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De acordo com o texto inicial do projeto, crimes como corrupção ativa, passiva e peculato terão penas mais duras e o cumprimento começará em regime fechado. Também tipifica o crime de caixa 2 eleitoral
Apesar das críticas ao Projeto de Lei Anticrime, os ex-secretários da área de Segurança Pública enxergam pontos positivos na proposta inicial do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. “No foco ao crime organizado com envolvimento de agentes público, ele (Moro) está coberto de razão”, diz Edemundo Dias, ex-secretário de Justiça e de Administração Penitenciária de Goiás.
De acordo com o texto inicial do projeto, crimes como corrupção ativa, passiva e peculato terão penas mais duras e o cumprimento começará em regime fechado. Também tipifica o crime de caixa 2 eleitoral. A intenção é mitigar o sentimento de impunidade nesses casos. “Hoje existe um poder transversal, exercido pelos agentes públicos. As ideias de Moro nessa área devem ter apoio de todos. Nem tudo está perdido (no projeto)”, diz Dias. “O Brasil passa por um momento de combate à corrupção”, complementa Furtado.
“O aumento de penas, o tratamento dado as crimes contra a administração pública, o confisco de bens e o combate às organizações criminosas são muito positivas”, resume o secretário de Governo e ex-secretário de Segurança Pública, Ernensto Roller.
Ricardo Balestreri elogia o endurecimento no cumprimento de penas para criminosos de maior periculosidade, especialmente os envolvidos no comércio de drogas e com facções criminosas. "É preciso diferenciar na massa privada de liberdade os níveis de potencial dano social. A imensa maioria da massa prisional cometeu delitos eventuais e pequenos delitos", diz.
Portanto, de acordo com Balestreri, uma proposta de endurecimento geral de penas teria caráter populista e implodiria os já superlotados presídios brasileiros. "Por isso, a proposta (do ministro) vem em boa linha. É preciso realmente endurecer as penas para os criminosos de alta periculosidade. Endurecer sem jogar para a plateia, pois a maioria precisa é de oportunidade de recuperação", afirma.
Para o ex-secretário de Segurança Pública de Goiás Ricardo Balestreri, atual secretário da Cidadania do Pará, é preciso reconhecer que a maioria dos policiais brasileiros faz um trabalho imprescindível
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Ricardo Balestreri | Foto: Larissa Quixabeira / Jornal Opção[/caption]
O Projeto de Lei Anticrime, apresentado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, altera dispositivos do Código Penal que dispõem sobre a atuação policial, com foco na letalidade em casos que configurem a legítima defesa. Ainda que mantenha a punição por excessos, o texto permite que o juiz diminua a pena se ele decorrer de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção.
Para o ex-secretário de Segurança Pública de Goiás Ricardo Balestreri, atual secretário da Cidadania do Pará, é preciso reconhecer que a maioria dos policiais brasileiros faz um trabalho imprescindível, inclusive colocando as próprias vidas em risco. "Os policiais atuam com uma grande segurança jurídica, sempre com um profundo receio de serem responsabilizados mesmo quando atuam de maneira correta, porque há uma pré-disposição para julgar que houve abuso da polícia", afirma.
Dessa forma, segundo Balestreri, é preciso que haja marcos legais mais claros que protejam a atuação dos bons policiais. "Os policiais têm muito medo de atuarem, mesmo dentro da faixa da legalidade e da moralidade", acredita. Nesse sentido, considera, o projeto do ministro Moro procura oferecer um cuidado especial aos policiais.
O problema, contudo, é que o texto apresentado não é claro ao estabelecer parâmetros para julgamento da atividade policial durante um confronto. "O argumento de que o juiz poderá não aplicar a pena ou reduzi-la mediante escusável medo, surpresa ou violenta emoção é excessivamente subjetivo. Considero que o termo escusável não deveria ser utilizado na lei. Por que quem é que julga o que é escusável?", questiona Balestreri. Assim, esse argumento poderia, segundo ele, ao invés de servir apenas como defesa dos bons policiais, pode acobertar a atuação de policiais que se encontrem fora dos parâmetros do estado democrático.
