Por Raphael Bezerra

Diplomado em Comunicação Social - Jornalismo em 2021, Raphael Bezerra tem experiência na cobertura do Caderno de Cidades, Política e Economia. Gosta de contar histórias cotidianas, rotineiras. Por vezes banais e burocráticas. O fato e o antigo, nunca desinteressantes...utilizo IAs em diferentes fases do processo de decupagem, filtragem, automatização e coleta de Diários Oficiais dos 246 municípios, do Estado, TJ, MPGO, meditação, terapia, conselhos amorosos e conversas triviais.
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PM ganha na Justiça promoção por ato de bravura na atuação do Césio 137

Um policial militar goiano conseguiu a promoção para Coronel por ato de bravura em virtude da atuação no acidente radioativo do Césio 137. A progressão na carreira veio por um Mandado de Segurança emitido pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Na peça, os advogados de defesa do militar, Paulo Sérgio Pereira da Silva e Rayff Machado de Freitas Matos, alegaram que ele já havia recebido duas promoções administrativas, primeiro a Major (por tempo de serviço) e a Tenente Coronel (por passagem à reserva).

O Tribunal determinou a revogação do Decreto que diminuiu a patente do policial para ordenar a promoção ao posto imediato em que se encontrava, ou seja, ao de Coronel. Segundo a decisão, o policial não poderia retroceder à patente inferior se à época do cumprimento da ordem o policial já ocupava patente superior que a promoção.

Caso piloto

Em setembro de 1987, o policial militar foi destacado para o policiamento do evento do Césio 137. Ele integrava o Curso de Formação de Sargentos na Academia de Polícia Militar. Ao requerer a promoção à corporação, a Comissão de Promoção de Oficiais reconheceu sua atuação, mas indeferiu o pedido sob o argumento de que ele “não tinha ciência do risco e se manteve à distância da radiação.”

Césio 137 foi um dos maiores acidentes radiológicos do mundo

Remoção do lixo radioativo após o acidente com o Césio 137 | Foto: Reprodução

O acidente com o Césio 137 em Goiânia, ocorrido em setembro de 1987, marcou profundamente a história da cidade e do Brasil. Esse incidente é considerado um dos maiores acidentes radiológicos do mundo fora de um ambiente controlado.

Tudo começou quando um aparelho de radioterapia abandonado foi encontrado em um antigo Instituto Goiano de Radioterapia, localizado no centro de Goiânia. Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira, ambos catadores de sucata, acharam que o objeto de metal brilhante era valioso e decidiram vendê-lo.

Ao abrirem o aparelho, eles se depararam com um pó azul luminoso, que continha o isótopo radioativo Césio 137 altamente perigoso. Curiosos, eles mostraram o material a parentes e amigos, espalhando inadvertidamente a contaminação.

A radiação liberada pelo Césio 137 causou diversos problemas de saúde nas pessoas expostas. Muitos foram atraídos pela curiosidade e se aproximaram do material radioativo sem a devida proteção. A contaminação ocorreu por meio da inalação, ingestão e contato direto com o pó radioativo.

Áreas com foco de contaminação através das partículas e contato direto com a capsula | Foto: Arquivo

Várias pessoas apresentaram sintomas graves, como náuseas, vômitos, diarreia e queda de cabelo. Ao longo dos dias seguintes, o número de vítimas aumentou consideravelmente, e medidas de emergência foram tomadas para controlar a situação.

As autoridades locais e nacionais mobilizaram equipes de saúde e segurança para conter a contaminação. Áreas afetadas foram isoladas, e pessoas contaminadas foram removidas para tratamento médico especializado. Além disso, foi necessário descontaminar residências, prédios e espaços públicos contaminados.

O acidente do Césio 137 teve um impacto significativo na população de Goiânia. Várias pessoas perderam suas vidas devido à exposição à radiação, e muitas outras sofreram com problemas de saúde a longo prazo. O incidente despertou uma preocupação nacional e internacional sobre a segurança no manuseio e descarte adequado de materiais radioativos.

Bastidores
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“Projeto de reeleição tem que ser conquistado”, diz Marden Júnior

No comando do Executivo Municipal pela primeira vez, Marden Júnior tem os pés nos chão e carrega uma humildade difícil de se ver na política. Apesar de uma boa avaliação da sua gestão à frente da prefeitura de Trindade, ele aposta que ainda é cedo para cravar que será candidato à reeleição. 

Ele diz  que o seu projeto de reeleição "tem que ser conquistado", e que está brigando para conquistar o direito de permanecer no comando da cidade de Trindade.  

