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Hamas e Israel aceitam trégua humanitária de 12 horas

Desde o início da ofensiva de Israel contra Gaza, há 18 dias, quase 900 pessoas morreram, das quais 800 palestinos, a maioria civis, e de 73 israelenses, 34 deles soldados

“Irapuan apresenta contos dignos do grupo literário dos clássicos”

Edgar Welzel [caption id="attachment_11100" align="alignright" width="250"]cartas.qxd Livro de Irapuan tem crítica favorável de colaborador do Opção na Alemanha[/caption] Eis uma coletânea de contos com um título que, à primeira vista, se nos parece desusado e enigmático, imediatamente nos leva a refletir, a perscrutar: “Teimosas Lem­bran­ças” (Editora Kelps – Goiânia). Acostumamo-nos a usar o adjetivo teimoso em relação a uma característica, um pouco anômala, do comportamento humano. Criança teimosa, indivíduo teimoso ou mesmo algo que nos incomoda como, por exemplo, um ruído teimoso. É por isso que, em relação à lembrança ou à memória, o termo teimoso nos leva à indagação: como pode uma lembrança ser teimosa? O autor, Irapuan Costa Júnior, não se dá ao trabalho de explicar a razão do título inquisitivo. Fino observador e mestre da palavra, ele sabe que qualquer tentativa de explicação seria deturpar o leve suspense da narração. O que Irapuan modestamente chama de “historietas aqui contadas” em verdade são contos que, por seu conteúdo claro e conciso, seu estilo direto e harmonioso imbuído de originalidade e vigor, isento de qualquer prolixidade, encontram-se em pé de igualdade com os de contistas laureados nacionais e estrangeiros. São contos que bem poderiam estar ao lado daqueles do maravilhoso e seleto grupo literário que chamamos de clássicos. Quem conhece Irapuan Costa Júnior pessoalmente sente-se impressionado pela cativante naturalidade com a qual trata seus interlocutores. Este seu dote peculiarmente pessoal parece refletir-se em seus textos. Consciente ou inconscientemente Irapuan atende às seis regras essenciais de estilo de José Oiticica em seu “Manual de Estilo”: correção, concisão, clareza, harmonia, originalidade e vigor. Está tudo aí. Irapuan domina com maestria a arte de cativar o leitor com uma refinada dose de leve suspense, se bem que o “opúsculo”, como o autor pessoalmente o denomina, está longe de ser enquadrado no gênero da literatura policial. Ao terminarmos a leitura do primeiro conto, sentimo-nos atraídos de forma que acabamos lendo os demais de um sorvo só. As histórias contadas, embora passadas em lugares e épocas diferentes e com protagonistas também diferentes, têm um elo comum que as une e que se estende da primeira à última. Em todas as histórias o leitor atento encontra algo que Irapuan Costa Júnior, talvez de forma premeditada, resolve esconder. Ele esconde aquilo que levaria à explicação do título e este esconder em nada diminui a qualidade literária dos relatos. No decorrer da leitura descobrimos, em sentido figurativo, ideias, pensamentos e ações que lembram obstinação, pertinácia, insistência e procrastinação. Eis aí a razão de serem as suas lembranças “teimosas” lembranças, reminiscências, recordações que, com o passar do tempo, na maoria das pessoas, começam a diluir-se, apagar-se em consequência de um fenômeno natural com o qual nos castiga a Natureza. No caso de Irapuan, este fenômeno natural parece ter passado de lado, pois suas histórias, algumas delas vividas há quase setenta anos, são contadas de forma tão precisa e convincente que nos deixa a impressão de terem se passado ontem. Irapuan Costa Júnior, além de fino observador tem requintado talento em descrever suas observações em mínimos detalhes sem entediar o leitor. Encontramos exemplos típicos no conto “O vulto da outra”, à página 47: “... as suas doses de uísque (de Alexandre) eram maiores e consumidas mais rapidamente... Irene parecia irmã gêmea de Marta... O vestido também era como o de Marta... buscou uma garrafa de uísque da qual se serviu generosamente, por várias vezes, enquanto eu mal provava do meu copo”. Em se tratando de pessoas Irapuan parece dissecá-las metodicamente. O diálogo com Manoel Joaquim no conto “A festa dos garimpeiros”, à página 63, é apenas um dos exemplos para tal afirmação. O autor desconfia que Manoel Joaquim lhe esconda algo. Disseca-o, “espreme-o” e ao mesmo tempo cria uma situação de confiança. Só então Manoel Joaquim se abre, mas tem receio e Irapuan não quer destruir a fraca plantinha de confiança: “Fique tranquilo. Não vou falar nem fazer nada. A coisa morre aqui”. Aidenor Aires, em seu belíssmo texto “Salvados da memória”, resume já na contracapa do livro: “Afinal, como disse anteriormente, não é uma obra asséptica e neutra. Mergulha no humano e não poderia sair dessa imersão, sem a linfa das águas cristalinas ou o lodo das torrentes turvas”. Alguns dos contos têm um toque de tristeza que se esvai à medida que avançamos na leitura. Em vez de embrenharmo-nos na tristeza, alegramo-nos com a qualidade da narração, com a perfeição da linguagem, com a clareza de estilo e com o conteúdo cativante das histórias contadas. Terminada a leitura concluímos: “Belo texto, bem redigido”. Uma expressão de admiração e de louvor, um elogio que o autor não ouve. Merece ser escrito. É o que fiz. Edgar Welzel é colaborador do Jornal Opção na Alemanha. E-mail: [email protected]  

