente, assim como os aviões só decolam com duas asas, se os gestores dos dois entes públicos não se conscientizarem que sozinhos não conseguirão resolver essa questão, ficaremos sem solução ainda por um bom tempo.

Solicitei ao secretário que retome as tratativas com o governador [Mauro] Carlesse e me comprometi, também, a iniciar os debates na Câmara Municipal e com a refeita Cinthia Ribeiro, na tentativa de fazer uma força-tarefa para resolver estas questões. É nossa obrigação trazermos todos interessados pelo tema, inclusive o Ministério Público, para encontrarmos juntos, as soluções.

Por falar em tratativas com a prefeita, como está o seu relacionamento político e institucional com ela?
Quando disputei a eleição de 2016, ela era candidata a vice na chapa do grupo que eu fazia parte, liderada pelo Carlos Amastha. Embora em 2018 eu tenha me afastado do ex-prefeito e seu grupo político, ela deu mostras que também o fez. Neste caso, não há quaisquer problemas entre nós e estamos alinhados. Minha intenção é ajudá-la a governar nossa capital e fazer uma boa gestão em relação às áreas da cultura, esportes, educação, saúde, segurança e infraestrutura. Se ela conseguir isso, a população será beneficiada pelos resultados. É justamente isso que eu quero para a cidade. Faço parte, sim, portanto, do grupo de parlamentares que estão dando suporte à prefeita, participando da sua base no parlamento.

Em relação ao empréstimo da Cooperativa Andina de Fomento, na ordem de U$ 60 milhões, qual a sua perspectiva?
Palmas está comemorando 30 anos e isso é um marco. Com esses investimentos, a prefeita poderá deixar seu legado para a cidade, mas ela também tem a obrigação de repensar a cidade para os próximos 30, em termos de industrialização, desenvolvimento e atrair novos empreendimentos, gerando emprego e renda para o nosso povo.

"O empréstimo de R$ 240 milhões vai proporcionar um incontestável desenvolvimento para Palmas, mas o município não pode parar por isso"

Esse montante de recursos, na ordem de R$ 240 milhõess, em que pese ser liberado em parcelas, vai proporcionar um incontestável desenvolvimento para a cidade. Será possível fazer investimentos sem precisar utilizar verbas do orçamento. Serão várias obras estruturantes, como a duplicação da Avenida Norte-Sul 10, pavimentação asfáltica de várias quadras do plano diretor, como também dos bairros adjacentes como o Jardim Taquari, por exemplo.

Faço a ressalva, entretanto, que o município não pode ficar paralisado porque obteve esse financiamento. Outras obras não contempladas nesse cronograma também são urgentes e daí resulta a necessidade de continuar articulando junto à bancada federal para que novos recursos e investimentos – por parte do governo federal – sejam aportados em Palmas.

O sr. foi eleito, filiado ao PRP, numa chapa coligada ao PSL. Nessas circunstâncias, qual a sua percepção acerca do governo do presidente Jair Bolsonaro até o momento?
Fiz campanha e votei no presidente. Respeitando todas as opiniões divergentes dentro do próprio seio familiar. Na minha visão era necessário romper, fazer um choque de gestão. Firmar um novo modelo e fazer mudanças que os outros gestores não tiveram coragem de fazer. Acredito que o presidente Bolsonaro conseguirá avançar em muitas áreas que estavam estagnadas.

Quanto à marcha nacional dos prefeitos, que culminou com a declaração que o percentual será majorado de 19% para 20% é animador. É um sinal que a economia está reagindo. Já o ministro da saúde sinalizou que os municípios que adotarem horário diferenciado dos postos de saúde, estendendo o atendimento até mais tarde para beneficiar trabalhadores, também terão percentuais de repasse aumentados. Estou convicto, portanto, que Bolsonaro fará mudanças impactantes em benefício da população. Estou muito otimista quanto a isso.

E quanto à sua permanência no PRP?
O partido encontra-se em processo de fusão com o Patriota. Preciso avaliar as proposições ideológicas que serão seguidas de agora em diante para decidir se continuo no partido ou procuro outra sigla. Se for o caso, no início de 2020 abre-se uma janela de transferência partidária, um dos avanços da legislação eleitoral que considero salutar. Ainda estou refletindo sobre o tema, entretanto, está muito cedo para deliberar ou articular sobre o tema partidarismo.