Para João Furtado, o aperfeiçoamento dos profissionais teria efeito positivo, também, na diminuição da letalidade da ação policial. “O que contém o policial, que no uso de suas atribuições legais detém o monopólio da força em nome do Estado, é, sem dúvida, a preparação profissional que ele recebeu. O POP (Procedimento Operacional Padrão) é o freio de um policial no uso da força”, diz. “Dar liberdade para que as pessoas tenham imunidade, ou oferecer imunidade da força letal, é um erro grave, que chancela os grupos de extermínio”, alerta Furtado.
O presidente do partido afirma que composição com o PT de Antônio Gomide não está no radar do emedebismo
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Márcio Correia | Foto: jornal Opção[/caption]
Ao contrário do que tem sido ventilado, o presidente do MDB de Anápolis, o dentista e empresário Márcio Correia, diz que o partido vai lançar candidato a prefeito. “Dizem que vamos lançar o vice de Antônio Gomide, do PT, quando, na verdade, não conversei nenhuma vez com o deputado. Somos adeptos da tese de que time que não joga não tem torcida. O MDB é um partido grande, com história, portanto lançará candidato na segunda mais importante cidade do Estado.”
No momento, o MDB tem dois nomes para a disputa — Márcio Correia e Marcelo Daher. E há um terceiro nome. “Importante mesmo é que estamos formatando uma forte chapa de candidatos a vereador”, afirma o emedebista.
Sobre o presidente regional do MDB, Daniel Vilela, Márcio Correia frisa que perdeu a eleição para governador, mas se mantém prestigiado na sociedade.
Embora seu interesse seja exclusivamente a Fecomércio-Sesc, o empresário é apontado como o João Doria de Goiás
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Marcelo Baiocchi, presidente da Fecomércio: nome novo para prefeito de Goiânia | Foto: arquivo[/caption]
Quem será o novo na disputa pela Prefeitura de Goiânia em 2020? Iris Rezende (MDB), obviamente, que disputa eleições já 60 anos e está desconectado da Goiânia moderna, não é. Elias Vaz, do PSB, está na política há vários anos. Francisco Júnior, do PSD, já disputou, assim como Adriana Accorsi, do PT, a Prefeitura de Goiânia. Major Araújo é deputado estadual e foi eleito vice de Iris Rezende em 2016. Portanto, é responsável por sua vitória, ainda que tenha renunciado ao cargo decorativo.
O novo pode ser um empresário? Pode. Um deles é Wilder Morais (DEM), que venceu pelos próprios méritos, longe da política. Saiu de baixo, filho de taxista, e se tornou um dos empresários mais ricos de Goiás. Ele é dono da Construtora Orca, de shoppings e constrói as unidades do Carrefour.
O segundo empresário é o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiocchi. Em conversas reservadas com amigos, ele diz que, apesar do assédio de políticos — que o avaliam como uma pessoa de “valor”, como o “novo” e “João Doria de Goiás” —, não pretende disputar. Prefere gerir a Fecomércio (com o Sesc) com eficiência, representando o empresariado e a sociedade.
O golden boy do pepismo tem arrancado elogios do governador de São Paulo, João Doria
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Foto: Divulgação[/caption]
Secretário de Transportes do governador de São Paulo, João Doria, do PSDB, o empresário e ex-deputado federal Alexandre Baldy descobriu que São Paulo não é um Estado, e sim um “país”. O PIB e a população de sua capital, Sampa, são maiores do que o de Goiás e de vários Estados. Tudo lá é superlativo. O goiano de Goiânia tem arrancado elogios de Doria, que o avalia como ágil, proativo e não burocrático.
Baldy se tornou player político nacional ao assumir o Ministério das Cidades do governo de Michel Temer. Agora, com sua atividade em São Paulo, a locomotiva do país, seu papel nacional está sendo reforçado. Recentemente, com a vitória de Rodrigo Maia para presidente da Câmara dos Deputados, voltou a ser cotado para um ministério do governo do presidente Jair Bolsonaro.
