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Violência: mais de 200 feridos em manifestação de professores no Paraná

[caption id="attachment_34413" align="alignright" width="620"]No Paraná, professor  que manifesta é tratado com bala | Foto: Gabriel Rosa/SMCS No Paraná, professor que manifesta é tratado com bala | Foto: Gabriel Rosa/SMCS[/caption] Mais um dia triste para a Educação no Brasil. Ao menos 200 pessoas ficaram feridas durante manifestação na tarde da última quarta-feira, 29, em frente ao prédio da Assembleia Legis­lativa do Estado de Paraná, em Curitiba. Servidores estaduais protestavam contra o projeto de lei que altera a fonte de pagamento de mais de 30 mil beneficiários para o Fundo Previ­denciário do Estado. O tumulto teve início por volta das 16 horas, quando milhares de manifestantes, na tentativa de entrar na Casa de leis, ameaçaram ultrapassar a barreira humana feita por policiais em frente ao prédio. Os agentes, por sua vez, responderam com bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e spray de pimenta. Nas cenas, que mais pareciam um campo de guerra, foi possível assistir à lamentável situação: pit bulls atacando manifestantes, tiros sendo disparados, pessoas pisoteadas, gritos e sangue. Muito sangue. Os deputados paranaenses votaram naquele dia, em segunda e última votação, o projeto de lei que promove alterações no custeio do Regime Próprio da Previdência Social dos servidores estaduais. Com isso, o governo deixa de pagar sozinho mais de 30 mil aposentadorias e divide a conta com os próprios funcionários. Aprovada, a medida resulta em uma economia de mais de R$ 125 milhões mensais ao tesouro estadual. A situação econômica do Paraná não é nada boa, mas a atuação do governador Beto Richa (PSDB) consegue ser pior. Mesmo após o episódio, o tucano, que foi reeleito em primeiro turno no ano passado, voltou a dizer que não eram servidores que estavam no protesto e, sim, integrantes da CUT, MST e até black blocs. Justificou e afiançou a ação da polícia, dando um verdadeiro show de, no mínimo, falta de inteligência política. Paranóico, Richa segue a linha da presidente Dilma e acusa opositores de “golpe”. [caption id="attachment_34416" align="alignright" width="132"]Ana Carla Abrão anuncia mais “arrochos”. Economia vai mal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Ana Carla Abrão anuncia mais “arrochos”. Economia vai mal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]

Governo de Goiás parcela salário de servidores e culpa crise

“De fato, temos uma crise instalada.” A frase da secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, ex­plica a decisão do Governo de Goiás de parcelar os salários dos servidores estaduais. Em nota divulgada na noite da última terça-feira, 28, a administração Marconi Perillo (PSDB) justificou a mudança pela queda nas receitas do Estado. Sendo assim, os pagamentos de todo o ano de 2015 serão feitos em duas parcelas. A primeira, 50% do vencimento, será efetuada no último dia útil do mês — na data que o governo costuma pagar os servidores integralmente. A segunda parte, será feita até o quinto dia útil do mês seguinte, conforme permite a legislação. Foi espalhada, via redes sociais, uma suposta notícia de que a Secretaria de Planejamento iria parcelar o salário de abril em três vezes. No entanto, o governo desmentiu o boato logo em seguida.

Mais um brasileiro é fuzilado na Indonésia

O governo da Indonésia executou o brasileiro Rodrigo Gularte, 42, na última terça-feira, 28. Con­denado por tráfico de drogas, ele e mais sete prisioneiros foram fuzilados na ilha de Nusakambangan. Diagnosticado com esquizofrenia paranoide no ano passado, o paranaense foi sentenciado à morte em 2005, um ano após ser preso no aeroporto de Jacarta com 6 kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. A família de Gularte tentou, sem sucesso, alegar que os traficantes o haviam aliciado, aproveitando de sua instabilidade mental. O brasileiro foi velado e enterrado em sua terra natal, Curitiba (PR), como havia pedido antes de sua morte.

