Por Ton Paulo
Normalmente entupidas de visitantes, pontos tradicionalmente turísticos de Goiás agora veem suas ruas desertas e seus cofres vazios
[caption id="attachment_252695" align="alignnone" width="621"]
Pirenópolis está sendo uma das cidades mais afetadas pela perda de turistas / Foto: Wikimedia[/caption]
As ruazinhas de pedras antes lotadas de gente para lá e para cá, agora estão vazias. Nas pousadas, restaurantes e cachoeiras, mal se vê alma viva. Assim está Pirenópolis, um dos principais polos turísticos de Goiás e do Brasil. O município, como outros que costumavam atrair turistas de todo o país e do exterior pelas paisagens deslumbrantes e pontos históricos, vê agora suas atividades murcharem como um balão depois que a crise do coronavírus se proliferou pelo Estado.
De acordo com dados do Ministério do Turismo, no ano de 2018 a cidade histórica de Pirenópolis chegou a figurar no topo do ranking do turismo nacional. A informação foi divulgada à época numa nova categorização do Ministério que identifica o desempenho da economia do setor nos municípios que constam no Mapa do Turismo Brasileiro. Conforme a pasta federal na ocasião, o crescimento no número de empregos formais no setor de hospedagem, bem como dos estabelecimentos formais de hospedagem, além do aumento do fluxo turístico doméstico e internacional foram determinantes para que o município subisse da categoria B, em 2015, para a categoria A.
A cidade foi fundada como um pequeno arraial em 1727, quando um grupo de garimpeiros submetidos ao bandeirante Anhanguera e guiado por Urbano do Couto Menezes chegou à região. Passados os anos, o município, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), atrai visitantes do mundo todo com suas ruas de pedra e casarios ainda no estilo colonial. Ou melhor atraía, uma vez que, pelo menos por hora, a cidade está absolutamente fechada para os turistas.
Desde o dia 18 de março, Pirenópolis não recebe mais nenhum tipo de turista para nenhuma atração. A pandemia do coronavírus, que tem feito vítimas fatais ao redor do mundo, fez com que as autoridades estaduais e municipais tomassem providências para que a Covid-19, doença causada pelo vírus, não se proliferasse na cidade. De acordo com a secretária do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Pirenópolis, Lara Silva Castro, barreiras foram colocadas em todas as entradas e saídas e nenhum turista está autorizado a entrar na cidade.
“As atividades turísticas estão totalmente paralisadas. A gente não está recebendo turistas e está monitorando quem entra e quem sai. Então turista realmente está barrado, está liberado somente para moradores da cidade”, explica Lara.
A secretária conta que os principais pontos turísticos, como pousadas, cachoeiras, campings e restaurantes estilo bufê estão todos em estado de inatividade. Segundo ela, “o que abriu foi somente o comércio local, mas nada voltado para o turismo”. Lara alerta ainda que aqueles pontos turísticos do município que insistem em permanecer abertos estão sendo multados. “Já ocorreu em algumas casas de temporada e algumas pousadas também”, revela.
Ainda conforme Lara, o último feriado prolongado em Goiás teria gerado um fluxo de aproximadamente 10 mil turistas em Pirenópolis. Agora, graças ao coronavírus, ninguém pôde se encantar com as belezas da cidade histórica.
“Risco de falência aqui está muito alto”
Ao Jornal Opção, uma fonte ligada ao turismo de Pirenópolis, que não quis se identificar, manifestou preocupação com a situação da cidade. Segundo ele, não há qualquer previsão das atividades turísticas no local, e isso impacta diretamente nos comércios que têm no turismo sua principal fonte de renda. Ele conta que uma perda de metade da receita da cidade foi sentida com o bloqueio do município em razão da Covid-19. “Não tem o que fazer, o risco de falência aqui está muito alto. Não sei precisar quanto a cidade perdeu até agora, mas a gente pode falar aí em torno de 50% [da receita]”, revela. Entretanto, ele adiantou que alguns setores comerciais da região, como hotéis e restaurantes, estão num movimento de preparação de reabertura – uma reabertura que deve ser considerada uma nova era no turismo. “Estamos nos preparando para novos modelos, novos protocolos de atendimento. Nós não sabemos quando será feita a abertura, mas a gente sabe que vai ser um dia, e a gente sabe que não será igual antes, será um novo tipo de turismo, uma nova forma de agir”, conta. Ao Opção, ele contou que alguns acordos já estão sendo fechados com a prefeitura para que a reabertura do turismo, dentro dos novos moldes, seja executada. Além de Pirenópolis, outros polos turísticos do Estado de Goiás têm se desesperado por uma solução que coloquei fim à crise gerada pela paralisação do turismo. Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros, que tem 14 casos suspeitos de coronavírus, foi outra região fortemente prejudicada pela pandemia e a interrupção das visitações turísticas. Recentemente, a prefeitura chegou a encaminhar um ofício ao Governo do Distrito Federal (GDF) solicitando ajuda para a criação de um possível plano de abertura gradual das atrações turísticas. [caption id="attachment_252698" align="alignnone" width="620"]
Catarata dos Couros, na Chapada dos Veadeiros / Foto: Wikimedia[/caption]
O secretário de turismo e desenvolvimento econômico de Alto Paraíso, Moisés Bandeira Neto, afirmou que está recebendo ligações de empresários cobrando uma posição, mas que para isso "é preciso um plano de reabertura” que vai determinar o que será possível fazer. Entre as propostas, está até a possibilidade de criação de um tipo de passaporte para brasilienses para voltar a movimentar o turismo. Porém, a ideia ainda não passa disso: uma ideia.
