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Antes estas medidas, apesar de serem analisadas pelo Banco Central, dependiam de autorização do presidente
Cientista político avalia que momento do ex-presidente petista já passou e que o Brasil precisa da vontade de mudança representada por Bolsonaro e Paulo Guedes
Estados reivindicam R$ 39 bilhões por impedimento na arrecadação com exportação de produtos primários e semielaborados, mas acordo pode ser a saída
O atual e a ex-presidente reagiram de maneira igualmente duras, embora sejam alinhados politicamente a dois extremos do centro político: direita e esquerda
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Ex-ministro das Relações Exteriores e ex-senador Aloysio Nunes considera que Bolsonaro e Dilma têm reações semelhantes sobre Direitos Humanos | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption]
Rafael Oliveira*
O ex-chanceler brasileiro no governo Michel Temer, de março de 2017 a janeiro de 2019, Aloysio Nunes (PSDB), de 74 anos, comparou as reações do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ao serem criticados por autoridades internacionais no ambiente de Direitos Humanos no Brasil. O atual e a ex-presidente reagiram de maneira igualmente duras, embora sejam alinhados politicamente a dois extremos do centro político: direita e esquerda.
Quando a Alta Comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, criticou a redução do espaço cívico e democrático no Brasil durante participação em um evento em Genebra, Suíça, após “ataques contra defensores dos direitos humanos, restrições ao trabalho da sociedade civil e ataques a instituições de ensino”, o presidente brasileiro respondeu as críticas com elogios ao governo do general Augusto Pinochet à frente do Chile, entre 1973 a 1990.
“Se há uma pessoa que diz que em seu país nunca houve ditadura, que não houve tortura, bem, que dia que a morte de meu pai por tortura permitiu que (o Chile) não fosse outra Cuba, a verdade é que me dá pena pelo Brasil”, disse Bachelet em entrevista à Televisão Nacional do Chile (TVN), no final de setembro. Anteriormente à resposta de Bachelet, o presidente brasileiro elogiou a “coragem” da ditadura de Pinochet em frear o avanço da esquerda e “comunistas como seu pai [de Bachelet]”, um general da Aeronáutica chilena que morreu na prisão em 1974.
Para Aloysio Nunes, “notoriamente Jair Bolsonaro é alguém que tem profundo apego a personagens trágicos a vida brasileira, que fez até apologia da tortura. A reação dele em relação à manifestação da Comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas [Bachelet] é uma grosseria inominável”.
Em 2011, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) reagiu duramente a críticas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre supostas irregularidades no processo de licenciamento ambiental da obra da Usina de Belo Monte (PA), que poderiam causar impacto sobre indígenas da região. A ex-presidente decidiu retaliar a organização e retirou o embaixador brasileiro na OEA, em Washington, Ruy Casaes. O posto só voltou a ser reocupado quatro anos depois com a indicação do embaixador Guilherme Patriota, irmão do chanceler brasileiro, à época, Antônio Patriota.
“A reação dele [Bolsonaro] com a Bachelet lembra a reação da Dilma quando o Conselho de Direitos Humanos da OEA criticou algumas coisas em relação ao Brasil na questão humanitária. Mas ela [Dilma] resolveu tirar o embaixador brasileiro na OEA”, associa Nunes.
O sistema prisional brasileiro é considerado um horror, na avaliação do ex-ministro das Relações Exteriores, enquanto cita políticas positivas no País, como a Lei Maria da Penha, que deveria ser usada como resposta numa situação de colisão diplomática, como Bolsonaro e Bachelet. “Quando alguém fala de política de Direitos Humanos, como a Bachelet, fala de coisas ruins, é natural, mas críticas devem ser bem recebidas e dadas respostas à altura, porém de forma positiva”.
