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Para combater feminicídio, Dra. Cristina propõe criação da Procuradoria da Mulher

Instância funcionaria na Câmara Municipal, centralizando ações e trabalhos pelo fim da violência contra as mulheres

Veículos são incendiados no pátio da Secretaria de Obras de Aragarças

Fogo que destruiu sete ônibus escolares, uma viatura de recolher corpos e uma ambulância de resgate pode ter sido criminoso

Foto: divulgação

Um incêndio destruiu nove veículos no pátio da prefeitura de Aragarças-GO, na divisa com MT, na madrugada deste domingo, 10. Sete ônibus e microonibus, uma viatura de recolher corpos (rabecão) e uma ambulância de resgate que atendiam o município misteriosamente foram destruídos pelo fogo. O Prejuízo ultrapassa R$ 2 milhões e ninguém ficou ferido.

De acordo com a assessoria da prefeitura, o incêndio foi o maior já registrado na região. Bombeiros, policiais, integrantes do Samu e Populares se uniram na luta contra as chamas, enquanto o prefeito José Elias afirmou que o caso será rigorosamente apurado. Ele acredita que o incidente tenha sido uma retaliação a sua administração.

“Todos sabem que estou sendo perseguido de forma covarde por parte da oposição em Aragarças mas essa destruição atinge não a mim mas ao povo. A dignidade do aragarcense está ferida. As autoridades policiais precisam dar uma resposta satisfatória de quem partiu esse incêndio. As crianças não podem pagar por esse descalabro”, declarou José Elias. 

A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros de Goiás, que acionou a equipe de Barra do Garças, cidade vizinha, no Mato Grosso, para ajudar no combate ao fogo.

Veículos estacionados antes do incêndio | Foto: divulgação

Uma perícia no local também foi recomendada pela equipe do Corpo de Bombeiro e deve ser feita pela Polícia Civil para investigar as causas do fogo, já que há a suspeita de que o incêndio seja criminoso.

Brasil registrou uma alta de 109,95% em denúncias de crimes na internet em 2018

Queixas de crimes contra as mulheres são as mais registradas 

Foto: Reprodução

Ao longo do ano passado, a SaferNet recebeu, por meio da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, 133.732 queixas de crimes - em 2017, foram 63.698. As denúncias são feitas online por usuários anônimos, em projeto mantido pela SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal.

Goiás sai na frente com a criação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc) que  atua na apuração das infrações penais praticadas a partir do uso de recursos tecnológicos de informação ou da internet.

Entre os crimes que são investigados pela unidade, estão calúnia, difamação, infâmia, violação ao direito autoral, favorecimento à prostituição, preconceito ou discriminação de raça, cor e etnia, além de pedofilia e crimes contra a propriedade intelectual.

"A internet é, hoje, um universo em que a maioria dos brasileiros transitam em suas relações pessoais e de trabalho. Dessa forma, torna-se um terreno fértil e de fácil acesso para a ação de criminosos, em inúmeras situações. Passa da hora de o Estado cumprir, de fato, a sua função nessa área, na proteção e segurança dos cidadãos goianos", afirmou o deputado estadual Virmondes Cruvinel, um dos idealizadores da Dercc.

Secretária da Fazenda divulga texto onde pontua dívidas de Goiás e pede união dos poderes

Para tentar alcançar cidadãos goianos, Cristiane Schmidt escreveu artigo sobre situação do Estado que mistura elementos econômicos e culturais [caption id="attachment_163787" align="alignnone" width="620"]cristiane schmidt Cristiane Schmidt | Foto: Reprodução[/caption] A secretária da Fazenda de Goiás, Cristiane Schmidt, divulgou um texto em suas redes sociais para tentar, de forma pessoal, explicar como tem visto a situação do Estado e do Brasil e como uma solução viria para as dívidas e os problemas. Citando a famosa música "Comida", dos Titãs, Cristiane escreveu e enumerou, de forma simples, onde estão e quais são os débitos que assolam Goiás. Também fica claro, no texto da secretária, que sua visão dos resultado que propõe para Goiás é otimista, mas não rápida, nem simples, como também costuma dizer durante as entrevistas. Vale lembrar, porém, que mesmo pedindo para que os poderes, os cidadãos e empresários deem as mãos neste momento, e trabalhem por uma solução, é visível que nem todos estão fazendo sua parte. Confira o artigo de Cristiane na íntegra. A gente não quer só comida

A música dos Titãs “Comida” do final dos anos 80, escrita por Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto, em muito se assemelha ao sentimento de terra arrasada lamentado pelos cidadãos em alguns estados brasileiros após as eleições de 2018. Afinal, fazendo uma analogia à música, a população “não quer só comida” (ter o básico para sobreviver), quer “comida, diversão e arte” (viver com qualidade).

