Opção cultural

[caption id="attachment_110244" align="alignnone" width="620"] Lourival Belém Jr (e) e Luiz Cam: amigos desde a adolescência, parceiros da vida toda, dois dos criadores do Cineclube Antônio das Mortes | Foto: Guaralice Paulista[/caption]
O cineasta e arquiteto goianiense Luiz Cam terá homenagem póstuma no 8º Festcine Goiânia 2017, entre os dias 18 e 21 de novembro, no Cine Goiânia Ouro, na Rua 3, 1016. Cam, que faleceu de câncer em junho de 2015, aos 52 anos, deixou dois documentários de curta-metragem assinados na direção, no roteiro e na montagem, “As margens da Vila Roriz” (2002) e “Desterro” (2004).
Além disso, ele assina produção, roteiro, montagem, direção de arte e de fotografia em uma série de filmes de outros diretores, como Lourival Belém Jr, médico psiquiatra e documentarista, seu amigo desde a adolescência, parceiros da vida toda, dois dos criadores do Cineclube Antônio das Mortes.
Lourival Belém Jr é convidado especial do festival. Seus filmes também ficarão em cartaz nesses quatro dias de mostra, demonstrando a simbiose indefectível das obras dos dois amigos. Entre os destaques do cinema de Belém Jr estão “As cidadelas invisíveis” (2001), “Imagens da cidade dos homens” (2005) e “Recordações de um presídio de meninos” (2009).
Organizado pela Prefeitura de Goiânia, a edição especial do 8º Festcine Goiânia, que terá duração de seis meses, começou no dia 18 de julho e vai até 15 de dezembro.
Programação
Dia 18 (às 20 horas – cerimônia de abertura)
l “Desterro” (direção de Luiz Cam)
l “As margens da Vila Roriz” (direção de Luiz Cam)
l “Quinta essência” (direção de Lourival Belém Jr e Ronaldo Araújo)
Dia 19 (às 20 horas):
l “Recordações de um presídio de meninos”
(direção de Lourival Belém Jr)
l “As cidadelas invisíveis” (direção de Lourival Belém)
l “Desterro” (direção de Luiz Cam)
Dia 20 (às 20 horas):
l “Concerto da cidade” (direção de Lourival Belém Jr)
l “Imagens da cidade dos homens” (direção de Lourival Belém Jr)
l “As margens da Vila Roriz” (direção de Luiz Cam)
Dia 21 (às 20 horas – cerimônia de encerramento)
l “Autonomia” (direção de Lourival Belém Jr)
l “Dois nove cinco ponto cinco” (direção de Lourival Belém Jr e Ronaldo Araújo)
l “Dedo de Deus” (direção de Lourival Belém Jr e Márcio Gomes Belém)
l “Desterro” (direção de Luiz Cam)

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Espetáculo será todo dedicado à obra do compositor alemão, uma grande oportunidade de se assistir à execução, ao vivo, de um dos maiores gênios da música
[caption id="attachment_109861" align="alignnone" width="620"] Mozart, compositor clássico por excelência, revolucionou a música, influenciando todos que vieram depois dele, inclusive Beethoven[/caption]
Amanhã à noite, a sociedade goianiense terá um compromisso com a música clássica. A Orquestra Sinfônica de Goiânia vai se apresentar às 20 horas no palco do Teatro Goiânia, com entrada franca. O espetáculo será todinho dedicado à obra de Wolfgang Amadeus Mozart, sob a regência de Katarine Araújo, com apresentação solo de Igor Vasconcelos (trompa).
Será uma grande oportunidade de se assistir à execução, ao vivo, de um dos maiores gênios da música. Segundo críticos e historiadores, Mozart se destaca em todos os fundamentos da composição, em variação de estilo, em profundidade.
Mozart é um compositor clássico por excelência. Convencionou-se a chamar a música erudita de clássica, embora haja uma divisão por período que vai desde o período antigo, passando pelo barroco, clássico, romântico (talvez o mais extenso) até o moderno.
Para traçar um paralelo com outro gênio, Albert Einstein registrou o seguinte: “Não podemos desprezar a espécie humana sabendo que Mozart foi um homem.”
A despeito de cada um ouvir música a seu modo, principalmente no Brasil, onde não se cultiva uma cultura musical como linguagem, muito menos como linguagem sofisticada, tentar perceber os movimentos da orquestra e o som saindo dos instrumentos e se misturando no ambiente de câmara do teatro, será uma experiência e tanto.
Se eu fosse você não perderia. Até para entender porque não se pode dizer que Goiás é monófono.
Serviço:
Concerto Orquestra Sinfônica de Goiânia
Regente: Katarine Araújo
Solo: Igor Vanconcelos (trompa)
Data: 14 de Novembro
Horas: 20 horas
Local: Teatro Goiânia
Entrada: Franca