Indicação de Eduardo Bolsonaro a embaixador
Sobre a indicação ao cargo de embaixador brasileiro em Washigton, capital dos Estados Unidos, o ex-ministro do Itamaraty esperava alguém com mais “bagagem” e “qualificação” para ser indicado pelo Planalto. O cargo de embaixador no país mais poderoso economicamente do mundo exige outras habilidades além de “bom relacionamento com a Casa Branca”, ao falar sobre a indicação do filho do presidente e deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro (PSL). “O bom embaixador, principalmente nos Estados Unidos, não é alguém que se relaciona apenas com o presidente americano ou com a família dele, mas com o Estado norte-americano, com o Congresso, com o Judiciário, com a diversidade social daquele país, o empresariado, a imprensa. Tem que ser alguém de grande qualificação”, sugere o ex-chanceler. Segundo Nunes, a ligação familiar entre o deputado e o presidente não prejudica a indicação, e recordou que o ex-presidente americano John Kennedy nomeou o irmão, Robert Kennedy, como ministro da Justiça, mas a falta de experiência de vida de Eduardo Bolsonaro. “Encontrei o Eduardo poucas vezes no Congresso Nacional e acho que ele não tem a bagagem necessária para o cargo”. O ex-ministro usou uma memória de quando chefiava o Itamaraty para exemplificar o traquejo inerente ao cargo. “Quando o presidente Donald Trump impôs medidas de restrição à importação do aço brasileiro, nós conseguimos minimizar o estrago numa articulação com o Congresso americano, junto aos deputados dos Distritos que importavam insumos brasileiros. E eles interviram”, recorda. Em suma, o “embaixador não fica o dia todo na Casa Branca, mas tem uma presença enorme no Congresso americano”. Política Externa [caption id="attachment_214050" align="alignnone" width="620"]
Aloysio Nunes diz que queimadas na Amazônia também são problema para países vizinhos ao Brasil | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption]
O governo brasileiro anunciou diversas medidas diplomáticas que não se concretizaram, segundo Nunes, a principal foi a transferência da embaixada brasileira da cidade de Tel Aviv para Jerusalém, ambas em Israel, “o que provocou um enorme dissabor no mundo árabe”.
O ex-ministro estava em Xangai, na China, quando Bolsonaro anunciou a transferência. “Eu acompanhava uma delegação de empresários brasileiros ao Egito para abrir mercado ao Brasil, mas lembro de que a reunião foi cancelada pelo próprio presidente. É uma decisão que não correspondia a um pleito de Israel. Estive naquele país mais de uma vez e ninguém colocou essa questão de embaixada em conversa. Foi para atender um segmento muito estridente da base evangélica brasileira”, analisa.
Outros anúncios também ficaram no esquecimento, lembra Nunes, como a possibilidade de instalação de uma base norte-americana no Brasil para retaliar a Venezuela e a saída do acordo sobre o clima mundial.
Nunes diz que o Brasil continua negociando acordos importantes com o Canadá, Cingapura e Coréia do Sul, iniciados em sua gestão. “Aquele receio de um mergulho incondicional nos braços dos americanos não vai se concretizar. Existe uma consciência de extratos importantes da burocracia brasileira, que diz que o Brasil tem que ter relação equidistante com todos os países do mundo”.
Imigração
Antes de Bolsonaro assumir o comando do Planalto, o então vitorioso da eleição tomou uma atitude incompreensível no entendimento de Aloysio Nunes: abandonou um acordo encaminhado sobre imigração com países da Europa. “Ao lado de pessoas como a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, ministros da Espanha e Portugal, ele simplesmente decidiu não assinar o acordo quando assumisse”, pondera Nunes.
A pauta sobre a saída de pactos migratórios é influenciada por países europeus, mais fortemente pela Polônia, e adotada por militantes “de raiz” do presidente, considerados “mais agressivos” por Nunes, por uma parte mais “xenófoba” da classe brasileira, e não uma realidade das demandas brasileiras.
“O Brasil não passa por uma crise de migração, como a Europa, que recebe 5 milhões de pobres por ano, para desempenhar serviços que os europeus não fazem mais. Nós temos pouco mais de 1 milhão de imigrantes no brasil para 200 milhões de habitantes, é muito pouco. E temos cerca de 3 milhões de brasileiros que emigraram para outros países. O nível cultural dos imigrantes que procuram o Brasil é dividido em 35% com ensino médio e 35% com ensino universitário, e 5% de Doutores. Pessoas que vieram para trabalhar e não afetam em nada a identidade cultural do Brasil”, observa o ex-ministro do Itamaraty.
