Contraponto

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Brasil enfrenta uma desinformação ambientalista orquestrada

A defesa ambiental compete a cada nação, em seu espaço. Países devem preservar a flora e a fauna e evitar poluir rios e mares Com a recente polêmica sobre as queimadas na Amazônia, vieram mais uma vez à discussão as inverdades de sempre sobre a questão ecológica. E ficaram evidenciadas de novo a cobiça internacional sobre nossa floresta e o alerta para os cuidados com nossa soberania. Desde a queda do Muro de Berlim e a derrocada do comunismo europeu, uma das bandeiras alternativas empunhadas pela esquerda internacional foi a da ecologia. Afinal ela pode sempre ser brandida contra os inimigos que o comunismo considera implacáveis: o capitalismo, a indústria, o agronegócio e os ricos de uma maneira geral. Além disso, ela se presta admiravelmente à desinformação, talvez a ferramenta mais bem manejada pelos resquícios das ditaduras comunistas da época da Guerra Fria. Universidade e Imprensa, além de alguns setores da Igreja, abrigam hoje esses inconsoláveis, mas nunca desanimados, credores da utopia socialista. E dão a eles a oportunidade de divulgarem todo seu impressionante, mas improvável catastrofismo. Para que o leitor não fique desinformado, diante do bombardeio nacional e internacional de notícias as mais alarmantes sobre o ambientalismo, apresentemos as faces reais dos fatos. Vejamos alguns deles, tais como apresentados pela mídia ou pelos ativistas, e como são na realidade. Queimadas na Amazônia e exageros 1 — Se algo houve de diferente no campo das queimadas no Brasil em 2019 foi apenas o rigor da estiagem. Elas acontecem todo ano, em proporções mínimas para o gigantismo da floresta. E boa parte das áreas queimadas rapidamente se recupera. O alarmismo das esquerdas, aliado a uma boa dose de astúcia e má-fé, faz com que as áreas atingidas pelo fenômeno se meçam em comparações à primeira vista impressionantes. [caption id="attachment_206520" align="aligncenter" width="620"] Foto: Victor Moriyama/Greenpeace[/caption] “Uma queimada hoje em Rondônia consumiu uma área de matas equivalente a cem campos de futebol!”, dizia uma manchete de um jornal de grande tiragem, tempos atrás. Faça o leitor comigo uma rápida conta: um campo de futebol, de setenta por cem metros, tem área de 7 mil metros quadrados. A Amazônia (80% dela em território brasileiro) tem 7 milhões de quilômetros quadrados. Ou sete trilhões de metros quadrados. Mesmo se queimados cem mil campos de futebol por ano, nem em três mil anos — trinta séculos! — destruiríamos metade da floresta. A crer nos jornais, essa destruição já teria acontecido, nos nove meses do governo Bolsonaro. Vejam o tamanho do exagero. Aquecimento global 2 — Todos os que apregoam a ação humana como promotora do aquecimento global estão equivocados. Uns, por má-fé, querendo “combater o capitalismo explorador”. Outros por cobiça, desconhecimento, ingenuidade ou ignorância, mesmo. A ação energética do homem, perante as forças da natureza, é ínfima. É nada perante a atividade solar, fonte de toda energia existente no planeta, e responsável pelo aquecimento ou resfriamento da Terra. Um exemplo ilustra bem nossa insignificância: apenas um furacão, como o Dorian, que assolou o Hemisfério Norte na semana passada, dissipa energia superior a três ou quatro bombas atômicas por hora de atividade. Se durar duas semanas, equivale a mais de mil bombas atômicas, em consumo ou liberação de energia. Apenas para fazer mover o vento à velocidade impressionante de mais de duzentos quilômetros por hora em sua periferia seria necessária quase toda a energia produzida pelas usinas existentes sobre a face da terra. E para produzir e movimentar a chuva que um furacão de 500 quilômetros de diâmetro traz consigo, nem vinte vezes a energia de todas usinas construídas pelo homem seria capaz. Isso apenas para um fenômeno de manifestação da energia da natureza. Sem falar nas outras manifestações: