Ponto de Partida
Vitória dos tucanos nas eleições municipais é reflexo de desilusão dos brasileiros com gestões populistas e ineficientes nos 13 anos de lulopetismo
Decisão do STF pode minar sindicatos cooptados por partidos que promovem paralisações apenas com intuito de enfraquecer os adversários políticos
A operação Lava Jato, de caça aos corruptos que roubaram recursos públicos via Petrobrás e outras estatais, continua provocando estragos. Na sexta-feira, 28, o ex-ministro Antônio Palocci Filho, o ex-assessor dele Branislav Kontic, o empresário Marcelo Odebrecht e outros 12 investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro relacionados à obtenção, pela empreiteira Odebrecht, de contratos de “afretamento de sondas” com a Petrobrás. Segundo o site Paraná Portal, na denúncia, o MPF também pede a devolução de meio bilhão de reais à petroleira: “se requer o arbitramento cumulativo do dano mínimo, a ser revertido em favor da Petrobrás, com base no art. 387, caput e IV, do CPP, no montante de R$ 505.172.933,10, correspondentes ao dobro dos valores totais de propina paga”, requerem os 12 procuradores que assinam o documento. A conclusão dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato é de que, entre 2006 e 2015, Palocci estabeleceu com altos executivos da Odebrecht um amplo e permanente esquema de corrupção destinado a assegurar o atendimento aos interesses do grupo empresarial na alta cúpula do governo federal. Neste esquema, a interferência de Palocci se dava mediante o pagamento de propina, destinada majoritariamente ao PT. A atuação criminosa de Palocci teria se dado em favor da Odebrecht no exercício dos cargos de deputado federal, ministro da Casa Civil e membro do Conselho de Administração da Petrobrás. Ele teria interferido para que o edital de licitação lançado pela estatal petrolífera e destinado à contratação de 21 sondas fosse formulado e publicado de forma a garantir que o grupo não apenas obtivesse os contratos com a Petrobras, mas que também firmasse tais contratos com a margem de lucro pretendida. Palocci teria até mesmo consultado Marcelo Odebrecht antes da publicação do edital para se certificar se a licitação efetivamente se adequaria aos interesses da empreiteira. Na mesma denúncia, foram também acusados, entre outros, o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque; o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; os ex-funcionários da Sete Brasil, João Ferraz e Eduardo Musa; e o executivo da Odebrecht, Rogério Araújo devido aos crimes de corrupção ativa e passiva praticados para que a Odebrecht obtivesse, por intermédio da Sete Brasil, a contratação de seis sondas com a Petrobras. Que a Lava Jato continue atuando para que os ladrões do dinheiro do povo sejam devidamente punidos.
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A corrupção sistêmica engendrada pelos governos petistas vai sendo escancarada nas delações dos próprios sócios do lulopetismo
Denúncia a mais pessoas nos crimes que envolvem o ex-presidente vai abrir caminho para novas delações premiadas, o que será fatal para o petista
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Dilma Rousseff discursa no plenário do Senado Federal antes do impeachment | Foto: Reprodução / Agência Brasil[/caption]
Mesmo os petistas mais empedernidos não têm mais dúvidas de que o governo da petista Dilma Rousseff foi um desastre absoluto. As políticas equivocadas que ela adotou combaliram a economia, gerando fechamento de empresas e retração na atividade econômica, fatores que causam diretamente destruição de empregos. O desastre foi confirmado mais uma vez.
O Ministério do Trabalho divulgou na sexta-feira, 16, que mais de 1,5 milhão de empregos com carteira assinada viraram fumaça no ano passado. Foram exatamente 1.510.703 postos de trabalho formais fechados em 2015, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Trata-se do pior resultado em 31 anos, desde 1985, quando o levantamento começou a ser feito.
E como se não bastasse, é, ainda, a primeira vez em 24 anos que o país registra corte de vagas com carteira assinada. Em 1992, haviam sido fechadas 738 mil postos de trabalho. Com os novos números, o Brasil terminou 2015 com um total de 48,061 milhões de empregos com carteira assinada — abaixo de 2014 e de 2013.
Em outro levantamento que o ministério faz regularmente sobre dados de emprego do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os números apontam que em 2015 o Brasil perdeu 1,54 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada no ano passado, no pior resultado desde o início da pesquisa, em 1992. A pesquisa do Caged foi divulgada no início deste ano.
A diferença entre os dois levantamentos é que a pesquisa Rais é mais ampla, porque leva em conta mais categorias de trabalho, inclusive servidores públicos. Já o Caged calcula apenas o número de trabalhadores de empresas privadas.
Em nota técnica, o Ministério do Trabalho destacou que esta foi a primeira vez em 23 anos que houve um resultado negativo no fechamento do ano. Segundo o órgão, em 1992, houve queda de 3,21% no número de empregos formais. “O quadro de redução acentuada do nível de emprego formal em 2015 reflete a conjuntura recessiva que atingiu o País”, destacou o Ministério.
