Hexacopa
Cantor xingou nas redes sociais ao ver Vini Jr. cumprimentando Haaland momentos depois da derrota por 2 a 1
Torcedores se unem em teorias enquanto Brasil se prepara para duelo decisivo contra a Noruega
Copa do Mundo foi o último grande torneio antes da premiação deste ano
O Brasil caiu duas posições em relação ao mundial anterior, mas outras seleções fizeram história
Evento serviu para mostrar ao mundo uma Rússia diferente da imagem que muitos torcedores tinham antes de conhecer o país
Partida ocorre no domingo (15) e o Jornal Opção estará no estádio fazendo a cobertura pelo Instagram
Goiás nunca teve um jogador representando o Estado em mundiais. Na arquibancada, a história é outra
O mundial da Rússia está chegando ao fim e restam só quatro seleções na luta pelo título
Brasil tem uma geração promissora que deve ser aproveitada e testada até o próximo mundial
É possível comparar a geração alemã de oito anos atrás com a atual geração francesa
Mundial está cada vez mais próximo da grande final e seleção brasileira segue consolidada como uma das favoritas
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Foto: Lucas Figueiredo/CBF[/caption]
De Samara, Rússia
As oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia começaram com um jogaço entre França e Argentina, vencido pelos franceses por 4 a 3, no sábado (30/6). Mais tarde, em outra partida emocionante, Uruguai derrotou Portugal por 2 a 1, com dois gols de Edinson Cavani.
Dessa forma, o argentino Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo, os dois melhores do mundo nos últimos dez anos, foram eliminados do mundial no mesmo dia. Mas, mesmo sem os dois craques, a Copa do Mundo seguiu com boas partidas e algumas surpresas.
O domingo (1º/7) entrou para a história como a nona vez em todos os mundiais que os dois jogos do mesmo dia foram para a prorrogação e a segunda em que ambos são decididos em cobrança de pênaltis — a outra foi em 1986, nas partidas entre França x Brasil e México x Alemanha.
A Croácia eliminou a Dinamarca, com defesas impressionantes de penalidades máximas por parte do dois goleiros. Por sua vez, a Rússia, de maneira surpreendentemente, derrotou a Espanha.
O jogo entre os donos da casa e os espanhóis teve um fato curioso. Em 1970, a então União Soviética, contra o México, fez a primeira substituição na história dos mundiais. Em 2018, foi a vez da Rússia fazer quatro substituições em uma mesma partida pela primeira vez — a regra da quarta substituição na prorrogação começou a valer a partir desta Copa do Mundo.
Em um jogo seguro, Brasil derrotou o Japão por 2 a 0, com gols de Neymar e Firmino, na segunda-feira (2/7). Na outra partida do dia, quase rolou mais uma zebra. O Japão chegou a abrir 2 a 0, mas, no último lance, a Bélgica conseguiu a virada a vai enfrentar a seleção brasileira nas quartas de final.
O último dia das oitavas foi marcado por uma vitória morna da Suécia em cima da Suíça por 1 a 0 e uma emocionante disputa de pênaltis entre Colômbia e Inglaterra, vencida pelos ingleses, após a equipe colombiana empatar no último minuto do tempo normal.
Ao todo, foram 24 gols marcados nas oito partidas — média de 3 por jogo. Os grupos A e G tiveram os seus dois representantes classificados às quartas de final, enquanto o B e o H não tiveram nenhum — Espanha e Colômbia foram os únicos primeiros colocados na fase de grupo que perderam nas oitavas.
Seleção brasileira
Neymar fez um jogo à altura da expectativa que se tem em torno de um jogador como ele. Com um gol e uma assistência, foi o craque do Brasil na vitória contra o México. O gol de Neymar, inclusive, fez com que a seleção brasileira se tornasse no time com mais gols marcados na história das Copas do Mundo — 227.
