Notícias
A ideia de lulistas é evitar que deficiência de gestão do governo de Dilma inviabilize a continuidade do partido no poder
[caption id="attachment_11081" align="alignright" width="620"]
Vice-presidente Michel Temer: interesse em ter Lula na campanha do PMDB, o que choca com interesse do PT[/caption]
A vitória da oposição na disputa presidencial nunca foi tão possível desde a primeira eleição de Lula contra o tucano José Serra em 2002. A 70 dias do primeiro turno presidencial em outubro, as urnas dificilmente deixarão de ser abertas num momento de inquietação social com preços em alta, economia paralisada e empregos em risco.
E depois? Virão os reajustes inevitáveis em preços administrados, como os de combustíveis, transportes e da energia elétrica. Se Dilma não se reeleger, poderá afrouxar a corda mais dois meses e deixar os desgastes para o sucessor, seja quem for. O concorrente tucano Aécio Neves não admitiu a necessidade de medidas rigorosas? Então que as assuma.
O impasse do PT infla o fator Lula 2018. Os companheiros lulistas desejam a presença do líder desde logo à frente da campanha a tempo de influir com autoridade em reajustes na economia que serão legados por Dilma – a si própria, se reeleita. Com ou sem reeleição, há a necessidade petista de evitar que a impopularidade inviabilize o brilho da estrela do PT nas urnas de 2018.
A preliminar da futura sucessão presidencial está em jogo desde a atual eleição. E o jogo de hoje é a prorrogação de uma gestão federal que o próprio Lula propôs, iniciou-se em 2011 e chegou aonde está. O ex-presidente tem, pois, suas razões para não deixar a sucessora muito solta na gerência das políticas de governo.
O que se pretende, no lulismo, é o controle em cadeia de Dilma Rousseff desde logo para não comprometer o futuro. O jogo que virá depois desta sucessão presidencial interessa, além do PT, aos nove partidos aliados com os quais a presidente se reuniu na terça-feira, no aconchego do Alvorada, para animar todos a seguirem em frente unidos com trabalho e confiança.
O símbolo da fala de Dilma foi o fato de que estão todos no mesmo barco com o PT, para aventura ou desventura. Como se desejasse tranquilizar os aliados, ela disse que a maior vantagem de sua candidatura são os 11 minutos e 48 segundos à disposição diária do horário de televisão e rádio a partir de 19 de agosto. O PSDB tem 38,3% disso. O PSB de Eduardo Campos, 8,6%.
A propósito, o vice-presidente Michel Temer observou a Dilma que o PMDB cedeu o tempo do partido ao latifúndio petista para colaborar na reeleição (o que inclui a dele) quer ocupar nesse horário um tempo digno para promover seus candidatos ao Senado e Câmara. Aí, a porca torce o rabo. Porque o PT do poder, historicamente, esmaga os aliados.
Nesse capítulo, Temer tocou no foco do delicado impasse na cúpula do PT. Mostrou interesse pela presença de Lula na campanha do PMDB. Era uma reiteração no sentido de que os petistas não podem cuidar apenas dos candidatos do partido deles. Os peemedebistas desejam espaço na jornada em busca de votos e preferem a companhia de Lula nos palanques à da presidente.
Homicídio de menino gaúcho por injeção letal aplicada pela madrasta novamente suscita debate acerca da violência. Busca desenfreada pelo dinheiro e bens materiais pode transformar mulheres e homens em monstros
[caption id="attachment_11078" align="alignright" width="620"]
Antes, o ministro Gilmar Mendes foi constrangido por Lula da Silva; agora, foi a vez do ministro José Múcio[/caption]
É a segunda vez em dois anos. A primeira foi em abril de 2012. Lula veio a Brasília, procurou o ministro Gilmar Mendes e tentou uma chantagem diante da iminência de o Supremo Tribunal Federal iniciar o julgamento do mensalão.
“O Zé Dirceu está muito preocupado”, disse o ex a Mendes antes de insinuar que Mendes poderia ser investigado pela CPI do Cachoeira por causa de sua relação com o ex-senador Demóstenes Torres. Não deu certo. O ministro resistiu à pressão.
A segunda ocorreu na terça-feira, na véspera de o Tribunal de Contas da União julgar a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. Lula chamou a São Paulo o ministro José Múcio e disse que estava “muito preocupado” com o envolvimento da presidente Dilma Rousseff no caso. Deu certo. O TCU absolveu por unanimidade os conselheiros da petroleira.