Já em Caldas Novas, cujas águas termais também atraem visitantes de todos os cantos, já registra 25 dias de portas fechadas, com 80% na queda da arrecadação. Reuniões de entidades classistas têm sido realizadas com a gestão municipal para discutir uma possível abertura, mesmo que parcial, do comércio, mas nenhuma data foi definida.
Recentemente, o secretário municipal de turismo do município, Ivan Garcia Pires, declarou que a prefeitura tem seguindo recomendações de saúde, buscando o controle do vírus e retomada do comércio em geral. “Acreditamos que quando formos liberados para trabalhar, em poucos meses retornaremos nosso movimento regular", garantiu.
Pulmões queimando, falta de ar, febre alta por dias e até manchas cobrindo o corpo: sobreviventes do Sars-CoV-2 contam como foi superar o vírus
Enquanto membros do governo federal da ala militar se mobilizam para fazer passar um programa de expansão de gastos, Guedes tenta retomar a linha de contenção de despesas
Presidente da CEF diz que não é possível acabar com as filas, mas que banco "tomará providências para minimizar o problema"
Ministro afirma que sempre existirá alguma insatisfação na democracia, e impeachment "não é a maneira ordinária de se administrar a decepção"
"Os mandantes estão em Brasília? O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?", publicou
Suspensão de atividades comerciais contribui para o impedimento do avanço da Covid-19, mas, ao mesmo tempo, faz com que o dinheiro pare de circular
Com o tecido certo, uma máquina de costura e força de vontade, os afetados pela crise do coronavírus veem a possibilidade de conseguir um dinheiro extra
Para deputado, Goiás deve aderir ao isolamento somente para o grupo de risco e às "precauções para as pessoas saudáveis"
Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Goiás poderá penalizar com multas ou até fechamento de estabelecimentos que venderem insumos contra o coronavírus com preços fora do padrão
[caption id="attachment_248865" align="alignnone" width="620"]
Álcool em gel é um dos produtos que foram vendidos com preços exorbitantes / Foto: Reprodução[/caption]
Os estabelecimentos comerciais de Goiás que praticarem preços abusivos em insumos, produtos ou serviços usados no combate e prevenção ao coronavírus poderão ser multados e até fechados parcial ou totalmente. É o que especifica o projeto de lei (PL) que tramita na Assembleia Legislativa, e que faz parte de um pacote de medidas contra a Covid-19.
O PL é de autoria do deputado Humberto Aidar, do MDB, e ainda será analisado pelos parlamentares. O projeto determina que o local que for flagrado praticando preços abusivos, além de pagar multa, pode sofrer suspensão temporária, total ou parcial, do funcionamento do estabelecimento, e prevê ainda a interdição total ou parcial do ambiente ou proibição de prestação de serviço.
O estabelecimento pode, inclusive, ter a inscrição na Secretaria da Fazenda cancelada. Os produtos eventualmente apreendidos, ainda conforme o PL, poderão ser distribuídos diretamente pelo Poder Público, por meio da rede pública de saúde e assistência social do estado, à população de baixa renda.
De acordo com Aidar, autor da proposta, em justificativa, “é preciso que o Poder Público intervenha para garantir que pessoas inescrupulosas não tirem vantagem da atual situação”. O projeto faz parte de um pacote de medidas do parlamentar para o combate ao novo coronavírus, e reúne quatro artigos que estabelecem penalidades a quem cometer abusos.
Aproximadamente 22 milhões de bovinos e bubalinos no Estado devem ser imunizados na primeira fase da campanha, que vai até 31 de maio
[caption id="attachment_248862" align="alignnone" width="620"]
Vacinação contra febre aftosa começa na segunda-feira, 20 / Foto: Reprodução[/caption]
A pedido do governo de Goiás e com autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a campanha de vacinação contra febre aftosa será antecipada em 11 dias e terá início já na segunda-feira, 20, se estendendo até o dia 31 de maio. O objetivo é aproveitar a situação de isolamento social, quando a maioria dos produtores rurais está em suas propriedades, o que contribui para que eles façam a vacinação de seus rebanhos.
