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Eleitores sugerem que não apoiam candidato bancado pelo prefeito. A exceção pode ser Maguito Vilela
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Soldado agrediu um amigo e o poeta feriu-o com a espada. Foi torturado e só conseguiu indulto por se comprometer a seguir como soldado nas naus coloniais para o Oriente
Revisão do texto vigente prevê aumento, criação e alteração de conceito nos impostos municipais
A especialista em economia e ex-Globo afirma que se pode falar em empoderamento do jornalista
Jornalistas costumam dizer, em tom de brincadeira, ma non tropo, que a profissão de jornalista está em extinção. Na verdade, não está. Mas, sim, está em processo de mudança. As redações estão se tornando menores e os repórteres tendem a diversificar seus afazeres. No momento, não há mais revisores, redatores e, em jornais exclusivamente digitais, não há diagramadores e fotógrafos começam a ser, se não dispensados, menos utilizados. Repórteres apuram, escrevem, revisam, fotografam (com celulares) diagramam e publicam seus textos diretamente — sem intermediários, às vezes sem a interferência de pelo menos um editor. O resultado é que as equipes são cada vez menores e menos dispendiosas. Mesmo assim, não se pode falar em atividade em extinção, e sim em novas configurações profissionais.
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Mara Luquet e Thais Heredia: competentes, brilham fora da TV Globo | Fotos: Reproduções[/caption]
Até pouco tempo, poucos profissionais deixavam a Globo para cuidar de seus próprios negócios. Sair da Vênus Platinada era uma espécie de “morte” e havia quem se considerasse na lista dos “animais extintos”. Os que saíam por conta própria eram chamados de “malucos”. Não é mais assim. Há vida fora da Globo e, em Goiás, da TV Anhanguera. Mara Luquet, jornalista especializada em economia, deixou a GloboNews, onde estava bem, e criou o MyNews, canal de notícias baseado no YouTube, com mais cinco profissionais (como Antonio Tabet, um dos criadores do Porta dos Fundos). Por ser considerado como referência, inclusive em outros países, o MyNews recebe aporte financeiro do Fundo de Inovação do Google. “Eu era PJ [pessoa jurídica] na Globo. Há muito tempo não tinha garantias trabalhistas. O diferencial agora é que eu tenho uma parte desse negócio, estou fazendo história e não tem dinheiro que pague isso. É um momento de investimento, mas não temos prejuízo. Nossa receita paga as contas e ainda sobra reserva para investir”, disse a jornalista ao blog Notícias da TV, do UOL.
Se os meios de comunicações, com suas estruturas gigantes, estão demitindo, em parte por causa da queda de faturamento e em parte para manter os ganhos dos acionistas (poucos são como os integrantes da família Marinho, que, em 2018, para evitar prejuízo do Grupo Globo, não fizeram retiradas), o MyNews se prepara para abrir escritórios em Brasília e Londres. “A gente quer projetos de jornalistas para desenvolver. A gente sabe que tem jornalistas muito bons no mercado e a gente quer falar com essas pessoas. Nosso business é conteúdo”, afirma Mara Luquet. A produção de conteúdo próprio, de qualidade, é um dos desafios dos veículos online. Hoje, parte deles copia o que é publicado em outros lugares e sem acrescentar uma informação nova. Copia-se até os erros, que, publicados em série, terminam o dia como “verdade”. Reportagens complicadas por vezes são abandonadas por determinados repórteres — que preferem grudar ao telefone em busca de declarações perfunctórias sem nenhum conteúdo político e social, mas, possivelmente, explosivas.
Com a liberdade gestada pela internet e os novos negócios, Mara Luquet sublinha que se pode falar em “empoderamento” do jornalista. “Os meios de produção foram para as mãos do jornalista. A gente conseguiu colocar um canal no ar, um bando de jornalista que não é rico nem nada, mas todo mundo é muito experiente. Com mais de 30, 40, 50 anos.”
Entre colaboradores fixos e freelancers, o MyNews conta com o trabalho de 40 profissionais. “Agora, estamos conversando com investidores no Brasil e no exterior para dar um salto maior.” Sem gastar com marketing — “nenhum centavo” —, o MyNews tem 196 mil leitores inscritos. A prioridade do canal é a cobertura de política e economia. Mas pretende cobrir também esportes e games.
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Após decisão do Ministério da Educação, nove benefícios foram cortados na Universidade Federal do Tocantins, totalizando R$ 370 mil

A Universidade Federal do Tocantins informou na quarta-feira, 8, que iniciou o processo de suspensão de bolsas para pesquisas científicas na instituição, após ter parte do orçamento bloqueado pelo Governo Federal. Nove benefícios já foram cortados e somam aproximadamente R$ 370 mil.
Os projetos de pesquisa que vários universitários fazem sobre o mosquito da dengue também estão comprometidos. "Apesar de serem pesquisas de qualidade internacional, elas abordam principalmente problemas do Tocantins ou da região amazônica. Que universidade do Tocantins ou da região amazônica vai ter interesse em estudar, por exemplo, uma variedade de soja resistente a altas temperaturas?", explica o pró-reitor de pesquisa da UFT, Raphael Sanzio Pimenta.
A universidade teve cerca de R$ 18 milhões bloqueados. O Ministério da Educação e a reitoria da UFT discordam sobre o percentual que isso representa no orçamento. A UFT afirma que o valor é 42% do total e o MEC diz que o bloqueio é de 30%.
Atualmente a UFT tem 670 pesquisas em andamento. Somente no campus da capital, são 6,3 mil alunos. Na região norte, alunos indígenas que tiveram a bolsa cortada estão voltando para as aldeias.
O reitor da universidade, Luís Eduardo Bovolato, alegou que a UFT pode ficar sem ter como pagar as contas de água e luz até agosto. Em Araguaína, o curso de Medicina que ainda nem começou a funcionar já foi prejudicado. Em nota, o MEC disse que o critério utilizado para o bloqueio foi operacional, técnico e isonômico, para todas as universidades e institutos. A diferença nos percentuais, segundo o ministério, se deve a base de cálculo utilizada. O Governo Federal disse ainda que a situação pode ser revista pelos Ministérios da Economia e da Casa Civil caso a reforma da previdência seja aprovada.
Texto, que ainda deve ser avaliado pelo governador Mauro Carlesse, isenta consumidor do pagamento para retomar os serviços
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Deputado Jorge Frederico | Foto: Calyton Cristus[/caption]
Um Projeto de Lei, de autoria do deputado estadual Jorge Frederico (MDB), dispõe que o cidadão tocantinense não vai mais pagar pela taxa de religação de serviços de água e luz. O texto foi aprovado pelos demais deputados na quarta-feira, 8, contudo, para começar a valer, a matéria ainda precisa ser sancionada pelo governador.
O projeto determina ainda que a empresa terá prazo de seis horas para restabelecer o fornecimento do serviço e o dever de informar sua gratuidade ao cliente por meio de faturas de cobrança e sítios eletrônicos. Para o autor do projeto “não há o mínimo de razoabilidade na cobrança de qualquer taxa para o restabelecimento do serviço que elas mesmas já prestam”.