Tiago Henrique diz ter sido “coagido” a assumir crimes

Quebrando uma rotina de silêncio nas audiências dos processos que apuram os homicídios de que é suspeito, o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha falou ao juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, na última terça-feira, 28. Em depoimento marcado por contradições e respostas curtas, ele chegou a afirmar que não foi o responsável por 39 assassinatos ocorridos em Goiânia nos últimos dois anos, conforme noticiado. O suposto serial killer sugeriu também que confessou vários homicídios sob coação. Ao ser questionado sobre quem o teria coagido, ele afirmou que foram “homens da delegacia”. As afirmações vêm após laudos periciais terem confirmado pelo menos 16 assassinatos de autoria do vigilante e Junta Médica do TJGO ter definido que ele é imputável. frase

Jovem é resgatado após 32 dias em cativeiro

O jovem Paulo Antônio Batista foi resgatado no último domingo, 26, após ficar em poder dos sequestradores por 32 dias. A vítima estava acorrentada a um bloco de concreto em um pequeno banheiro em uma fazenda de Goianira. Paulinho foi sequestrado por um grupo de quatro pessoas na Fazenda Jabo­ticabal, na cidade de Nova Fátima, no último dia 26 de março. Quando a Polícia Civil o encontrou, o jovem estava sozinho e a família, proprietária da fazenda, teria pagado R$ 216 mil pela liberação. O delegado responsável pelo caso não confirmou o valor, mas revelou que o chefe da quadrilha, Fábio Ferreira da Silva, que está foragido, já teria participado de outro sequestro.

Delegado Waldir contra bebidas alcoólicas e motéis

O deputado federal Delegado Waldir (PSDB) quer acabar com as propagandas de bebidas alcóolicas, motéis e casas noturnas no Brasil. Em Projetos de Lei apresentados na Câmara Federal, o tucano pede que fiquem proibidas a divulgação de tais produtos em qualquer meio de comunicação — inclusive, na internet. Além disso, peças publicitárias com mulheres “seminuas”, usando apenas lingerie, devem ser banidas. De acordo com o representante de Goiás, o álcool é um problema de saúde pública nacional que vem “acarretando muitos outros” à sociedade. Waldir critica ainda a banalização do “erotismo” nos veículos de comunicação e defende que as leis auxiliariam no combate à prostituição, haja vista que não existe, hoje, uma “maneira para lidar com a disseminação” da atividade. Tudo em defesa da moral, dos bons costumes e da família.

Projetos importantes ficam na “geladeira”