terremotos, ventos, correntes marinhas, evaporações e precipitações, rios, ondas e tudo mais. Tente o leitor conhecer a opinião de um cientista sério e capacitado sobre essa questão do aquecimento global. Como o doutor e pesquisador da USP Ricardo Felício, que vem publicando trabalhos sobre o assunto, ou como o professor Luiz Carlos Molion, físico formado também pela USP, com doutorado em ciências climáticas pela universidade americana de Wisconsin, pós-doutorado pela universidade inglesa de Wallingford, e, mais que isso, uma larga experiência, de mais de 30 anos em trabalhos nas áreas florestais, oceânicas, climáticas e espaciais. Verá o quanto tem sido iludido pela mídia e pelos ativistas. São ridículos os argumentos de que os gases intestinais das vacas e os gases de refrigeração das geladeiras influem no aquecimento global, como tanto se divulga por aí. Os fenômenos universais são cíclicos, como estabeleceram filosofia e ciência. Um aumento ou diminuição da atividade solar, como ocorre a intervalos de tempo, podem implicar em aumento ou diminuição da temperatura média da Terra. Aliás, está comprovado que existem períodos de aquecimento e de resfriamento terrestre, a intervalos de dezenas de anos. Desconfie, leitor, de um pseudocientista ambiental que erra por dois ou três graus a previsão que faz da temperatura em uma determinada região para daqui uma semana e quer que acreditemos nele quando prevê essa mesma temperatura com precisão de meio grau para daqui a um século. Camada de ozônio e os “buracos” 3 — O gás Ozônio (constituído por três átomos de oxigênio) ocupa naturalmente uma calota esférica que inicia a cerca de 20 km de altitude, na atmosfera, e vai até cerca de 30km. Tem, pois, cerca de 10km de espessura. Essa calota protege a terra das emissões de raios ultravioleta do sol. Os raios U.V., chegando ao oxigênio da alta atmosfera produzem ozônio e fazem com que parte da radiação seja refletida de volta, evitando um excesso de bombardeio desses raios que seria fatal à vida. Cientistas notaram uma redução nessa camada (de 10 km) em algumas partes do planeta, notadamente sobre os polos. Os ambientalistas fizeram disso um cavalo de batalha, batizaram de “buraco na camada de ozônio” essa redução e imediatamente vastos setores da mídia culparam o homem pelo fenômeno, que seria devido aos gases industriais e à poluição dos veículos, além dos mais prosaicos, como os gases intestinais de bovinos e suínos ou gases dos refrigeradores. Os “cientistas ambientalistas” que mediam ano a ano a espessura da camada e faziam as mais apocalípticas previsões desde os anos 1980, tiveram que moderar seu tom, quando, há cerca de dez anos, a espessura da camada voltou a crescer, sem que a humanidade, claramente, concorresse para isso. É que a produção de ozônio na atmosfera depende da atividade solar. Se ela cresce, como ocorre a certo intervalo de tempo, cresce a emissão dos raios ultravioleta e produção do gás, dando-se o inverso em caso contrário. É fácil calcular o volume médio da camada de ozônio. É de aproximadamente cinco bilhões de quilômetros cúbicos, ou cinco quintilhões de metros cúbicos, volume dificilmente alterável pela ação do homem. Mas os ambientalistas continuam apregoando o juízo final. A preocupação com o meio ambiente é importante. Mas é tarefa mais modesta, e compete a cada nação, em seu espaço. Preservar a flora, e com ela a fauna é o que cada país deve fazer. Evitar poluição de rios e mares e limitar desmatamentos, exigindo reservas locais é tarefa factível e já é cumprida em países mais adiantados, como os EUA. É algo necessário, mas que podemos fazer sem interferências externas, que acobertam o mais das vezes interesses de países mais ricos e industrializados. Compete a cada um, a cada município, a cada Estado, ao governo federal. Ao Judiciário e ao Congresso. Compete aos cientistas nacionais despidos de viés ideológico. Sem excessos e com menos, muito menos burocracia. Podemos chegar lá, embora ainda falte muito.

