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Com a presença do ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Cláudio Mascarenhas Brandão, evento pretende desenvolver debate profundo da atuação da Justiça do Trabalho
Ivan Oliveira de Grande Às crianças, é inevitável a recorrente pergunta: “o que você será quando crescer?”. Algumas defendem que almejam se formar como médicas, engenheiras ou advogadas; outras, respondem baseadas em uma ótica subjetiva e lúdica, comum às suas condições de indivíduos em desenvolvimento moral e psicológico, querendo ser viajantes do tempo, astronautas ou até mesmo ilusionistas. Não obstante o desejo de quem está em formação, as cidades parecem também ter em seu íntimo uma força motriz que as leva a ser algo (ou alguma coisa), no futuro.Goiânia, com seus 84 anos, ainda parece estar sob essa perspectiva. Suas contínuas e rápidas transformações urbanas parecem elucidar um forte desejo de ser (logo)algo ou alguém. Comparada à idade de uma metrópole como São Paulo, a capital goianiense, proporcionalmente, teria seus apenas 18 anos. Ainda está em fase adolescente, quase se tornando uma jovem adulta. Talvez por isso suas inconstâncias urbanas e os seus novos paradigmáticosideários tão evidentes. E o que esta cidade quer ser quando crescer? No momento de sua criação, pautando-se na ideia da mudança da antiga capital de Goiás – Vila Boa – a nova capital surgiu da necessidade de localizá-la de acordo com os interesses econômicos e sociais de todos os municípios goianos. Goiânia foi planejada e construída para ser a capital de Goiás, por iniciativa do político goiano Pedro Ludovico Teixeira, em consonância com a Marcha para o Oeste – estratégia desenvolvida no final dos anos 1930, pelo governo de Getúlio Vargas, para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação do Centro-Oeste:enigmático e incógnito sertão a ser desbravado. Goiânia foi oficializada capital em 1937 e o estrangeirismo adotado através do estilo Art Déco inspirou a arquitetura;os primeiros prédios de Goiânia foram erguidos entre as décadas de 1940 e 1950. A configuração urbana da nova capital, de feição irregular, surgiu de modo contrário a como se tratava a paisagem urbana no período colonial. Anteriormente ao pensamento moderno, a concepção espacial dos largos das cidades coloniais brasileiras, tal qual a antiga capital do estado, tinha como princípio a valorização de um cenário urbano composto por pitorescos conjuntos arquitetônicos. Esteticamente tratados e de alta legibilidade, eles permeavam a paisagem das ruas do conjunto e das tradicionais praças coloniais, onde a fé era idealizadaatravés da materialização da arquitetura das catedrais. A cidade era o local de encontro. Para o novo plano urbanístico da capital, em negação ao passado colonial que se apoiava no traçado urbano híbrido (irregular e reticulado), Corrêa Lima adotou o partido da monumentalidade, condicionando o desenho do espaço aos prédios públicos de caráter administrativo, ao desenho das ruas e à altura dos edifícios, fazendo uso das técnicas do planejamento urbano modernista em voga naquele tempo. A nova cidade se montava como cenário alegórico de princípios estético-culturais europeus ou como um simulacro de uma nova vida que nem mesmo o cidadão sabia qual era, ou seria. Goiânia era vendida como a cidade de novas oportunidades, de enriquecimento rápido e de valorização galopante dos investimentos feitos na compra de lotes: a nova capital de Goiás recriava em si o passado do desbravamento das expedições Bandeirantes dos séculos XVIII e XIX rumo ao misterioso território sertanejo: era o eldorado reinventado do século XX através do sonho da modernidade. A lógica desse passado não tão distante parece perdurar no inconsciente coletivo da cidade, na sua vontade de ser sempre nova. A almejada modernidade (histórica do momento de sua criação) atualmente se vê traduzida nas construções em altura que compõe adensamentos incongruentes com os traçados de circulação da cidade, ainda pioneiros. Hoje, a modernidade está em ocupar ou possuir os superpostos (e valorosos) solos criados rumo ao infinito: a cidade se orgulha em ter o edifício mais alto do país, o Orion Bussiness and Health Complex, de difícil pronúncia e de brutal impacto na paisagem da cidade devido aos seus 184,43 metros de altura. Jan Gehl, urbanista dinamarquês, observa com desconfiança esse modelo internacionalmente reconhecido. Mais que edifícios, esses monumentos podem ser apreciados à distância por quem passa por eles em velocidade, dentro de um carro. E aescala que Gehl defende é a que valorize espaços menores, praças e fachadas com detalhes que as pessoas podem observar quando andam a pé. E a cidade é composta pelo dinamismo e vitalidades sociais resultantes da interação entre as características morfológicas (geométricas e topológicas) e a maneira como as pessoas interagem no espaço. Nela, o solo é o espaço mais valoroso da reprodução social. Parece que a Goiânia moderna de hoje acontece fora de si, a metros do chão. Gostaria de ser Nova York, ou talvez, a Los Angeles pós-futurista de Riddley Scott, em Blade Runner: umagigantesca megalópole de torres altamente tecnológicas que contrastam com uma outra cidade no nível do chão, onde ocorre a disputa pela sobrevivência? Goiânia pós-moderna exprime os extremos de uma sociedade de alta-tecnologia convivendo com as disputas entre velhas e novas estruturas urbanas; e observo a cidade, escrevendo do alto do 27⁰ andar de uma dessas novas estruturas. Gostaria de poder estar lá em baixo, na cidade real.