Vitória da direita
O ex-chanceler indica a eleição de Bolsonaro como subproduto negativo da globalização e da falta de consciência das pessoas em ponderar o papel do Estado na sociedade em detrimento de bandeiras macrossociais.
Há também uma nova forma de se relacionar na política através das mídias sociais, presentes na Europa e Estados Unidos e que foi responsável por esses vendavais políticos, que acabam por sobrepujar as estruturas partidárias tradicionais, na avaliação de Nunes. “Ninguém mais vai a uma reunião de diretório partidário, a não serem aquelas pessoas que estão ali cumprindo serviços administrativos. Em geral, não se tem interesse mais em participar dessas estruturas partidárias. Não que a política tenha perdido a vigência, existe causa que mobiliza a sociedade, mas a forma de partido e a forma como é feita a política partidária está descolada da realidade das pessoas”, afere Nunes. Para ele, Bolsonaro é um político que se colocou anti-político de forma contrassensual, pois foi parlamentar por 28 anos, no entanto conseguiu “surfar nessa onda conservadora”.
Outro aparte de Nunes sobre o surgimento de Bolsonaro se dá pelo corporativismo de instituições que giram em torno de si e o desgaste político que os partidos tradicionais não souberam se posicionar, “mesmo diante do palpável descontentamento social com a alta taxa de desemprego e patinação econômica”.
Crise ambiental na Amazônia
Para Aloysio Nunes, a crise ambiental na região amazônica engloba fatores que vão de queimadas propositais a disputas por demarcações de terras indígenas e tem impacto mundial, em relação ao clima, entretanto se torna um problema para resolução regional. “A demanda na Amazônia deve unir países que detém a vegetação característica para atuarem em conjunto: Colômbia, Venezuela, Equador e Guianas. Deveriam ser mobilizadas para um trabalho de cooperação”, calcula o ex-chanceler. E na medida em que o governo brasileiro dá sinais de ser conivente com queimadas e relaxamento na demarcação de terras indígenas, nega dados importantes de um instituto conceituado como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), contribui para colocar o país em numa posição pária ambiental em relação ao mundo, avalia o ex-chefe do Itamaraty. “A imagem que o presidente passa repercute sobre o Brasil e as exportações. O consumidor chinês, por exemplo, faz questão de produtos agrícolas que não vem de área de desmatamento. E conseguimos enormes avanços ao longo de 20 anos de preservação do meio ambiente. O Brasil paga o pato desses arroubos demagógicos que o presidente tem tratado no tema”. Aécio Neves Apesar de não ter participado da deliberação da Diretoria Executiva de arquivar os pedidos de expulsão do partido contra o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), em agosto deste ano, o ex-ministro se posicionou favorável a permanência do parlamentar no quadro de filiados. “Não podemos ter regra para ele [Aécio] e outra regra para outros. A convenção adotou um código de ética que prevê que um filiado deve ser suspenso se tiver condenação em primeira instância e expulso se condenado em segunda instância. E o Aécio não tem condenação nem em primeira instância”, argumenta. Ainda sobre figurões do partido, Nunes gostaria que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas fosse reeleito por “estar cuidando da cidade em situações difíceis, como Saúde, Meio Ambiente e zeladoria social”, bem como possuir um perfil politico que agrada Nunes; “O Bruno Covas é amplo, não é sectário, e pode ser uma ponte entre uma geração mais idosa, como a minha, e uma mais jovem. Ele representa uma atualização geracional”, defende. Sobre a condução do tucano João Dória no comando do governo paulista, Nunes diz que é muito cedo para avaliações, mas que tem uma equipe competente. “Traz bons resultados e rema na contracorrente do marasmo econômico brasileiro buscando concessões e parcerias público-privadas”, opina. Com esses adereços, Nunes considera que Dória seja o candidato mais provável do PSDB ao Planalto em 2022.Fusão do PSDB com o Democratas