Apesar desse desejo social, a realidade em diversos estados acena para uma situação tão calamitosa, que nem “comida” os novos governantes conseguem oferecer no curto prazo. É fato que há um problema estrutural na ótica das despesas orçamentárias estaduais, mas, em vários casos, observou-se uma irresponsabilidade ímpar no uso do dinheiro público por alguns governantes até 2018, enquanto a sociedade carecia de serviços essenciais.

No caso de Goiás, por exemplo, aos municípios, o governo anterior olvidou de repassar por 13 meses recursos da saúde; 7, de transporte escolar e 4, de merenda para o ensino básico, dentre outras rubricas, que juntas somam um rombo ao redor de R$ 185 milhões. Ao Ipasgo (plano de saúde dos servidores públicos), o governo tomou para si os recursos retidos destes colaboradores, os quais deveriam ter sido repassados para o instituto. Por isso, mais uma monta semelhante àquela foi deixada para o novo governo pagar. As ações sociais relativas ao Fundo Protege formam outros exemplos descabidos. Com atrasos sucessivos dos repasses aos beneficiários antes de 2018, os restos a pagar por este governo somam mais outro montante parecido. E assim vai. Buracos e mais buracos que, no total, resultaram em um déficit conjuntural de R$ 3,4 bilhões no orçamento de 2019, com 14 folhas a ser paga. Uma frustração para os mais necessitados. Um desalento para o contribuinte goiano.

Os novos governantes que chegaram em 2019 lançam esperança, é verdade, mas têm um estrondoso problema fiscal a ser enfrentado: parte estrutural, parte conjuntural. Para lidar com essa adversidade, muitos governadores primaram em formar equipes técnicas, imbuídas do verdadeiro espírito público: aquele que preza por servir ao público e não por se servir dele. Ainda assim, diante de tal situação, o desafio é monumental.

No caso de Goiás, há muito trabalho a fazer, mas o time do novo governo já arregaçou as mangas e está agindo. Já foi anunciada a programação de pagamento do salário de dezembro de 2018 dos servidores públicos, que o governo anterior ignorou existir. Ao mesmo tempo, iniciou-se estudos sobre formas de aumentar a receita, diminuir a despesa e renegociar a dívida, para cobrir o deficit total (conjuntural e estrutural) de mais de R$ 6 bilhões, que, em um orçamento de ao redor de R$ 20 bilhões, é um valor representativo.

Do ponto de vista estrutural, o contexto é, também, periclitante. Atualmente, a folha de pessoal goiana consume 83% da receita do Tesouro e as dívidas, 14%. Se acrescer o repasse obrigatório aos demais poderes (1,5%) e aqueles constitucionais, chega-se a mais de 133% da receita! Inexiste, assim, recursos para os gastos fulcrais.

Esse descalabro estrutural orçamentário é compartilhado por outros estados e a sua solução nem é simples, nem rápida. Mudanças na lei deverão ocorrer para que a economia dos estados volte a respirar, na antiga simbiose do law and economics, lembrando que leis alteram os incentivos dos agentes econômicos. O legislativo e o judiciário, portanto, precisam dar as mãos ao executivo.

Mais ainda: aos 3 poderes, os empresários também devem se juntar. Ledo engano que governos estaduais falidos conseguirão gerar competitividade para as suas empresas pela via dos benefícios fiscais. É uma estratégia antiga, que não necessariamente trouxe os resultados esperados e que, certamente, não é sustentável no cenário atual para a maioria dos estados brasileiros. É, indubitavelmente, uma nova realidade a que o Brasil se depara. Enfatiza-se: todo o Brasil, não um estado ou outro.

Cabe, consequentemente, o empresário brasileiro aceitar, compreender e ajudar os governos, não exigindo mais benefícios fiscais. Há, por sua vez, que buscar a almejada eficiência produtiva de outra forma, especialmente sendo todos nós atores ativos da chamada 4a revolução industrial, onde a inteligência artificial, a robótica, a nanotecnologia, entre outros temas podem auxiliar sobremaneira no aumento de competitividade das empresas. É aí que o governo deve envidar seus esforços, além de fomentar a entrada destas firmas em novos mercados no exterior. Os governos precisam dos empresários, assim como a sociedade também os querem. Só que os esforços conjuntos precisam contemplar medidas que não sejam renuncias fiscais.