Ivan Oliveira de Grande é doutorando em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília.
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Foto: Reprodução[/caption]
Mulher do senador Ronaldo Caiado, a baiana Gracinha Caiado tem participação ativa na pré-campanha a governador do marido. A opinião dela tem peso na tomada das decisões estratégicas da campanha.
O Iraque, a Líbia ou a Palestina são uma lição de democracia, porque aprender o que convém fazer passa pelo entendimento do que não se deve fazer
Quando algo polêmico está acontecendo na política presidencial, nada melhor do que promover um agrado aos cidadãos, o reajuste mais recente do Bolsa Família é um ótimo exemplo disso
Minha atuação no Congresso incomodava a banda podre da política, cujo braço midiático fraudou áudios e os divulgou para minar meu prestígio com a população
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Superintendente executivo de Ciência e Tecnologia da SED, Danilo Ferreira Gomes[/caption]
Por Danilo Ferreira Gomes
Sérgio Antônio Cardoso de Queiroz, Sérgio Cardoso ou Sérgião... Pai de família, extremamente profissional e amigo de todos. Bacharel em Direito, secretário de Estado e bancário licenciado.
Ou, simplesmente como está em seu próprio perfil no Twitter, esposo da Vânia, pai da Amanda e do Paulo Sérgio. Vânia é uma mãe fantástica e exemplar servidora do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Amanda cursa Arquitetura e Paulo Sérgio, engenheiro formado pela UNB, tem mestrado pela Universidade de Massachusetts (EUA) e hoje vive e trabalha em Nova York, além de falar, com fluência, cinco idiomas. Ressalto: a família é o retrato do próprio sucesso.
Sérgio nasceu e cresceu em Guapó. Foi o vereador mais jovem daquela cidade e até hoje o mais bem votado. Ao entrar na vida política, foi descoberto pelo então governador Henrique Santillo, de quem foi assessor. Ali conheceu Marconi Perillo, jovem aguerrido e destemido, que iniciava sua jornada no PMDB Jovem.
Nesta mesma época se torna funcionário do extinto BEG e conhece sua futura esposa, irmã de Marconi. Se apaixonam, namoram e até hoje mantêm um casamento onde a felicidade e o companheirismo se fazem sempre presente.
No rompimento entre Henrique Santillo e Iris Rezende, Sérgio se posiciona do lado dos goianos e paga um preço por isso. Como gerente do BEG, foi transferido de agências e de cidades praticamente com a mesma frequência com que Iris pagava o salário dos servidores públicos: de três em três meses.
Paralelamente à sua vida de bancário, na vida política ele continua a acompanha seu mentor Santillo e seu cunhado Marconi que, numa trajetória ascendente, em oito anos salta de deputado estadual de oposição para governador nas eleições de 1998.
Com a privatização do BEG, Sérgio se torna funcionário do Banco Itaú ao mesmo tempo em que é convidado por Marconi para assessorá-lo já a partir de janeiro de 99.