A fusão dos tucanos com democratas foi ventilada no Congresso Nacional no primeiro semestre deste ano como forma de reorganizar o centro-direita brasileiro. No entanto, não deve acontecer, no julgamento de Aloysio Nunes, embora as siglas mantenham afinidades e boas relações. “Tanto os Democratas como o PSDB podem se unir para defender qualquer retrocesso institucional, e o presidente da Câmara dos Deputados tem papel importante nisso. Mas acho muito difícil juntar caciques de tribos diferentes”, diz Aloysio, ao lembrar que as agremiações são rivais em Goiás. “O Marconi Perillo, por exemplo, é um politico de grande capacidade de trabalho e prestígio, passa por um mau momento, mas tem energia e vocação política para voltar ao cenário estadual”, finaliza Nunes. *Entrevista de Ângela Moureira com texto de Rafael Oliveira
As maiores fabricantes de smartphones do mundo continuarão na busca em aperfeiçoar a chamada "tela infinita", acrescentar mais câmeras e melhorar, obviamente, os hardwares
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Busca por tela 100% infinita continua nos modelos para 2020 | Foto: Reprodução[/caption]
A maioria dos lançamentos de smartphones no mundo aconteceram no primeiro semestre, com exceção da americana Apple, que deixa suas novidades sempre para o mês de outubro. Mas a divulgação oficial dos produtos da companhia da maçã já é tido como um espetáculo pela imprensa especializada e pelo público mundial. A partir do segundo semestre de 2019, as fabricantes voltam suas preocupações para atender as demandas dos usuários com novidades e atualizações para o ano seguinte, neste caso para 2020.
Embora haja uma discussão infinita e, por vezes, injusta sobre quem é o maior fabricante mundial de celulares, a sul-coreana Samsung está, seguramente, entre as cinco maiores do planeta. Para começar a lista sobre o que as fabricantes pretendem inovar em seus lançamentos do ano que vem, começaremos por ela.
Samsung
Do que pouco divulgado ou "vazado" por funcionários da gigante sul-coreana, sabe-se que a linha Galaxy A deverá ser lançada com mais câmeras, o que tem agrado o público dos celulares de entrada e intermediários, e menos requerido pelos usuários do segmento premium.
A tendência é que os smartphones de entrada da família A tenham câmera tripla e os intermediários venham com quatro lentes e, se os rumores se confirmarem, lentes de até 108 megapixels. Os nomes dos aparelhos também deverão mudar e passarão a se chamar A21, A31, A, 41, A51, A71 e A81. Nos três modelos de entrada, as câmeras triplas estão 99% confirmadas, segundo um site americano, que costuma acertar sobre os vazamentos de informações das fabricantes.
Nos modelos intermediários A51 e A71, as três lentes deverão chegar a 48 megapixels e a quarta lente, que será o extra, terá função teleobjetiva para fotos de longe com mais qualidade e nitidez de detalhes.
O modelo da Samsung mais esperado é a linha S, os premiuns da fabricante. Para 2020, o Galaxy S11 deverá trazer avanços consideráveis no hardware. Abaixo, listamos o que pode-se esperar do futuro modelo:
- Processador: 4x 1.95 GHz Cortex-A55 + 2x 2.3 GHz Cortex-A75 + 2x 2.7 GHz M4
- Chipset: SAMSUNG Exynos 9 Octa 9820
- GPU: Mali-G76 MP12
- Memória RAM: 8 GB
- Memória de armazenamento: 512 GB
- Câmeras triplas, mas com lentes de altíssima qualidade e resoluções de até 108MP
Apple deve lançar uma câmera com tecnologia 3D para realidade aumentada
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Design do iPhone 11 pode permanecer no modelo de 2020 | Foto: Divulgação[/caption]
A companhia norte-americana, considerada por muitos como a maior do mundo, pretende inovar em vários quesitos e revolucionar o mercado de celulares no ano que vem. O destaque fica para a produção de um novo processador de 5 nanômetros, segundo o site PhoneArena. O avanço renderia ganhos em eficiência energética, principalmente.