Em fevereiro de 2006, num processo sumário, dez conselheiros administrativos da Petrobrás, sob a presidência de Dilma, então Chefe da Casa Civil de Lula, aprovaram por unanimidade a compra de Pasadena, numa operação que rendeu à petroleira o prejuízo de 792,3 milhões de dólares, pelo cálculo fechado na quarta-feira pelo TCU durante o julgamento.
Os conselheiros não levaram em conta que a tramitação da análise técnica da compra foi feita em 20 dias pela auditoria da Petrobrás. No fim do prazo os auditores devolveram o processo à chefia, em 31 de dezembro, com a reclamação, em relatório confidencial, de que o tempo para a análise foi “muito curto” Dois dias depois, o negócio de 1,25 bilhão de dólares foi aprovado pelo conselho.
Naquele ano, cada um dos conselheiros, agora absolvidos recebeu da Petrobrás 176 mil dólares, entre bônus e jetons, para aconselhar a empresa em seus negócios. Aprovaram a operação Pasadena numa única sessão com base num sumário de contrato que a detalhista Dilma considerou “técnica e juridicamente falho”.
A absolvição dos conselheiros que não aconselharam corretamente deixa, entre outras, uma dúvida no ar. Para que servem os conselhos de administração das estatais se não são responsáveis na função? Em moeda de hoje, o pagamento feito pela Petrobrás há oito anos corresponde a R$ 400 mil. Ou R$ 33,33 mil mensais para cada conselheiro.
Generosos com os conselheiros, os ministros do TCU foram duros com 11 atuais e antigos dirigentes da petroleira. Eles tiveram bens bloqueados para a hipótese de futuro ressarcimento à empresa. No grupo, o companheiro e presidente na época José Sérgio Gabrielli e os antigos diretores Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró.
Eles prometem recorrer para argumentar que a responsabilidade é do conselho. Argumentam que o estatuto da Petrobrás atribui ao conselho responsabilidade pela aquisição de ativos – e não a diretores. Dilma era a presidente do conselho.
Com pretensões ao governo da Bahia, o companheiro Gabrielli se deu mal, mas é a vítima do PT, além de pessoa não muito simpática à presidente Dilma, mas a reeleição recebeu um refresco do tribunal e respira com alívio no Planalto e no partido. Mas a absolvição não deixa de ser mais um tema ético para a oposição questionar na campanha presidencial.
[caption id="attachment_11123" align="alignright" width="620"]
Prefeito João Gomes e secretário William O’Dwyer: desapropriação no Daia e finalização de obras na pauta[/caption]
As obras de acesso ao centro de convenções, tanto para quem já está em Anápolis, quanto para quem chega de Brasília ou Goiânia, foram objeto de discussão entre engenheiros da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop) e técnicos da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), em reunião na quinta-feira, 24. As obras serão executadas numa parceria com a Agência e Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT). A reunião foi, na verdade, uma visita de cortesia feita pelo titular da SIC, William O’Dwyer, ao prefeito de Anápolis, João Gomes (PT).
Em cerca de duas horas, a conversa entre os engenheiros foi para pensar uma forma mais fácil de execução das obras e para que o acesso seja eficaz. A previsão de entrega, acordada para o final do ano, foi outro ponto discutido, uma vez que as obras do centro de convenções já estão 60% concluídas. O serviço será finalizado no tempo previsto.
William destacou o interesse comum da prefeitura em desapropriar as áreas do Daia. O secretário ponderou a seriedade do problema, uma vez que envolve o particular e o governamental, o que se desenrola em processos e procedimentos. Ainda assim, ele afirma que, mais brevemente possível, serão liberados 13,5 alqueires do distrito. A área será administrada pela Goiás Industrial e a lista, com as empresas interessadas no terreno, é grande e diversificada.
