Por Ton Paulo
Para Lucas Kitão, a proposta "traz dignidade às pessoas que tiveram sua honra ofendida e sua história de vida atrapalhada".
O decreto com as novas normas será editado ainda hoje, com validade a partir desta terça-feira, 17.
Também nesta segunda, Júnior do Riva esteve com o ex-governador Marconi Perillo, com quem conversou sobre as eleições.
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Júnior do Riva anuncia que é pré-candidato do PSDB[/caption]
O ex-prefeito de Britânia, Rivadavia Jaime Júnio, ou Júnior da Riva, como é conhecido, anunciou nesta segunda-feira, 16, sua pré-candidatura à prefeitura do município. O pré-candidato tucano recebeu, inclusive, apoio irrestrito do presidente do PSDB, Jânio Darrot, que colocou as equipes de comunicação e jurídica do partido à disposição dele.
Júnio da Riva foi recebido por Darrot e Dr. Eltinho, pai do ex-governador Zé Eliton, no diretório estadual. "A cidade [de Britânia], que abriga o Lago dos Tigres, um dos maiores da América Latina, e também os rios Araguaia e Vermelho, tem grande potencial turístico que poderia ser melhor aproveitado e o Júnior do Riva tem qualificação para isso", disse Jânio Darrot.
O presidente do PSDB também colocou todo a estrutura da legenda à disposição do pré-candidato a prefeito de Britânia, e informou que as “equipes de Comunicação, jurídica e contábil" do partido tucano estão disponíveis para ele.
Também nesta segunda, Júnior do Riva esteve com o ex-governador Marconi Perillo, com quem conversou sobre as eleições.
De acordo com ele, o partido está à disposição para "acolher aqueles que almejam desenvolver a “boa política” e contribuir para o progresso de Goiás".
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Lissauer Vieira fez um giro pelo Sudoeste de Goiás / Foto: Alego[/caption]
O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira, usou o último fim de semana para percorrer alguns municípios do Sudoeste do Estado e abonar uma série de novas filiações ao seu partido, o PSB. O deputado tem a intenção de fortalecer a sigla para as eleições que se aproximam, e garante que ela "sairá bem maior e mais fortalecida das eleições deste ano".
Mesmo com a agenda reduzida por causa da crise do coronavírus que se instalou, Vieira visitou os municípios de Rio Verde, sua principal base eleitoral, Porteirão, Montividiu e Maurilândia. Em cada lugar o presidente da Alego abonou a filiação de nomes que ele vê como potenciais no PSB.
De acordo com ele, o partido está à disposição para "acolher aqueles que almejam desenvolver a “boa política” e contribuir para o progresso de Goiás". No sábado, 14, o parlamentar esteve em Rio Verde, onde abonou a filiação da ex-vereadora Maria José e de mais 10 lideranças. O PSB deve ter uma chapa de candidatos à Câmara nas eleições deste ano.
Já no domingo, 15, Vieira visitou Porteirão, onde validou a chegada do pré-candidato à prefeitura da cidade, Henrique da Conab. No mesmo dia, ele foi a Montividiu, onde abonou a ficha de filiação de do pré-candidato a prefeito, Edson da Farmácia. Por fim, o deputado esteve em Maurilândia, onde atestou a admissão do pré-candidato a vice-prefeito, Luiz Borracheiro.
Os municípios de Mineiros, Chapadão do Céu, Aparecida do Rio Doce, Serranópolis, Itarumã, Acreúna, Indiara e Santo Antônio da Barra também terão nomes do PSB disputando cargos no Executivo e Legislativo municipal.
Os fiscais estão visitando supermercados e drogarias localizados na capital de Goiás, com o objetivo de coibir eventuais cobranças abusivas dos itens
O deputado Iso Moreira, autor do projeto, argumenta que a medida pode diminuir, inclusive, a terrível prática de abandono de animais
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O projeto que cria a Farmácia Veterinária Popular atualmente tramita na CCJ / Foto: Reprodução[/caption]
Os amantes de pets do Estado de Goiás ganharam um bom motivo para comemorar. Isso porque tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei (PL) que institui a criação de uma Farmácia Veterinária Popular, voltada para donos de animais domésticos que não podem arcar com os altos custos dos medicamentos veterinários.
A proposta é do deputado Iso Moreira (DEM), e já se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), sob relatoria de Diego Sorgatto (PSDB). De acordo com Moreira, depois dos EUA, o Brasil é apontado como o país com a maior população de animais domésticos, sendo constatado um aumento de 17,6% na quantidade de cães e gatos nos últimos anos.