Os futuros processadores da Apple seriam produzidos pela TSMC, uma das empresas especializadas na fabricação de semicondutores e que já domina o processo de 7 nanômetros usado pela Qualcomm, no Snapdragon 855, pela Apple no A12 bionic. Essa mudança pode trazer 15% mais velocidade para os novos processadores. O atual A12 Bionic, de 7 nanômetros está entre os dois processadores mais avançados do mundo, o primeiro seria o Snapdragon 855.
A novidade que mais deve animar os applemaníacos é a câmera 3D com tecnologia a laser com foco na realidade aumentada, segundo informações da Bloomberg. A novidade seria útil, entre outras coisas, na captura de profundidade ao usar aplicativos de realidade aumentada, por exemplo.
Governo federal anuncia programa para criar 54 colégios do modelo no Brasil. Em Goiás, eles estão entre os que têm melhor desempenho nas avaliações oficiais
Uma das maiores autoridades em inteligência artificial do País, professor da UFG explica o estágio do setor e quais são seus impactos no mercado de trabalho
“Não sei grego nem latim, não li a gramática do sr. Cândido Lago, nunca pus casaca e até hoje não consegui conversar 5 minutos com um diplomata bem talhado” — Lima Barreto
Lançado em Goiânia, “Em Conexão” traz uma visão didática, para crentes e não crentes, dos textos mais antigos e de difícil compreensão da Bíblia
Em algum momento por volta do ano 1,2 mil antes de Cristo, um nômade decidiu escrever uma intrincada história sobre a origem do mundo, da humanidade, das línguas e da relação de tudo isso com o seu Criador. Muitos desses relatos eram repassados há séculos boca a boca e ensinados de pai para filho. Segundo a tradição judaico-cristã, esse homem era Moisés – ele mesmo protagonista de um enredo riquíssimo, que passa pela fuga de um infanticídio coletivo, adoção e a ascensão a um dos postos mais importantes do maior império da época e culmina às portas da terra prometida após a travessia de um deserto inóspito.
Os cinco livros atribuídos a Moisés (para muitos fiéis, uma certeza; para muitos estudiosos, algo improvável - alguns exegetas acreditam que a transcrição só ocorreria no pós exílio, 700 anos depois de Moisés), conforme a organização do cânon, são os primeiros da Bíblia – na verdade, uma coleção de livros. Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deutoronômio formam o pentateuco, a Torá judaica. Nesse conjunto, são narrados a criação do mundo e do homem pelas mãos de Deus, o início da formação do povo escolhido por Ele e uma série de legislações civis e morais e, ainda, instruções para práticas religiosas.
Ao longo de mais ou menos 800 a 1.000 anos, outros livros foram sendo escritos, até chegar aos 39 que compõem o que conhecemos como Antigo Testamento – acrescido do Novo Testamento, ele forma a Bíblia cristã. A maior parte do texto original foi composto em um hebraico arcaico e uma parte menor, em aramaico. O livro Sabedorias, incluído no cânon católico, foi escrito em grego, mas não foi adotado nem por judeus nem por igrejas protestantes.
Como, portanto, esse livro pôde falar ao nômade, aos egípcios e aos mesopotâmios da antiguidade? Aos gregos dos tempos de Aristóteles e aos romanos do período de Nero? Ao imperador Constantino? Aos homens medievais, como Lutero e Calvino? E como ele continua tendo impacto tão forte no homem da era da informação, contemporâneo de Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg ?
Curiosamente, um engenheiro goiano, não teólogo, tem ajudado muitas pessoas responder essas questões: é a mensagem contida na Bíblia que a torna compreensível para homens de épocas, culturas, línguas, contextos e nível de conhecimento tão díspares. Cláudio Carvalho, que atua no ramo da construção, acaba de lançar, em Goiânia, o livro “Em Conexão – O Antigo Testamento para uma Nova Geração” (Sal Editora, 440 páginas).