Casas legislativas deixam de votar leis que podem ajudar o dia a dia dos cidadãos e a desenvolver o País Não é incomum ouvir alguém dizer “eu odeio política”, ou “eu detesto políticos, não fazem nada que presta, só roubam”. É verdade que a classe política não anda dando muitos motivos para que os cidadãos os tenham em melhor conceito. Mas, não foi sempre assim? A moral dos nossos representantes nunca foi essa “Brastemp” não é de hoje. Mas o problema é que dependemos sim da política. E quem faz política são os políticos. Portanto, melhor que detestá-los é fiscalizá-los. Se cada eleitor tratasse de seguir o seu eleito, e cobrasse dele as atitudes com as quais não concorda, certamente que o descompasso entre um e outro ficaria menor. E, observe-se, para isso não é preciso que se faça nenhuma lei, nenhuma reforma política, depende de iniciativa pessoal mesmo. Cabe às casas de leis - câmaras de vereadores, assembleias legislativas e Congresso Nacional – a proposição e votação de projetos leis que podem melhorar (ou piorar, dependendo do caso) o dia a dia das pessoas. E quando se trata de boas leis, o ideal é que sejam votadas o quanto antes, para que passem a vigorar o mais rapidamente possível. Quando há procrastinação nesse departamento, a coletividade é prejudicada. Certamente que há centenas de milhares de bons projetos de leis “pendurados” nas casas legislativas em todo o País. A tramitação dessas matérias fica travada, dependente de vontades e conjunturas políticas, de diferenças ideológicas e partidárias de líderes de bancadas, sujeitas a pressões dos Executivos e de lobbies disfarçados ou escancarados. No Congresso Nacional o quadro não é diferente, com o agravante de que afeta todos os brasileiros, pois são projetos que afetam toda a população. Na semana passada, o “Correio Braziliense” publicou interessante reportagem (assinada por Julia Chaib, Marcela Pereira e Warner Bento Filho) dando conta dessa situação, ouvindo especialistas que opinaram sobre uma dezena de propostas consideradas importantes para o desenvolvimento do país, mas que estão sob descaso dos parlamentares. Dez projetos de lei importantes e parados no Congresso Nacional: Corrupção, crime hediondo O que é: inclui, entre os crimes hediondos, práticas como o peculato, corrupção ativa e corrupção passiva, entre outros. O projeto (PL nº 5900/2013), de autoria do ex-senador Pedro Taques (PDT-MT), foi aprovado no Senado, mas está engavetado na Câmara há mais de um ano. Proibição de agrotóxicos O que é: projeto do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) proíbe o uso de uma série de agrotóxicos considerados extremamente perigosos e nocivos para a saúde e o meio ambiente, entre eles os que contêm ingredientes ativos como carbofurano, endossulfam, heptacloro, paraquate, parationa metílica, pentaclorofenol e todos os dos grupos químico dos organoclorados. Crimes de ódio e intolerância O que é: o Projeto de lei nº 7.582/2014, da deputada Maria do Rosário (PT-RS), efetiva princípios previstos na Constituição Federal. De acordo com a proposta, não pode haver tratamento diferenciado causado por orientação sexual, religião ou situação de rua, entre outros casos. Tipifica esses crimes e estabelece penas. Cooperação na educação O que é e parados no Congresso Nacional:: o PLP nº 413/2014 regulamenta a cooperação entre a União, Estados e municípios na área da educação. Após ser discutido em comissão especial, o texto aguarda parecer da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Outros dois projetos também tratam da relação entre as diversas esferas de gestão do sistema educacional e do padrão de qualidade. Energias renováveis O que é: o PL nº 2.117/2011 trata da criação do Plano de Desenvolvimento Energético Integrado e do Fundo de Energia Alternativa. Aguarda parecer na Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados. O PL nº 630/2003 constitui fundo especial para financiar pesquisas e fomentar a produção de energia elétrica e térmica a partir da energia solar e da energia eólica. Projeto ao Cerrado O que é: a PEC nº 115/1995 inclui o Cerrado na relação dos biomas considerados patrimônio nacional. Mata Atlântica, Pantanal e Amazônia estão nessa categoria. O texto foi apensado a um projeto que inclui também a Caatinga. Aguarda deliberação do plenário da Câmara dos Deputados. Serviços ambientais O que é: o PL nº 792/2007 define os serviços ambientais e prevê a transferência de recursos aos que ajudarem a conservá-los. Com o projeto será possível que um proprietário rural que tenha excedente de área protegida ambientalmente possa ter uma compensação. O texto aguarda parecer na comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. u Mais recursos para o Fundeb O que é: o PL 7029/2013 altera a Lei nº 11.494/2007, que regulamenta o Fundeb, para aumentar a complementação mínima da União ao fundo de 10% para 50% sobre o total das contribuições dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. O PL aguarda aprovação do Plenário da Câmara dos Deputados. Receita para a saúde O que é: o PLP nº 321/2013 destina 10% das receitas brutas da União para a Saúde. De acordo com entidades como CNBB, OAB e Conselho Nacional de Saúde, a aprovação do projeto levaria mais R$ 40 bilhões anuais ao setor. O orçamento para a saúde, previsto no orçamento impositivo, é de 13,2% a 15% da receita corrente líquida. Estatuto dos povos Indígenas O que é: projetos sobre om tema tramitam há anos no Congresso. Hoje as relações entre Estado e sociedade brasileira com os índios estão previstas na Lei 6.001, conhecida como o Estatuto do Índio. A lei, porém, é de 1973, ou seja, anterior à Constituição de 1988. As propostas no Legislativo pretendem atualizar o texto.

