Imprensa
Diante de tanta besteira sem pé nem cabeça, é melhor que não fiquem curiosos e não percam o tempo
Em três reportagens, o jornal informa que não conseguiu falar com o outro lado. Por quê? Por que jornalistas querem ficar na redação?
A obra apresenta os testemunhos de soldados, médicos, enfermeiras, mães, esposas e irmãos que descrevem os efeitos duradouros da guerra
Há guerras que se tornam cemitérios de países. A União Soviética era uma potência e desafiava os Estados Unidos, durante toda a Guerra Fria. O país, um composto de várias nações — unidas à força —, enfrentava problemas graves, na década de 1980, mas, mesmo assim, decidiu invadir o Afeganistão para, supostamente, amparar os aliados locais. Pois a batalha que ambicionava manter os comunistas no poder acabou se tornando um grande cemitério para centenas de soviéticos e contribuiu, em larga medida, para o declínio da federação.
A história dos soviéticos na “areia movediça” do Afeganistão tem sido contada por jornalistas e historiadores. “Meninos de Zinco” (Companhia das Letras, 320 páginas, tradução do russo por Cecília Rosas), de Svetlana Aleksiévitch, abre espaço para os que vivenciaram a guerra. A editora informa, nos sites das livrarias, que o livro começa a ser comercializado em fevereiro de 2020.
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Svetlana Aleksiévitch: jornalista e escritora da Bielorrússia, ganhadora do Nobel de Literatura | Foto: Reprodução[/caption]
Sinopse da editora
“A brutalidade da guerra soviético-afegã é retratada neste livro extraordinário, com o olhar sempre preciso e humano de Svetlana Aleksiévitch.
Entre 1979 e 1989, as tropas soviéticas se envolveram em uma guerra devastadora no Afeganistão, que causou milhares de baixas em ambos os lados. Enquanto a URSS falava de uma missão de ‘manutenção da paz’, levas e levas de mortos eram enviadas de volta para casa em caixões de zinco lacrados. Este livro apresenta os testemunhos honestos de soldados, médicos, enfermeiras, mães, esposas e irmãos que descrevem os efeitos duradouros da guerra.
Ao tecer suas histórias, Svetlana Aleksiévitch nos mostra a verdade sobre o conflito soviético-afegão: a destruição e a beleza de pequenos momentos cotidianos, a vergonha dos veteranos que retornaram, as preocupações com todos que ficaram para trás. Publicado pela primeira vez em 1991, Meninos de zinco provocou enorme controvérsia por seu olhar perspicaz e angustiante sobre as realidades da guerra.”
Um dos mais notáveis historiadores britânicos, Antony Beevor, escreveu sobre o livro: “A proeza de Aleksiévitch elevou a história oral a uma dimensão totalmente diversa”.
A poeta americana traduziu Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Cecília Meirelles e Helena Morley
A poeta americana criticou a poesia concreta, ressalvando a poética de e. e. cummings, e diz que a poesia brasileira é “maravilhosa”
Na Europa, além do Sporting, de Portugal, outros escretes estão de olho no pequeno notável do Cerrado. Chegou a hora de Michael
O pesquisador Jarbas Marques ressalta o espírito empreendedor e a capacidade de ser solidário do jornalista
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Simplificar Bolsonaro, para aproximá-lo de Hitler, não permite a compreensão de que autoritarismo não é sinônimo de totalitarismo
Jogos narrados por Fiori Gigliotti tinham 22 atletas em campo e um craque do lado de fora. Pode-se falar em dois espetáculos
A publicação vai manter o foco nos negócios, mas deve aumentar a cobertura de empreendedorismo
Doutor pela USP, e o mais midiático dos scholars brasileiros, Karnal é um misto de historiador, filósofo e guru
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Leandro Karnal: historiador | Foto: Reprodução[/caption]
Leandro Karnal é um misto de historiador — por sinal, dos mais rigorosos —, filósofo e, até, guru. Guru, é certo, não porque quer, sim porque seus leitores propagam. Ele publica livros — em escala paulocoelhoriana, mas mantendo a qualidade — e escreve artigos para o “Estadão” que são lidos avidamente. No rádio, é uma estrela.
Karnal consegue, a um só tempo, ser simples e sofisticado. O scholar, ao se tornar popular e midiático, não banaliza suas ideias e mantém o debate em alto nível. O que resulta de sua cultura ampla e consolidada. Em suma, ele tem o que dizer e o faz bem. Às vezes, parece um estrangeiro falando, mas deve se atribuir isto ao seu sotaque algo musical.
Na terça-feira, 10, às 19h30, no Oliveira’s Place, em Goiânia, Karnal vai falar sobre um tema que conhece bem: “Escola e os desafios da diversidade e da tolerância ativa”. A conferência faz parte do evento Integrado e Você — organizado pelo Colégio Integrado. As vagas são limitadas, mas o evento é gratuito.
O professor Karnal é doutor em história pela Universidade de São Paulo.
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Os bens exportáveis do Brasil se tornarão mais competitivos e desejáveis, aumentando as dores de cabeça de Donald Trump