Os outros destaques da equipe brasileira foram a sólida defesa com Thiago Silva e Miranda, além de Willian, que, finalmente, "estreou" na Copa do Mundo, com boa movimentação, especialmente no segundo tempo.
Os pontos negativos ficam por conta da suspensão de Casemiro para a partida contra a Bélgica devido ao segundo cartão amarelo — a tendência é que Fernandinho entre em seu lugar — e de Gabriel Jesus, que, apesar de ter participado ativamente da marcação, segue sem marcar gols — Firmino, que deixou o seu, é candidato a tomar a vaga do jogador do Manchester City.
O zagueiro Marquinhos entrou no final do jogo e, com isso, os únicos convocados que ainda não atuaram são os dois goleiros reservas, Ederson e Cássio, o zagueiro Geromel, o volante Fred e o atacante Taison.
Os melhores
Veja abaixo a seleção dos 11 melhores jogadores das oitavas de final:
Kasper Schmeichel (Dinamarca)
Benjamin Pavard (França)
Pepe (Portugal)
Yerry Mina (Colômbia)
Lucas Torreira (Uruguai)
Emil Forsberg (Suécia)
Eden Hazard (Bélgica)
Kylian Mbappé (França)
Neymar (Brasil)
Edinson Cavani (Uruguai)
Harry Kane (Inglaterra)
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Quartas de final
Confira os confrontos da próxima fase da Copa do Mundo:
Uruguai x França — sexta-feira (6/7), às 11h*
Brasil x Bélgica — sexta-feira (6/7), às 15h*
Suécia x Inglaterra — sábado (7/7), às 11h*
Rússia x Croácia — sábado (7/7), às 15h*
*horário de Brasília
Será que a famosa geração belga vai aprontar para cima do Brasil?
México foi eliminado da Copa do Mundo um dia após eleição presidencial
Um resumo da fase de grupos deste mundial que superou números importantes antes mesmo do mata-mata
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Rússia aplicou goleada de 5 a 0 na Arábia na estreia com golaço de Cheryshev[/caption]
De Samara, Rússia
Os confrontos das oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia já estão em andamento, mas é necessário relembrar como foi a fase de grupos do torneio a fim de explicar por que este mundial entrou para a história antes mesmo do início do mata-mata.
A Copa do Mundo deste ano é a sexta em que competem 32 seleções divididas em oito grupos de quatro e a penúltima neste formato que se iniciou em 1998, na França, já que, a partir de 2026, quando Canadá, Estados Unidos e México serão sedes em conjunto, o número de participantes será de 48.
Neste sentido, a escala de comparação do mundial da Rússia deveria se restringir às últimas cinco edições. Porém, recordes de muito antes também foram batidos. A quantidade de pênaltis marcados ajuda a exemplificar: os árbitros assinalaram 24 penalidades máximas nos 48 jogos da fase de grupos, das quais 18 foram convertidas — ambos os números já são maiores do que qualquer outra Copa do Mundo.
VAR
Alguns destes pênaltis podem ser colocados na conta do árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês). A novidade da tecnologia já se faz presente em ligas europeias, como a italiana e a alemã. Em uma Copa do Mundo, é a primeira vez. É claro não está sendo perfeito, pois ainda precisa de aprimoração, mas os resultados, por ora, são positivos.
Ao todo, o VAR checou 335 incidentes — quase sete checagens por jogo — e corrigiu 14. Nas primeiras 24 partidas, o tempo de espera pela decisão do árbitro de vídeo foi de cerca de 31 segundos, enquanto cobranças de falta e de tiro de meta totalizam 10 minutos e 29 segundos, em média.
Em outras palavras, o VAR não atrasou o jogo. Além disso, não acabou com a típica polêmica no futebol, como muitos temiam — não há consenso, por exemplo, se Miranda sofreu falta ou não no gol da Suíça contra o Brasil. Enfim, a tecnologia chegou ao futebol. E veio para ficar — desde que continue em progresso.
