Editorial
O que importa não é o conflito entre desenvolvimentistas e monetaristas, mas se o Brasil vai continuar crescendo, ampliando sua infraestrutura, gerando empregos e mantendo sua política de inclusão social. O País não expande se continuar gastando muito e, sobretudo, mal
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes “sugere” que o mensalão, comparado ao Petrolão, deveria ter sido julgado num tribunal de pequenas causas. Ele sublinha que o esquema da Petrobrás serviu para financiar campanhas políticas e para enriquecimento pessoal
Reforma administrativa tem como objetivo tornar o Estado mais barato para a sociedade e possibilitar que o governo tenha recursos para melhorar serviços e a qualidade de vida das pessoas. O governador também pensa na possibilidade de 2015 ser um ano de forte crise econômica
O PMDB de Goiás está se tornando o PMD do D, ou Partido do Movimento Democrático das Derrotas. O partido perdeu cinco eleições consecutivas para o governo do Estado. Se apostar em Iris Rezende para prefeito de Goiânia, e não em um nome novo, como Daniel Vilela, outra derrota pode bater à sua porta
A propaganda eleitoral do peemedebista-chefe falava de um Estado e de um político que eram ficções criadas por sua imaginação ressentida. Paradoxalmente, tornou o tucano-chefe ainda mais forte eleitoralmente
Possível vitória do tucano-chefe Marconi Perillo tende a inaugurar ações menos contenciosas nas próximas campanhas e pode contribuir para libertar o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, da “possessão” irista. A política tende a ser mais construtiva e pacífica daqui para frente
Ao aceitar indicação para o secretariado-fantasma de Iris Rezende, o deputado federal Ronaldo Caiado, que não aceita estelionato eleitoral, está sugerindo que não acredita na vitória do peemedebista-chefe. Fica-se com a impressão de que, em desespero, o irismo quer organizar um Exército de Brancaleone
A sociedade brasileira parece perceber que Aécio Neves é o instrumento para retirar a glacial Dilma Rousseff do poder e repassá-lo para uma espécie de Lula do tucanato
As oposições não conseguem compreender o fenômeno Marconi Perillo, optando por análises perfunctórias e ideologizadas de sua trajetória, e por isso tendem a serem derrotadas. Não ter uma agenda positiva, tirando o foco do tucano, é uma espécie de suicídio político
A única vitória que efetivamente cria espaço para a renovação política é a de Marconi Perillo, que, se eleito em 2014, não poderá disputar o governo em 2018. Se derrotar Iris, o tucano liberta peemedebistas jovens como Daniel Vilela e Júnior Friboi e promove governistas como Giuseppe Vecci, José Eliton e Thiago Peixoto
O candidato do PMDB a governador de Goiás é um político de valor. Mas, adotando a vingança como ética e o ódio como norma, não percebe que os eleitores estão em busca de gestores que sejam construtivos
Os eleitores parecem acreditar que escândalos são típicos do meio político e tendem a apostar no candidato menos pior. Nas eleições deste ano, as classes médias devem apostar naquele candidato que prometer mais consumo e, portanto, crédito facilitado. A ética está pesando menos do que a economia
A melhoria da educação pública em Goiás, segundo dados do Ideb, talvez seja a notícia mais importante para o Estado em 2014. As oposições, se atentas, deveriam comemorar junto com o governador Marconi Perillo porque estariam reconhecendo o esforço coletivo de professores e alunos
Se a galinha dos ovos de ouro é a usina de Cachoeira Dourada, privatizada por um governo do PMDB, e não a Celg, uma mera distribuidora, por que o candidato peemedebista não apresenta um plano para retomar a primeira?
O candidato do PMDB a governador, Iris Rezende, não impede a renovação apenas do PMDB. Ele é um dos principais responsáveis por impedir a ascensão política do socialista Vanderlan Cardoso e do petista Antônio Gomide