Neste contexto, diversos governantes estão buscando alternativas. Paciência de todos, assim, será fundamental, pois nenhum status quo é alterado rapidamente, ainda que seja esse o desejo. Arrumar a casa demora, mas vale a pena, pois, como bem sabe o agricultor, é somente semeando com qualidade que a colheita será exitosa e gratificante.

Governos não podem existir com o objetivo de manterem a sua própria existência. Governos devem existir para darem oportunidades aos que não têm, para tirarem as pedras do caminho dos empresários, para eliminarem as falhas de mercado e para aumentarem o bem-estar social. Devem ser, assim, enxutos e eficientes.

Neste aspecto, uma coisa é certa: conquanto almejar o equilíbrio fiscal não seja um fim em si mesmo, sem este, nenhuma política pública poderá ser implementada e, aí, todos sairão perdendo. Perquire-se, destarte, maneiras eficientes e sustentáveis de viabilizar que as necessárias ações sociais possam ser implementadas com sucesso, aquelas que modificam vidas e lares, em especial referente as dos menos favorecidos. Em uma sociedade desigual, com péssima distribuição de renda, bolsas de estudo, por exemplo, devem ser ofertadas aos cidadãos de menor renda, jamais aos ricos [aqueles que pertencem a classe B – renda domiciliar entre 10 a 20 salários mínimos (lembrando que o salário mínimo de 2019 vale R$ 1.006,00) – e a classe A – renda domiciliar acima de 20 salários mínimos].

Fazendo uma analogia à musica do Titãs, destarte, a partir de 2019 e ao longo dos próximos 4 anos, espera-se que os novos governantes, se responsáveis forem, trabalhem com vigor para lograrem oferecer, além de “comida”, “diversão e arte”, de forma sustentável, para todos os seus cidadãos. Goiás certamente é um destes estados, mas há outros nesta empreitada. Oxalá sejam todos. Deveras, se cada estado fizer a sua parte, no médio prazo, teremos um Brasil melhor e mais justo.

“Assembleia já deu amostra da independência no resultado das eleições”

Novo presidente do Legislativo goiano, Lissauer Vieira (PSB) afirma que parlamentares ajudarão governo a encontrar soluções para crise, mas serão poderes separados

O legado de Gilberto Marques e os desafios dos novos dirigentes do TJ-GO

Desembargador encerra período de trabalhos prestados com plenário digno de elogios e, sem sombra de dúvida, um dos mais bonitos de todo Judiciário brasileiro

Segundo Issy Quinan, existem “nomes de proa” para comandar o PP em Goiás

“Não há candidatos internos ainda e está muito cedo para essa movimentação", disse Issy Quinan

Aparecida de Goiânia não se sente contemplada pelo governador Ronaldo Caiado

O vereador Nascimento pertence ao DEM, trabalhou na campanha do líder do partido, mas a cidade está sendo ignorada pelo governador [caption id="attachment_163756" align="alignnone" width="620"]vereador nascimento Vereador Nascimento | Foto: reprodução[/caption]

O vereador Nascimento (Manoel Nascimento Macedo), do DEM, é um dos mais atuantes e populares de Aparecida de Goiânia. Em 2018, trabalhou, em tempo integral, na campanha de Ronaldo Caiado para governador. Foi um aliado de primeira hora, quando muitos, inclusive do Democratas, relutavam em apoiar o presidente do partido. Apesar disso, uma vez tendo assumido o governo, Ronaldo Caiado não convidou nenhum aliado de Aparecida para compor sua equipe.

O que se diz, na Câmara Municipal e nas ruas, é que Aparecida de Goiânia, com seus 300 mil eleitores, o segundo maior de Goiás, não se sente representada, não foi contemplada por Ronaldo Caiado.

