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Profissionais do marketing avaliam que o presidente utiliza dos ataque às instituições para desfocar dos problemas do governo

Salto com vara e boxe olímpico garantem medalhas para o Brasil

Thiago Braz e Abner Teixeira ganharam bronze em suas respectivas modalidades

Thiago Braz ganhou bronze no salto com vara. Foto: Reprodrução.

O Brasil segue em 18º lugar no quadro geral das Olímpiadas de Tóquio. Nesta manhã, mais duas medalhas de bronze foram adicionadas, Thiago Braz, na modalidade salto com vara, e Abner Teixeira, no boxe.

No salto com vara, o brasileiro conquistou o bronze, na final, ao superar a marca de 5,87m, altura que não havia atingido no ano. O ouro ficou para o sueco Armand Duplantis, que bateu os 6,19m. O norte-americano Christopher Nilsen ficou com a medalha de prata, com 6,02m.

Em 2016, no Rio de Janeiro, Thiago Braz conquistou o ouro. No entanto, não era favorito para as Olimpíadas de Tóquio.

No boxe olímpico, Abner Teixeira parou na semifinal, e se consagrou como quarto medalhista de bronze do Brasil na história da modalidade. O paulista enfrentou o cubano Julio La Cruz. Como no boxe não há disputa de terceiro lugar, garantiu pódio.

O cubano é favorito. Medalhista de ouro no peso meio-pesado (até 81 kg) na Rio 2016 e tetracampeão mundial amador, La Cruz venceu o brasileiro por decisão dividida (4-1).

Agora, o Brasil figura no quadro olímpico com três ouros, três pratas e oito bronzes.

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Com Lattes há mais de dez dias fora do ar, pró-reitor da UFG contabiliza prejuízos à comunidade científica

Laerte Guimarães lamentou descaso com a educação no país e exaltou esforços de pesquisadores e servidores em continuar na luta pela educação. Para o pró-reitor, queda no sistema do CNPq poderia ser evitada

[caption id="attachment_261090" align="alignnone" width="620"] Laerte Guimarães falou de prejuízos para comunidade científica. Foto: reprodução.[/caption]

A queda no sistema da maior plataforma de currículos de pesquisadores do mundo completa onze dias nesta terça-feira (3). Responsável pela distribuição de recursos para pesquisas e pela organização da comunidade científica, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) não consegue reestabelecer a estabilidade do sistema. Os prejuízos para educação são comparados ao fechamento de aeroportos no país.

A metáfora foi usada pelo pró-reitor de pós-graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG), Laerte Guimarães. Sem a base de currículos de pesquisadores, vários editais de cursos e distribuição de bolsa para pesquisa se encontram paralisados. “Toda base de informações sobre a produção cientifica do país está organizada na base Lattes. Se não há acesso a essa base, é como se houvesse um apagão de informações sobre o que o país produz em termos de ciência, o que é fundamental para decidir sobre alocação de recursos. É como se tivessem fechado os aeroportos de todo o país para a ciência”, comparou o professor.

O pró-reitor estima que cerca de 8 milhões de currículos estão comprometidos. Além do Lattes, a plataforma Carlos Chagas também está inacessível. O governo havia prometido que até segunda-feira (2), o sistema da agência voltaria a funcionar, o que não se concretizou.

Laerte Guimarães exaltou os esforços do CNPq para tentar corrigir o problema. No entanto, acredita que a causa principal está no corte de orçamento da educação. Em 2021, os recursos alocados para a área foram 37% menor se comparado ao de 2010. É uma perda de cerca de R$2,6 bilhões.

Nesse sentido, o pró-reitor acredita que, assim como as universidades federais, o CNPq se mantém por conta da competência e dos esforços de sua gerência e servidores. “Estou tranquilo quanto à gestão do CNPq. Mas o CNPq, hoje, tem o menor orçamento desse século. É um corte de recurso que está afetando não somente a pesquisa, mas também mesmo seu funcionamento”, pontuou Laerte Guimarães.