Agronegócio se expande no Tocantins e atrai empresários

[caption id="attachment_34408" align="alignright" width="620"]Visita de Marcelo Miranda a Porto Nacional, onde anunciou investimentos | Foto: Elizeu Oliveira Visita de Marcelo Miranda a Porto Nacional, onde anunciou investimentos | Foto: Elizeu Oliveira[/caption] “As empresas que estão chegando ao Estado vão fazer parte de uma cadeia produtiva e vão contar com o apoio do governo, em especial no setor de infraestrutura”, avalia o governador Marcelo Miranda (PMDB). A política de atração de investimentos conta com incentivos fiscais que o governo está implementando. Um dos investimentos para facilitar a vinda de indústrias e grandes empresas para o Tocantins são os investimentos que, segundo o governador, estão sendo feitos na recuperação das rodovias tocantinenses. Com destaque na produção de soja e o incentivo do governo, o Tocantins tem atraído empresas que investem no setor, gerando emprego e renda. Entre elas, está a Granol Indústria, Comércio e Exportação S/A, que opera desde 2012 em Porto Nacional, com a produção de biodiesel, e agora está expandindo as obras da planta fabril de 4 mil m² para quase 40 mil m². A ampliação vai possibilitar o esmagamento de soja direto na fábrica. No Estado, de acordo com os dados do 7º levantamento da Com­pa­nhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de soja 2014/2015 será de 2,3 milhões de toneladas de grãos. Desse volume, a Granol terá capacidade de esmagamento de mais de 300 mil toneladas por ano. Desde a sua implantação em Porto Nacional, de acordo com o diretor Industrial da Granol, Juan Diego Ferres, em instalações, equipamentos e armazenamento, já foram investidos aproximadamente R$ 650 milhões, gerando renda para população tocantinense. “Já empregávamos na produção de biodiesel cerca de 100 funcionários e agora estamos fazendo a contratação de 400 a mais, dos quais 180 já estão alocados em outras unidades industriais nossas”, informou. A previsão é que o empreendimento entre em operação no próximo mês. Juan Ferres falou da relação da empresa com a produção de soja. “É um empreendimento com características que não existem em nenhum similar no Estado do Tocantins, o que também vai favorecer a ampliação da produção de soja. Esse ano, a produção é maior que no ano anterior, e no próximo ano, com certeza, será maior”, ressaltou.

Projeções

Na avaliação do prefeito do município de Porto Nacional, Otoniel Andrade (PSDB), a cadeia produtiva de soja no Estado se completará com a instalação da empresa. “Essa esmagadora vai começar a funcionar a partir do mês de junho, esmagando 2,5 mil toneladas de soja por dia, das quais, 170 mil toneladas já estão armazenadas. O empresário pode investir no Tocantins, aqui temos a melhor logística do Brasil”, apontou.