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Hitlerismo aproximou-se mais da esquerda do que da direita

O chanceler Ernesto Araújo não sugeriu nuances, mas não está equivocado: há aproximações entre o nazismo e a esquerda O nazismo é de esquerda? A discussão aberta pelo chanceler Ernesto Araújo, embora puramente acadêmica, teve ao menos uma vantagem: deixou histérica a esquerda tupiniquim, acostumada, nos últimos 30 anos, a falar sozinha e não dar voz a contestadores, na imprensa e nas universidades. A colocação abala uma das vantagens levadas pelo marxismo na Segunda Guerra: enquanto o nazismo se tornava uma execração mundial, condenado nos processos do Tribunal de Nuremberg, o comunismo, tão nefasto quanto, saíia ileso, ocupava metade da Europa e a China, tentava se espalhar pela África e América Latina. Não conseguiu, mas também não desapareceu, e ainda perturba e faz sofrer muita gente, não só na Venezuela, Coreia do Norte ou em Cuba, mas por toda a parte, aqui inclusive. A afirmação feita pelo chanceler, de que o nazismo é de esquerda, e que foi apoiada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, mereceu pronta (embora superficial) refutação por parte da esquerda. Ela merece alguns considerandos, até porque nossos esquerdistas pouco leem, e quando escrevem, apenas apelam para seus chavões, e os leitores merecem melhores esclarecimentos. A questão, abordada do ponto de vista teórico, não é simples. Esquerda e direita não são conceitos monocromáticos, uma vez que comportam, um e outro, várias nuances. De uma maneira geral, ser de esquerda comporta a crença no materialismo, na estatização dos fatores de produção (recursos naturais, força de trabalho, máquinas e equipamentos), no internacionalismo, na predominância do coletivo sobre o individual e no igualitarismo, principalmente. Ser de direita implica em aceitar como verdades a crença religiosa, o capitalismo (ou liberdade econômica), o Estado mínimo, os direitos individuais, a hierarquia de valores pessoais. A esquerda tem seus teóricos em Marx, Engels e Lênin. O nazismo teve um único teórico: Adolf Hitler. Outros nazistas, como Alfred Rosenberg (autor do livro “O Mito do Século Vinte”) se autoproclamaram teóricos nazis, mas foram desautorizados pelo próprio Hitler. O Führer deixou, como registros de seu pensamento, um livro escrito (“Minha Luta”), outro com uma coletânea de seus discursos de 1922 a 1941 (“Minha Nova Ordem”), e outro, ainda, com os registros de suas conversas à mesa, entre 1941 e 1944 (“Conversações sobre a Guerra e a Paz”). Pelas ideias expressas nesses documentos e pela prática nazista, pode-se concluir ser o nazismo de esquerda ou de direita? O nazismo nunca foi uma doutrina materialista, antirreligiosa. Hitler, apesar de seu anticlericalismo, acreditava num Criador, e se achava imbuído de uma missão divina. Mas acreditava, por outro lado, num Estado forte economicamente e era anticapitalista (o capital era ferramenta manipulada pelo judaísmo internacional, dizia). Se tolerou e até conviveu com os grandes industriais alemães (Krupp, Messerschmitt, I.G. Farben e outros) foi por necessitar deles para rearmar rapidamente a Alemanha após a derrota na Primeira Guerra. Finda a guerra, na Alemanha nazista, as empresas privadas seriam apenas as empresas familiares, e as grandes indústrias seriam estatais (as únicas que poderiam emitir ações para venda ao público), previa Hitler. O Estado deveria pairar acima das atividades econômicas e a orientação seria do Partido Nazista (partido único, como no comunismo). Hitler não acreditava em qualquer tipo de internacionalismo. A Alemanha nazista seria super-nacionalista. E racista. Mas aceitava um tipo de igualitarismo militar. Pensava em uma nação onde a obediência seria um dos valores máximos do cidadão. E a obediência seria devida ao Estado, encarnado na cúpula do Partido. A burguesia, no seu entender, era algo desprezível, sinônimo de acomodação e fraqueza. Gostava da burguesia tanto quanto a aprecia a indefectível Marilena Chaui. Em “Minha Nova Ordem” contam-se às dezenas as diatribes de Hitler contra os burgueses. Num discurso pronunciado em Munique, numa das grandes mobilizações partidárias antes da subida ao poder (em 1922), Hitler deixa bem claro seu desprezo tanto pela esquerda (que julgava instrumento bolchevista de apropriação da ideia socialista) como pela direita (a democracia é débil e é judaica, dizia). Hitler julgava-se arauto de um novo movimento de supremacia alemã, nacionalista e racista, diferente de todos os antecessores, mas socialista. Por outro lado, a concepção hitlerista do sindicalismo (defendida no livro “Minha Luta”) era muito próxima daquela defendida por Trotski, e (após a Nova Política Econômica leninista) também defendida por Stálin: sindicato nacional dirigido pelo partido. Seria o nazismo de esquerda, como quer nosso chanceler? Difícil afirmar, categoricamente. Pelo visto, o hitlerismo aproximou-se bem mais da esquerda do que da direita. Hitler não era um ignorante, tanto que conseguiu empolgar uma das nações mais cultas do mundo de então. Até os genocidas podem ser inteligentes. E há paralelos entre o sistema vivido pela Alemanha nazista e pelo que hoje vive a China socialista. A Alemanha só poderia se reerguer dos escombros da Primeira Guerra Mundial e se tornar potência militar se contasse com seus industriais e deixasse livre o sistema econômico capitalista. No futuro as coisas correriam de maneira diferente, se Hitler vencesse a guerra. A China hoje só consegue se desenvolver adotando um sistema híbrido onde na economia são livres a iniciativa e o capital enquanto na política há um Estado socialista forte que tudo controla com mão de ferro. E que está dando certo, ao menos por enquanto. Vale ler o livro “Os Ditadores — A Rússia de Stálin e a Alemanha de Hitler” (José Olympio, 840 páginas, tradução de Marcos Santarrita), do historiador britânico Richard Overy. A leitura sugere “parentesco” e, claro, diferenças entre ambos. Stálin, por exemplo, era mais cruel com seus generais do que Hitler. Mas os dois totalitarismos são, singularidades à parte, “irmãos".