Bolsonaro não é culpado por queimadas. Mas a mídia não quer saber da realidade

O Brasil de Bolsonaro é melhor do que o Brasil do petismo. O presidente está tentando ajustar um país que os petistas bagunçaram. Mas a mídia não o avalia com equilíbrio

Sergio Moro é vítima da máquina de propaganda de esquerda que mentiu sobre Stálin

Investigações do Ministério Público e sentenças do ex-magistrado devastaram a corrupção da esquerda, que agora usa a desinformação para tentar atingir Moro

Mídia amplia supostos problemas e esquece pontos positivos do governo Bolsonaro

O presidente contém a inflação, articula o acordo Mercosul-União Europeia e combate a corrupção. Tais acertos são ignorados

Conto de Baudelaire tem muito a dizer sobre o século 20 e sobre o Brasil atual

O escritor francês “antecipa”, num texto, o totalitarismo do século 20 e a ação da esquerda corrupta no Brasil

Regras do Estatuto do Desarmamento constrangem os atletas de tiro

O Senado de Renan Calheiros se comporta como aqueles que faziam as leis na União Soviética

Brasil deve muito a Sergio Moro e aos procuradores da Lava Jato e não deve nada a Greenwald

Lava-Jato, catarse contra os males que nos assolam, se personaliza no ministro, que se colocou numa altura moral tão elevada que as pedras que lhe lançam não chegam até ele

Brasil está perdido porque quem produz tem de pedir permissão a quem nada produz

O que diria Ayn Rand de um país cujo governo demora nas decisões, cobra taxas astronômicas e seus funcionários recebem salário elevadíssimo?

Por que a mídia não se interessa em saber quem paga o advogado de Adélio Bispo?

Quem se candidata ao furo de reportagem do ano e revela por qual motivo um advogado caro faz a defesa do homem que esfaqueou Bolsonaro?

Deputado Molon produz farsa sobre armas e GloboNews não questiona

A missão de uma emissora de TV é verificar dados para divulgar a verdade. No caso de Alessandro Molon, o canal da Globo endossa informação sem admitir que é falsa

Reforma da Previdência beneficia brasileiros e incentiva o crescimento econômico

Pelo menos parte do Congresso está imbuído de uma consciência cidadã de que a reforma é vital para o país

Acertos de Bolsonaro que a imprensa não divulga mas o povo percebe

Registro de empresas passa a ser automático nas juntas comerciais, o governo vasculha abusos nos benefícios de anistiados e cancela anúncio de 17 milhões de reais

Agustina Bessa-Luís realça grandeza mas sem excluir crueldade do Marquês de Pombal

O Marquês de Pombal foi grande ao administrar desastres e implantar medidas efetivas na economia, na educação e na administração. Mas não economizou nos desmandos

BNDES leva calote de Cuba, Venezuela e Moçambique, amigos do PT e inimigos do Brasil

O banco brasileiro teve prejuízo de cerca de 4 bilhões relativos a empréstimos a países da América Latina e África