“Iris Rezende não admite ninguém com mais luz do que ele no PMDB”

Rildo Alves dos Reis A respeito da entrevista do ex-deputado Frederico Jayme (Jornal Opção 2036), quem acompanha e conhece um pouquinho da história política de Goiás com certeza vai concordar: Iris Rezende é um ma­nipulador, que excluiu vários no­mes no passado, que estavam ligados ao PMDB, porque temia que estes nomes se sobressaíssem. Ele não admite ninguém com mais luz do que ele, ou pelo menos a luz que ele julga ter. Um ótimo fim pa­ra seu reinado na política goiana se­rá mais uma surra nas urnas, que e­le vai levar não de Marconi Perillo (PSDB), mas do povo de Goiás, que não é e nunca foi gado de seu pastoreio. E-mail: [email protected]  

“MP não constatou nada contra Iris”

Fábio Carneiro Iris foi o único político que teve a vida dele e de seu pai devassada pelo MP de Goiás durante mais de 6 anos. E o MP-GO constatou que nada havia de errado na vida de ambos. E-mail: [email protected]  

“Uma vida inteira não basta para ler Machado de Assis”

Jô Mitre Sr. José Maria, seu trabalho visto na matéria “Discípula de Paulo Freire assassina Machado de Assis” (Jornal Opção 2028) remete ao Capítulo VIII de Memórias Póstumas, “Razão contra Sandice”. A nós, leitores, conforta muito: não estamos sozinhos diante do bárbaro espetáculo. Uma vida inteira não basta para ler Machado. Quem sabe o que é ler, o que é literatura e qual é a vocação do ser humano compreende isso e sabe que Machado transforma. Os que não sabem? Serão apenas “pontuais na sepultura”, como “os Hebreus do cativeiro” e “os devassos de Cômodo”. E-mail: [email protected]  

“Uso de reposição hormonal por lutadores é injusto”

Fábio Rafael Nunes cartas.qxdLi uma nota do jornalista Euler de França Belém (Jornal Opção 2032), sobre o uso de hormônios por lutadores de MMA. Acho o seguinte, jogador de futebol e basquete, por exemplo, quando perdem o vigor da juventude ou mudam de posição ou aposentam. Com lutadores, deveria ser igual. Imagine um jogador de 35 anos fazendo algum tipo de reposição. Seria injusto com os demais. Os lutadores poderiam resolver isso criando categoria de idade, mas nada de artifício não natural. E-mail: [email protected]  