Anel viário
A obra do anel viário, próxima ao aeroporto internacional de cargas, e a empresa Hyundai, é de responsabilidade da Goiás Industrial. Sob jurisdição da SIC, o custo já foi repassado ao órgão. “O atraso da obra foi por dificuldades financeiras da empreiteira”, disse William, que informou que um novo contrato já foi feito com outra empresa. O nome ainda não foi divulgado. A Trade Construtora firmou um acordo para agilizar e facilitar a sequência da obra. Até mesmo alguns equipamentos serão transferidos pela Trade à nova empreiteira. A previsão é que as obras sejam iniciadas em agosto. “O compromisso também é entregá-la até o final do ano”, diz William. A liberação das verbas já está atestada, para que não haja nenhuma outra interrupção. Segundo o secretário, a reunião com o prefeito foi a primeira. Em breve, a Goiás Industrial também vai participar das reuniões.Pedro Canedo, do PP, esclareceu o suposto apoio ao candidato ao senado Ronaldo Caiado, do DEM. “O que existe são amigos comuns, que estão se movimentando em Anápolis, com a abertura de um comitê, com as nossas candidaturas, a de Aécio Neves [candidato a Presidência da República pelo PSDB], do Caiado e minha. Eu sou partidário e estou com o meu partido”, afirma o candidato a uma cadeira na Assembleia. O caso é que Canedo é do partido do vice-governador do Estado, José Eliton, presidente da sigla, que estará, naturalmente, com o tucano e candidato a reeleição ao governo, Marconi Perillo (PSDB). Já Ronaldo Caiado compõem a majoritária com o cabeça de chapa Iris Rezende, do PMDB. Segundo Canedo, além do PSDB, a sigla está coligada com o PSD, PR e PTB. Com base eleitoral em Anápolis, o também médico oftalmologista esclarece ainda que a candidatura em 2016 à prefeitura já não é o foco: “No momento, eu só penso na minha candidatura a deputado estadual”.
Para atender as reivindicações da população e melhorar os serviços municipais, a Prefeitura de Anápolis, por meio da Secretaria de Gestão e Planejamento, realizará audiências públicas para elaborar a Lei Orçamentária (LOA). Após as reuniões, no final de agosto, a lei será encaminhada para a Câmara Municipal de Anápolis. Além da audiência pública, a secretaria reunirá os gestores municipais e agentes de planejamento de cada pasta para discutir as ações de melhoria no município, junto ao prefeito João Gomes, nesta terça-feira, 29. “É uma forma de unir os trabalhos das secretarias municipais para discutir junto à população o que tem que ser feito. Esse planejamento antecipado permite que as ações da administração municipal sejam feitas com qualidade” afirma o secretário municipal de Gestão e Planejamento, Geraldo Lino.
[caption id="attachment_11118" align="alignleft" width="300"]
Vereador Jakson Chaves: audiência para melhorar serviços cartorários Secom Municipal[/caption]
Melhorar o atendimento foi o objetivo de audiência provocada pelo vereador Jakson Chaves (PSB) junto ao Fórum de Anápolis. Rispidez e demora eram as reclamações recorrentes ouvidas pelo vereador. Outra reclamação veio do setor imobiliário. Pela demora, empresários estavam, inclusive, com dificuldade em concluir negócios. Os novos titulares dos cartórios levavam até 20 dias para entregar uma certidão de imóvel. Já para os registros, demora de 40 dias. “O atraso para entrega da documentação gera desgaste aos negócios e, consequentemente, perda de arrecadação pelo município”, alerta Jakson.
Os novos titulares justificam ter encontrado os cartórios com muitos problemas, o que dificulta agilidade da execução dos pedidos. Tudo é feito de uma forma muito artesanal ou arcaica, como adjetiva o vereador, pois os cartórios não utilizam as tecnologias disponíveis. Outra alegação refere-se ao período de convocação e adaptação dos novos servidores, que passaram a ocupar as funções via concurso público.
O diretor do Foro, Carlos Limongi, cobrou melhorias dos titulares, que pediram 90 dias para sanar os problemas. As promessas são de investimentos na estrutura física dos cartórios e um atendimento mais humanizado e respeitoso, a partir do treinamento dos novos funcionários. As certidões serão entregues no prazo de 24 horas e os registros sairão em 10 dias. “Certidões que demoravam até 20 dias, agora vão sair até no dia seguinte”, afirma o titular do 2º Registro de Imóveis, Ângelo Barbosa.