Ponte rodoferroviária

O Governo do Estado anunciou, recentemente, em Porto Nacional, que vai construir uma ponte rodoferroviária sobre o rio Tocantins, nas proximidades do município, tendo inclusive autorizado a criação de uma Comissão Especial de licitação para viabilizar o projeto. “Nosso governo está empenhado em dar a essa região uma infraestrutura que otimize o seu desenvolvimento, porque isso representa a atração de novos investimentos e o fortalecimento do nosso agronegócio”, disse ele, acrescentando: “quero e vamos retomar o crescimento e a indústria no Tocantins. Essa ponte se tornará uma realidade. É uma necessidade”. Considerando o agronegócio como fonte de riquezas e desenvolvimento para o Estado, Mar­celo Miranda citou a região do Matopiba – composta por áreas agrícolas dos Estados do Mara­nhão, Tocantins, Piauí e Bahia. “Temos profissionais competentes para discutir os assuntos relacionados a essa região. Precisa­mos avançar, sobretudo na fronteira agrícola, gerando emprego, divisas. E isso também requer o apoio do governo federal, de empresários, dos estados que integram a região, dos municípios. Essa é uma discussão que atinge e convida a todos nós ao debate”, avaliou o governador. Importante passo para o desenvolvimento industrial local, o Tocantins agora terá um terminal de cargas disponibilizado no Aeroporto de Palmas. A operacionalização da plataforma foi discutida na semana que passou, na sede da Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto), entre Governo do Estado, Infraero, Fieto e demais órgãos parceiros. A articulação para o funcionamento do terminal já era uma das diretrizes do Governo do Estado, desde o início desta gestão. Na reunião, foram nivelados entendimentos junto aos órgãos parceiros e interessados na normatização da operação. Agora, a expectativa é que essa seja uma das principais plataformas de logística da Região Norte. O funcionamento do terminal de cargas também deve baratear as exportações, conforme afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, Eudoro Pedrosa. “Ao invés dos produtos terem que ir para grandes capitais para serem exportados, o que encarecia e burocratizava o processo, agora poderão ser exportados a partir do próprio Tocantins. Isso é um avanço significativo para o desenvolvimento do comércio do nosso Estado”, disse. Com o terminal já em condições de funcionamento, a expectativa do vice-presidente da Fieto, Luciano Carvalho, é que uma série de benefícios seja agregada ao Tocantins. “Entendemos que esse terminal começando a operar, trará uma série de benefícios para facilitar a importação e a exportação pelo Tocantins, desafogar a burocracia, acelerar os processos e fazer girar a economia do Estado”, ressaltou.

Deputada sai em defesa de quilombolas, indígenas e unidades de conservação

Em defesa dos quilombolas e indígenas, a deputada federal Dulce Miranda (PMDB-TO) está à favor de compensações sobre o uso de recursos do patrimônio genético a partir de conhecimentos das comunidades tradicionais. O tema está em debate na Câmara Federal no Projeto de Lei (PL) 7735/14, que simplifica as regras para pesquisa de plantas e animais nativos, de forma a incentivar a produção de novos fármacos, cosméticos e insumos agrícolas. A vice-líder do PMDB na Câmara destaca que o projeto de lei é uma forma de incentivar a produção de novos fármacos, cosméticos e insumos agrícolas. Entretanto, Dulce Miranda afirma que o incentivo à indústria deve conter a justa compensação às comunidades tradicionais quando contenha qualquer substância com uso de patrimônio genético ou conhecimento tradicional como elemento de agregação de valor ao produto. “É mais do que justo o pagamento da repartição de benefícios de produto para quem detém o conhecimento tradicional. O Projeto de lei valoriza as grandes indústrias, mas também tem que valorizar as comunidades tradicionais”, disse a deputada Dulce.