CNN Brasil vai contratar 400 jornalistas e Sérgio Aguiar e William Waack podem ser contratados

Douglas Tavolaro contratou o experimentado Américo Martins, ex-BBC, e estão dando sopa Cristina Serra, Mara Luquet, Thais Heredia, Evaristo Costa e Carla Vilhena [caption id="attachment_163734" align="alignnone" width="620"]americo e douglas Américo Martins e Douglas Tavolaro: os dois vão comandar o jornalismo na CNN Brasil | Fotos: divulgação[/caption]

O americano Jeff “Amazon” Bezos poderia comprar a “Folha de S. Paulo”? Só em parte. No Brasil nenhum grupo estrangeiro pode adquirir mais do que 30% de um meio de comunicação. Daí a possibilidade de “laranjas”. A lei precisa mudar, pois o capital externo pode contribuir para melhorar a imprensa patropi e, sobretudo, para torná-la menos infensa ao controle de políticos.

O jornalista Douglas Tavolaro, ex-vice-presidente de Jornalismo da TV Record, e o Rubens Menin, dono da Construtora MRV Engenharia e do Banco Inter — o primeiro entra com o trabalho e o segundo, com o dinheiro —, vão colocar no ar, em 2019, a CNN Brasil. Trata-se de uma parceria e não há evidência de que Tavolaro e Menin — que tem recursos financeiros suficientes — sejam laranjas dos americanos.

A CNN Brasil pretende contratar cerca de 400 jornalistas — o que sinaliza que vai cobrir ao menos a América do Sul. Para vice-presidente de Conteúdo, Tavolaro contratou Américo Martins, ex-diretor de Jornalismo da BBC para a Europa e Américas. “Ajudar a lançar a CNN Brasil é um privilégio para qualquer jornalista. Trata-se de uma das marcas mais importantes e com maior credibilidade no jornalismo mundial. Esse projeto é muito importante para a renovação da imprensa no Brasil e é um orgulho participar desse desafio”, afirma o profissional.

A CNN Brasil deve mesclar jornalistas experimentados com profissionais jovens mas com alguma experiência em televisão. Como a TV Globo está rescindindo contratos e alguns repórteres-apresentadores deixaram a empresa espontaneamente — como Mara Luquet e Alexandre Garcia —, a oferta de bons profissionais não é pequena.

[caption id="attachment_163737" align="alignnone" width="620"]evaristo sergio e carla Evaristo Costa, Sérgio Aguiar e Carla Vilhena: possíveis apostas da CNN no Brasil | Fotos: reprodução[/caption]

O Portal Imprensa, citando Cristina Padiglione, do blog Telepadi, sugere que Carla Vilhena, Evaristo Costa e Sérgio Aguiar podem ser os primeiros a fechar com a CNN Brasil. Sérgio Aguiar saiu recentemente da apresentação do “Em Pauta”, da GloboNews. Ele disse que não houve problema com (redução de) salário. Apesar de sua contestação, o que se comenta, nos bastidores da Globo, é que pediu aumento salarial e, não conseguindo, pediu demissão — tendo em vista que a CNN Brasil já estava de olho em seu passe.

Há outros nomes disponíveis no mercado, como André Luiz Azevedo, Mara Luquet, Cristina Serra, Thais Heredia e William Waack. Na verdade, eles se recolocaram no mercado, mas talvez não rejeitem um convite, com salário e condições de trabalho decentes, da CNN Brasil. Até porque quem trabalhar na CNN no Brasil pode alcançar voos mais altos no futuro.

Marcelo Cosme não consegue conectar comentaristas do Em Pauta

Marcelo Cosme é competente e experimentado, mas não consegue substituir Sérgio Aguiar

[caption id="attachment_163740" align="alignnone" width="620"]cosme Jornalista Marcelo Cosme | Foto: reprodução[/caption]

O melhor apresentador de um programa de televisão não é necessariamente aquele profissional mais intelectualizado. Sérgio Aguiar, de 49 anos, apresentava o “Em Pauta”, das GloboNews, com rara competência e empatia com os participantes. Não era o mais preparado do grupo, mas dificilmente errava a mão, exceto quando o assunto era mais denso. O público certamente o apreciava.

Marcelo Cosme é um profissional qualificado e conhece bem televisão. Mas não demonstra empatia com Gerson Camarotti, Guga Chacra, Eliane Cantanhêde, Bete Pacheco, Mônica Waldvogel e Jorge Pontual. Embora não seja inseguro, deixa a impressão de que não afina com os demais colegas. Fica parecendo um corpo estranho no “Em Pauta” e, deste modo, a “família” não parece uma família — irmãos, e sim vizinhos. A imagem cristalizada é que falta conexão entre os pares porque o “âncora” não consegue ligá-los. Talvez Bete Pacheco consiga.

