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Braga diz que presidente nacional construiu maioria de “forma fajuta” em convenção

Secretário geral contesta declaração de Adilson Barroso ao Jornal Opção de que mudanças no diretório foram feitas de forma democrática. Partido deve ser a nova sigla do presidente Jair Bolsonaro

[caption id="attachment_2176" align="alignnone" width="622"] Jorcelino Braga aponta irregularidades em mudanças feitas no diretório do partido antes de convenção, realizada na última segunda-feira (31) [/caption]

O secretário-geral do Patriota, Jorcelino Braga, contesta as declarações dadas pelo presidente nacional do partido, Adilson Barroso, ao Jornal Opção de que fez as mudanças no diretório com a autorização de todos membros seguindo o atual estatuto do partido, de 2019. Braga afirma que Barroso construiu uma maioria de forma “fajuta, feita de forma irregular” para aprovar algumas mudanças na executiva em convenção realizada na última segunda-feira (4).

“Ele fala que foi feito tudo de forma democrática, mas na verdade ele construiu essa maioria foi de forma irregular”, diz o Braga, que é presidente do partido em Goiás. Ele destaca que a troca de membros convencionais do partido precisa ser feito em convenção e que Adilson fez as mudanças de alguns integrantes, além da criação de novos cargos sem passar por uma reunião partidário, “como prevê o atual estatuto do partido”.

Braga lembra que, antes da convenção, integrantes do partido provocaram o Tribunal Superior Eleitoral sobre as possíveis irregularidades do presidente nacional. Segundo ele, Adilson teria feito as alterações de forma monocrática, em um sistema eletrônico do TSE, o que possibilitou ao presidente construir uma maioria para a convenção de segunda-feira, na qual foi aprovado um novo estatuto sem o conhecimento de todos os membros do diretório com direito a voto.

Ele comemora a sinalização positiva do ministro e vice-presidente do TSE, Edson Fachin, na qual reconhece em manifestação sobre o caso que as possíveis irregularidades “revestem-se de elevada gravidade” e devem ser investigadas. O secretário geral diz já estão sendo protocoladas e preparadas uma série de ações judiciais que visam anular as decisões de Adilson Barroso e retomar os direitos dos convencionais.

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O corpo do motorista foi encontrado dentro de um veículo Fiat Uno. Bairro é apontado como ponto de tráfico de drogas O motorista de aplicativo Davi Pinheiro Azevedo, de 36 anos, foi assassinado, com um tiro na nuca — estilo execução —, na quarta-feira, 2, na cidade de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O celular dele foi roubado, mas a carteira e cartões não. Há a possibilidade de um criminoso — há indícios de que tenha sido apenas uma pessoa — ter avaliado que, sem o celular, a chamada, se houve uma, não poderia ser identificada (os registros, a rigor, são possíveis de serem verificados). A polícia ainda não tem pistas concretas do criminoso, exceto que era apenas um homem. O corpo de Davi Pinheiro Azevedo entra dentro de um Fiat Uno, que alugava para trabalhar como motorista de um aplicativo (a polícia não revelou qual; a Uber esclareceu que não ele não prestava serviços para a empresa). A região onde o corpo foi encontrado é tida com reduto do tráfico de drogas e conflitos entre gangues rivais. [caption id="attachment_332927" align="aligncenter" width="620"] Davi Pinheiro Azevedo, motorista de aplicativo assassinado | Foto: Reprodução[/caption] Davi Pinheiro Azevedo era ex-presidiário — havia sido preso por tráfico de drogas. A família disse que ele lutava contra o vício e até se posicionava como ex-usuário. O trabalho como motorista era uma maneira de ficar distante das drogas, postulam familiares. “Davi havia sido usuário de cocaína, perdeu tudo que tinha por causa do vício. A esposa se separou dele e levou os filhos para Brasília. Ele não conseguiu arrumar emprego por ter passagem pela polícia e enxergou nas viagens de aplicativo uma possibilidade de ter uma profissão e de se restabelecer na vida”, conta uma pessoa da família. Por cauda do envolvimento com o tráfico de drogas, Davi Pinheiro Azevedo tinha “inimigos”, relatou a família à polícia. “Davi há não mexia mais com drogas, ele estava se acertando. Com certeza foi um assalto. Ele gostava de trabalhar à noite porque é a hora que as corridas são mais caras. Ele queria progredir”, disse um familiar. O presidente da Frente de Apoio Nacional dos Motoristas Autônomos (Fanma), Paulo Xavier, lamentou a morte do motorista, numa entrevista ao jornal “O Tempo”: “Ficamos mais uma vez entristecidos com a perda de um parceiro que foi vítima de latrocínio”.

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