E os números estão aí para todos verem: nos últimos 20 anos Goiás saiu do completo ostracismo para destaque nacional. Multiplicamos por 10 o PIB de nosso Estado. Saltamos da 16ª economia em 1999 para a 9ª economia do país atualmente. Acertadamente, tudo isso é resultado da indiscutível liderança do governador e de sua sabedoria em compor todas suas equipes. Nos bastidores, Sérgio foi imprescindível para todos estes e outros importantes resultados.
Lideranças políticas e empresariais, vereadores, prefeitos, deputados e senadores. Sérgio conhece a todos nominalmente ao mesmo tempo em que é reconhecido por eles.
É fato que a máquina pública gira pela engrenagem daqueles que flutuam entre o técnico e político. Sérgio é um exemplo deste perfil. Inúmeras obras em todo Estado decisivamente são uma realidade por esta posição que ele ocupa.
O político representa e sente as demandas de cada região e as leva à administração pública. Com a máquina burocrática, alguns gargalos são naturais. Neste contexto de monitoramento e resolução de demandas, a Secretaria de Articulação Política, que Sérgio comanda, se tornou ponto estratégico para o Governo do Estado.
Atualmente ele está na coordenação do Programa “Goiás na Frente” que conta com obras em quase todos municípios de nosso Estado. Processos de toda ordem são ali analisados e validados para que, em seguida, os convênios sejam celebrados. Por isso 80% das obras já estão sendo concluídas.
Experiente, Sérgio foi mais que testado e está aprovado para qualquer novo desafio na administração pública. E não por acaso conta com apoio irrestrito de todos que o conhecem e que sabem da sua capacidade.
Danilo Ferreira Gomes é Superintendente Executivo de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Governo de Goiás.
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Reprodução[/caption]
Por Ricardo Correia
Acirram-se os ânimos dos brasileiros, em decorrência da cisão induzida pelo discurso do “nós e eles”, lema cunhado pela “escola petista” que insiste em enxergar o mundo como um lugar bipolar, onde alguns tem que sempre estar contra os outros. Inominados, ambos os lados vestem a carapuça e começam a cair nessa armadilha competitiva de posar aos olhos da mídia e redes sociais, para ver quem grita mais, ou quem pode mais.
Não por acaso afloram as argumentações das mais variadas em defesa desses dois lados, caminhando para radicalizações, atos de vandalismo, até tiros. Daqui a pouco estaremos novamente vendo coquetéis molotov e cercos a cidadãos de bem com Urutus e bombas de gás. Nem de longe isso é o Brasil que os brasileiros querem.
O Brasil é uma sociedade predominantemente de descendência predominantemente ibérica. Segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro Raízes do Brasil, fica claro que na nossa cultura, e óbvio que em nosso povo, estão enraizados três conceitos de vida fundamentais: a prevalência do desejo de lazer sobre o trabalho; a primazia do individual sobre o coletivo; e a realidade de instituições frágeis.
Com relação ao lazer, saudável o é, mas conhecemos a fábula da “formiga e a cigarra”. Ou seja, com o devido equilíbrio, nada a condenar pelo lazer e sabemos o quão trabalhador é o povo brasileiro. Com relação ao individual sobre o coletivo, parece bem claro que nossa sociedade está a quilômetros das ideologias que tentam colocar todos no mesmo balaio, com a implantação de teses comunistas, mesmo que disfarçadas de bondade aos menos favorecidos.
O Comunismo, fracassado no mundo inteiro, insiste em colocar na pauta dos brasileiros, principalmente na pauta eleitoral, que os “eles” devem ser extirpados do solo pátrio, a bem de todos. A grande questão é que esta ação provoca reações do outro lado e avulta-se ainda mais a bipolaridade e a exaltação de ânimos – um perigo real se instala.
Por fim, a fragilidade das instituições agrava a cena. É impensável que após 500 anos de “descobrimento” uma das mais elevadas instituições, o STF, ainda tenha que se equilibrar em desculpas esfarrapadas na discussão vergonhosa dos limites de aplicação das penas. Para nós, leigos, que estamos sendo forçados a ouvir aulas e aulas de juridiquês, é uma vergonha nacional pensar que a Alta Corte e o Legislativo não tenham ainda achado o caminho da legalidade num tema tão corriqueiro como prender criminosos.
Num país no qual o guardião da Lei demonstra que a Lei a cada ano tem uma aplicabilidade diferente, mostra claramente que não tem Lei. E isso levanta foices, martelos, baionetas e fuzis. Aonde vamos? Fica a pergunta.