O autor não se denomina teólogo, ainda que tenha MBA em Teologia e Transformação Social e faça parte do conselho do Ministério Sal da Terra em Goiânia. Na verdade, a obra é fruto de 30 anos de estudos, que começaram ainda na juventude, quando se reunia com amigos de escola para ler e discutir a Bíblia.
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Cláudio Carvalho, o engenheiro que dá aulas sobre o Antigo Testamento | Foto: Divulgação[/caption]
Essa bagagem resultou em um curso voltado ao Antigo Testamento, em que fornece caminhos para a leitura dessa parte da Bíblia, muitas vezes negligenciada mesmo pelos cristãos, mais familiarizados com o Novo Testamento. O passo natural foi transformar o conteúdo em livro, tão didático quanto as exposições em salas de aula (não por acaso, o autor foi professor em escolas seculares). Segundo Cláudio Carvalho, "Em Conexão" é uma releitura do Antigo Testamento, sob a luz do Novo Testamento.
Na introdução, o leitor é apresentado a um resumo esquemático dos 39 livros do Antigo Testamento: pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), históricos (Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester), poéticos (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares) e proféticos (Isaias, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Safonias, Ageu, Zacarias e Malaquias).
O esquema os encaixa em dez períodos: princípios, patriarcas, Egito, êxodo, deserto, Canaã, juízes, monarquia, exílio e reconstrução. Dessa forma, o leitor acompanha o desenrolar da relação divina com o “povo escolhido”, da criação do mundo ao retorno pós-exílio, por volta de 400 anos antes de Cristo – o último capítulo, inclusive, trata do período intertestamentário (ou seja, entre Malaquias e Mateus, que abre o Novo Testamento), conhecido como os anos de silêncio.
Esse guia introdutório torna a viagem pelas páginas do AT mais confortável. Mas Cláudio Carvalho não se furta a fazer um alerta: “[A Bíblia] não é um texto científico, não é histórico e nem tem preocupações geográficas como as nossas”. Portanto, não há que se falar em incongruências entre o que a ciência diz (ainda que atualmente existam grupos de cientistas declaradamente confessionais) e o que a narrativa bíblica conta.
Ao abordar Gênesis, o escritor volta a chamar a atenção do leitor: “É bom pensarmos que vamos tratar exatamente dos capítulos mais mal compreendidos, mais criticados e que mais são objetos de piadas”. Afinal, é no início do livro que abre a Bíblia que estão passagens como a que fala da criação do homem por meio do barro (e da mulher pela extração de uma costela do homem), a que cita o fruto proibido (uma maçã, segundo o imaginário popular, mas nunca mencionada na Bíblia) e a que cita a serpente que fala. Obviamente, narrativas que vão de encontro ao conhecimento científico.
Cláudio Carvalho não se aprofunda em todos os livros do AT, tarefa impossível para uma única obra. Ao longo das 400 páginas, pinça os relatos e personagens mais significativos, contextualiza com aspectos históricos e geográficos (o leitor pode, inclusive, por meio de um QR Code, acessar mapas) e traduz os nomes dos atores mais proeminentes – o que proporciona uma nova compreensão de algumas passagens, devido à importância que os nomes têm na cultura hebraica da época – do Gênesis ao exílio.
Dessa maneira, o leitor terá uma compreensão de fatos e símbolos que muitas vezes passam despercebidos na leitura da Bíblia. O autor, didaticamente, explica questões relacionadas às pragas do Egito, ao tabernáculo construído no deserto, aos ritos e rituais daquele povo, que muitas vezes nos parecem estranhos e incompreensíveis.
Especialmente útil para tornar a travessia pelo Antigo Testamento menos tortuosa são os capítulos 8 e 9, que tratam do período em que Israel tornou-se uma monarquia. Além de discorrer sobre a transição do tempo de juízes para o de reis -- e sobre alguns deles, como Saul, Davi e Salomão --, o autor recorre novamente a um resumo esquemático para auxiliar o leitor com tantos nomes e sequências de monarcas. E é com essa pegada que a obra segue até o retorno do exílio e a reconstrução do templo.