Apesar de reconhecer que qualquer agência está sujeita a ter seu sistema afetado, o pró-reitor não crê que a instabilidade vivenciada no site do CNPq seja coincidência. Para Laerte Guimarães, a situação é comparada ao incêndio no Museu Nacional e na Cinemateca. “São mortes anunciadas. O órgão (CNPq) está passando por um sucateamento. Me questiono se são coincidências. A educação está sucateada. A UFG, com o orçamento desse ano, está funcionando pela garra das pessoas. Infelizmente, esses acontecimentos não são isolados”, lamentou pró-reitor.

Laerte levantou três tópicos que poderiam ser feitos para evitar esse tipo de desgaste nas plataformas: o espelhamento em outro local, a manutenção adequada e periódica desses sistemas e o orçamento mais adequado para realizar esses ajustes.

Na última segunda-feira (2), o CNPq, através de uma rede social, afirmou que nenhum dado foi perdido, que o pagamento de bolsas não será comprometido e que trabalha para solucionar o problema.

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TSE reage, abre investigação e encaminha queixa-crime ao Supremo contra Bolsonaro

Ministros do Tribunal aprovaram na noite de hoje (02), por unanimidade, as duas medidas contra o presidente

[caption id="attachment_344084" align="alignnone" width="596"] Presidente Jair Bolsonaro e ministro do Supremo, Luis Roberto Barroso[/caption]

Um dia da caça, outro do caçador. Não é bem nessa ordem, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu reagir aos sucessivos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro e a integrantes da corte.

Na noite de hoje (02), o TSE aprovou por unanimidade duas medidas contra Bolsonaro. O tribunal abriu inquérito administrativo para apurar as ofensivas – sem provas – do presidente contra a urna eletrônica e encaminhou ao Supremo Tribunal Federal notícia-crime para investigar o presidente no processo das ‘Fake News’ que tramita na corte maior.

O contra-ataque vem após Bolsonaro elevar a temperatura contra as urnas eletrônicas, o sistema eleitoral e suas instituições à partir de uma transmissão ao vivo na quinta-feira (29) na qual o presidente prometeu mas não conseguiu apresentar provas que os aparelhos foram fraudados nas últimas eleições.

A live de Bolsonaro – criticada no mundo jurídico e político – foi um dos principais fatores que motivou o TSE a abrir o inquérito para investigar os ataques às urnas. A medida foi encabeçada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão.

Em outra frente, o presidente da TSE, Luis Roberto Barroso, encaminhou a notícia-crime ao STF para apurar o uso de fake news para atacar o sistema eleitoral brasileiro. Uma investigação contra o uso de notícias falsas está em andamento na corte sobre comando do ministro Alexandre de Moraes, que deve assumir a presidência do TSE no próximo ano.

A temperatura entre integrantes do TSE e Bolsonaro atingiu o ponto de fervura após o presidente atacar Barroso, na manhã desta segunda-feira, 2, no cercadinho do Palácio da Alvorada. Logo após os ataques de Bolsonaro, presidentes e ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral assinaram uma nota defendendo a urna eletrônica.

"Conduta antidemocrática"
Na reabertura dos trabalhos do Supremo, na tarde de hoje, Barroso voltou a responder indiretamente os ataques de Bolsonaro. O presidente do TSE disse que a ameaça à realização de eleições é “uma conduta antidemocrática”.

 “Suprimir direitos fundamentais, incluindo os de natureza ambiental, é uma atitude antidemocrática. Conspurcar o debate público com desinformação, mentiras, ódio e teorias conspiratórias é conduta antidemocrática”, disse

Barroso fez questão de destacar que “há coisas erradas acontecendo no país, e nós todos precisamos estar atentos, precisamos das instituições e precisamos da sociedade civil, ambas bem alertas”. O ministro do Supremo acrescentou que “nós já superamos os ciclos do atraso institucional, mas há retardatários que gostariam de voltar ao passado. E parte dessas estratégias incluem ataques às instituições”.

Ao defender a urna eletrônica, o presidente do TSE destacou que o voto impresso pode ser alvo de grupos criminosos, entre esses as milícias.

“Num país que tem roubo de cargo, milícia, PCC, Amigos do Norte, Comando Vermelho, vamos transportar pelas ruas e estradas esses votos. Um risco de sumiço e supressão das urnas. Além disso vão ter que ser armazenados por semanas. E pior que tudo: a ideia de uma recontagem manual de 150 milhões de votos vai nos levar ao passado de fraudes dos quais nos libertamos” destacou.

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