Notícias
O ministro Alexandre Baldy diz que o projeto político de sua mulher será decidido por ela
Baldy pode acompanhar o pré-candidato do MDB, mas Balestra, Sandes, Sérgio Lucas e até Cruvinel tendem a ficar com José Eliton
[caption id="attachment_127578" align="alignleft" width="620"]
Carlos Amastha, Kátia Abreu e Marlón Reis sabem que se apoiarem um candidato agora não terão como criticá-lo na eleição de 7 de outubro. Está em jogo muito mais a próxima disputa do que outra questão | Fotos: Arquivo / Jornal Opção[/caption]
Nenhum dos dois candidatos, o governador Mauro Carlesse (PHS) e o senador Vicentinho Alves (PR), que disputarão o segundo turno das eleições suplementares no Tocantins, será apoiado pelos grupos derrotados na primeira etapa do pleito. O motivo não explicitado é o fato de que a pouco tempo, em 7 de outubro, se terá uma nova eleição para governador. Quem apoiar agora não poderá criticar depois.
Em reunião realizada na segunda-feira, 4, em Palmas, a Comissão Executiva Estadual do PT — que compôs a chapa de Carlos Amastha (PSB) — decidiu, por unanimidade, não apoiar as candidaturas vitoriosas no primeiro turno, tendo em vista que nem o programa defendido pelo PHS quanto pelo PR não vão ao encontro as ideias do PT e não representam, portanto, os programas e projetos da sigla.
“A executiva estadual do PT em uma reunião ampliada decidiu por ampla maioria não apoiar no segundo turno nenhuma das duas candidaturas por não representar o que defendemos. Solicitamos aos nossos companheiros que ninguém faça manifestação pública de apoio neste segundo turno da eleição suplementar”, disse o presidente estadual do partido, deputado estadual Zé Roberto.
O candidato da Rede, Márlon Reis, após amplo debate com as lideranças do “Comitê Estadual do Movimento Ficha Limpa no Tocantins”, decidiu que o grupo não apoiará qualquer um dos dois candidatos que concorrem ao segundo turno. O referido Comitê também decidiu manter o nome de Márlon Reis como pré-candidato ao Governo do Tocantins nas eleições de 7 de outubro. A decisão foi sustentada exclusivamente com base na integridade do posicionamento do grupo, que mantém sua luta para promover uma profunda mudança moral e administrativa no Estado do Tocantins.
Em nota à Imprensa, a senadora Kátia Abreu (PDT) agradeceu a confiança e os votos recebidos, lideranças e militância que acreditaram em seu projeto para o Tocantins. Kátia recebeu com serenidade o resultado das eleições suplementares e diz que continuará defendendo os interesses do Tocantins no Senado.
Em nota à imprensa, o grupo que participou das eleições suplementares afirmou que não apoiará nenhum candidato no segundo turno. “Os presidentes dos partidos políticos integrantes da Coligação Reconstruindo o Tocantins: PDT, PSD, PEN, AVANTE e PSC, juntamente com líderes políticos de outros partidos, vêm a público comunicar a decisão, unânime, de permanecerem unidos sob a coordenação da senadora Kátia Abreu; onde não tomarão partido no segundo turno da eleição suplementar para o governo do Estado do Tocantins. Tendo em vista o momento político, em que temos um projeto político-administrativo sólido, visando o desenvolvimento econômico, o combate à pobreza e a responsabilidade fiscal, vamos participar das eleições de 7 de outubro, com candidatura própria, aberta para composição com outras siglas partidárias”.
Os partidos que compuseram a coligação A Verdadeira Mudança, encabeçada por Carlos Amastha (PSB), também se reuniram para avaliar os cenários após o primeiro turno da eleição suplementar. Segundo o presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e ex-secretário municipal na gestão de Amastha, Nésio Fernandes, o grupo não vai se posicionar no segundo turno, contudo, as legendas que apoiaram Carlos Amastha (PSB) já o colocam como pré-candidato a governador em 7 outubro.
[caption id="attachment_126333" align="aligncenter" width="620"]
Wilson Dias/Agência Brasil)[/caption]
Um repórter conversou em Brasília com um político ligado a Marina Silva, pré-candidata a presidente da República pela Rede. O político disse que, em Goiás, a Rede pretende lançar Edson Braz para governador —desde que, na chapa majoritária, figure Jorge Kajuru como postulante ao Senado. A tese é que o líder do PRP poderia “puxar” o redista.
Como a aliança com o vereador é complicada, a Rede pode apoiar o pré-candidato do MDB, Daniel Vilela, para governador.