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Anápolis precisa saber o que a OAB está fazendo pelo Brasil

Dalmo Jacob do Amaral Júnior é advogado tributarista

A importância econômica, social e política de Anápolis levam a cidade a exercer influência no desenvolvimento do Estado de Goiás e, por que não dizer, do Brasil. A cidade abriga diversas empresas reconhecidas nacionalmente - é preciso valorizar o papel que o Distrito Agroindustrial (DAIA) exerce.  

Politicamente, a cidade tem essa mesma importância - além de deputados federais e estaduais, o anapolino Ronaldo Caiado é o atual governador do estado. São apenas alguns exemplos de uma terra que dá orgulho aos seus cidadãos pela interferência positiva. Todas essas referências citadas são importantes, mas ainda assim não representam a totalidade da relevância que o município tem para a história da nação. Além das conquistas citadas, é preciso lembrar que a Manchester anapolina atua diretamente na construção da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB.  

Alguns dados são importantes sobre a atuação de Anápolis na OAB, seja do ponto de vista local, regional ou nacional: a subseção da ordem na cidade possui 10 municípios jurisdicionados à sua área de atuação. Seis delegacias estão sob gestão direta desta subseção. A principal conquista, entretanto, está no fato de Anápolis possuir um representante no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, cargo que este que exerço atualmente, junto à Comissão de Direito Tributário. E digo isso não por ter qualquer vaidade pelo posto que ocupo na entidade. Na verdade, quero expressar aqui a grandiosidade desse fato e os elementos que comprovam a influência da cidade na construção de uma entidade mais promissora, atuante e que participa dos momentos mais marcantes do país.  

Atuo em uma das comissões que mais possui demandas, principalmente de empresários. A Comissão de Direito Tributário busca apresentar propostas para retirar os obstáculos ao desenvolvimento do país. Tive a oportunidade de participar ativamente da construção da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 94/2016, que estabelece um novo regime de pagamentos de precatórios. A lei já está aprovada e até 2020 deverão ser pagos os valores precatórios pendentes até março de 2015. E a PEC 99/2017, também aprovada, garantiu os meios para que este pagamento possa ser feito.  

