Para combater feminicídio, Dra. Cristina propõe criação da Procuradoria da Mulher

Instância funcionaria na Câmara Municipal, centralizando ações e trabalhos pelo fim da violência contra as mulheres

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A vereadora de Goiânia Dra. Cristina (PSDB) propôs na Câmara Municipal a criação de uma Procuradoria da Mulher. Segundo ela, a instância funcionaria como órgão centralizador de ações e trabalhos voltados para a proteção de vítimas de violência doméstica e prevenção de feminicídio — assassinato de mulheres em razão do gênero.

“Estamos no início de fevereiro, poucos dias vividos em 2019 e já são 108 assassinatos de mulheres por homens que dizem amá-las e as assassinam”, disse. A parlamentar defende que o debate seja trazido para as Casas Legislativas e para o próprio Executivo.

“Como autoridades municipais, precisamos de uma reação, de uma tomada de decisão, os projetos visam à educação de crianças e adolescentes, mas também têm que contemplar os homens agressores para que eles não sejam reincidentes nesses crimes”, explicou.

Sobre a receptividade da Casa, que conta com uma maioria de homens, Cristina disse estar confiante. “Tenho total convicção de que a Câmara tem total capacidade para protagonizar essa bandeira e temos apoio de muitos vereadores homens nas matérias desse cunho”, pontuou.

Entenda

A peessedebista propôs três matérias que visam ao combate da violência contra a mulher. O primeiro cria a “Campanha Permanente de Conscientização e Enfrentamento ao Assédio e Violência Sexual em Goiânia”, para incentivar a denúncia por parte de vítimas, familiares e amigos.

A outra propõe o Observatório Municipal da Mulher contra a Violência. A ideia é reunir dados municipais e garantir medidas e políticas públicas para conscientizar e responsabilizar autores, dando suporte aos alvos de agressão.

E, por fim, a vereadora sugere a criação da Procuradoria da Mulher na Câmara Municipal de Goiânia. Ela seria composta por uma procuradora-geral e quatro vereadoras coordenadoras com mandato de dois anos.

O órgão deverá receber e encaminhar denúncias de violência e discriminação de gênero, além de fiscalizar programas dos governos Estadual e Municipal que promovam igualdade entre homens e mulheres. Segundo Cristina, uma procuradoria com esse viés já existe tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados e não aumenta custo para a Casa.

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