[caption id="attachment_120411" align="alignleft" width="620"]
Deputada federal Professora Dorinha (DEM-TO) | Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados[/caption]
O Ministério da Saúde confirmou na terça-feira, 5, o empenho da emenda individual de R$ 1 milhão de reais, apresentada pela deputada federal Professora Dorinha (DEM) para a construção do Hospital de Amor em Palmas. A democrata atua pela implementação da unidade na capital.
A construção do hospital em Palmas já começou e o projeto está orçado em R$ 100 milhões e a unidade deverá ter 80 mil m², em área na Avenida LO-27 com a NS-1 cedida pela Prefeitura de Palmas e governo do Estado. A pedido da bancada federal tocantinense houve o compromisso do Ministério da Saúde na doação de um acelerador linear, equipamento para tratamento do câncer em radioterapia, para a unidade palmense. Esse equipamento tem a capacidade de atender 70 pacientes diariamente.
“O Hospital de Amor de Barretos tem o melhor atendimento no Brasil e é referência mundial no tratamento contra o câncer, pois segue protocolos rígidos para a garantia da qualidade do atendimento e dispõe de equipamentos de ponta. A instalação de uma unidade em Palmas facilitará aos pacientes do Tocantins o acesso ao tratamento, uma vez que eles terão os seus gastos reduzidos e ainda poderão se manter próximos de suas famílias”, afirma Professora Dorinha.
[caption id="attachment_127564" align="aligncenter" width="620"]
Fotos: Reprodução[/caption]
Um debate jornalístico que promete: dois pesos-pesados, tão articulados quanto inteligentes, começam o que talvez se torne um dos maiores debates do jornalismo goiano. José Luiz Bittencourt Filho critica, de maneira ácida, o Tempo Novo, que teria envelhecido. Carlos Alberto Santa Cruz critica José Luiz e sugere que Ronaldo Caiado representa a política oligárquica e patrimonialista.
A guerra está sendo travada nas páginas do jornal “Diário da Manhã”.
Além de um político que tem ideias, contribuiu para manter o PSD na base do pré-candidato tucano
Igreja Assembleia de Deus pressiona o deputado para compor com o pré-candidato do DEM
Paulo Cezar Martins, Humberto Aidar, Wagner Siqueira e Max Menezes estão entre os mais cotados
Autoridades de Trindade prestaram homenagem à data com ações no Parque Municipal Maria Pires Perillo
Segundo diretora-geral, principal foco da instituição tem sido capacitar pessoas e continuar a desenvolver gestão organizacional mais qualificada
[caption id="attachment_126355" align="alignleft" width="620"]
Foto: Reprodução[/caption]
Toda derrota tem um sentido. Em cada tropeço há sempre uma lição. O primeiro turno da eleição suplementar no Tocantins trouxe várias. A primeira delas é que a dificuldade de diálogo com possíveis aliados e a indubitável crença de que se é imbatível, em razão do retrospecto eleitoral ou dos cargos que exercem ou exerceram, não arregimentam votos e nem tampouco ganham eleição.
Katia Abreu (PDT), senadora eficiente, com destaque nacional e qualificada para gerir o Estado, liderou as pesquisas, mas terminou o pleito em quarto lugar — com pouco mais de 90 mil votos (15,66%). A pedetista foi vitoriosa em 29 cidades, dentre as 139 existentes. Contudo, a maioria delas sem qualquer expressividade eleitoral, ou seja, menos de 2.500 votantes.
Apenas cinco ultrapassam a casa dos 4 mil eleitores: Esperantina, Buriti do Tocantins, São Miguel do Tocantins, Arraias e Nova Olinda. A única que possui mais de 10 mil eleitores é Araguatins, dentre os quais pouco mais de 4 mil confiaram-lhe o voto. As alianças com o ex-prefeito de Palmas Raul Filho e com o deputado Osires Damaso (PSC), de Paraíso do Tocantins, não lhe renderam dividendos eleitorais.
Uma carta de Lula da Silva, presidiário em Curitiba, não rendeu apoio à senadora.
Entretanto, mesmo tendo ficado em quarto lugar, Kátia Abreu é uma forte candidata para a disputa de 7 de outubro. A que realmente vale. O governador que será eleito agora poderá obter mais desgastes do que votos no próximo pleito. E mais: o resultado das urnas podem gerar um novo quadro de alianças políticas. Ninguém, no fundo, está fora do páreo.