Marden, no entanto, enfrenta, até o momento, apenas moinhos de vento. Não há em Trindade forças políticas que consigam destronar o jovem aguerrido e bem articulado politicamente. Ao apoiar a reeleição do governador Ronaldo Caiado (UB), ele reuniu opositores, ex-prefeitos e vereadores em um mesmo projeto político que pode culminar no seu segundo mandato.

Na última eleição, a principal cartada foi a representação das duas maiores forças da cidade, as igrejas católicas e evangélicas. Em seu palanque, o principal puxador de votos e mentor foi o ex-prefeito Jânio Darrot, com quem nutre uma amizade até os dias de hoje.

A influência do ex-prefeito, no entanto, foi se esvaziando ao longo da gestão que tomava a sua cara. Tanto na comunicação quanto nas ações, Marden colocou sua impressão digital no município e conquistou apoio da região mais afastada do centro da cidade.

As entregas na área da saúde, especialmente no tratamento responsável da Covid-19, deu fôlego para que o primeiro ano da sua gestão fosse “tranquila”, apesar das circunstâncias.

Marden conta que após a chegada das vacinas, as coisas pareciam que ficariam fáceis, mas gerir um município com cerca de 120 habitantes é tarefa para gigantes. “Depois de conseguir as vacinas, precisamos tapar os buracos, reestruturar a prefeitura e os serviços, especialmente a educação”, desabafa.

Tecnologia
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Saúde
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Violência
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Jurassic Park
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STF pode mudar entendimento sobre demissão sem justa causa

O julgamento que trata da incorporação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi retomado hoje, sexta-feira, dia 19. Segundo a convenção, os empregadores são obrigados a justificar as demissões de seus funcionários. Esse debate já se arrasta há mais de 25 anos, pois os empregadores temem que a convenção limite as demissões.

O Supremo Tribunal Federal (STF) precisa analisar duas ações: a ADI 1625 e a ADC 39. No entanto, apenas a ADI está agendada para julgamento, o que pode levar à suspensão da análise para evitar decisões conflitantes sobre o mesmo assunto, de acordo com analistas.

A ação discute a validade da denúncia da Convenção 158 da OIT feita pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na época, o presidente afirmou que o Brasil não aplicaria mais a convenção, mesmo após a ratificação pelo Congresso Nacional por meio do Decreto 2.100/1996. No entanto, ele excluiu a convenção do ordenamento jurídico brasileiro sem a anuência do Congresso. Por isso, o assunto chegou ao Supremo, pois, segundo a Constituição Federal, a denúncia de um tratado internacional está sujeita à participação do Congresso Nacional.

A motivação para a demissão pode ser questões financeiras da empresa ou mau desempenho do funcionário, por exemplo. Por outro lado, associações trabalhistas argumentam que a Convenção da OIT não impede demissões, apenas condiciona os motivos e oferece mais segurança aos trabalhadores.

O artigo 4º da convenção estabelece: "Não se dará término à relação de trabalho de um trabalhador, a menos que exista para isso uma causa justificada relacionada com sua capacidade ou seu comportamento, ou baseada nas necessidades de funcionamento da empresa, estabelecimento ou serviço".

Justiça
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Educação
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Maio amarelo
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Capital registrou uma média de quase 90 multas por hora em 2023

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Encontro de Pedro Sales e Ana Paula Rezende movimenta cenário de 2024

O encontro entre Pedro Ramos Sales, titular da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), e a filha de Iris Rezende, Ana Paula Rezende, esquentou os bastidores da política goiana. Se for disputar o Paço em 2024 pelo MDB, Ana Paula terá o apoio do União Brasil e do governador Ronaldo Caiado (UB).

“Hoje tive a honra e a oportunidade de conhecer Ana Paula Rezende e registrar minha admiração pelo saudoso Iris Rezende, que nos deixou fisicamente, mas permanece na rotina de quem dedica-se ao estudo e aprendizado diário das obras que buscaram consolidar parte de seu legado”, comentou.

Cotada para disputar a prefeitura de Goiânia no ano que vem, Ana Paula tem ampliado sua agenda de encontros com secretários, políticos e formadores de opinião. Apesar da indefinição sobre a disputa, o capital político da principal liderança de Goiânia compõe o tabuleiro das eleições no ano que vem.

Pedro Sales também está cotado para disputar a prefeitura em 2024, seja como cabeça de chapa ou vice-prefeito de Ana Paula. Um dos principais aliados de Caiado, Pedro tem perfil técnico e é considerado um verdadeiro workaholic.