Sites citam Leila Sterenberg, Cecília Flesch, Bete Pacheco, Marcelo Cosme, Samy Dana (com seu jeitão de cientista maluco), Márcio Gomes e Tiago Scheuer como nomes cotados para substituir Sérgio Aguiar e, agora, Marcelo Cosme.

“Mário e o Mágico”, de Thomas Mann: a alegoria de um líder fascista

Autor buscou compreender os aspectos essenciais de um povo trabalhador que concordasse em se submeter a líderes ridículos, imorais e oportunistas

Uma poética do desassossego por Leonardo Almeida Filho

“Babelical” traz a força da indignação e um halo de irreverência e corrosão ao preocupar-se com o valor e a razão da poesia diante das mazelas do mundo contemporâneo

Para se conhecer a história do Rio de Janeiro

“Efemérides Cariocas”, dos historiadores Neusa Fernandes e Olinio Gomes P. Coelho, reúne principais fatos que ocorreram ao longo dos 451 anos da Cidade Maravilhosa e que merecem ser conhecidos

Maguito Vilela pode ser aposta do MDB para enfrentar Wilder Morais, do DEM, na disputa de Goiânia

O PSL vai apostar na candidatura do Major Araújo e o PSB deve bancar Elias Vaz. Francisco Júnior pode ser aposta do PSD e do PP


Iris Rezende, Maguito Vilela, Elias Vaz, Wilder Morais, Zacharias Calil, Adriana Accorsi, Major Araújo, Francisco Júnior, Bruno Peixoto, José Vitti, Talles Barreto, Cristina Lopes e Marcelo Baiocchi: nomes cotados para a disputa da Prefeitura de Goiânia | Foto: arquivo

Daqui a um ano e um mês (no início de abril de 2020) quem quiser disputar cargo eletivo — prefeito e vereador —, se estiver ocupando cargos públicos, terá de desincompatibilizar-se. A eleição acontecerá daqui a um ano e sete meses. Parece muito tempo, mas não é. Tanto que as articulações políticas já começaram e estão de vento em popa. Possíveis candidatos estão conversando com marqueteiros e alguns deles já encomendam pesquisas qualitativas e quantitativas.

Os políticos sabem que a próxima eleição, a de 2020, pode contribuir para reforçar seus poderes ou abrir espaços novas alianças — tendo em vista as eleições de governador em 2022 e 2026. Como fará 70 anos em 25 de setembro deste ano — nasceu em 1949 —, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), não terá muito tempo para disputas do Executivo, em termos estaduais. Poderá disputar a reeleição em 2022 e, se vencer, terminaria o governo com 77 anos (poucos certamente terão a longevidade política de Iris Rezende, hoje com 85 anos). Depois, poderia disputar o Senado. Portanto, pós-Ronaldo Caiado, haverá um “vazio” na política de Goiás. Por isso, com perspicácia, o presidente do MDB, Daniel Vilela, está se colocando como “oposicionista”, com a evidente intenção de ocupar o espaço “do” PSDB, no momento semi-nocauteado pelo resultado das eleições de 2018.

O futuro é uma incógnita, não se sabe como será, mas quem articula e dialoga agora tende a criar um futuro mais palatável para si e seus pares. O MDB, apesar dos salamaleques, está dividido entre duas forças: a de Iris Rezende, com seu aliado Adib Elias — que perdeu força ao não conseguir nomear aliados para cargos de proa no governo de Ronaldo Caiado, o que contribuiu para ampliar a força interna de Daniel Vilela —, e a dos Vilelas, Maguito e seu filho, Daniel. Para consumo externo, Iris Rezende afirma que não vai disputar a reeleição, em 2020. Para consumo interno, afirma que, se conseguir realizar algumas obras — como a conclusão da Avenida Leste-Oeste, alguns viadutos e recapear a maioria das ruas —, vai postular seu quinto mandato de prefeito de Goiânia. Maguito Vilela quer ser candidato a prefeito de Goiânia, e hoje é mais popular do que o decano emedebista. Mas já avisou que, se Iris Rezende for candidato, não coloca seu nome.

Por que o irismo prefere bancar Iris Rezende, sob risco de derrota, dado o desgaste de sua administração, a apoiar Maguito Vilela ou Daniel Vilela para prefeito? Porque o irismo se tornou caiadista e não quer fortalecer Daniel Vilela, que está se tornando o principal adversário do governo de Ronaldo Caiado e poderá se tornar seu mais aguerrido rival no pleito de 2022 — capitaneando uma ampla coligação, que pode reunir MDB, PP, PSB, PTB, PR, PT e até o PSDB.