O analista político afirma que o pré-candidato do DEM vai enfrentar a resistência dos outros candidatos e da sociedade civil
Carlos Amastha, que renunciou ao cargo de prefeito de Palmas para tentar se tornar governador do Tocantins, tropeçou em seus próprios equívocos. A aliança com um PT dividido — que trouxe a tiracolo os comunistas de estimação do PC do B — lhe obrigou a segurar a bandeira vermelha com as palavras “Lula Livre”. Ora, se Amastha queria ser o protagonista do que classificou como “nova política” tudo que ele não poderia fazer era postar-se como defensor do ex-presidente condenado. Este fato lhe trouxe desgastes desnecessários, que não foram compensados pelo tempo de TV que veio de “presente”. Além disso, o imigrante colombiano tem a péssima mania de achar que apenas suas ideias são válidas e essa arrogância acaba por afastar aliados potenciais. Também contribuiu para sua primeira derrota eleitoral o fato de sua candidatura ter sido impugnada junto ao TRE-TO — por não ter se desincompatibilizado no prazo constitucional — e essa insegurança jurídica fez sua militância balançar. Sua contestada gestão à frente da Prefeitura de Palmas, marcada pela excessiva carga tributária e denúncias de corrupção; sua falta de penetração no interior do Tocantins — após o falecimento do coordenador de campanha, o ex-deputado federal Junior Coimbra —, além do excesso de confiança de que ganharia a eleição ainda no primeiro turno, tendo em vista que era o “mais preparado”, levaram-no à bancarrota. Um petista brincou: “A gente não sabia que era o mais preparado para perder”. Em vídeo gravado para as redes sociais após o reconhecimento da derrota, Amastha preferiu atribuir sua desventura aos eleitores tocantinenses — que chamou de desinformados —, que optaram, na sua ampla maioria, pela “velha política”. A bem da verdade, o ex-candidato perdeu a chance de ficar calado e, se quisesse se manifestar, que assumisse os próprios erros. Amastha permanece subestimando os tocantinenses.
[caption id="attachment_125860" align="alignleft" width="620"]
Senador Vicentinho Alves (PR) | Foto: Reprodução[/caption]
O senador Vicentinho Alves (PR) começou a campanha pela via transversa. Na condição de presidente estadual do Partido da República, aplicou um “golpe de karatê” no ex-aliado e prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas — atualmente sem partido – retirando-lhe a oportunidade de ser candidato, para ele mesmo, Vicentinho, o fazê-lo.
Sob a égide do mandato de senador e presidente do partido, considerou que seu cacife eleitoral era mais do que suficiente e partiu para outras alianças. Algumas problemáticas, diga-se de passagem. Quase deu errado, a ponto de ficar a um fio de não participar do segundo turno das eleições. Salvou-lhe o fato de ter conquistado o apoio de alguns prefeitos de cidades minúsculas, que lhe acudiram na última hora. Contudo, Vicentinho não superou seus adversários nem em Porto Nacional, seu domicílio eleitoral e cidade da qual já foi prefeito. Mas ele é um político profissional, portanto habilidoso, e pode dar a volta por cima.
Em Paraíso do Tocantins, outra decepção: o grande aliado Moisés Avelino também não foi capaz de lhe transferir muitos votos e, naquela cidade, amargou o quarto lugar, ficando atrás até mesmo de Marlon Reis (Rede). Na cidade de Araguaína, outro vexame não conseguindo sequer 6 mil votos. Em Gurupi não foi diferente. Ficou na quinta colocação com apenas míseros 1.470 votos. Um fiasco que respinga no prefeito da cidade, Laurez Moreira (PSDB), e na deputada federal Josi Nunes (PROS), uma vez que na condição de líderes da cidade, não conseguiram — nem de longe — transferir votos ao referido candidato. Aliás, quem demonstrou força em seu próprio território foi o governador interino Mauro Carlesse (PHS), que obteve 56,75% dos votos válidos, quase três vezes a votação do segundo colocado.
Em Palmas, a aliança com os rejeitados Marcelo Lelis e Claudia Lelis também não lhe rendeu frutos. Obter apenas 7.932 votos dentre os mais de 127 mil computados na capital foi simplesmente pífio. Enfim, o candidato não ganhou em nenhuma cidade representativa do Tocantins e sua ida ao segundo turno é fruto da conduta do velho adágio “de grão em grão se enche o papo”.
É pouco, muito pouco mesmo, para enfrentar as urnas no segundo turno eleitoral. É difícil que o senador, ora candidato, mesmo trocando de marqueteiro [contratou a agência Public], consiga angariar muito mais votos do que já teve no primeiro turno. É que os votos do candidato Marlon são eminentemente ideológicos e dificilmente migrariam para ele, enquanto o perfil dos eleitores de Amastha também não se encaixa com o modelo político que Vicentinho cultua e adota.
Já os eleitores de Kátia – considerando que ambos não se bicam – também estariam mais propensos a rejeitar Vicentinho. Inobstante a isso, há rumores, à boca pequena, que o caixa da campanha está magro e isto pode influenciar em demasia nos próximos dias de andanças pelo Estado.
Porém, como é uma raposa política, não será surpresa se Vicentinho superar Carlesse. Ele é mais político do que o governador, quer dizer, articula mais. A diferença é que o caixa forte está com Carlesse.