Muitos cidadãos brasileiros aguardavam para receber recursos importantes devidos pelo Governo e agora têm a garantia legal de que os valores serão quitados, por força da lei. E partiu da OAB o projeto que deu essa garantia. Eu me senti honrado por ocupar o cargo de conselheiro federal da OAB durante esse processo. Mais do que isso, senti orgulho por ser anapolino e representar os cidadãos da minha cidade.A Ordem dos Advogados do Brasil é protagonista em momentos históricos para o Brasil. Recentemente, a OAB protocolou dois pedidos de impeachment contra presidentes da República: Dilma Rousseff foi acusada de crime de responsabilidade fiscal e Michel Temer teve um diálogo suspeito gravado com o empresário Joesley Batista. Esses dois fatos e diversas outras situações tiveram ampla participação da Ordem.  

A entidade é considerada a guardiã da constituição federal e jamais se ausentou das principais discussões políticas da nação. E o que tudo isso tem a ver com Anápolis? Ora, é inegável que, com um representante anapolino no Conselho Federal da OAB, uma nova oportunidade se abre para que as demandas da cidade sejam levadas às instâncias federais. Neste meu segundo mandato como conselheiro, sei que são grandes os desafios da pátria. Precisamos unir as forças para que o país entre no rumo do desenvolvimento econômico, político e social.A população de Anápolis precisa conhecer sobre o papel da Ordem dos Advogados do Brasil na defesa da sociedade.  

A OAB está aberta para receber as principais demandas dos cidadãos, que podem buscar a entidade, seja quando se sentirem lesados ou quando observarem que os preceitos constitucionais estão sendo esquecidos. Volto a afirmar: a OAB é guardiã da constituição e continuará sendo, sempre em defesa da população. Várias outras frentes de trabalho poderiam ser citadas. Dentre elas, está a defesa das prerrogativas dos advogados.  

Cito apenas alguns exemplos em que a OAB agiu em favor dos advogados brasileiros: garantia de imunidade tributária às Caixas de Assistência aos Advogados, férias para a advocacia na Justiça do Trabalho com suspensão de prazos processuais, manutenção da advocacia na tabela IV do Simples Nacional, alterações no Estatuto da Advocacia e novo Código de Processo Civil, instituição do diário eletrônico da OAB, garantia da plenitude dos honorários assistenciais da Justiça do Trabalho, estabelecimento de contagem de prazos somente em dias uteis para qualquer ato processual; e criação das caravanas das prerrogativas para assegurar o livre exercício da advocacia e desagravar advogados e advogadas de todo o país.  

O meu desejo é que a nova geração de advogados e advogadas dê atenção especial para a importância do Conselho Federal. Eu almejo também que novos representantes anapolinos da advocacia se tornem conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil. Anápolis precisa aumentar sua representatividade na entidade. E a OAB deve continuar encontrando mecanismos para que, assim como vem ocorrendo em todo o Brasil, haja uma integração cada vez maior da Ordem dos Advogados do Brasil com quem mais necessita da justiça: os cidadãos.   

Dalmo Jacob do Amaral Júnior é advogado tributarista. Está em seu segundo mandato como conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, onde atua na Segunda Câmara Julgadora de Ultima Instancia Ética Disciplinar e é Diretor da Comissão Nacional  de Direito Tributário.

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Comediante morre no palco logo após brincar sobre derrame

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O humorista britânico Ian Cognito morreu na última quinta-feira, 11, no palco, durante a apresentação de seu show. John Ostojak, que estava presente durante o espetáculo, relatou à BBC que o incidente ocorreu 10 minutos após o comediante brincar que estava tendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

"Imagina ter um derrame e acordar falando galês", disse Cognito, poucos minutos antes de falecer.

Durante a tragédia, parte do público continuou a rir, acreditando que se tratava de uma encenação. Quando os paramédicos chegaram ao local, encontraram o humorista já sem vida.

Vários comediantes britânicos como Jimmy Carr, Mark Steel e Rufus Hound prestaram homenagens em suas redes sociais. "Eu nunca esquecerei sua generosidade e como ele era engraçado", escreveu Carr.


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