Conforme o “Valor”, a renda do trabalhador também caiu. Os rendimentos médios reais apresentaram uma queda de 2,56% em 2015 ante 2014, segundo os dados da Rais, passando de R$ 2.725,28 para R$ 2.655,60.
Os dados da Rais mostram que houve redução no nível de emprego tanto para mulheres (-438.478 postos ou ¬2,05%) quanto homens (¬1.071.955 postos ou ¬3,81%) em 2015, na comparação com 2014. No que diz respeito ao estoque de trabalhadores, os empregos formais são principalmente ocupados por pessoas do sexo masculino (27.061.695 postos) em comparação com as do sexo feminino (20.999.112 postos). Em 2015, a participação do sexo feminino (43,69%) manteve-¬se estável em relação aos demais anos.
O impeachment de Dilma Rousseff era o imperativo número 1 para que o Brasil começasse a mudar essa história. Agora, cabe ao presidente Michel Temer corrigir rumos, implementar o ajuste fiscal, encaminhar uma ou duas das reformas necessárias para que a mudança comece a acontecer. A economia deve ser reanimada, e a geração de empregos têm de começar. Os brasileiros conscientes sabem que não se deve esperar muito mais de Temer, até pelo pouco tempo de seu governo, um meio governo, na verdade.
Exoneração de integrantes do gabinete pessoal mantido pela ex-presidente Dilma Rousseff desaparelha equipe mais próxima de Temer
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Celso Daniel: assassinato pode ter sido queima de arquivo[/caption]
O cadáver do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel continua a assombrar os petistas. Na sexta-feira, 9, foi divulgado que mais de catorze anos depois do assassinato o ex-prefeito e depois de novas revelações da Operação Lava Jato, a Justiça de São Paulo vai retomar o julgamento do acusado de mandar sequestrar e matar Daniel.
Ocorre que há um novo juiz no caso. Trata-se de Wellington Urbano Marinho, que marcou para o dia 17 de outubro a primeira audiência de instrução, debate e julgamento do único réu ainda em liberdade, o ex-guarda-costas do prefeito e empresário Sergio Gomes da Silva, vulgo “Sombra”.
Wellington Urbano mostrou que pretende acelerar a instrução de um caso que subiu à instância máxima da Justiça brasileira e voltou quase que à estaca zero por ordem do Supremo Tribunal Federal. Urbano Marinho não quer mais “eternizar a instrução” do processo. Mas ainda não há sequer uma previsão de quando o réu pode ir – nem se vai mesmo – a júri popular. Sombra está em liberdade e faz tratamento de um câncer.
As testemunhas listadas para depor são ligadas a Celso Daniel, à investigação e a outro criminoso, o acrobático Dionísio de Aquino Severo. Dionísio havia fugido de helicóptero de um presídio paulista pouco antes do sequestro e da morte do petista. Conhecia detalhes do crime ocorrido na noite de 18 de janeiro de 2002. Mas foi assassinado na cadeia antes de revelar o que sabia.
Morte de testemunhas do caso Celso Daniel, aliás, foram uma constante nos últimos anos. Nada menos que oito pessoas foram mortas, algumas em situação misteriosa. Familiares de Daniel acreditam que o crime teve motivação política, porque ele comandava um esquema de desvio de dinheiro da prefeitura para financiar campanhas do PT.
O crime
Na noite de 18 de janeiro de 2002, três carros fecham o veículo onde está o então prefeito de Santo André, Celso Daniel, que saía de um restaurante nos Jardins, em São Paulo. Homens armados disparam contra o carro e sequestram o petista. Celso Daniel só seria encontrado morto dois dias depois, numa estrada de terra a 80km da capital paulista. O primeiro médico-legista a analisar o corpo, Carlos Delmonte Pires, constatou sinais de tortura.
Celso Daniel era considerado uma estrela em ascensão no PT. Quando morreu, era um dos principais conselheiros econômicos de Lula, que seria eleito naquele ano. A morte do prefeito foi considerada crime comum pela polícia de São Paulo. O Ministério Público, no entanto, contestou a versão e sustentou que a morte foi encomendada por uma quadrilha que desviava verbas da prefeitura.
Seis acusados foram condenados. Sérgio Gomes da Silva, apontado como mandante do crime, recorreu e foi absolvido pelo STF. Ele acabaria condenado em novembro de 2015 por integrar um esquema de cobrança de propina de empresas contratadas pela prefeitura de Santo André na gestão de Celso Daniel.
Em 2012, as investigações sobre o crime ganharam novos elementos. O operador do mensalão, publicitário Marcos Valério, em julgamento no STF, disse que o ex-presidente Lula e o ex-ministro Gilberto Carvalho estariam sendo extorquidos por criminosos envolvidos no caso. O motivo: um esquema de cobrança de propinas na prefeitura comandada por Celso Daniel.
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