Gols
Outro ponto positivo da fase de grupos foi o alto número de gols marcados. Com goleadas de 5 a 0 — Rússia contra Arábia Saudita — e 6 a 1 — Inglaterra contra Panamá —, 122 bolas foram parar nas redes — média de 2,5 gols por jogo. Apenas uma partida, entre França e Dinamarca, terminou em 0 a 0.
A propósito, a Copa do Mundo de 2018 foi a primeira da história em que todas as seleções marcaram pelo menos dois gols. A quantidade de gols que decidiram partidas nos acréscimos do segundo tempo também foi recorde: oito. E a última rodada da fase de grupos foi responsável por mais um feito histórico: o meia Fakhreddine Ben Youssef, da Tunísia, marcou o gol de número 2.500 de todas as Copas.
Mas nem todos esses 122 gols foram comemorados por quem deu o último toque na bola antes dela entrar. Afinal, o mundial da Rússia superou mais um recorde, desta vez o de gols contra: nove, deixando para trás os seis de 1998.
Outras curiosidades
Dos últimos 10 finalistas, isto é, de 1998 a 2018, apenas a França, em 2006, não terminou na primeira colocação de seu grupo. Falando em final, a deste ano só não será inédita se os finalistas forem Brasil e Suécia, que decidiram a Copa do Mundo de 1958 — a única em solo europeu vencida por uma seleção de fora do velho continente.
Em 2018, Uruguai, Espanha, França, Croácia, Brasil, Suécia, Bélgica e Colômbia venceram os seus grupos, enquanto Rússia, Portugal, Dinamarca, Argentina, Suíça, México, Inglaterra e Japão se classificaram em segundo — dez da Europa, cinco da América Latina e um da Ásia.
A definição do último grupo — o mais equilibrado de todos —, que contou com Colômbia, Japão, Senegal e Polônia, foi mais uma novidade no mundial da Rússia. Japoneses e senegaleses terminaram a fase de grupos com todos os critérios de desempate iguais — saldo de gols, gols marcados e gols sofridos, além do confronto direto.
O último critério antes do sorteio é o fair play. O Japão levou quatro cartões amarelos — dois a menos que Senegal — e, assim, avançou às oitavas, fase a partir da qual as partidas serão disputadas com uma bola diferente. Na verdade, muda somente uma cor — o cinza é trocado pelo vermelho — e a Telstar, o nome oficial da bola, ganha um apelido: Metchta, que significa “sonho” — em 2010 e 2014, também houve bolas diferentes, mas apenas para a final.
Seleção brasileira
Não só pelo fato de ser estreia — que, geralmente, é a partida mais tensa da fase de grupos —, mas o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo foi também contra o melhor adversário da chave. Não é à toa que a Suíça se classificou às oitavas.
O 1 a 1 deixou muitos torcedores frustrados. Outros, bravos. E o principal alvo de críticas era Neymar. Não pelo seu cabelo, mas sim pelo futebol jogado. É verdade que o jogador voltava de lesão e estava sem ritmo de jogo. Contudo, prendeu demais a bola, atrasando o jogo, sem ser objetivo e muito menos coletivo. Se não fosse o gol de Philippe Coutinho, a situação do Brasil teria sido pior.
No segundo jogo, contra a Costa Rica, o Brasil dominou a partida. Martelou até furar a linha de cinco da equipe adversária mais uma vez com Philippe Coutinho, já nos acréscimos do segundo tempo. Neymar deixou o seu logo em seguida, mas o craque do Brasil estreou mesmo diante da Sérvia.
Não foi uma partida do nível que se espera de alguém como Neymar, mas pelo menos o camisa dez parece ter entrado no ritmo de Copa do Mundo e jogou muito mais para o time do que para si. Com gols de Paulinho e Thiago Silva, o Brasil passou em primeiro para enfrentar o México nas oitavas.