O fato, segundo o parlamentar, torna necessária a implantação de políticas públicas voltadas ao amparo dos indivíduos de baixa renda que possuam pets, mas que não dispõem de recursos financeiros para arcar com custos veterinários, que não costumam ser acessíveis.
Moreira ainda diz que a proposta de criar uma Farmácia Veterinária Popular, com medicamentos que todos possam pagar, pode influenciar, inclusive, na diminuição da prática de abandono de animais, uma vez que os donos dos bichinhos passarão a ter meios viáveis de tratá-los.
Por fim, o parlamentar enfatiza o fato de a população ser afetada "por doenças transmitidas pelos animais domésticos que mantêm, sob sua guarda, hospedeiros de doenças causadas por protozoários", o que tornaria o projeto apresentado ainda mais pertinente.
A proposta, de autoria do deputado estadual Delegado Eduardo Prado (sem partido), visa a criação da Divisão na estrutura da Superintendência de Polícia Judiciária
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Projeto de criação da DOC é do deputado Delegado Eduardo Prado / Foto: Reprodução[/caption]
Um Projeto de Lei (PL) que já tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), propõe a criação de uma Divisão de Operações com Cães (DOC), coordenada por um policial civil, para a utilização dos animais na detecção de ilícitos, como armas e entorpecentes. O PL se sustenta na justificativa de que seria "comprovadamente uma ferramenta essencial no combate ao tráfico".
A proposta, de autoria do deputado estadual Delegado Eduardo Prado (sem partido), que também é pré-candidato à Prefeitura de Goiânia. visa a criação da DOC na estrutura da Superintendência de Polícia Judiciária, sob a coordenação de um policial civil de carreira com especialização técnico-científica em cinofilia. O objetivo do PL que é a utilização dos cães com treinamento especializado na descoberta de entorpecentes, armas, explosivos, munições e até pessoas com problemas com a Lei. A estrutura da DOC. segundo o texto do projeto, teria sede em Goiânia, com e atuação em todo o território estadual, "podendo a Administração criar bases operacionais no interior, conforme planejamento estratégico da Polícia Civil do Estado de Goiás". Como justificativa para o projeto, o Delegado Eduardo Prado argumenta que a DOC seria uma "ferramenta essencial" no combate ao tráfico de entorpecentes. Segundo ele, o trabalho de combate ao narcotráfico em Goiás seria uma fator de relevância na diminuição da violência, uma vez, ainda de acordo com o parlamentar, "a maior parte dos homicídios têm por fator determinante o uso ou comercialização de drogas". "Sendo assim, o projeto auxiliará de forma efetiva na redução de crimes contra a vida, coadunando-se com as metas da Polícia Civil de redução de delitos de homicídios até o ano de 2022”, declarou.
De acordo com o deputado Cláudio Meireles, autor do PL, é compreensível o trauma sofrido pela mulher no estupro, mas a vida do feto deve ser levada em conta
Desde 2017, mais de 450 mil venezuelanos chegaram ao Brasil atrás de uma vida melhor. Em Goiás, eles tentam a sorte e revelam o sofrimento vivenciado no país de origem
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Thania viu a situação na Venezuela como insustentável, e decidiu vir para o Brasil atrás de uma vida melhor / Foto: Ton Paulo[/caption]
Sentada à uma mesa, Jonalquiz Viviana se distrai com a tinta descascada do móvel enquanto fala. Apesar da expressão dura e do tom de voz firme, a venezuelana de 36 anos deixa escapar algumas lágrimas durante seu relato. Ela conta que seu nome, Jonalquiz, quer dizer “Felicidade” num dialeto local de seu país. Entretanto, tal sentimento só voltou a ser experimentado por ela no ano passado, quando deixou a Venezuela para tentar uma vida melhor em solo tupiniquim. Desde o início da década, o país que faz divisa com o Brasil vem experimentando uma fuga em massa da população, impulsionada pelo aprofundamento da crise econômica e pelas contínuas violações de Direitos Humanos perpetradas pelo controverso comandante da nação, Nicolás Maduro.
De acordo com dados da Operação Acolhida, promovida pelo Exército Brasileiro, 454.890 venezuelanos entraram no Brasil entre 2017 e 2019. Crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres, todos fugindo da mesma coisa: o cenário de guerra que vive o país sul-americano governado por Maduro. Jonalquiz faz parte de um grupo de 128 que chegou em Roraima, especificamente na região de Boa Vista, no início do ano passado. Ela veio para o Brasil com a filha Liz, de 10 anos, e a companheira Anni, que também tem dois filhos pequenos, de 12 e 15 anos. Elas foram algumas das beneficiadas pela iniciativa da entidade filantrópica Obras Sociais do Centro Espírita Irmão Áureo (Osceia), de Goiás, em parceria com o Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros e missionários que atuam em Roraima.