A Praça Dom Emanuel, em Jundiaí, recebe desde a última sexta-feira até o fim do mês, o 4° Festival Gastronômico e Cultural de Anápolis. Com minicursos e oficinas gastronômicas, o festival ainda propõe apresentações musicais e exposições. O Salão Itinerante de Negócios de Arte, Artesanato e Manualidades traz este ano mais de 40 empreendedores. “Nosso objetivo principal, com essa atividade, é divulgar e promover com exclusividade a comercialização de peças artesanais dos nossos empreendedores”, informa o diretor de Indústria e Comércio, Márcio Jacob. Já a Praça Abílio Wolney recebe o Famu no final de setembro. As inscrições para a sexta edição do Festival Anapolino de Música foram abertas pela Secretaria de Cultura. Os interessados têm até o dia 27 de agosto para se inscrever no evento. O objetivo é divulgar a produção musical e descobrir de novos talentos.
Desde sempre, todo mundo sabia que as candidaturas de Antônio Gomide e Vanderlan Cardoso enfrentariam dificuldades. Mas o que esperar agora?
[caption id="attachment_11102" align="alignright" width="620"]
Marconi Perillo: sem medo de discutir gargalos da companhia energética e de segurança pública[/caption]
O governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou na sexta-feira, 25, que não fugirá dos debates sobre segurança pública e a crise financeira da Celg. Os dois temas têm sido muito utilizados pela oposição para criticar a atual gestão estadual.
Desde seu primeiro mandato (1999-2002), Marconi diz que buscou manter o equilíbrio econômico e financeiro da Celg de forma a preservar a distribuição da estatal. Naquela e em suas outras gestões, ele afirma ter levado ao conhecimento da população que a venda da Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada, ao final do governo de Maguito Vilela (PMDB, 1994 – 1998), comprometeu o equilíbrio do Estado, porque herdou todas as dívidas deixadas pela usina.
Durante uma reunião com a presidente Dilma Rousseff (PT) e com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na última quarta-feira, 23, Marconi discutiu o problema financeiro que a Celg está passando. “Cachoeira Dourada não ficou com nenhuma dívida porque todas elas vieram para o Estado, e ficamos sem nenhum tostão para investirmos na Celg.” Segundo ele, a presidente e o ministro reconheceram que a crise pela qual a empresa passa foi mesmo causada pela venda da usina.
Sobre a segurança pública, Marconi diz que o problema é nacional. Segundo ele, é preciso que sejam feitas alterações na legislação penal para que o governo federal seja obrigado a enviar recursos para os Estados aplicarem em segurança pública.
Morre Ariano Suassuna, escritor e dramaturgo
O escritor e dramaturgo Ariano Suassuna faleceu na tarde de quarta-feira, 23. O autor da peça clássica “Auto da Compadecida”, que se tornou filme em 2000, estava internado em coma na UTI neurológica desde a segunda-feira, 21, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. O escritor, natural de João Pessoa (PB), de 87 anos, passou por uma cirurgia para a colocação de dois drenos, numa tentativa de controlar a pressão intracraniana. Neste ano, ele foi homenageado pelo bloco carnavalesco Galo da Madrugada e na semana anterior havia participou do Festival de Inverno de Garanhuns (PE).Corpo de Eliza Samúdio não é encontrado
A Polícia Civil de Minas Gerais encerrou, sem sucesso, no início da tarde de sexta-feira, 25, as buscas pelo corpo da modelo Eliza Samúdio em um terreno próximo ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. O local foi indicado por Jorge Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, condenado a 22 anos de prisão por tramar a morte da ex-amante. O lote vago fica próximo ao bairro Santa Clara, no município de Vespasiano, perto da casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, um dos condenados pela morte da modelo.Justiça Eleitoral concede registro a mais de 900 candidaturas
A Justiça Eleitoral já concedeu registro a 921 candidatos que vão disputar as eleições de outubro. A informação faz parte do balanço parcial divulgado na quarta-feira, 23, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base no sistema de candidaturas da Justiça Eleitoral, que recebeu 24,9 mil pedidos de registro em todo o país para os cargos de deputado federal, estadual e distrital, senador, governador e presidente da República. O prazo para solicitação do registro de candidatura terminou no dia 5 deste mês, e os juízes eleitorais têm até 21 de agosto para conceder os registros. Segundo o levantamento, 194 candidatos foram considerados inaptos e tiveram o registro negado. Os motivos são a falta do preenchimento dos requisitos legais, a rejeição das contas referentes ao período em que ocuparam cargo público ou renúncia à candidatura. Esses candidatos podem recorrer das decisões.TCU responsabiliza diretores da Petrobras pelo caso Pasadena