Pedido novo afastamento do prefeito Ronaldo Dimas

Foi ajuizada Ação Civil Pública (ACP) em desfavor do prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), e da secretária municipal de Tra­balho e Ação Social, Cleomar Ribeiro de Oliveira. No documento, o Ministério Público Estadual (MPE), por meio do promotor de Justiça Alzemiro Wilson Peres Freitas, pede o afastamento liminar dos dois gestores em função do enriquecimento ilícito, decorrente da acumulação indevida de cargos públicos, de caráter remunerado, por parte de Cleomar Ribeiro. Segundo o promotor, a secretária é servidora pública estadual, com cargo efetivo de professora e pertencente ao quadro de profissionais da Educação desde 18 de maio de 1994. Em 1º de janeiro de 2013, assumiu a Secretaria Muni­cipal de Trabalho e Ação Social, através da Portaria nº 007/2013 de 2 de janeiro de 2013, com carga horária de 200 horas mensais. No entanto, no mesmo dia de sua nomeação como agente político, a senhora Cleomar Ribeiro foi lotada no Colégio Estadual Marechal Rondon, no município de Araguaína, fixando sua carga horária em 180 horas mensais, através da Portaria nº 181, de 23 de janeiro de 2013. Ainda de acordo com documentos oficiais, Cleomar esteve cedida para a Secretaria de Plane­jamento e da Modernização da Gestão Pública Estadual, onde exercia o cargo de gerente do programa “É Pra Já” de Ara­guaína, função da qual só foi exonerada a partir de 14 de janeiro de 2013, por meio da Portaria nº 26, de 22 de Janeiro de 2013. A ação pede o afastamento do prefeito e da secretária para evitar que continuem a dificultar a instrução dos procedimentos extrajudiciais e judiciais que se encontram em tramitação, acrescendo que já se repete, por parte do prefeito, a mesma atitude. O Poder Judiciário já determinou o afastamento do gestor da saúde, em outro caso. O MPE solicita do Poder Judiciário a condenação de Cleomar Ribeiro de Oliveira a fim de que devolva toda a remuneração auferida no exercício do cargo indevidamente acumulado, desde 1º de janeiro de 2013 até o momento do desligamento do cargo, com juros e corrigido monetariamente.

“Foi a descoberta de uma vida paradisíaca nas Américas que acabou com a monarquia no Brasil”

Escritor mostra, por meio de pesquisa, que a fuga da colonização formou o que o país é atualmente

Goiás está melhor que o Brasil em relação à crise, mas não tanto

Tensão econômico-financeira ainda é menor na comparação com a União. Contudo, setores da economia mostram que Estado não está distante do resto do país

Se cláusula de barreira valesse, afetaria a representação goiana na Câmara dos Deputados

Um dos pontos mais estridentes da reforma política é defendido pelo presidente do TSE; deputado estadual e cientista político fizeram debate sobre o tema

“A reforma administrativa da Prefeitura é urgente e tem de passar logo pela Câmara”

Um dos mais ferrenhos críticos da administração municipal, vereador do PSB diz não acreditar na ideia segundo a qual “quanto pior, melhor” e sugere que a oposição tenha de ajudar o Executivo a gerir a cidade para superar os tempos difíceis

Marconi usa o crédito que tem para tentar driblar a crise

É provável que nenhum governante brasileiro tenha acumulado tanto crédito junto aos servidores públicos como o governador Marconi Perillo. Agora, será o momento de usá-lo

De PAC em PAC, empacou

O governo federal desdenhou da fortíssima crise mundial de 2008, gastou perdulariamente e agora cai na dura realidade do caos financeiro. O tsunami chegou

“Que o Pangloss de Dilma esteja certo”