Natural do estado de Anzoátegui, Jonalquiz revela que decidiu vir para o Brasil após a situação na Venezuela ficar insustentável. Não foi fácil, e as dificuldades começaram logo que pisou em solo brasileiro. Ela conta que, logo quando chegou em Roraima, suas malas, com todos os seus pertences, foram roubadas. Jonalquiz e Anni tiveram que ficar na rua, juntamente com as crianças, sem ter o que comer ou vestir. Só depois as venezuelanas tiveram contato com a obra da Osceia e deram entrada no programa de interiorização - estratégia de deslocamento de imigrantes venezuelanos para outros estados, que conta com apoio do governo federal e da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em Goiás há três meses, onde chegou num avião da Força Aérea Brasileira (FAB) junto com outros venezuelanos, Jonalquiz trabalhava como comerciante em seu país natal, apesar de se declarar formalmente como operadora de máquinas pesadas. A rotina era dura na Venezuela: a jornada de trabalho começava às 5h e ia até às 20h. Entretanto, apesar de passar o dia todo e parte da noite trabalhando, o poder de compra do dinheiro que vinha no salário no fim do mês refletia a situação da Venezuela. Num português ainda misturado com espanhol, Jonalquiz narra como era ir ao supermercado quando recebia seu pagamento: “Não dava para comprar nada, sabe. Com o dinheiro, a gente comprava um pacote de arroz, um pouquinho de carne, algumas verduras e o que dava para produto [de higiene] pessoal”.
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Jonalquiz foi roubada quando chegou ao Brasil, mas não desistiu / Foto: Ton Paulo[/caption]
Jonalquiz conta que era frequente, devido à inflação desenfreada do país, observar um aumento de preço vertiginoso em alimentos e outros itens no supermercado. “Nós comprávamos uma coisa hoje por 50, e no dia seguinte o preço já era 100. Não dava para comprar nada, não”, diz. Atualmente, um dólar é equivalente a cerca de 73.600 bolívares venezuelanos.
Por causa de seu trabalho como comerciante, em que tinha contato direto com alimentos, Jonalquiz revela que costumava “regalar” seus amigos com comida. De acordo com ela, era uma forma de tentar reduzir o sofrimento dos amigos à sua volta. “Eu via muita, mas muita gente com necessidade, passando fome. Eu nunca passei fome, porque sempre trabalhei muito, mas muitos lá não conseguem emprego, não tem o que comer. E quando trabalham, não conseguem comprar nada com o dinheiro que ganham”, conta.
Aqui no Brasil, tanto ela quanto sua companheira, com quem está há nove anos, estão trabalhando. Jonalquiz como auxiliar de limpeza e Anni como cozinheira. O dinheiro que ganha é o suficiente para se manter aqui, ainda com ajuda da Osceia, e mandar um pouco para a mãe, que ainda vive na Venezuela mas que também deve vir em breve para o Brasil. Enquanto fala com a reportagem, Jonalquiz enfatiza o tempo todo o quanto está feliz no Brasil. Apesar da primeira má impressão ao chegar em Roraima, onde teve seus pertences roubados, ela agradece pelo fato de ter sua filha, assim como os filhos de sua companheira, na escola, de poder trabalhar e ganhar seu dinheiro e de poder ajudar quem ainda permanece na Venezuela. Quando perguntada se tem vontade de regressar ao país natal, Jonalquiz responde que sim, “mas no futuro, quando a Venezuela voltar a ser um bom lugar de se viver”.
“A gente só podia fazer uma refeição por dia”, diz venezuelana que veio com as filhas para o Brasil
“Agora estou falando dois idiomas: espanhol e português”, diz, entre risos, a venezuelana Thania Velez, de 28 anos. Ela está no Brasil há pouco mais de um ano, e veio no mesmo grupo de Jonalquiz. Também amparada pela Osceia, a moça de olhar doce se gaba de estar tendo aulas de Língua Portuguesa oferecidas pela entidade filantrópica, uma vez que, segundo ela, o idioma é uma das maiores dificuldades desde que pisou em território brasileiro.