Ricardo Correia é engenheiro Civil, empresário, ex-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), ex-diretor do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO) e ex-vice-presidente da Celg.
Quando eu tinha 9 anos, idade meu pai disse que eu não poderia continuar estudando. Estudei, fiz faculdade e me tornei empresária
Quando tinha 9 anos de idade, meu pai disse que eu não poderia continuar estudando. Estudei, fiz faculdade e me tornei empresária
Quase ninguém se comove com o Iêmen, o país mais pobre da região
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Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção[/caption]
Flávio Buonaduce Borges
A discussão sobre o recém-implantado programa “Anuidade Vai e Volta”, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Goiás (OAB-GO) tem passado ao largo do que realmente importa. Não se trata de apontar se esta ou aquela gestão cobrou ou não pelos cursos, palestras e seminários promovidos pela Escola Superior de Advocacia, embora este seja, sim, um ponto a ser levantado. Trata-se principalmente, contudo, de se questionar: afinal, qual é mesmo a finalidade da ESA?
Já estive na direção da ESA por um tempo e penso que isso me confere alguma propriedade – e sobretudo tranquilidade – para lembrar que a Escola tem por finalidade precípua promover o aperfeiçoamento e a qualificação profissional dos advogados e estagiários de Direito. É para isso que foi criada. Está claro no artigo 119 do Regimento Interno da OAB-GO. Logo, me causa estranheza, sim, que dela se espere algum lucro ou rendimento. É subverter sua missão.
Ora, para cumprir seu papel, a ESA conta, e sempre contou, com recursos financeiros advindos do orçamento da OAB-GO, conforme estabelece o Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB que, em seu artigo 56º, inciso II, parágrafo 2º, determina o repasse de 3% da receita bruta gerada pelas anuidades para o Fundo Cultural que, por sua vez, é administrado pela própria Escola.
Foi com esses 3% que, por anos a fio, a ESA se prestou ao aperfeiçoamento e qualificação de milhares de nossos colegas da capital e das subseções, sem cobrá-los por esse serviço. Gratuita foi, sim, a grandissíssima maioria de palestras, cursos e seminários promovidos pela Escola – muitos dos quais transmitidos online para os colegas do interior do Estado, também gratuitamente.
Fazia-se desta forma com dois instrumentos muito simples: boa gestão de recursos e boa vontade de colegas – geralmente os próprios diretores, diretores das subseções, conselheiros seccionais e membros de comissões que, detentores de notável e comprovado saber em determinadas áreas do Direito, ministravam as aulas sem nada cobrar, coisa que também não acontece nos dias atuais.
E é lamentável que justamente em tempos em que uma grave crise econômica no País coincide com a entrada em vigor de duas impactantes alterações legais – o Novo Código de Processo Civil e a Reforma Trabalhista – a ESA tenha, então, passado a cobrar pelos cursos.
Justamente no momento de exercer seu principal papel, quando convergiram-se, a um só tempo, o arrocho econômico e a necessidade urgente da advocacia se reciclar e se adequar a novas legislações, a Escola passa a cobrar indistintamente por seus serviços.
Pensem bem! Era a hora da ESA acolher a classe sem onerá-la e honrar-nos a todos cumprindo com excelência sua função de aperfeiçoamento e capacitação, de modo a garantir que a advocacia goiana estivesse, sem ônus a mais, preparada para lidar com o NCPC e a Reforma Trabalhista, fora tantas outras áreas do Direito que também merecem reflexão.
Mas, não! Por razões que me custa compreender, tomou-se esse momento como uma oportunidade de lucrar, e não de servir. Lamentável que a missão estatutária de nossa ESA pareça ter sido esquecida, desvirtuada, subvertida. Perdem todos. Nós, advogados inscritos na OABGO e a sociedade, que não poderá contar com tantos profissionais mais qualificados e devidamente atualizados com nosso ordenamento jurídico, já que nem todos têem condição sequer de pagar a “metade” que o programa Anuidade Vai e Volta garante.
Tempos sombrios esses, em que a oratória impecável e um marketing agressivo decidem tomar um bumerangue como exemplo de um programa. A se tomar de empréstimo a analogia, o que será que devemos esperar que o bumerangue nos devolva, num futuro breve, acerca de tamanhas distorções na missão da ESA, para não falar de tantas outras distorções?