Layout 1Adalberto de Queiroz A respeito do editorial “PT está destruindo a Petrobrás, a gigante criada por Getúlio Vargas” (Jornal Opção 2077), que a Petrobrás, fruto do sonho nacionalista e da personalidade autoritária, não faça agora como fez na era FHC: denunciar jornalistas ao invés de fazer a boa gestão da sua cozinha — seus secos & molhados internos. E que o “Pangloss” da Dilma esteja certo em seu otimismo bilionário, haja vista que afirmou: “Na semana passada, Aldemir Bendine — não tem a ver com Arturo Bandini, personagem do romance “Pergunte ao Pó”, de John Fante; a única afinidade é que a estatal do petróleo está virando pó —, presidente da Petrobrás, divulgou o prejuízo da empresa em 2014. Anote: R$ 21,6 bilhões de reais. Leia sobretudo a palavra “bilhões”. Trata-se do primeiro prejuízo em 24 anos. Para piorar o quadro financeiro e sua imagem no país e no exterior — afinal, a empresa tem ações comercializadas na bolsa de valores —, admitiu-se, por fim, que a corrupção retirou R$ 6,2 bilhões do caixa da estatal...” A “malícia realista” que a raposa política Tancredo Neves disse dirigir o ato do ditador Vargas não seja agora vitoriosa na tese do Imperador do Bananão que disse, recentemente, sem o otimismo ingênuo do Pangloss que “o mensalão não existiu” e que a Petrobrás tem que ser “defendida”. Como assim, cara-pálida, defendida de quem? Dos bilionários “sócios” que abastecem campanhas ou do raso pensamento nacional-populista, que tem a hegemonia da política nacional? A polêmica está lançada. Adalberto de Queiroz é jornalista e escritor. E-mail: [email protected]

“1º de maio: simbologia para todos os dias”
Cíntia Dias Perdoe-me a nostalgia, mas tenho mais saudade do que não vivi. Este momento histórico retrógrado na moral e aguçado na violência não me alenta.  Eu ando pelas ruas e não vejo flores. Assisto TV, leio os jornais e acompanho as notícias que não me alimentam. Não compartilho o discurso do ódio. A história da sociedade “moderna” esta sendo construída dia a dia. Não só pelo parlamentar religioso que defende a pena de morte, ou os moralistas que aceitam concessões ao trabalho escravo, ou o defensor da família que não respeita as escolhas do próximo. Mas todos nós de braços cruzados ou não. É, minha gente, somos sujeitos históricos desta escrita, a responsabilidade também é nossa. Depende da nossa participação nas questões coletivas. Isto mesmo: participação. Há duas semanas trabalhadores ocuparam as principais ruas das capitais do Brasil para lutar, mais uma vez, pela manutenção dos direitos conquistados. Esses homens e mulheres têm rostos, sonhos, esperança, mas principalmente sabedoria. E sabem o quanto é danoso uma bancada “BBB”, de viés altamente “(des)moralista” e conservadores “discutindo” e aprovando os projetos contratrabalhistas (PL-4330, a PEC 369, MP 664 e 665 e tantos outros). Os trabalhadores brasileiros conhecem a dura realidade de governos e congressos patronais. Por isso, sabem que os dias de luta estão só recomeçando. Nesses movimentos e manifestações, a classe se distancia do conceito de “massa” e tende a enxergar além das amarras da alienação imposta pela situação da conveniência. Algo benéfico neste contexto, porque intelectual orgânico se forja nas lutas e pelas lutas. A classe trabalhadora tem consciência e está atenta aos cordeiros vestidos de carneirinhos. E como a barriga não dói só uma vez, “dará a César o que é de César”, porque isso, meus amigos, é História. O 1º de maio é uma vez ao ano, mas sua simbologia reflete-se em todos os dias. Sem descansos, façamos da luta nosso instrumento cada vez mais inabalável. Unidos rompemos as barreiras dos retrocessos. Por avanços nas conquistas, estamos nas lutas porque “direito se defende, não se entrega”. Cíntia Dias é cientista social.

Terceirização: o fim das relações de emprego?

Um mesmo empregado terá de trabalhar em dobro (ou ganhar a metade) para gerar lucros, não mais para uma só empresa, mas para duas. Não existe almoço grátis

Iris Rezende é a Síndrome de Estocolmo da oposição goiana

Líder peemedebista sempre se apresenta como solução para os quadros de oposição, mas só perde, perde e perde

O equívoco de Demétrio Magnoli e o nascimento de um novo partido de esquerda

O doutor em geografia erra ao avaliar que o PT deixou de ser um partido de esquerda e a fusão do PSB-PPS sinaliza que parte da esquerda já quer ocupar o espaço do petismo