Thania, que também veio de Anzoátegui, tem duas filhas: Victoria, de 7 anos, e Valéria, de apenas um ano. Na Venezuela, a moça trabalhava vendendo verduras ao lado da irmã. O negócio familiar era suficiente para suprir suas necessidades e das filhas, mas esse tempo ficou no passado. Segundo Thania, os últimos cinco anos foram de miséria e sofrimento para o povo venezuelano. Assim como Jonalquiz, Thania decidiu vir para o Brasil após ver seu país amargar numa depressão econômica agravada por repressão e violação de direitos por parte do governo.
Ela relata que o primeiro sentimento que teve ao chegar ao Brasil, em Roraima, foi o de “tranquilidade”. “Eu fiquei mais calma no primeiro momento que pisei aqui [no Brasil], porque eu vi muita coisa que não via há muito tempo na Venezuela, como muita comida, pessoas usando produtos de higiene pessoal, medicamentos. Lá [na Venezuela] não tem mais isso”. De acordo com Thania, suprimentos básicos são cada vez mais escassos para a população venezuelana. Com supermercados vazios, o que ainda há de alimento disponível para compra custa valores além do que o povo pode pagar. “É em dólar, não tem como comprar”, diz. Ela conta que as pessoas preferem comprar verduras do que arroz, por exemplo, devido ao valor menor e à maior quantidade disponível do alimento.
Com os olhos marejados, Thania revela que lhe doía ver pais de crianças tendo que escolher entre comprar sapatos para seus filhos irem à escola ou comprar comida. “Os pais preferiam comprar o que comer do que sapatos para seus filhos. Minha filha Victoria estudava lá, chegou um momento em que fiquei preocupada, porque não tinha mais dinheiro para comprar o que ela precisava para ir à escola”, relembra. O dinheiro para comprar comida, oriunda da venda de verduras, também era escasso. Segundo Thania, o alimento comprado só era suficiente para uma refeição por dia, às vezes – raras – duas.
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"Só fazia uma refeição por dia", relembra Thania / Foto: Ton Paulo[/caption]
Todavia, a venezuelana recorda que nem sempre foi assim. Até o ano de 2014, segundo ela, a população da Venezuela vivia bem. O trabalho exercido por ela e pelos familiares e amigos era o bastante para comprar comida, vestimentas e até para o lazer. “Antes eu tinha uma vida boa. Todo mundo tinha trabalho, tínhamos dinheiro para tudo, para fazer mercado, para roupas. Hoje não tem mais isso não. Hoje o dinheiro é só para comer um vez por dia”.
Assim como Jonalquiz, Thania trabalha em Goiás como auxiliar de limpeza e também manda dinheiro para a mãe, de 57 anos, que vive na Venezuela. Ela expõe a saudade que sente, e revela que aquela era a primeira que vez que teve que se separar dela. “Hoje só posso falar com a minha mãe por telefone, mas está tudo bem. Estou trabalhando, estou ajudando ela”, conta. Thania é questionada pela reportagem se ela tem um sonho para o futuro. A pergunta parece pegá-la desprevenida. Com a voz embargada e já com lágrimas descendo pelo rosto, ela responde: “Sim. É que a Venezuela volte a ser como antes, e que eu me reencontre com minha mãe, e mi papa...”.
Repressão, violência e criminalidade
Num país em crise, quando os efeitos do desemprego e da fome passam a ser sentidos, os Direitos Humanos começam a virar “privilégios” de poucos. Esse parece ter sido o caso da Venezuela. Segundo Jonalquiz e Thania, a truculência policial e a violação da integridade do povo venezuelano por parte do Estado tornou-se uma amarga rotina para os que lá permaneceram.
De acordo com as venezuelanas, a polícia de seu país natal acabou sendo absorvida por um sistema autoritário que não mede esforços para conter manifestações de insatisfação quanto ao cenário vigente. Professores, idosos e até crianças, segundo elas, são vítimas de truculência policial e das mais variadas formas de violação de direitos quando são “pegas”. “Todo dia, todo dia a gente vê mortos e mortos nas notícias. Tanto pela violência, pela delinquência, quanto pela polícia. Não importa se é um menino, eles [policiais] podem atirar na sua cara. Professores que têm um telefone, ou qualquer coisa boa, a polícia primeiro toma essa coisa e depois faz mal para a pessoa, pode até matar”, revela Jonalquiz.
Mesmo a busca do povo venezuelano por ajuda externa era duramente reprimida por Maduro, conforme Thania. Ela conta que, na época em que o país começou a receber ajuda humanitária de outros países, doações de alimentos e medicamentos destinadas à população chegavam à Venezuela e eram prontamente destruídas pelo presidente. “Mandavam medicamentos, mandavam comida, mas o presidente não deixava que pegássemos não. Ele mandava queimar tudo, dizia que estava tudo contaminado”, revela.