O senador Ciro Nogueira pode bancar Baldy para presidente nacional do PP.
A tendência é pela escolha do mais votado, se o governador acatar a vontade dos “eleitores”. Mas pode optar pela renovação
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Ronaldo Caiado, Benedito Torres, Carlos Alberto e Aylton Vechi: com qualquer um deles, o Ministério Público estará bem representado | Fotos: reprodução/Leila Amaral[/caption]
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do DEM, é um político liberal — defende um Estado menor — e democrata. Há quem o avalie como “autoritário”, mas talvez seja mais firme e franco do que autoritário.
Uma característica dos líderes democráticos é respeitar o resultado das urnas e não há notícia de que, alguma vez, Ronaldo Caiado tenha desrespeitado a vontade dos eleitores. Na sexta-feira, 9, o Ministério Público de Goiás votou a escolha de seu procurador-geral de justiça. O atual procurador-geral, Benedito Torres, obteve 266 votos. O segundo colocado, Carlos Alberto, conquistou 212 votos. O terceiro, Aylton Vechi, recebeu 142 voto. Eles integram a lista tríplice que será enviada ao governador Ronaldo Caiado.
O governador poderá escolher qualquer um da lista tríplice. Pela democracia, o mais certo é a indicação de Benedito Torres — que é o preferido dos promotores e dos procuradores. Um repórter ouviu um comentário curioso de um caiadista: “Ronaldo pode optar pela renovação, considerando que Benedito Torres já é e já foi procurador-geral de justiça”. A renovação significa Carlos Alberto ou Aylton Vechi. Mas a escolha do terceiro, Aylton Vechi, poderia ser vista menos como renovação e mais como rejeição ao chamado “grupo” de Benedito Torres. Porque Carlos Alberto, o segundo colocado, é um de seus principais aliados. O caiadista avalia de modo diferente: “Ora, se o Ministério Público escolheu três, é democrático escolher qualquer um deles”.
O fato é que os três são moderados, competentes e íntegros. Com qualquer um deles, o Ministério Público de Goiás — tido como um dos melhores do país — estará bem representado.
O auditor fiscal foi decisivo no debate sobre os incentivos fiscais, mas foi esquecido. Adib Elias não emplacou ninguém no primeiro escalão
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Ronaldo Caiado e Lívio Luciano | Foto: reprodução[/caption]
O ex-deputado estadual e auditor fiscal Lívio Luciano, do Podemos e irista de carteirinha, apoiou a candidatura de Ronaldo Caiado para governador. Depois, mesmo antes da posse, o auxiliou na discussão dos incentivos fiscais — atraindo o Fisco para o debate e explicando detalhadamente a questão dos incentivos e dos benefícios.
Lívio Luciano chegou a ser cotado para a Secretaria da Fazenda, agora da Economia. Mas, como a prioridade do governador Ronaldo Caiado é a recuperação fiscal do Estado, que depende do governo federal, optou-se pela a indicação da economista Cristiane Schmidt (amiga de Ana Carla Abrão e do ministro da Economia, Paulo Guedes). Lívio Luciano não questionou e achou justa a indicação.
Quando procurado para dizer se vai para o governo, nada diz, exceto que apoia as ações de Ronaldo Caiado e que está trilhando os caminhos certos para a recuperação da economia de Goiás e do governo. Mas aliados de Lívio Luciano sugerem que Ronaldo Caiado, “não” precisando mais dele, decidiu esquecê-lo.
Emedebistas não falam publicamente, mas, nos bastidores, reclamam da falta de espaço no primeiro escalão do governo de Ronaldo Caiado. Chegam a dizer que foram úteis para a campanha, mas não o são para o governo. O prefeito de Catalão, Adib Elias, aliado de primeira hora, tentou indicar um engenheiro para a Agetop, mas o nome foi vetado pelo governador. Este chegou a dizer que o cargo era de Adib Elias, quer dizer, para o prefeito, mas não para indicados políticos. Os demais prefeitos do MDB, até o momento, estão chupando o dedo. Paulo do Valle e Renato de Castro estão calados, mas, ao menos nos bastidores, estão insatisfeitos. “Ganhamos, mas não levamos” — é o mantra do emedebismo.
