Copa do Mundo: França de 2018 é a Alemanha de 2010

É possível comparar a geração alemã de oito anos atrás com a atual geração francesa

Kyllian Mbappé, em 2018, e Thomas Müller, em 2010 | Fotos: Reprodução

De Cazã, Rússia

Em 2010, a Alemanha não foi campeã, mas surpreendeu ao conquistar o terceiro lugar com um time repleto de jovens talentos, que, quatro anos depois, viriam a ser campeões mundiais no Brasil.

Classificando em primeiro na fase de grupos, a seleção alemã venceu a Inglaterra por 4 a 1 nas oitavas de final. Na fase seguinte, derrotou a Argentina, aplicando outros quatro gols, mas, desta vez, sem sofrer nenhum.

Na semifinal, perdeu para a Espanha, que se sagrou campeã diante da Holanda. O terceiro lugar foi definido na partida contra o Uruguai, vencida pelos alemães por 3 a 2.

Entre os destaques da Alemanha naquela Copa do Mundo estão Sami Khedira, Toni Kroos, Mesut Özil e Thomas Müller, que foi um dos artilheiros da competição, marcando cinco gols com apenas 20 anos de idade.

Os então jovens jogadores alemães se misturavam a outros mais experientes, como Miroslav Klose, Lukas Podolski, Bastian Schweinsteiger e Philipp Lahm. O mundial de 2010 serviu para que aquele time amadurecesse. Não é à toa que, em 2014, praticamente o mesmo elenco, mais experiente, foi campeão.

França de 2018
Na Copa do Mundo da Rússia, a França, assim como a Alemanha oito anos atrás, passou em primeiro em seu grupo, marcou quatro gols em uma seleção campeã mundial nas oitavas e vai disputar as quartas contra um equipe sul-americana — no caso, Argentina e Uruguai, respectivamente.

A esperança é que o cenário se repita também nas semifinais e os franceses sejam derrotados pelo futuro campeão Brasil. Mas é claro que tudo pode acontecer. A França pode perder para o Uruguai da mesma forma que pode conquistar a taça, passando pela seleção brasileira ou pela Bélgica nas semifinais.

De qualquer forma, esta Copa do Mundo ficará marcada pela promissora geração francesa, com os jovens Kyllian Mbappé, Ousmane Dembélé, Presnel Kimpembe e Lucas Hernandez, que se juntam aos experientes Hugo Lloris, Blaise Matuidi, Antoine Griezmann e Olivier Giroud — isso sem contar Raphaël Varane, Samuel Umtiti e Paul Pogba, que, apesar de jovens, já são experientes.

Se a França de 2018 não “pular uma etapa” e já for a Alemanha de 2014, isto é, ganhar o mundial, a equipe certamente se cacifa para 2022, repetindo o enredo da Alemanha de 2010. Os franceses só não podem querer fazer, em 2026, o que os alemães fizeram este ano.

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