No final de setembro do ano passado, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela, apresentada pelo Brasil com os países que compõem o Grupo de Lima. A informação se deu em comunicado pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro.
Segundo a nota, divulgada na época, havia profunda preocupação “com a situação alarmante dos direitos humanos na Venezuela, que inclui violações contra todos os direitos humanos – civis, políticos, econômicos, sociais e culturais – no contexto da corrente crise política, econômica, política, social e humanitária” provocada pelo regime do presidente Nicolás Maduro, atualmente no poder.
Entidade filantrópica com mais de 35 anos de existência ofereceu amparo a refugiados venezuelanos
Fundada em Goiânia, em maio de 1984, a Obras Sociais do Centro Espírita Irmão Áureo (Osceia) é uma entidade filantrópica não governamental que se propõe, segundo a mesma, a "promover a assistência social e a educação". Mantendo-se de doações, a entidade conseguiu, com o apoio do governo federal e de órgãos ligados à ONU, transferir 26 famílias venezuelanas de Boa Vista, em Roraima, para Goiás, oferecendo a elas amparo e oportunidades para um novo recomeço em solo brasileiro. Com o anúncio da chegada dos venezuelanos a Goiás, em novembro de 2019, a Osceia conseguiu arrecadar, através de instituições e empresas parceiras, móveis, alimentos, roupas, medicamentos, calçados, eletrodomésticos e até doações em dinheiro.
Segundo a entidade, assim que chegam ao Estado, os refugiados recebem auxílio para a entrada no mercado de trabalho, através de intermédio da Osceia, e escola gratuita para as crianças. Além disso, a entidade aluga uma casa com móveis para cada família pelo período de três meses, até que os adultos possam se estabilizar e conseguir empregos.
Para cada família acolhida pela Osceia, é designada um tutor. Ele possui o papel de assistir a cada família em suas necessidades no período de adaptação. Para entidade, a atuação deles auxilia o recomeço dos refugiados após uma história de sofrimento. De acordo com um informativo da Osceia, “mais do que acompanhar, os tutores desempenham o papel da atenção e da fraternidade, representando de perto todos os voluntários que auxiliam direta e indiretamente”.
Enfrentamos a gripe aviária, a gripe suína e agora estamos frente a frente o coronavírus. Também poderemos vencê-lo?
A coleta de material para exame será feita na unidade de Recursos Próprios da Cooperativa em pacientes que receberem atendimento no local
De acordo com o MPT, o projeto Mais Um Sem Dor tem o intuito de promover a formação humana através de gestos humanitários e eficazes
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Projeto do MPT é voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade / Foto: Reprodução[/caption]
O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou nesta semana o "Mais Um Sem Dor", um projeto de empregabilidade voltado para indivíduos com perfil de vulnerabilidade como pessoas em situação de rua, mulheres detentas e vítimas de violência doméstica, entre outros
O projeto é fruto de uma parceria entre o MPT e a Defensoria Pública do Estado de Goiás, além de outros órgãos como a Justiça do Trabalho, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e a Organização Internacional do Trabalho.
Em 2019, foram realizadas oito edições do projeto. Neste ano, segundo o MPT, serão dez. O público-alvo do Mais Um Sem Dor são aqueles indivíduos que se enquadram numa condição de vulnerabilidade, tais quais: mulheres cujos filhos foram vítimas de violência policial; trans e travestis; pessoas em situação de rua; mulheres detentas; refugiados; mulheres vítimas de violência doméstica.
Formação humana através de humanidade
De acordo com o MPT, o projeto Mais Um Sem Dor tem o intuito de promover a formação humana através de gestos humanitários e eficazes, como por meio de aulas de poesia; qualificação profissional, em cursos ofertados pelo Senai (Pedreiro e pintos; costura industrial; assistente de cozinha), que duram aproximadamente 60 dias úteis; e, por fim, encaminhamento para o mercado de trabalho formal, principalmente por via de parcerias com empresas/instituições.
Com o projeto, o MPT e seus parceiros buscam o combate à desigualdade social e a construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Batizado de 'A cidade do futuro e as requalificações urbanas - Via Cultural e Gastronômica do Centro de Goiânia', o projeto visa a reestruturação de uma das áreas de maior importância da capital
A lei é de autoria do deputado estadual Paulo Trabalho (PSL), que declarou se tratar de "um grande diferencial para o Estado de Goiás"
De acordo com Dolzonan Matos, as chuvas do mês de fevereiro pegaram a todos de surpresa, uma vez que vieram com um volume mais que dobrado em relação ao ano anterior