“Em Conexão” é uma obra evidentemente de um homem que tem convicções religiosas. Contudo, é uma leitura agradável mesmo para quem não as tem, mas que quer conhecer um pouco desse que é um dos mais importantes livros da humanidade.
“Clarín”, “La Nacion” e “Página 12” registraram que Gabigol foi o herói do jogo e dizem que River Plate foi surpreendido
Time rubro-negro conseguiu bicampeonato após virada histórica, depois dos 40 minutos do segundo tempo, decidida por Gabigol
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Créditos: ALEXANDRE VIDAL/FLAMENGO[/caption]
Sem mudanças em nenhum dos dois times na entrada para o Segundo Tempo, o Flamengo precisava de uma virada para levantar a taça. Com um minuto e meio do placar girando, Gabriel Gabigol tenta colocar a bola na rede a todo custo, mas o gol não acontece. Em uma das marcações de falta, o River demora 22 segundos para chutar a bola. Quanto mais lento o jogo, melhor para os argentinos, que começaram na vantagem.
Oito minutos do segundo tempo e Pablo Marrí leva cartão por falta em Borré. Em um cruzamento, o Flamengo chega bem próximo de marcar quando Bruno Henrique chuta um cruzamento para Gabriel, que bate rumo ao gol, mas Franco Armani defende. A sobra para no pé de Eventon Ribeiro que, inacreditavelmente, chuta a bola em cima do goleiro.
Aos vinte minutos, Gerson é substituído por Diego, depois de sentir fortes dores na coxa. Em seguida, o River também faz duas substituições: Ignácio Fernández por Julián Álvarez e Borré é trocado por Lucas Pratto.
Aos 22 minutos, River quase marca novamente com um chutão de canhota de Nacho e a torcida do Flamengo se desespera. Com menos de vinte minutos para o fim do jogo, o rubro-negro não cria grandes jogadas, enquanto o River Plate mantém seu futebol impecável.
Depois de receber injeção de ânimo da torcida, que não desiste, o Flamengo tem grande chance de empatar aos trinta minutos. Diego toca para Gabigol, que limpa a jogada e lança para Everton finalizar, mas este manda a bola para Arrascaeta, que erra na bicicleta. O rebote fica para Diego, que também não acerta.
Mesmo mais ativo no segundo tempo que no primeiro, o Flamengo comete erros técnicos fatais e demora nas finalizações. O relógio ajuda os argentinos. Aos trinta e cinco, é o River quem tem nova chance com Palacios, que recebe bola de dividida entre Suárez e Marí.
Aos 43 minutos do segundo tempo, o uruguaio Arrascaeta cruza para Gabriel Gabigol que manda a bola para a rede. O Flamengo empata acirrando a disputa épica. Apenas três minutos depois, o atacante coloca seu nome na história e decide a partida em um chute de pé esquerdo, depois de ganhar bola disputada com Pinola.
Depois de 38 anos, o Flamengo se torna bicampeão da Libertadores, em uma virada histórica contra o atual e tetra-campeão River Plate.
O Flamengo esperou praticamente o fim do jogo para fazer dois gols e ganhar o jogo do River Plate
Gol dos argentinos aconteceu aos 14 minutos do primeiro tempo e deixou Flamengo paralisado
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Gabigol durante jogo contra River, na Final da Libertadores (Créditos: Reuters)[/caption]
Primeiro tempo da final da Libertadores só poderia ser emocionante como um Brasil contra Argentina sabe ser. O primeiro tempo foi de muita marcação, com o River Plate no controle do jogo e não medindo esforços para impedir o Flamengo de exercer seu charme em campo.
O time argentino foi o primeiro a atacar com Suárez pela esquerda, mas o bandeirinha não perdoou o impedimento. Aos cinco minutos o jogo parou quando Rodrigo Caio teve hemorragia nasal após colisão de cabeça com Borré. Quando o jogo retornou, Everton Ribeiro e Gabigol tentaram jogada ensaia na ponta da área, mas a ansiedade foi maior que a vontade de acertar a bola na rede.