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o relatório do ministro José Jorge, relator do processo que investiga irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobrás. O ministro determinou a devolução de US$ 792,3 milhões aos cofres da Petrobrás pelos prejuízos causados ao patrimônio da empresa. O relatório isenta de responsabilidade os membros do Conselho de Administração da empresa, que na época era presidido pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, hoje presidenta da República. O maior montante, de US$ 580,4 milhões, deverá ser devolvido por membros da diretoria executiva da Petrobrás: José Sérgio Gabrielli, além de Nestor Cerveró, Almir Barbassa, Paulo Roberto Costa, Guilherme Estrella, Renato Duque, Ildo Sauer e Luís Carlos Moreira da Silva.Israel chama Brasil de “anão diplomático” irrelevante
O governo de Israel criticou o posicionamento do governo brasileiro de convocar o embaixador em Tel Aviv, taxando o País como anão diplomático e irrelevante. O governo brasileiro considerou inaceitável a escalada da violência entre Israel e palestinos. No texto divulgado na quainta-feira, 24, o Brasil “condena energicamente o uso desproporcional da força” por Israel na faixa de Gaza. Em comunicado à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, por meio do porta-voz, Yigal Palmor, manifestou “desapontamento” diante da convocação do embaixador brasileiro. “Israel manifesta o seu desapontamento com a decisão do governo do Brasil de retirar seu embaixador para consultas. Esta decisão não reflete o nível das relações entre os países e ignora o direito de Israel de se defender. Tais medidas não contribuem para promover a calma e a estabilidade na região.”
Desde o início da ofensiva de Israel contra Gaza, há 18 dias, quase 900 pessoas morreram, das quais 800 palestinos, a maioria civis, e de 73 israelenses, 34 deles soldados
Edgar Welzel
[caption id="attachment_11100" align="alignright" width="250"]
Livro de Irapuan tem crítica favorável de colaborador do Opção na Alemanha[/caption]
Eis uma coletânea de contos com um título que, à primeira vista, se nos parece desusado e enigmático, imediatamente nos leva a refletir, a perscrutar: “Teimosas Lembranças” (Editora Kelps – Goiânia). Acostumamo-nos a usar o adjetivo teimoso em relação a uma característica, um pouco anômala, do comportamento humano. Criança teimosa, indivíduo teimoso ou mesmo algo que nos incomoda como, por exemplo, um ruído teimoso.
É por isso que, em relação à lembrança ou à memória, o termo teimoso nos leva à indagação: como pode uma lembrança ser teimosa? O autor, Irapuan Costa Júnior, não se dá ao trabalho de explicar a razão do título inquisitivo. Fino observador e mestre da palavra, ele sabe que qualquer tentativa de explicação seria deturpar o leve suspense da narração.
O que Irapuan modestamente chama de “historietas aqui contadas” em verdade são contos que, por seu conteúdo claro e conciso, seu estilo direto e harmonioso imbuído de originalidade e vigor, isento de qualquer prolixidade, encontram-se em pé de igualdade com os de contistas laureados nacionais e estrangeiros. São contos que bem poderiam estar ao lado daqueles do maravilhoso e seleto grupo literário que chamamos de clássicos.
Quem conhece Irapuan Costa Júnior pessoalmente sente-se impressionado pela cativante naturalidade com a qual trata seus interlocutores. Este seu dote peculiarmente pessoal parece refletir-se em seus textos. Consciente ou inconscientemente Irapuan atende às seis regras essenciais de estilo de José Oiticica em seu “Manual de Estilo”: correção, concisão, clareza, harmonia, originalidade e vigor. Está tudo aí.
Irapuan domina com maestria a arte de cativar o leitor com uma refinada dose de leve suspense, se bem que o “opúsculo”, como o autor pessoalmente o denomina, está longe de ser enquadrado no gênero da literatura policial. Ao terminarmos a leitura do primeiro conto, sentimo-nos atraídos de forma que acabamos lendo os demais de um sorvo só. As histórias contadas, embora passadas em lugares e épocas diferentes e com protagonistas também diferentes, têm um elo comum que as une e que se estende da primeira à última.
