Lógica sugere que Vanderlan Cardoso pode apoiar Francisco Jr. e não Elias Vaz em Goiânia

Há a alternativa de o PP bancar candidato próprio para prefeito de Goiânia. Mas o jogo de 2020 está entrelaçado ao de 2022

Vanderlan Cardoso: o senador tem peso decisivo em Goiânia e vai optar pelo realismo político| Foto: Jornal Opção

“É a lógica, estúpido” — diria James Carville, o marqueteiro de Bill Clinton.

O senador Vanderlan Cardoso (PP) tem simpatia pelo deputado federal Elias Vaz (PSB). Foram aliados no PSB e são amigos. Por amizade, Vanderlan poderia apoiá-lo para prefeito de Goiânia na disputa de outubro de 2020 — daqui a um ano e quatro meses. Um pulinho, dizem os políticos. Mas, no meio do caminho, há uma palavrinha solerte, com seis letras: l-ó-g-i-c-a.

Política é uma troca e não necessariamente fisiológica. Digamos que Vanderlan apoie Elias Vaz em 2020 para prefeito, reforçando a estrutura política do PSB. Tudo bem — e daí: o que ocorre?

Francisco Júnior: o fato do projeto do deputado ser para 2020 e não para 2022 pode fortalecer suas alianças políticas | Foto: Divulgação

Pois é: 2020 está jogando 2022. No próximo pleito para governador de Goiás, o PSB tanto pode bancar candidato, por exemplo Jorge Kajuru, quanto apoiar a reeleição do governador Ronaldo Caiado (DEM). Como o grupo de Vanderlan pretende lançar candidato a governador — o ex-ministro Alexandre Baldy ou o ex-deputado federal Daniel Vilela —, tem de usar o pleito de 2020 para reforçar sua estrutura partidária e ampliar o leque de alianças. Pela lógica, portanto, Vanderlan Cardoso não tem como apoiar Elias Vaz — porque seus projetos políticos são excludentes.

Elias Vaz: projeto do PSB para 2022 pode travar suas alianças em 2020 | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A possibilidade de Vanderlan apoiar o deputado federal Francisco Júnior (PSD) para prefeito de Goiânia não afronta a lógica. O partido do parlamentar não pretende lançar candidato a governador em 2022, portanto, desde já, poderia assumir o compromisso de apoiar tanto Alexandre Baldy quanto Daniel Vilela. Portanto, se a lógica prevalecer, Vanderlan tende a ficar com Francisco Júnior e não com Elias Vaz.

Mas, claro, o PP pode bancar sua própria alternativa, quer dizer, lançar um candidato a prefeito na capital. Por exemplo, o vice-governador Lincoln Tejota ou, quem sabe, Maguito Vilela (o PP gostaria de tê-lo nos seus quadros).

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