“Futebol é apenas um lazer. Precisamos de vitórias no aspecto social"

Maria Ferreira [caption id="attachment_11099" align="alignright" width="620"]Marcus Brandt/EFE Marcus Brandt/EFE[/caption] A copa do mundo de futebol do Brasil chegou ao seu término com a triste surpresa da derrota que ninguém esperava para a Alemanha (foto), principalmente por ter sido uma goleada massacrante e humilhante para uma seleção que se denomina o país do futebol. E na condição de assistente social, temos que admitir que o placar elástico de 7 a 1 mostrou aos brasileiros que nem sempre a tradição predomina. Perder na própria casa e de forma humilhante, reflete na realidade do quadro social, político e econômico do país penta campeão do mundo de futebol. O consolo é que perdeu para a campeã e, por uma questão de desaforo, restou à Argentina o segundo lugar na competição. Apesar da decepção, em termos de esportes, a organização em si foi e­logiada, com arenas lotadas, turistas contentes com o clima, a festividade, os locais turísticos, o povo a­co­lhedor, poucas manifestações, as quais geram desordem (vandalismo), dentre outros aspectos positivos. A derrota humilhante da seleção brasileira para a Alemanha (7 a 1) foi inédita e levou o torcedor tupiniquim à tristeza geral. O dia seguinte foi cheio de críticas, reclamações com todos tentando achar o culpado e onde erramos. E da mesma forma, a também derrota para a Holanda por 3 X 0 confirmou que algo não está bem no futebol brasileiro. As derrotas serviram para refletir, para mostrar que não só nos esportes, como também na vida se perde e se ganha. Ninguém é imbatível. Isso ficou provado. Uma seleção brasileira, em Copa do Mundo, levar cinco gols em somente um dos tempos de uma partida de futebol, foi um desastre, uma frustração. No total, em dois jogos, levou 10 gols. Algo preocupante. Contudo, mesmo diante das derrotas para os alemães e holandeses na disputa do terceiro lugar, ficou a lição de que, do ponto de vista social e político haverá crescimento na conscientização do eleitorado brasileiro para a eleição em outubro para presidente da República. A realização da Copa foi benéfica, apresentou para o mundo um país que deseja corrigir seus absurdos, como a corrupção e a falta de seriedade em setores prioritários da sociedade, como a saúde, educação, moradia, emprego e segurança. O Brasil foi beneficiado com a entrada de divisas trazidas pelos “gringos”, chegada em massa de turistas, pessoas estas que trouxeram capital para gastar no país sede. Com isso, a economia ficou aquecida, agregando maior valor às empresas, às prefeituras e ao Estado, pois melhora a arrecadação, além de ter divulgado o Brasil aos quatro cantos do planeta, mostrando que o brasileiro é receptivo. Recebemos os estrangeiros com os “braços abertos” numa alusão ao Cristo Redentor, símbolo da cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro, onde se localiza o símbolo sagrado do futebol, a arena Maracanã. A realização da copa em si foi um acontecimento que acrescentou muito ao Brasil. Por mais que se critique em função do não investimento nas áreas prioritárias já citadas. Mesmo assim, tem sido um momento propício para reivindicar, cobrando maior seriedade no atendimento às necessidades mais urgentes da população. Contudo, mesmo com todo este clima negativo de protestos, este evento de grandeza provou ser algo favorável para o país, pela capacidade que os governantes conseguiram apresentar em termos de organização, mostrando ao mundo que se chegou à modernidade, sem se esquecer de que um país que deseja ser “primeiro mundo” deverá em pri­meiro lugar priorizar a educação (mais investimentos, valorização dos professores, melhores salários, estrutura, etc.), combater a desigualdade social com programas de redistribuição da renda, melhorar e ampliar o setor de saúde, combate ao tráfico, realizar um policiamento ostensivo, dar mais segurança e expectativa de dias melhores para a população, principalmente para aqueles excluídos dos benefícios que o capital oferece. No geral, a realização da Copa do Mundo no Brasil, independente das derrotas e pelo fato de a seleção canarinha ter saído nas quartas de final. A derrota do Brasil em campo foi desastrosa, mas que serviu para que o conjunto da sociedade civil cada vez mais organizada possa tirar lições, principalmente, do “massacre alemão”. E uma das lições é o fato de o po­vo se conscientizar na hora do voto, pois a eleição para presidente é em novembro. Afinal de contas, não se vive somente de futebol. Há outras necessidades mais prioritárias, como as já mencionadas. Através de uma mobilização social ordeira é possível obter conquistas sociais. Fu­tebol é apenas um lazer. Precisamos sim, de vitórias no aspecto social. Mas se estas conquistas viessem junto com a conquista do torneio mundial pelo Brasil, seria melhor ainda. Porém, é preciso saber perder e aprender em cima dos erros. Portanto, futebol e política podem a até se misturarem, mas a realidade cobra atitudes de nossos governantes, pois os jogadores estão bem: bons salários, mídia em cima e fama. Logo, chorar por eles é injusto. É preciso corrigir as injustiças sociais. Isto sim seria a melhor conquista. Ganhar uma Copa do Mundo de futebol seria apenas uma consequência do avanço social. Maria Ferreira é assistente social e pós-graduanda em Psiquiatria.