Em todas as histórias o leitor atento encontra algo que Irapuan Costa Júnior, talvez de forma premeditada, resolve esconder. Ele esconde aquilo que levaria à explicação do título e este esconder em nada diminui a qualidade literária dos relatos.
No decorrer da leitura descobrimos, em sentido figurativo, ideias, pensamentos e ações que lembram obstinação, pertinácia, insistência e procrastinação. Eis aí a razão de serem as suas lembranças “teimosas” lembranças, reminiscências, recordações que, com o passar do tempo, na maoria das pessoas, começam a diluir-se, apagar-se em consequência de um fenômeno natural com o qual nos castiga a Natureza.
No caso de Irapuan, este fenômeno natural parece ter passado de lado, pois suas histórias, algumas delas vividas há quase setenta anos, são contadas de forma tão precisa e convincente que nos deixa a impressão de terem se passado ontem. Irapuan Costa Júnior, além de fino observador tem requintado talento em descrever suas observações em mínimos detalhes sem entediar o leitor. Encontramos exemplos típicos no conto “O vulto da outra”, à página 47: “... as suas doses de uísque (de Alexandre) eram maiores e consumidas mais rapidamente... Irene parecia irmã gêmea de Marta... O vestido também era como o de Marta... buscou uma garrafa de uísque da qual se serviu generosamente, por várias vezes, enquanto eu mal provava do meu copo”.
Em se tratando de pessoas Irapuan parece dissecá-las metodicamente. O diálogo com Manoel Joaquim no conto “A festa dos garimpeiros”, à página 63, é apenas um dos exemplos para tal afirmação. O autor desconfia que Manoel Joaquim lhe esconda algo. Disseca-o, “espreme-o” e ao mesmo tempo cria uma situação de confiança. Só então Manoel Joaquim se abre, mas tem receio e Irapuan não quer destruir a fraca plantinha de confiança: “Fique tranquilo. Não vou falar nem fazer nada. A coisa morre aqui”.
Aidenor Aires, em seu belíssmo texto “Salvados da memória”, resume já na contracapa do livro: “Afinal, como disse anteriormente, não é uma obra asséptica e neutra. Mergulha no humano e não poderia sair dessa imersão, sem a linfa das águas cristalinas ou o lodo das torrentes turvas”.
Alguns dos contos têm um toque de tristeza que se esvai à medida que avançamos na leitura. Em vez de embrenharmo-nos na tristeza, alegramo-nos com a qualidade da narração, com a perfeição da linguagem, com a clareza de estilo e com o conteúdo cativante das histórias contadas. Terminada a leitura concluímos: “Belo texto, bem redigido”. Uma expressão de admiração e de louvor, um elogio que o autor não ouve. Merece ser escrito. É o que fiz.
Edgar Welzel é colaborador do Jornal Opção na Alemanha.
E-mail: [email protected]
“Iris Rezende não admite ninguém com mais luz do que ele no PMDB”
Rildo Alves dos Reis A respeito da entrevista do ex-deputado Frederico Jayme (Jornal Opção 2036), quem acompanha e conhece um pouquinho da história política de Goiás com certeza vai concordar: Iris Rezende é um manipulador, que excluiu vários nomes no passado, que estavam ligados ao PMDB, porque temia que estes nomes se sobressaíssem. Ele não admite ninguém com mais luz do que ele, ou pelo menos a luz que ele julga ter. Um ótimo fim para seu reinado na política goiana será mais uma surra nas urnas, que ele vai levar não de Marconi Perillo (PSDB), mas do povo de Goiás, que não é e nunca foi gado de seu pastoreio. E-mail: [email protected]“MP não constatou nada contra Iris”
Fábio Carneiro Iris foi o único político que teve a vida dele e de seu pai devassada pelo MP de Goiás durante mais de 6 anos. E o MP-GO constatou que nada havia de errado na vida de ambos. E-mail: [email protected]“Uma vida inteira não basta para ler Machado de Assis”
Jô Mitre Sr. José Maria, seu trabalho visto na matéria “Discípula de Paulo Freire assassina Machado de Assis” (Jornal Opção 2028) remete ao Capítulo VIII de Memórias Póstumas, “Razão contra Sandice”. A nós, leitores, conforta muito: não estamos sozinhos diante do bárbaro espetáculo. Uma vida inteira não basta para ler Machado. Quem sabe o que é ler, o que é literatura e qual é a vocação do ser humano compreende isso e sabe que Machado transforma. Os que não sabem? Serão apenas “pontuais na sepultura”, como “os Hebreus do cativeiro” e “os devassos de Cômodo”. E-mail: [email protected]“Uso de reposição hormonal por lutadores é injusto”
Fábio Rafael Nunes
Li uma nota do jornalista Euler de França Belém (Jornal Opção 2032), sobre o uso de hormônios por lutadores de MMA. Acho o seguinte, jogador de futebol e basquete, por exemplo, quando perdem o vigor da juventude ou mudam de posição ou aposentam. Com lutadores, deveria ser igual. Imagine um jogador de 35 anos fazendo algum tipo de reposição. Seria injusto com os demais. Os lutadores poderiam resolver isso criando categoria de idade, mas nada de artifício não natural.