O deputado estadual Bruno Peixoto corre por fora e, se Iris Rezende não disputar e os Vilelas guardarem forças para 2022, vai colocar seu nome na ribalta. Mas sabe que a má gestão do emedebista pode derrotá-lo. O prefeito da capital pode se tornar o Marconi Perillo de 2020 — quer dizer, o alvo a ser atingido e batido.

O PSDB está baleado, mas não morto. Digamos que Marconi Perillo seja absolvido no processo que o levou momentaneamente à prisão, pouco depois da eleição de 2018, e que, até 2020, o governo de Ronaldo Caiado não deslanche. O tucano poderá se apresentar como candidato? Pode. O mais provável é que não dispute, dado o desgaste. Mas a possibilidade não pode ser descartada. Há alternativas, como Talles Barreto e Cristina Lopes.

Pode pintar alguma surpresa na disputa, como o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiocchi. Não tem desgaste e venceu na iniciativa privada à revela da política. Quem não gostaria de filiá-lo?

O PSD fechou questão e vai bancar Francisco Júnior. Mas o ás Vilmar Rocha sabe que, numa disputa pela Prefeitura de Goiânia — que é quase um governo do Estado —, não há possibilidade de se ganhar sozinho. Por isso, Francisco Júnior e Vilmar Rocha estão conversando tanto com Maguito Vilela e Daniel Vilela quanto com o senador Vanderlan Cardoso (PP) e com o ex-ministro Alexandre Baldy. Sozinho, sem alianças, o deputado federal será, pela segunda vez, sparring dos candidatos com mais musculatura política.

O PP é a principal incógnita. Seu principal nome na capital, Vanderlan Cardoso, está dizendo que prefere ficar em Brasília. Com razão, pois ganhou oito anos do eleitor para representá-lo no Senado. Há quem acredite que Alexandre Baldy pode renunciar à política nacional para ser candidato em Goiânia. Pode até ser, mas não seria inteligente. O mais provável é que o jovem político, hoje secretário de João Doria no governo de São Paulo, está se cacifando para 2022 — para disputar o Senado ou governo. O mais provável é que o pepismo feche alguma aliança em 2020 tendo em vista o jogo eleitoral de 2022. Aí poderia apoiar tanto Francisco Júnior quanto Elias Vaz, do PSB. O problema de Elias Vaz é que seu principal aliado, o senador Jorge Kajuru, se tornou inimigo, mais do que adversário, de Vanderlan Cardoso.

Bancado por Jorge Kajuru — pesquisas indicam que é forte para a prefeitura, mas o senador não quer disputar —, Elias Vaz passa a ser um candidato consistente. Mas, para cargo executivo, é preciso fazer alianças, não basta o apoio do polêmico senador (que, hoje, tem a resistência dos evangélicos). Num primeiro momento, Elias Vaz aproximou-se da vereadora Cristina Lopes, uma campeã em ética, mas não em votos. Mas, como continua no PSDB, é rejeitada por Jorge Kajuru.

Governos não costumam eleger prefeitos em Goiânia. Mas o governador Ronaldo Caiado vai lançar um candidato na capital, independentemente do posicionamento de Iris Rezende. Como pesquisas, ao menos as atuais, sinalizam que as chances do prefeito são próximas de zero, Ronaldo Caiado tende a bancar um candidato. O nome mais cotado é o do ex-senador Wilder Morais, secretário da Indústria do governo de Goiás. O deputado federal Zacharias Calil, dadas a popularidade e a fama de honesto, também é cotado. Os dois políticos pertencem ao DEM do governador. José Vitti, se se filiar ao DEM, também é cotado.

O PT deve bancar, pela segunda vez, a deputada estadual Adriana Accorsi. As chances de ganhar são mínimas, mas mantém o PT e a parlamentar no jogo político.

Não se deve subestimar o deputado Major Araújo, do PSL. Por dois motivos. Primeiro, por seu agressivo discurso pró-segurança pública e anticorrupção. Segundo, por ter o apoio do deputado federal Delegado Waldir Soares e do presidente Jair Bolsonaro.

O PPS pode bancar o jovem deputado estadual Virmondes Cruvinel. Ele tem discurso e é agregador.