Resultados do marcador: Análise
As causas são muitas, desde as condições sociais à compreensão de que a Covid-19 não é tão letal, mas uma coisa é fato: o brasileiro decidiu ir às ruas
A rigor, depois de apresentar suas “provas”, o ex-ministro não diz que Jair Bolsonaro não cometeu crime. O que frisa é que quem deve julgá-lo é a Justiça
É imprescindível a compreensão de que as questões relativas à saúde mental fazem parte dos serviços essenciais
Com Bolsonaro, a direita está perdendo a grande chance de conquistar o país, mostrando que, além de honesta, é eficiente e tem um projeto de nação
Saúde — salvar vidas — e geração de emprego serão pautas centrais. Já a pauta da segurança pública caiu para o terceiro lugar
Jair Bolsonaro apresenta a cara de uma direita selvagem, que ataca e não dialoga. O ex-ministro pode ser a direita iluminista e com a cara de centro político
O livro “As Vidas de Bonifácio” tem cheiro de pasquim, de imprensa marrom. Estou me sentindo decepcionado, como leitor, e logrado, como consumidor
Um par de Guimarães Rosa, o escritor cria um conto poderoso — forte na linguagem e na interpretação até antropológica das personagens
Evolução cultural poderá controlar perturbações geradas pelos instintos de agressão e autodestruição? O que dizer da disputa ideológica acerca do isolamento social?
Não deveríamos somente criar mais hospitais de campanha para atender às vítimas da pandemia. Deveríamos separar completamente o atendimento dos pacientes
... além da circulação universal das mercadorias. Até capitalistas empedernidos tomaram um susto com a crise
As falas do presidente revelam, sobretudo sobre o coronavírus, que para ele é muito difícil ter, propriamente falando, um vínculo com qualquer verdade
O cancelamento das eleições é inconstitucional. Sobre o adiamento das eleições, a Justiça Eleitoral poderia o regramento acerca das eleições suplementares
Como lidar com o desamparo frente ao imprevisível? É fundamental a aceitação de que é uma doença grave, que mata e que a única solução inclui todos nós
A secretária do Meio Ambiente e o presidente do Atlético se destacaram porque foram além dos cargos e triunfaram em âmbito nacional
Nilson Gomes
Especial para o Jornal Opção
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Adson Batista: presidente do Atlético Goianiense| Foto: Reprodução[/caption]
O campineiro Atlético Goianiense é um clube de bairro, como o Tottenham, de Londres. Uma das “mínimas” diferenças é que apenas um jogador do time inglês, Sánchez, custou R$ 170 milhões, mais que todo o patrimônio da equipe goiana. Até porque o ativo atleticano mais valioso não entra em campo: é o seu presidente.
No início de 2019, o cenário era de caos. O Atlético perdera o único patrocinador significativo, a Caixa Econômica Federal. Curtia a ressaca de ter deixado escapar, na última rodada do Campeonato Brasileiro da série B, a vaga para a elite do futebol nacional — e por apenas um ponto. Começou péssimo no campeonato estadual.
No fim do ano, o cenário havia mudado. Foi o grande vencedor do esporte do Centro-Oeste, pois ganhou o Goianão, vencendo por goleada o favoritaço Goiás, e se classificou para a série A, na última rodada — e por apenas um ponto.
Há um nome a traduzir tamanho sucesso e a já tradicional mutação de cenário: Adson Batista, jogador mediano que se revelou grande olheiro em uma equipe pequena, o Grêmio Inhumas, atualmente em Anápolis, aos trancos e barrancos.
Olheiro é o profissional que separa os “dungas” dos craques. Em poucos minutos à margem das quatro linhas de um terreno baldio no qual moleques batem bola, um olheiro decide se ali estão somente pernas de pau ou há ao menos promessas.
O renascimento do Atlético, a partir de 2010, ocorreu graças a diversos torcedores ilustres, como o empresário Odilon Soares, os então deputados federais Jovair Arantes e Valdivino de Oliveira, o cartorário Maurício Sampaio e ele, Adson Batista.
O Atlético passou de mal das pernas na Segunda Divisão do Estadual a participante da Copa Sul-Americana, posto ao qual ascendem os melhores do Brasileirão do ano anterior.
Além das conquistas coletivas, Adson tem os trunfos pessoais, como os convites para ocupar cargos nas potências esportivas tupiniquins, inclusive o campeoníssimo Palmeiras.
Para chegar ao título individual de Homem do Ano em Goiás, Adson superou até grandes políticos. (Talvez seja o caso, porém, de perceber o governador Ronaldo Caiado – que está reconstruindo Goiás, é o mais popular do Brasil no exigente mundo dos internautas e se cacifa para voos ainda mais auspiciosos – como hors concours. Porque sua tarefa é tanto de Zeus quanto de Hércules.)
Ainda no âmbito da gestão, o presidente do Atlético venceu na prorrogação o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, e nos pênaltis o presidente do Detran, Marcos Roberto Silva, que deu cartão vermelho à corrupção, derrubou taxas e facilitou a obtenção de carteiras de motorista a jovens pobres.
Na disputa de presidentes, o do Atlético teve vantagem ainda sobre o da Assembleia, Lissauer Vieira, que deu show de independência e parceria ao lado dos integrantes da CPI da Enel e das investigações que fulminaram o cartel dos incentivos fiscais.
O Homem do Ano poderia ser também um dos prefeitos de ótimos índices em 2019, a exemplo de Gustavo Mendanha (Aparecida), Roberto Naves (Anápolis), Carlão Oliveira (Goianira) e os que ressurgiram, Iris Rezende (Goiânia) e Adib Elias (Catalão).
Adson chega à frente também de outro futebolista goiano aplaudido nacionalmente, o ponta Michel, do Goiás, eleito a Revelação do Ano no Brasil e conhecido como “Michagol”.
O galardão de Homem do Ano poderia ter ido também para dois músicos, o cantor Gusttavo Lima, que a partir de Goiânia se tornou o artista mais requisitado (e caro) do País, e o DJ Alok, hit planetário nascido neste Cerrado.
Adson Batista se sobressai ainda com maior vigor quando analisado pelo viés das possibilidades. Sem recursos, sem elenco e na rabeira entre as torcidas, restava ao rubro-negro da Campininha segurar a lanterna. Ocorreu o contrário: com Adson, o Atlético tem a luz de um planeta satélite de graúdos como o Tottenham, o planeta bola. Quando ela começa a girar, não se sabe qual será o destino — e é dele que Adson cuida com garra e competência.
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Andréa Vulcanis, secretária de Meia Ambiente do governo de Goiás: enfrentando e derrotando máfias | Foto Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]