E-mail: [email protected]
“Futebol é apenas um lazer. Precisamos de vitórias no aspecto social"
Maria Ferreira [caption id="attachment_11099" align="alignright" width="620"]
Marcus Brandt/EFE[/caption]
A copa do mundo de futebol do Brasil chegou ao seu término com a triste surpresa da derrota que ninguém esperava para a Alemanha (foto), principalmente por ter sido uma goleada massacrante e humilhante para uma seleção que se denomina o país do futebol.
E na condição de assistente social, temos que admitir que o placar elástico de 7 a 1 mostrou aos brasileiros que nem sempre a tradição predomina. Perder na própria casa e de forma humilhante, reflete na realidade do quadro social, político e econômico do país penta campeão do mundo de futebol.
O consolo é que perdeu para a campeã e, por uma questão de desaforo, restou à Argentina o segundo lugar na competição.
Apesar da decepção, em termos de esportes, a organização em si foi elogiada, com arenas lotadas, turistas contentes com o clima, a festividade, os locais turísticos, o povo acolhedor, poucas manifestações, as quais geram desordem (vandalismo), dentre outros aspectos positivos.
A derrota humilhante da seleção brasileira para a Alemanha (7 a 1) foi inédita e levou o torcedor tupiniquim à tristeza geral. O dia seguinte foi cheio de críticas, reclamações com todos tentando achar o culpado e onde erramos.
E da mesma forma, a também derrota para a Holanda por 3 X 0 confirmou que algo não está bem no futebol brasileiro.
As derrotas serviram para refletir, para mostrar que não só nos esportes, como também na vida se perde e se ganha. Ninguém é imbatível. Isso ficou provado. Uma seleção brasileira, em Copa do Mundo, levar cinco gols em somente um dos tempos de uma partida de futebol, foi um desastre, uma frustração. No total, em dois jogos, levou 10 gols. Algo preocupante.
Contudo, mesmo diante das derrotas para os alemães e holandeses na disputa do terceiro lugar, ficou a lição de que, do ponto de vista social e político haverá crescimento na conscientização do eleitorado brasileiro para a eleição em outubro para presidente da República.
A realização da Copa foi benéfica, apresentou para o mundo um país que deseja corrigir seus absurdos, como a corrupção e a falta de seriedade em setores prioritários da sociedade, como a saúde, educação, moradia, emprego e segurança.
O Brasil foi beneficiado com a entrada de divisas trazidas pelos “gringos”, chegada em massa de turistas, pessoas estas que trouxeram capital para gastar no país sede. Com isso, a economia ficou aquecida, agregando maior valor às empresas, às prefeituras e ao Estado, pois melhora a arrecadação, além de ter divulgado o Brasil aos quatro cantos do planeta, mostrando que o brasileiro é receptivo. Recebemos os estrangeiros com os “braços abertos” numa alusão ao Cristo Redentor, símbolo da cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro, onde se localiza o símbolo sagrado do futebol, a arena Maracanã.
A realização da copa em si foi um acontecimento que acrescentou muito ao Brasil. Por mais que se critique em função do não investimento nas áreas prioritárias já citadas. Mesmo assim, tem sido um momento propício para reivindicar, cobrando maior seriedade no atendimento às necessidades mais urgentes da população.