Celg deve ser só a menor parte de um plano sério para a questão energética em Goiás

Venda de Cachoeira e crise da empresa à parte, é hora de os candidatos ao governo e suas chapas optarem por deixar as futricas do passado e discutirem profundamente a questão da energia elétrica no Estado

A confusa história dos investimentos de dinheiro público na fazenda do tio-avô de Aécio

As denúncias petistas contra adversários são um dos pontos que separam dilmistas e lulistas na campanha pela reeleição. O marketing do PT de Lula defende agressividade contra o tucano Aécio Neves na sucessão presidencial. A comunicação de Dilma prefere ser mais maneira, apesar do terrorismo daquele anúncio sobre a extinção de programas sociais pelo PSDB. Agora, o PT, anonimamente, serviu à imprensa o prato sobre o aeroporto da família de Aécio junto à fazenda em Cláudio, a 140 quilômetros de Belo Horizonte, com investimentos do governo de Minas. É um negócio confuso onde a área do aeroporto é um misto de pública e privada. Aécio terá de destrinchar a confusão, que já chegou ao avô Tancredo Neves. A fazenda, Santa Isabel, pertence a Múcio Tolentino, irmão de Risoleta, mulher de Tancredo. Nessa linha, Múcio é tio-avô de Aécio, neto de Risoleta. Tudo começou em 1983, quando o governador Tancredo repassou Cr$ 30 milhões, na moeda da época, à prefeitura de Cláudio para a construção do aeroporto de terra batida na fazenda do cunhado. Dois anos depois, presidente eleito, Tancredo morreu. Em 2000, o Ministério Público mineiro investigou Múcio e bloqueou os bens do fazendeiro e ex-prefeito de Cláudio para a hipótese de um futuro ressarcimento. Três anos depois, o MP arquivou o inquérito e Risoleta morreu. O MP mudou de ideia e reabriu a investigação. Em 2008, o governador Aécio desapropriou a área do aeroporto. O governo ofereceu R$ 1 milhão como indenização. Múcio não se conformou e foi à Justiça. Em 2009, o governo mineiro investiu R$ 13,9 milhões no asfaltamento da pista de um quilômetro. Falta o presidenciável explicar melhor o caso dos investimentos públicos no aeroporto e a situação da desapropriação. Ao lado, a seis quilômetros da Santa Isabel, há a Fazenda da Mata, que está no espólio de Risoleta para a partilha entre os três filhos. Era o refúgio quase secreto de Tancredo quando queria se afastar do mundo para repousar. Ter o número do telefone da fazenda era o sonho de consumo de políticos, empresários e repórteres. Raros o tinham.

