Vilmar Rocha diz que, rearticulada, base pode eleger Eliton e Marconi Perillo e Lúcia Vânia

A máquina política, se se tornar mais proativa, terá condições de virar o quadro eleitoral adverso, afirma o presidente do PSD

Marconi Perillo e Vilmar Rocha: candidato a senador e seu suplente | Foto: Divulgação

Primeiro suplente de Marconi Perillo, Vilmar Rocha é um político liberal, mas do tipo de liberal que não esquece que o social, num país com injustiças históricas, deve figurar nos programas do Estado. Quanto às eleições deste ano, o presidente do PSD em Goiás afirma que não há nada definido nem no Estado nem no país. “Jair Bolsonaro pode derreter como Celso Russomanno em São Paulo? É possível.”

Vilmar Rocha afirma que está assistindo os debates e entrevistas na televisão, na Globo, na GloboNews e na RedeTV! “Pela primeira vez, há amplo espaço para os candidatos apresentarem suas propostas e, se quiserem, criticar os adversários. É um espaço fora do horário eleitoral e, quem sabe, até mais positivo. São 27 minutos na TV Globo. Trata-se de um tempo fantástico. Na prática, com a iniciativa da Globo, altamente positiva, já começou o horário eleitoral gratuito.”

A função do repórter “é mesmo questionar os candidatos sobre quaisquer temas de interesse dos cidadãos”, sublinha Vilmar Rocha. “Mas a discussão sobre corrupção e moral, embora possa aplacar o sentimento dos justiceiros, não contribui para melhorar o país. Não que não se deva debater o assunto, mas é preciso aumentar o espaço para temas mais seminais para os brasileiros. É preciso discutir o futuro do Brasil, não apenas o passado.” Como estão os debates? “Na verdade, estão praticamente no mesmo padrão, mas Geraldo Alckmin tem uma preocupação de estadista e tem uma visão mais globalizada do Brasil, até por ter governado São Paulo, Estado cujo PIB é maior do que o da maioria dos países da América do Sul. João Amoêdo representa o novo e não é populista, mas, política e eleitoralmente, é inviável. Amoêdo amealhou um patrimônio de 400 milhões de reais com seu trabalho, fora da política, o que é louvável. É bacana gente limpa, como ele, participar da política, oferecer uma contribuição ao país.”

Ronaldo Caiado, afirma Vilmar Rocha, “está surfando numa onda que não foi criada por ele. Trata-se da onda da reconquista da ética, do reposicionamento moral na política. A campanha pode desconstruir a ligação entre o senador e a onda, cortando os nexos entre ‘eles’. Frise-se que a base aliada é forte, com prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, líderes municipais. Nem estou falando da máquina do governo. Se a base reagir de maneira orgânica, sem desespero e com firmeza, nós temos chance de ganhar a eleição. Hoje, é preciso admitir que a máquina política está desconectada da sociedade. Se a conexão for restaurada, para que se entenda que continuamos capitaneando, na prática e não no mero discurso, a força propulsora da mudança, nossas chances de ganhar o governo aumentam. José Eliton, Daniel Vilela e Kátia Maria devem crescer e, com isto, se terá segundo turno. A lógica, insisto, é que se tenha segundo turno. Há quatro candidatos que, a rigor, não são fracos”.

Na quarta-feira, 26, numa reunião em Niquelândia, com 500 pessoas, Vilmar Rocha diz ter percebido que, com alguns ajustes na campanha, com a ampliação da ligação da máquina política com a sociedade, o quadro, hoje favorável a Caiado, pode mudar. “Se a máquina reagir, enfatizo, nós poderemos eleger tanto o governador quanto os candidatos a senador e uma boa base de deputados federais e estaduais.”

Vilmar Rocha disse que, na reunião, explicou, de maneira didática, porque é importante levar um político experimentado, como Marconi Perillo, para o Senado. “O Senado não é lugar de amadores e diletantes. Político que já foi senador e quatro vezes governador terá muito mais chance de contribuir com o país. Hoje, Marconi não é apenas um líder em Goiás. Trata-se de um líder nacional.”

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