Irapuan Costa Junior
Irapuan Costa Junior

BNDES leva calote de Cuba, Venezuela e Moçambique, amigos do PT e inimigos do Brasil

O banco brasileiro teve prejuízo de cerca de 4 bilhões relativos a empréstimos a países da América Latina e África

Informam os jornais que o BNDES havia acusado em seu balanço de 2018 cerca de 4 bilhões de reais em prejuízos relativos aos empréstimos externos. Mais: em 2019, aos caloteiros Cuba, Venezuela e Moçambique deverá se juntar Angola, cujo governo já anunciou uma moratória externa.

Nada disso é novidade para os leitores da coluna. Há anos deixamos aqui nosso alerta, quando víamos com preocupação a prodigalidade petista feita com o dinheiro do trabalhador brasileiro entregue ao BNDES. Em 2015 lançamos um alerta, quando a imprensa toda noticiava uma viagem de Dilma Rousseff a Cuba para levar nosso dinheiro para modernizar o Porto de Mariel.

Raúl Castro e Dilma Rousseff: dois amigos do dinheiro brasileiro, mas não do Brasil | Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Uma Dilma Rousseff sorridente ao lado de Raúl Castro, entregando nosso dinheiro, só poderia significar tristezas futuras para o povo brasileiro. As cortesias feitas a Angola, Argentina, Cuba, Equador, Moçambique, Nicarágua, Venezuela e outros países governados pela esquerda, praticamente todos em dificuldades financeiras, não poderia resultar em algo diferente.

Os agravantes eram muitos: o governo captava recursos no mercado a 11% ao ano, e os repassava ao BNDES. Este os emprestava ao exterior a juros subsidiados de 6%. A maioria se destinava a obras tocadas pelas empreiteiras amigas, como a Odebrecht. Se não pagos, esses empréstimos eram cobertos pelo Fundo de Garantia à Exportação, também dinheiro público brasileiro, que fazia os repasses ao BNDES.

Algumas obras, como o aeroporto moçambicano de Nacala, no norte do país, está com mais de 95% de capacidade ociosa, o que faz pensar em obra realizada apenas para benefício da empreiteira ou como veículo de corrupção. E como faz falta esse dinheiro em nossa Saúde, por exemplo.

Há que se diminuir o tamanho do Estado brasileiro e que se limitar a enorme liberdade que tem o chefe do Executivo de dispor do Tesouro Público.

Para que o leitor veja como o presidente brasileiro pode mais que o norte-americano, quando se fala do dinheiro público: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não consegue fazer um muro na fronteira com o México, que custaria cerca de 5 bilhões de dólares (menos de 0,3 % do PIB americano). Não tem liberdade para tanto, sem licença legislativa.

Lula da Silva e Dilma Rousseff, sem consultar ninguém, deram quantia superior a essa e maior que 1% do PIB brasileiro às ditaduras mencionadas acima e aos amigos “campeões” nacionais.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Arthur de Lucca

Dr. Irapuan,
Um tal de Paulo Rabello de Castro que foi presidente do BNDES por 10 meses, uma vez, quando entrevistado na Jovem Pan pelo Marco Antonio Villa, falou arrogantemente que todos ficam dizendo coisas sem saberem e …disse que os empréstimos não foram feitos aos países e sim, as empreiteiras brasileiras que fizeram as obras. Portanto sem chances de calotes.
Como é isso?
O Brasil ou as empreiteiras serão caloteadas?
Um abraço do leitor
Arthur de Lucca
Goiânia. Go .17/abril/19.

Tancredo

Quer dizer que o Brasil mandou construir , beneficiar esses Países Venezuela,Cuba,Moçambique porque quis fez doação a esses Países com dinheiro do povo, então os esquerdopatas deveriam pagar por isso todo PT deve ser responsabilizado, por essas doações ilegais.