Ibope apurou que o desânimo do voto cresceu depois da Copa, sem afetar o PT e o PSDB

[caption id="attachment_11072" align="alignright" width="605"]Oposicionistas Eduardo e Aécio: este manteve índices, o outro caiu Oposicionistas Eduardo e Aécio: este manteve índices, o outro caiu[/caption] A última rodada de pesquisa do Ibope foi às ruas entre os dias 18 e 21, uma semana de­pois do fim da Copa do Mundo em 13 de julho. Comparada à rodada divulgada em sete de junho e apurada uma semana antes do início do torneio, a nova de­monstra que o resultado do futebol não afetou a opinião quanto ao voto em Dilma ou Aécio, mas mexeu no ânimo do eleitor. A favorita Dilma Rousseff (PT) tinha 38% de apoio antes da Copa e ficou com o mesmo índice depois. Aécio Neves (PSDB) estava com 22% e manteve o número. Eduardo Campos (PSB), oposicionista que nada tem a ver com o futebol, sim, despencou, pagou mico: tinha 13% e desceu para 8. Em quarto, Pastor Everaldo (PSC), manteve os 3%. No Datafolha, Dilma tinha 36%, Aécio contava com 20, Campos com 8 e Everaldo tinha 3. Na pesquisa mais recente do Ibope, no segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente venceria o senador por 41% a 33, com uma frente de oito pontos. No Datafolha, a diferença era me­nor: 44% a 40. Contra Cam­pos, Dilma teria uma frente de 12% com 41 pontos a 29. No Datafolha, a diferença menor, de sete pontos: 45% a 38. Mais expressiva é comparação que não levar em conta a co­tação dos candidatos, mas ob­serva o ânimo do eleitor em vo­tar, constata-se que o desencanto cresceu depois da Copa. An­tes, o voto branco ou nulo estava com 13%. Depois foi a 16. Os indecisos eram 7% e foram a 9. A última pesquisa inovou ao perguntar ao eleitor não apenas em quem votaria, mas também quem ganharia na opinião dele. O resultado demonstrou que a maioria, 54% , espera a vitória de Dilma. Aécio recebeu 16%. Campos, apenas 5%. A rejeição da presidente me­dida pelo Ibope foi a maior en­tre os três principais candidatos, 36%. Aécio arrebatou 16%. Campos, o menos conhecido, levou 8%. Mais da metade dos eleitores, 53%, considera que o país está no “rumo errado”. Outros 44% julgam o contrário.

“Marconi vive no século 21, Iris vive no século passado”

Vice-governador afirma que a base aliada está pronta para o debate eleitoral, inclusive em temas espinhosos como Celg e segurança pública

Saúde pública é o centro das atenções nas propostas dos candidatos

Os sete candidatos ao governo do Estado explicitam suas propostas para a área da saúde, tema-chave na corrida eleitoral

Jovem morre após ser baleada em semáforo da Avenida D

Também foram registrados mais dois homicídios no setor Novo planalto

7 passos para o “buraco” ideológico

O esquerdismo preconizado pelo Foro de S.Paulo está na pauta do PT e é prejudicial ao Brasil

As boas influências germânicas na cultura brasileira

Descendência, referências literárias, músicas e tecnologia são algumas palavras que reafirmam união com Goiás

“O Globo” prova: vaidade mata antes da hora

Depois de Mario Sergio Conti fazer a “bilocação” do técnico Luiz Felipe Scolari, os experientes Ancelmo Gois e Ricardo Noblat também mostram dons sobrenaturais, ao “executar” Ariano Suassuna

