No comando do Executivo Municipal pela primeira vez, Marden Júnior tem os pés nos chão e carrega uma humildade difícil de se ver na política. Apesar de uma boa avaliação da sua gestão à frente da prefeitura de Trindade, ele aposta que ainda é cedo para cravar que será candidato à reeleição. 

Ele diz  que o seu projeto de reeleição “tem que ser conquistado”, e que está brigando para conquistar o direito de permanecer no comando da cidade de Trindade.  

Marden, no entanto, enfrenta, até o momento, apenas moinhos de vento. Não há em Trindade forças políticas que consigam destronar o jovem aguerrido e bem articulado politicamente. Ao apoiar a reeleição do governador Ronaldo Caiado (UB), ele reuniu opositores, ex-prefeitos e vereadores em um mesmo projeto político que pode culminar no seu segundo mandato.

Na última eleição, a principal cartada foi a representação das duas maiores forças da cidade, as igrejas católicas e evangélicas. Em seu palanque, o principal puxador de votos e mentor foi o ex-prefeito Jânio Darrot, com quem nutre uma amizade até os dias de hoje.

A influência do ex-prefeito, no entanto, foi se esvaziando ao longo da gestão que tomava a sua cara. Tanto na comunicação quanto nas ações, Marden colocou sua impressão digital no município e conquistou apoio da região mais afastada do centro da cidade.

As entregas na área da saúde, especialmente no tratamento responsável da Covid-19, deu fôlego para que o primeiro ano da sua gestão fosse “tranquila”, apesar das circunstâncias.

Marden conta que após a chegada das vacinas, as coisas pareciam que ficariam fáceis, mas gerir um município com cerca de 120 habitantes é tarefa para gigantes. “Depois de conseguir as vacinas, precisamos tapar os buracos, reestruturar a prefeitura e os serviços, especialmente a educação”, desabafa.