Para a imunização, os produtores devem usar vacina bivalente, na dosagem de 2 ml. Durante a campanha de vacinação contra febre aftosa, os produtores rurais farão a imunização de bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e equídeos também contra a raiva em 121 municípios considerados de alto risco para a doença no Estado de Goiás, conforme definido na Instrução Normativa nº 2/2017. A lista dos municípios está disponível no site da Agrodefesa, e vale ressaltar que a vacinação contra raiva é obrigatória nesses municípios.
Trânsito de bovinos fica proibido durante período de vacinação
Conforme ditado na Portaria 276/2020, publicada no dia 14 de abril no Diário Oficial do Estado, o Governo de Goiás, fica proibido o trânsito de bovinos e bubalinos para entrada e saída durante o calendário oficial de vacinação, cuja propriedade de origem ou de destino ainda não estejam com todo o rebanho vacinado ou declarado na primeira etapa de 2020, observando-se os prazos de carência pós-vacinação. As de Guias de Trânsito Animal (GTA) que forem emitidas antes do dia 19 de abril de 2020 somente terão validade até dia 19 de abril, sendo invalidadas a partir do dia 20, exceto aquelas com finalidade de abate. A regra não se aplica, contudo, aos animais direcionados ao abate imediato. Bovinos e bubalinos que serão encaminhados ao abate em até 60 dias após o término da etapa (31 de maio) não precisam ser vacinados. Além disso, a Portaria estabelece a obrigatoriedade da emissão de Nota Fiscal Eletrônica pelas revendas de vacina, registradas e licenciadas pela Agrodefesa, tanto para imunização contra aftosa quanto para a raiva dos herbívoros. O documento emitido autoriza ainda o recebimento de vacinas pelos RTs das revendas, de acordo com o contrato existente de responsabilidade técnica com o estabelecimento, em todos os 246 municípios goianos. A declaração de vacinação é obrigatória. O prazo para essa providência começa no mesmo dia do início da vacinação (20 de abril) e vai até 5 de junho.
As mulheres vítimas de violência doméstica que estiverem confinadas com seus agressores podem fazer denúncias pelo telefone (62) 98307-0250.
[caption id="attachment_248917" align="alignnone" width="620"]
Defensoria Pública já atendeu mais de 100 mulheres durante pandemia / Foto: Reprodução[/caption]
O Núcleo de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado de Goiás já atendeu cerca de 113 mulheres vítimas de violência doméstica pelo Whatsapp, durante a pandemia do novo coronavírus. O órgão oferece a opção para mulheres que estão em isolamento social junto com os agressores.
As vítimas podem fazer denúncias pelo telefone (62) 98307-0250. Segundo a coordenadora do Nudem, Gabriela Hamdan, o canal de comunicação é um "facilitador, especialmente, quando a mulher em situação de violência está com o agressor dentro de casa". De acordo com ela, se a vítima não consegue falar ao telefone, ela pode enviar uma mensagem ao Núcleo. "A partir desse contato, temos condições de entender a situação e acionar a rede de proteção para que essa mulher seja atendida”, explica.
Desde o início da quarentena, no dia 13 de março, a Defensoria Pública, por meio do Nudem, atendeu 113 mulheres em situação de violência por telefone e aplicativo de mensagem em busca de orientação e atendimento.
Eles têm família, sonhos e medos, mas precisam colocar o profissionalismo acima de tudo para salvar vidas nesta época de crise na Saúde
O apoio ao afrouxamento da quarentena tem sido aprovado por alguns políticos que veem a medida como um precipício para a economia
O empresário defende uma proposta democrática, com respaldo da população, e promete dar voz ao povo em seu projeto de gestão.
[caption id="attachment_248894" align="alignnone" width="620"]
Kleber Marra, pré-candidato à prefeitura de Caldas Novas / Foto: Divulgação[/caption]
O empresário Kleber Marra lançou, nesta semana, sua pré-candidatura para a Prefeitura de Caldas Novas. Segundo ele, sua proposta é levar indústrias para o município e gerar empregos e renda "diante das adversidades", e adiantou a busca por "novos segmentos" a região.
O turismo, de acordo com Marra, é outra meta estabelecida em sua pré-candidatura. O empresário explica que com isso será possível gerar "mais oportunidades para os moradores" e, consequentemente, ter "mais recursos para investir em Caldas Novas”.
Marra defende uma proposta democrática, com respaldo da população, e promete dar voz ao povo em seu projeto de gestão. Conforme ele, as áreas da educação, saúde, segurança e transporte também estão elencadas nas ações prioritárias. “Iremos trabalhar com muito afinco, atendendo todas as necessidades do município, queremos o bem de Caldas Novas e estamos empenhados nisso”.
Para o pré-candidato, o momento é de firmar parcerias, definir o cronograma das atividades e estabelecer as estratégias "que trarão um resultado positivo nas eleições". “Estamos trabalhando com persistência para melhorar Caldas Novas, trazer mais avanços e contribuir a qualidade de vida", finalizou.