Gestão de Goiânia é questão superestimada no que diz respeito à eleição

[caption id="attachment_11010" align="alignright" width="620"]Paulo Garcia Legenda – Prefeito Paulo Garcia é pivô de debate, que não é feito sem os devidos cuidados | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Paulo Garcia Legenda – Prefeito Paulo Garcia é pivô de debate, que não é feito sem os devidos cuidados | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Muito se fala sobre qual será a influência da administração do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), nas eleições deste ano. As análises políticas dão conta de que o momento ruim vivido pela gestão de Goiânia será determinante na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Essa linha de pensamento, de fato, faz sentido, uma vez que a capital goiana é reduto eleitoral de seu ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), padrinho político de Paulo Garcia. Em contrapartida, a cidade onde o governador Marconi Perillo (PSDB) tem maior rejeição é justamente Goiânia. Assim, os problemas vividos na cidade pode­riam afetar de maneira substancial a votação ao governo, se o eleitor atribuir a imagem de Paulo Garcia a Iris, o que atrelaria os problemas da capital à candidatura do peemedebista. A questão é: “se.” Não há dúvidas de que a influência dos problemas de Goiânia é negativa para Iris Rezende, mas não apenas para ele: Antônio Gomide, por ser petista, também leva um pouco da má imagem. Contudo, a discussão central aqui deve ser feita em torno do fator “consciência do eleitor”. Essa consciência deve ser relativizada, uma vez que não existe uma consciência tão apurada por parte do eleitor capaz de fazer essas ligações de modo tão intrincado. Existe, por exemplo, um porcentual certo de pessoas que votam em Iris Rezende. Esse porcentual pode variar um pouco, mas existe. O mesmo ocorre com o Marconi, pois são lideranças consolidadas, além de estarem vinculados a partidos com grande expressão. Ou seja, eles têm um eleitorado constante. Dessa forma, a disputa é pelos votos dos indecisos, que são muitos. E quem poderia capitalizar esse voto seria Vanderlan Cardo­so (PSB) e o próprio Mar­co­ni, muito mais conhecidos na capital que Gomide. Contudo, nesse caso, Marconi leva vantagem, mesmo tendo um nível considerável de rejeição. Isso acontece porque ele está no poder e, ao contrário dos outros candidatos, esteve em campanha o tempo todo. Tem obras e ações para mostrar. Por outro lado, ainda há tempo para a recuperação, pelo menos parcial, da imagem de Paulo Garcia. E se isso ocorresse, o que mudaria? Nada. Como bem ressalta o cientista político e professor Silvio Costa, as questões eleitorais serão definidas ao longo da campanha, que está apenas no início. A recuperação da imagem do prefeito, de certo, não beneficia a Marconi, mas também não atrapalha, uma vez que o governador, se crescer mais na capital, deverá fazê-lo junto aos eleitores sem posição tomada por enquanto. E esses eleitores, provavelmente, não farão ligações tão complexas em relação às alianças políticas. Portanto, o prefeito Paulo Garcia poderá, sim, ser relevante nas eleições, mas não determinante, como se tem colocado. Tanto é que ele tem se abstraído das questões eleitorais e focado naquilo que mais lhe interessa: a gestão de Goiânia.

Jornais “culpam” Minas pela construção de aeroporto em fazenda de tio de Aécio Neves

Para quem se interessa em enxergar mais profundamente como se elabora uma notícia de acordo com a linha editorial do veículo, Luciano Martins Costa, do portal “Observatório da Im­prensa”, fez uma boa explanação em sua coluna na semana passada. Ele se utilizou, como exemplo, da denúncia sobre a construção de um aeroporto, no valor de R$ 14 milhões, pelo então governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) em terra que pertenceria à família dele. No texto “Não foi o governador, foi Minas”, Costa posiciona os três maiores jornais impressos do País — “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo” e “O Globo” — como tendo um candidato preferencial à Presidência — o próprio Aécio, hoje senador. A tática, segundo ele, é criar na própria notícia as condições propícias para a defesa, já que a denúncia é jornalisticamente inevitável. Assim, o termo que se dirigiria diretamente ao gestor responsável pela obra (“Aécio” ou “governador”) é trocado por outro, “Minas”, um ente abstrato. Resume Costa: “A começar pelos títulos: tanto na Folha como no Estado, não foi o então governador quem autorizou o uso de dinheiro público no interesse da própria família: foi ‘Minas’. Ora, ‘Minas’ não pratica atos de ofício, ‘Minas’ não assina autorização para obras com ou sem licitação. Quem assina é o governante, e o governante é agora candidato a presidente da República.” O que a “Folha”, o “Estadão” e “O Globo” fizeram é, no entanto, algo mais do que frequente no impresso. É uma figura de linguagem chamada metonímia, que faz a gente tomar “um copo d’água” em vez de “um copo com água”.