Ricardo Correia
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Foto: divulgação[/caption]
O Brasil acordou. E Goiás não ficou de fora. Desde a mobilização nacional de 2013, com os seus “Fora Dilma”, depois convertido em “Fora Todos”, externando mentes e corações cansados de desmandos, corrupção, desordem administrativa e legal, impunidade, iniquidade; desde lá, a sociedade clama nas ruas, via internet ou mídias sociais, ainda bem que de forma pacífica em sua grande maioria, por mudanças radicais na maneira segunda a qual os eleitores deveriam escolher, ou melhor, selecionar seus mandatários.
Procura-se deveria ser o slogan do povo. Procura-se um novo político, qualquer que seja o cargo. Aliás, dentro da aventura de buscar novos políticos é que tivemos eleitos Enéas, Tiririca, Agnaldo Timóteo e, até, o Rinoceronte Cacareco, que foi uma rinoceronte fêmea do Zoológico do Rio de Janeiro emprestada ao Zoológico de São Paulo, que nas eleições municipais de outubro de 1959 da cidade de São Paulo recebeu cerca de 100 mil votos. À época, a eleição era realizada com cédulas de papel e os eleitores escreviam o nome de seu candidato.
Anedotas à parte, fato é que o Brasil e Goiás buscam hoje, especialmente em 2018, novos nomes para seus cargos eletivos, principalmente para os majoritários, Presidente e governadores, embora o desejo de renovação seja amplo e irrestrito. Dessa forma, citam-se nomes de jovens e velhos, de artistas e empresários, de celebridades e anônimos endinheirados. Como se, num passe de mágica, caso um desses fosse eleito, a panaceia estaria adotada. A simplificação da solução pode ser pior que a situação que se pretende evitar. Não que ela não deva ser evitada, muito pelo contrário, deve-se arduamente buscar a mudança que os anseios reivindicam. Nesse quadro de desejo de renovação, a pergunta que deveria estar posta seria assim: como renovar?
É óbvio que em tese as possibilidades são inúmeras, mas, de fato, na prática são limitadas. Pelo ponto de vista de chances eleitorais, pois são necessários ingredientes imprescindíveis, tais como: ser conhecido do público, ter ficha limpa, ter meios e recursos, inclusive intelectuais, para a disputa, ter saúde e disposição, ter capacidade de aglutinação de forças, etc., dentre outras.
Em Goiás, desponta um triângulo de possibilidades limitadas com vistas ao governo do Estado. Até o momento, apresenta-se um pré-candidato mais jovem, talvez muito jovem; um ainda jovem, mas com experiência; e um mais experimentado pela vida. Num cenário como esse, qual a interseção das opções disponíveis com as demandas da sociedade? Isto é, qual o candidato que pode melhor oferecer a renovação, sem deixar de lado a bagagem necessária para conduzir todo um Estado, com a grandeza e o potencial do Estado de Goiás? Somos compelidos a concluir que a solução recai sobre aquele que detém o dinamismo, a força da juventude e que traduz o anseio da renovação, pelo fato de não ter exercido cargos públicos longamente, porém, também conta com experiência de ter exercido, ainda que por breves mas repetidos períodos, a função executiva maior do Estado.
Na maioria das vezes uma longa experiência de vida é inimiga da renovação, da mesma forma que uma vida muito tenra carece de perspectivas adequadas sobre um cenário mais amplo e de alta responsabilidade social. Trata-se, esse artigo, de reconhecer a propriedade da indicação, feita pelo governador Marconi Perillo, do vice-governador Zé Eliton para concorrer ao governo de Goiás nas eleições de outubro próximo. Que os leitores e os eleitores possam avaliar as opções, mensurar suas conveniências e decidir sobre os seus e os nossos futuros!
Ricardo Correia, engenheiro civil, empresário, ex-Presidente da Ademi-GO, ex-diretor do Sinduscon-GO e ex-vice-presidente da CELG
Quem antes financiava com doações privadas as candidaturas para receber em troca o pagamento em verbas públicas agora pode estar à frente do processo
Mas será que, como sua sinceridade à flor da pele, o líder britânico sobreviveria sob a égide das patrulhas modernas?