José Nelto diz que o governo de Goiás deve estudar uma forma de encampar a empresa italiana
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Foto: Divulgação[/caption]
O deputado federal José Nelto tem reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, na segunda-feira, às 11 horas — o goiano é o líder do Podemos —, e às 16 horas vai se encontrar com a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília.
José Nelto vai discutir com a Aneel a baixa qualidade dos serviços de energia elétrica da Enel em Goiás. “Vou entrar com uma representação contra a Enel na Aneel. Os consumidores industrial, comerciais e residenciaisestão sendo prejudicados pelo Enel, que não parece preocupada com seus serviços de má qualidade. Observe-se que o grande comércio de geradores de energia elétrica comprova que as coisas vão muito mal”, afirma o parlamentar, um dos mais prestigiados pelo presidente Jair Bolsonaro, até por ser líder de uma bancada de 17 deputados federais (uma das maiores do Congresso).
“No meu requerimento, que vou divulgar no plenário da Câmara dos Deputados, irei pedir à Anel e ao Ministério de Minas e Energia que estudem uma forma de punir a Enel, que se comporta como estivesse acima das leis do país. Convido a bancada de deputados e senadores goianos para a reunião na Aneel”, diz José Nelto. “Nós podemos pedir intervenção federal na Enel. O governo de Goiás, considerando que a Enel está prejudicando os goianos, pode encampar a empresa”, propõe o líder do Podemos.
Enquanto governador Ronaldo Caiado diz que situação é "algo calamitoso e inaceitável", pacientes dizem que poucas mudanças ajudariam a melhorar eficiência do serviço
Recentemente, as duas almoçaram no restaurante Panela Mágica, unidade da Rua 13, no Setor Marista
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Ana Carla Abrão e Cristiane Schmidt em almoço | Foto: reprodução[/caption]
A ex-secretária da Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, e a secretária da Economia de Goiás, Cristiane Schmidt, conversam com frequência sobre as finanças do Estado e do país. Elas concordam que o Brasil, feitos alguns ajustes, como a Reforma da Previdência e privatizações, vai crescer acima da média nos próximos anos.
Recentemente, as duas almoçaram no restaurante Panela Mágica, unidade da Rua 13, no Setor Marista. Um repórter do Jornal Opção pediu para fotografá-los e as doutoras em economia não colocaram qualquer obstáculo. Elas são amigas e aliadas.
Cristiane Schmidt tem confidenciado a amigos que o governador Ronaldo Caiado é sério e inteiramente republicano. Ela aposta na recuperação das contas do governo do Estado.
O governo provou força ao “eleger” um político anódino para presidente do Senado
Medida também beneficia detentos em estado terminal
Deputado federal fez declaração em um encontro com o Presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira

Presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira e o deputado federal Elias Vaz, ambos do PSB, discutiram atuação integrada para atender as demandas do povo goiano.
"A população quer um Parlamento mais ativo e que cobre mais do Executivo”, assinalou Vaz, destacando o sentimento de independência que marcou a ascensão de Lissauer ao comando da Casa de Leis.
Lissauer defendeu a autonomia da Assembleia, mas afirmou não vai atrapalhar o governo estadual . “Nada de Legislativo contra o Executivo”, enfatizou, acrescentando que a gestão que se inicia no Parlamento goiano terá como foco a transparência e a aproximação com o cidadão.
Agenda
Na segunda-feira (11), Lissauer cumprirá extensa agenda política. Pela manhã, Lissauer Vieira visitará o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
Na parte da tarde, ele se reunirá com o presidente dp Tribunal de Justiça do Estado (TJ-GO), desembargador Walter Carlos Lemes.
O novo modelo de mobilidade urbana promete facilitar o transporte na capital goiana
Empresários começavam as obras com a garantia que o recurso seria repassado