Contudo, mesmo com todo este clima negativo de protestos, este evento de grandeza provou ser algo favorável para o país, pela capacidade que os governantes conseguiram apresentar em termos de organização, mostrando ao mundo que se chegou à modernidade, sem se esquecer de que um país que deseja ser “primeiro mundo” deverá em primeiro lugar priorizar a educação (mais investimentos, valorização dos professores, melhores salários, estrutura, etc.), combater a desigualdade social com programas de redistribuição da renda, melhorar e ampliar o setor de saúde, combate ao tráfico, realizar um policiamento ostensivo, dar mais segurança e expectativa de dias melhores para a população, principalmente para aqueles excluídos dos benefícios que o capital oferece.
No geral, a realização da Copa do Mundo no Brasil, independente das derrotas e pelo fato de a seleção canarinha ter saído nas quartas de final. A derrota do Brasil em campo foi desastrosa, mas que serviu para que o conjunto da sociedade civil cada vez mais organizada possa tirar lições, principalmente, do “massacre alemão”.
E uma das lições é o fato de o povo se conscientizar na hora do voto, pois a eleição para presidente é em novembro. Afinal de contas, não se vive somente de futebol. Há outras necessidades mais prioritárias, como as já mencionadas. Através de uma mobilização social ordeira é possível obter conquistas sociais. Futebol é apenas um lazer. Precisamos sim, de vitórias no aspecto social. Mas se estas conquistas viessem junto com a conquista do torneio mundial pelo Brasil, seria melhor ainda. Porém, é preciso saber perder e aprender em cima dos erros.
Portanto, futebol e política podem a até se misturarem, mas a realidade cobra atitudes de nossos governantes, pois os jogadores estão bem: bons salários, mídia em cima e fama. Logo, chorar por eles é injusto. É preciso corrigir as injustiças sociais. Isto sim seria a melhor conquista. Ganhar uma Copa do Mundo de futebol seria apenas uma consequência do avanço social.
Maria Ferreira é assistente social e pós-graduanda em Psiquiatria.
Venda de Cachoeira e crise da empresa à parte, é hora de os candidatos ao governo e suas chapas optarem por deixar as futricas do passado e discutirem profundamente a questão da energia elétrica no Estado
As denúncias petistas contra adversários são um dos pontos que separam dilmistas e lulistas na campanha pela reeleição. O marketing do PT de Lula defende agressividade contra o tucano Aécio Neves na sucessão presidencial. A comunicação de Dilma prefere ser mais maneira, apesar do terrorismo daquele anúncio sobre a extinção de programas sociais pelo PSDB. Agora, o PT, anonimamente, serviu à imprensa o prato sobre o aeroporto da família de Aécio junto à fazenda em Cláudio, a 140 quilômetros de Belo Horizonte, com investimentos do governo de Minas. É um negócio confuso onde a área do aeroporto é um misto de pública e privada. Aécio terá de destrinchar a confusão, que já chegou ao avô Tancredo Neves. A fazenda, Santa Isabel, pertence a Múcio Tolentino, irmão de Risoleta, mulher de Tancredo. Nessa linha, Múcio é tio-avô de Aécio, neto de Risoleta. Tudo começou em 1983, quando o governador Tancredo repassou Cr$ 30 milhões, na moeda da época, à prefeitura de Cláudio para a construção do aeroporto de terra batida na fazenda do cunhado. Dois anos depois, presidente eleito, Tancredo morreu. Em 2000, o Ministério Público mineiro investigou Múcio e bloqueou os bens do fazendeiro e ex-prefeito de Cláudio para a hipótese de um futuro ressarcimento. Três anos depois, o MP arquivou o inquérito e Risoleta morreu. O MP mudou de ideia e reabriu a investigação. Em 2008, o governador Aécio desapropriou a área do aeroporto. O governo ofereceu R$ 1 milhão como indenização. Múcio não se conformou e foi à Justiça. Em 2009, o governo mineiro investiu R$ 13,9 milhões no asfaltamento da pista de um quilômetro. Falta o presidenciável explicar melhor o caso dos investimentos públicos no aeroporto e a situação da desapropriação. Ao lado, a seis quilômetros da Santa Isabel, há a Fazenda da Mata, que está no espólio de Risoleta para a partilha entre os três filhos. Era o refúgio quase secreto de Tancredo quando queria se afastar do mundo para repousar. Ter o número do telefone da fazenda era o sonho de consumo de políticos, empresários e repórteres. Raros o tinham.