Com movimentos rápidos, o time argentino aproveitou cada erro do rubro-negro para tentar nas finalizações. Por mais que o Flamengo tenha começado o jogo na pressão, o River manteve o sangue-frio e abriu o placar aos quatorze minutos, depois que Borré pegou uma bola cruzada por Nacho Fernández da linha de fundo.
Depois disso, o Flamengo sofreu com a pressão do River, deixando aparecer o nervosismo em campo. Os argentinos ditaram o ritmo do jogo, demorando nas pausas e acelerados na ofensiva cada vez que a bola estava no pé, enquanto o time rubro-negro permaneceu atônito.
Aos 24 minutos, Casco marca falta em Rafinha e ganha cartão amarelo. Com River pressionando, o Flamengo tem dificuldades na saída de bola. Aos 36 minutos, um chutão de Palacios quase entra no gol e marca o segundo dos argentinos. Aos quarenta minutos, Rafinha, que já tem afundamento de crânio, bate cabeças com De La Cruz e o jogo para novamente para atendimento médico. Já no final da partida, Matías Suárez recebe cartão amarelo depois de marcar falta em Marí.
Até o final do primeiro tempo, o Flamengo perdeu as forças contra o River que se agigantou depois do gol.
Deputado vê como certa candidatura de Francisco Jr em Goiânia, mas evita falar em nomes no interior
O deputado estadual Wilde Cambão (PSD) diz que no Entorno de Brasília há um movimento para montagem de diretórios visando as eleições municipais de 2020. Ele diz que está pensando em seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, no entanto, deve conversar com o presidente estadual do partido, Vilmar Rocha.
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Wilde Cambão, deputado estadual pelo PSD | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Ele vê como praticamente certa a candidatura de Francisco Jr para a Prefeitura de Goiânia. E Vilmar já articula nomes do PSD principalmente na região do Entorno. O partido ainda avalia internamente onde irá lançar candidato próprio e onde irá apoiar um nome considerado mais forte.
“No Entorno há um trabalho de montar diretórios, para buscar entendimento para pensar as eleições. Em primeiro momento estou pensando no meu mandato, que é o primeiro. Ainda é muito cedo, vamos tratar mesmo deste assunto no ano que vem”, tergiversa.
Tucano afirma que à época, licitação foi um bom negócio, mas que companhia de distribuição de energia não cumpre com as determinações da licitação
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Talles Barreto | Foto: Fábio Costa / Jornal Opção[/caption]
Desde o início do ano, as pressões sobre a qualidade do serviço prestado pela empresa Enel, de distribuição de energia, em Goiás, tem aumentado. Na última semana, o caso chegou ao extremo de serem criadas, tanto na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) - por meio de um Projeto de Lei assinado pelo presidente da Casa, Lissauer Vieira (PSB), e o líder do governo, Bruno Peixoto (MDB) – quanto no Congresso, por um decreto do deputado federal Elias Vaz (PSB), com o pedido de cassação da concessão da companhia.
O sentimento de insatisfação com a distribuidora de energia é generalizado na Alego e as tentativas de reaver a Celg para o Governo do Estado comentada por diversos deputados. Para Talles Barreto (PSDB), “a licitação foi um bom negócio e as pessoas devem separar as duas coisas”, afirmou o parlamentar. “Na realidade, ela não está cumprindo o que foi determinado no processo licitatório, prejudicando o povo de Goiás.”
“A insatisfação chega em nós parlamentares”, complementou o deputado. “De norte ao sul de Goiás, o serviço prestado é ruim e ela não fez os investimentos devidos. Essa CPI comprovou isso e nós tomaremos as medidas necessárias, até mesmo por meio deste projeto aqui, para que a empresa perca sua concessão ou tome as providências que queremos”, declarou.
Para o líder do governo, Bruno Peixoto, o deputado federal Elias Vaz age de maneira correta ao assinar o decreto e conta com o apoio do poder legislativo nessa ação. “De igual modo, ele apoia nossa ação. Trabalhamos em comum acordo”, ratificou.