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[caption id="attachment_109718" align="alignright" width="620"] Garotos protagonistas da série em sua segunda temporada: brilhantes[/caption]
Ricardo Silva
Especial para o Jornal Opção
Quando foi lançada em 2016, “Stranger Things”, série criada por Matt Duffer e Ross Duffer e estrelada por Winona Ryder, se mostrou um fenômeno que conseguia aliar os elementos facilmente cativantes para qualquer audiência: trama de suspense que misturava seres aparentemente alienígenas, saudosismo oitentista, um grupo de crianças carismáticas como protagonistas. A fórmula deu bastante certo: a série alavancou o serviço de streaming e criou uma legião de fãs por todo o mundo.
A primeira temporada contava com o humor, sustentado pelo elenco infanto-juvenil que contrastava muito bem com os momentos mais pesados da trama. Na segunda, voltamos à pacata cidade de Hawkins do exato ponto onde a primeira havia parado, com os amigos tentando retomar a normalidade da vida, ser adolescentes como todos os outros e ambientar Will (Noah Schnapp) de volta à rotina da escola e da cidade.
A segunda temporada é pensada numa estrutura que pende mais para o cinematográfico do que para o formato seriado — não à toa os créditos iniciais a colocam como “Stranger Things 2” — e esse formato se mantém muito bem ao longo dos seus nove episódios, que na verdade é um longo filme de nove horas de duração.
Os irmãos Duffer ampliaram os arcos dramáticos da série. Há menos humor, e mais drama e suspense, o que confere um salto de complexidade a toda a trama e abre mais possibilidades para os personagens e seus desdobramentos.
A problemática da série é que ela ainda não conseguiu libertar-se de algumas armadilhas que criou na primeira temporada: ainda há espelhos incômodos, como a casa de Joyce Byers (Winona Ryder) sendo — de novo — o mapa de descoberta para os acontecimentos do Mundo Invertido; ou o Dr. Owens (Paul Reiser) que substitui o Dr. Martin Brenner (Matthew Modine) no Laboratório de Hawkins, apesar do primeiro ser muito mais afetuoso do que o segundo.
Contudo, a série caminha muito bem na maneira como formula os três atos de um roteiro como se fosse de um longa: na primeira parte temos os personagens se reencontrando com os problemas do Mundo Invertido, na metade, o desenrolar do problema que enfrentam, e a parte final foca nas saídas que podem encontrar e solucionar o mistério.
Tudo isso ocorre num ritmo muito mais concentrado, marcas visuais mais refinadas — o que torna o prazer de vê-la ainda maior —, uma montagem mais inteligente e atuações arrebatadoras — Noah Schnapp, intérprete de Will, consegue elevar o nível da atuação nessa temporada.
As referências, marca registrada da série, estão lá, borbulhando: “Caça-Fantasmas”, “Poltergeist - O Fenômeno”, “Gremlins”, “Contatos imediatos de terceiro grau”, “Os Goonies”, “Aliens - O Resgate”, e o jogo Arcade.
Agregado a isso, temos os novos personagens: os irmãos Max (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery) — este segundo sendo um importante conector do antagonista humano em paralelo aos monstros não-humanos — e Bob, namorado bobão e nerd de Joyce interpretado pelo incrível Sean Astin – emblemático por ter protagonizado “Os Goonies” e feito “Senhor dos Anéis”.
Com revelações sobre o passado de Eleven (Millie Bobby Brown), num episódio destoante do conjunto da temporada mas não menos importante por isso, somado àquela trilha sonora que faz da série um exercício de nostalgia ainda mais prazerosa, “Stranger Things 2” dá conta da expectativa dos fãs afoitos.
A série também melhora o seu primeiro arranjo em muitos pontos da trama, amplia seu universo sem perder os contornos dos personagens ao mesmo tempo que deixa pontas soltas a serem amarradas nas próximas temporadas. Evoluiu muito bem, e tem bastante fôlego.
Ricardo Silva é graduando em Filosofia pela Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e escreve sobre literatura e cinema

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