Hitlerismo aproximou-se mais da esquerda do que da direita

O chanceler Ernesto Araújo não sugeriu nuances, mas não está equivocado: há aproximações entre o nazismo e a esquerda O nazismo é de esquerda? A discussão aberta pelo chanceler Ernesto Araújo, embora puramente acadêmica, teve ao menos uma vantagem: deixou histérica a esquerda tupiniquim, acostumada, nos últimos 30 anos, a falar sozinha e não dar voz a contestadores, na imprensa e nas universidades. A colocação abala uma das vantagens levadas pelo marxismo na Segunda Guerra: enquanto o nazismo se tornava uma execração mundial, condenado nos processos do Tribunal de Nuremberg, o comunismo, tão nefasto quanto, saíia ileso, ocupava metade da Europa e a China, tentava se espalhar pela África e América Latina. Não conseguiu, mas também não desapareceu, e ainda perturba e faz sofrer muita gente, não só na Venezuela, Coreia do Norte ou em Cuba, mas por toda a parte, aqui inclusive. A afirmação feita pelo chanceler, de que o nazismo é de esquerda, e que foi apoiada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, mereceu pronta (embora superficial) refutação por parte da esquerda. Ela merece alguns considerandos, até porque nossos esquerdistas pouco leem, e quando escrevem, apenas apelam para seus chavões, e os leitores merecem melhores esclarecimentos. A questão, abordada do ponto de vista teórico, não é simples. Esquerda e direita não são conceitos monocromáticos, uma vez que comportam, um e outro, várias nuances. De uma maneira geral, ser de esquerda comporta a crença no materialismo, na estatização dos fatores de produção (recursos naturais, força de trabalho, máquinas e equipamentos), no internacionalismo, na predominância do coletivo sobre o individual e no igualitarismo, principalmente. Ser de direita implica em aceitar como verdades a crença religiosa, o capitalismo (ou liberdade econômica), o Estado mínimo, os direitos individuais, a hierarquia de valores pessoais. A esquerda tem seus teóricos em Marx, Engels e Lênin. O nazismo teve um único teórico: Adolf Hitler. Outros nazistas, como Alfred Rosenberg (autor do livro “O Mito do Século Vinte”) se autoproclamaram teóricos nazis, mas foram desautorizados pelo próprio Hitler. O Führer deixou, como registros de seu pensamento, um livro escrito (“Minha Luta”), outro com uma coletânea de seus discursos de 1922 a 1941 (“Minha Nova Ordem”), e outro, ainda, com os registros de suas conversas à mesa, entre 1941 e 1944 (“Conversações sobre a Guerra e a Paz”). Pelas ideias expressas nesses documentos e pela prática nazista, pode-se concluir ser o nazismo de esquerda ou de direita? O nazismo nunca foi uma doutrina materialista, antirreligiosa. Hitler, apesar de seu anticlericalismo, acreditava num Criador, e se achava imbuído de uma missão divina. Mas acreditava, por outro lado, num Estado forte economicamente e era anticapitalista (o capital era ferramenta manipulada pelo judaísmo internacional, dizia). Se tolerou e até conviveu com os grandes industriais alemães (Krupp, Messerschmitt, I.G. Farben e outros) foi por necessitar deles para rearmar rapidamente a Alemanha após a derrota na Primeira Guerra. Finda a guerra, na Alemanha nazista, as empresas privadas seriam apenas as empresas familiares, e as grandes indústrias seriam estatais (as únicas que poderiam emitir ações para venda ao público), previa Hitler. O Estado deveria pairar acima das atividades econômicas e a orientação seria do Partido Nazista (partido único, como no comunismo). Hitler não acreditava em qualquer tipo de internacionalismo. A Alemanha nazista seria super-nacionalista. E racista. Mas aceitava um tipo de igualitarismo militar. Pensava em uma nação onde a obediência seria um dos valores máximos do cidadão. E a obediência seria devida ao Estado, encarnado na cúpula do Partido. A burguesia, no seu entender, era algo desprezível, sinônimo de acomodação e fraqueza. Gostava da burguesia tanto quanto a aprecia a indefectível Marilena Chaui. Em “Minha Nova Ordem” contam-se às dezenas as diatribes de Hitler contra os burgueses. Num discurso pronunciado em Munique, numa das grandes mobilizações partidárias antes da subida ao poder (em 1922), Hitler deixa bem claro seu desprezo tanto pela esquerda (que julgava instrumento bolchevista de apropriação da ideia socialista) como pela direita (a democracia é débil e é judaica, dizia). Hitler julgava-se arauto de um novo movimento de supremacia alemã, nacionalista e racista, diferente de todos os antecessores, mas socialista. Por outro lado, a concepção hitlerista do sindicalismo (defendida no livro “Minha Luta”) era muito próxima daquela defendida por Trotski, e (após a Nova Política Econômica leninista) também defendida por Stálin: sindicato nacional dirigido pelo partido. Seria o nazismo de esquerda, como quer nosso chanceler? Difícil afirmar, categoricamente. Pelo visto, o hitlerismo aproximou-se bem mais da esquerda do que da direita. Hitler não era um ignorante, tanto que conseguiu empolgar uma das nações mais cultas do mundo de então. Até os genocidas podem ser inteligentes. E há paralelos entre o sistema vivido pela Alemanha nazista e pelo que hoje vive a China socialista. A Alemanha só poderia se reerguer dos escombros da Primeira Guerra Mundial e se tornar potência militar se contasse com seus industriais e deixasse livre o sistema econômico capitalista. No futuro as coisas correriam de maneira diferente, se Hitler vencesse a guerra. A China hoje só consegue se desenvolver adotando um sistema híbrido onde na economia são livres a iniciativa e o capital enquanto na política há um Estado socialista forte que tudo controla com mão de ferro. E que está dando certo, ao menos por enquanto. Vale ler o livro “Os Ditadores — A Rússia de Stálin e a Alemanha de Hitler” (José Olympio, 840 páginas, tradução de Marcos Santarrita), do historiador britânico Richard Overy. A leitura sugere “parentesco” e, claro, diferenças entre ambos. Stálin, por exemplo, era mais cruel com seus generais do que Hitler. Mas os dois totalitarismos são, singularidades à parte, “irmãos".