Justiça nega pedido de exoneração de comissionados do Estado de Goiás

Ações civis públicas solicitavam a demissão de mais de três mil funcionários de sete secretárias, além da Goiás Turismo e da Casa Civil

“Jornal do Meio Dia” virou um programa policial a mais

[caption id="attachment_11007" align="alignleft" width="620"]Luciana Finholdt e Jordevá Rosa: prejudicados pela linha editorial do jornal Luciana Finholdt e Jordevá Rosa: prejudicados pela linha editorial do jornal[/caption] A audiência é um alvo a ser buscado a qualquer custo? Em princípio, nada deveria ser, porque toda finalidade por ela mesma conduz a resultados nada agradáveis — e é por isso que resumir Maquiavel à sentença “os fins justificam os meios” é uma injustiça cruel com o mestre italiano. A TV Serra Dourada sempre teve um jornalismo de base popular e seu sucesso nessa área mudou o padrão da concorrência: a gigante TV Anhanguera teve de adequar seu jeito editorial sisudo de ser para conseguir se recuperar. Hoje os repórteres estão mais descontraídos e, ainda que no início do processo isso soasse artificial — até por não ser o costume da emissora, seus profissionais tendiam a ficar travados —, hoje eles parecem ter chegado a um tempero ideal, mesmo que tudo possa (e deva) passar constantemente por reavaliações e melhorias. Voltando à TV Serra Dourada, que ocupa o 1º lugar em audiência em seu horário desde 2012, a linha editorial parece ter se concentrado totalmente em sustentar a hegemonia. Mais grave: a sensação que se tem é de, por vezes, estar sintonizado em uma réplica local do que produzem Marcelo Rezende e José Luiz Datena em rede nacional. A maioria das chamadas e dos destaques aponta para notícias policiais e outras misérias, principalmente na periferia de Goiânia e cidades vizinhas. Jordevá Rosa e Luciana Finholdt, a dupla de jornalistas no comando do telejornal pelo menos há uma década, prendem o público pelo carisma e empatia que transmitem. Mas estão prejudicados pela linha editorial. Não combina com o profissionalismo de Jordevá nem com a sobriedade de Luciana (poderia inverter os substantivos qualificadores de ambos sem prejuízo da veracidade) apresentar um jornal de caráter tão policialesco a ponto de parecer estar assistindo a um artigo do gênero, somente com mais elaboração técnica. Na verdade, o “Jornal do Meio Dia” põe o pé em duas canoas para sustentar sua liderança há dois anos: seus concorrentes são, ao mesmo tempo os telejornais do Grupo Jaime Câmara e da TV Record e os programas “Chumbo Grosso” (TV Goiânia/Band) e “Balanço Geral” (Record). Investe cada vez menos em pautas editoriais convencionais (cobrir política, economia, cultura etc.) e mais prestação de serviços (o que é válido) e notícias de acidentes e misérias, atropelamentos e assassinatos. Ainda que não haja coincidência total de horários com os programas policiais propriamente ditos, a busca é satisfazer também esse mercado de espectadores ávidos por consumir violência. Diziam de certos impressos, muitos deles ainda resistentes à internet, que “se torcer sai sangue”. Restam questões: um telejornal que “se torcer sai sangue” colabora com uma visão mais ampla de cidadania? Até que ponto, nesse sentido, o viés adotado pelo jornalismo da TV Serra Dourada não tem contribuído também para esse aumento da sensação de insegurança e para a naturalização dos casos de violência? Para pensar.