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Neymar, criticado pelo seu futebol abaixo da média nas duas primeiras partidas, jogou melhor diante da Sérvia e é esperança para as oitavas[/caption]
É importante ressaltar que quatro jogadores diferentes marcaram os cinco gols da seleção brasileira até aqui, o que significa mais opções e menos “Neymardependência”, como foi em 2014. Destaca-se também que, dos 23 convocados, não entraram em campo os dois goleiros reservas, Ederson e Cássio, os zagueiros Marquinhos e Geromel, o volante Fred e o atacante Taison.
O Brasil melhorou, mas as lesões passaram a ser um problema. Antes mesmo da convocação final, a seleção perdeu o lateral direito titular, Daniel Alves. Durante os treinamentos pré-mundial, Renato Augusto e Fred se lesionaram. Já durante a Copa do Mundo, Marcelo, Danilo e Douglas Costa machucaram — este último já havia se apresentado com lesão, assim como Fagner.
Em relação aos mexicanos, trata-se de um adversário especialista em perder nas oitavas. O México avançou a esta fase nas últimas seis edições — e perdeu em todas elas. Aliás, Brasil e México são as únicas seleções que passaram de todas as fases de grupo desde 1994.
Se vencer, o México, além de quebrar a “tradição” de ser eliminado nas oitavas, vai se igualar à Hungria e à Itália. São estas as únicas seleções que venceram tanto Brasil quanto Alemanha em um mesmo mundial — em 1954 e 1982, respectivamente.
Vexame da campeã
A Alemanha repetiu o enredo de todos os campeões na era de 32 seleções, com exceção do Brasil. A França venceu em 1998 e, quatro anos depois, foi eliminada na fase de grupos. O mesmo aconteceu com a Itália em 2006 — campeã — e 2010 — eliminada na fase de grupos — e a Espanha em 2010 — campeã — e 2014 — eliminada na fase de grupos.
Em 2018, foi a vez da Alemanha, que venceu a Copa do Mundo quatro anos atrás no Brasil, dar o vexame. Com o quarto elenco mais caro da competição, os alemães terminaram em último lugar do grupo F, atrás de Suécia, México e Coreia do Sul, com uma vitória, duas derrotas, dois gols marcados e quatro sofridos.
A única vez que a Alemanha saiu na primeira fase foi em 1938, quando não existia fase de grupos. A seleção alemã jogou uma partida contra a Suíça, que terminou empatada em 1 a 1. Como ainda não havia disputa de pênaltis, foi jogada uma partida desempate, vencida pelos suíços, de virada, por 4 a 2.
Estreantes
A Copa do Mundo da Rússia teve a estreia de duas seleções em mundiais: Islândia e Panamá. A primeira conseguiu arrancar um empate contra a Argentina na estreia, mas não passou disso. Mesmo assim, fora das quatro linhas, a torcida islandesa fez uma festa à parte, apesar de o país de 330 mil habitantes ser a menor população representada na história das Copas.
Já o Panamá, que perdeu as três partidas da fase de grupos — assim como Egito —, foi a primeira seleção estreante a sofrer 11 gols desde os Emirados Árabes Unidos, em 1990. Mas isso não fez com que a torcida deixasse de vibrar com o primeiro gol do país em uma Copa do Mundo. Parecia que eles haviam ganhado o torneio. É esta a magia do futebol.
Jogo rápido
Melhor partida: Portugal 3x3 Espanha Gol mais bonito: Ricardo Quaresma, na vitória de Portugal contra o Marrocos Melhor equipe: Croácia Melhor jogador: Luka Modrić Melhor atuação individual: Cristiano Ronaldo, no empate de Portugal contra a Espanha Artilheiro: Harry Kane, com cinco gols Maiores goleadas: Inglaterra 6x1 Panamá e Rússia 5x0 Arábia Saudita Surpresa/zebra: Suécia Decepção: Alemanha (equipe) e Thomas Müller (jogador)


