Empossado para atuar 121 dias, Tião Peixoto diz ter 64 projetos e 200 requerimentos a apresentar

Vereador foi empossado como suplente após o titular e o primeiro suplente tirarem licença; em seu discurso de posse ressaltou ter sido completamente injustiçado em sua trajetória

Recém-empossado vereador Tião Peixoto (DEM), que irá atuar por 121 dias | Foto: Câmara Municipal de Goiânia

Vereador de Goiânia entre 1997 e 2002, Sebastião Peixoto (DEM) toma posse como suplente, nesta quinta-feira, 11, no lugar de Anderson Bokão, que tirou licença médica de 121 dias para uma cirurgia no joelho. O primeiro suplente, Paulo Magalhães, que também tirou licença e deu vez a Peixoto no momento de sua posse, na última quarta, 11. Mesmo que o tempo de seu mandato seja limitado, ele afirma ter 64 projetos e mais de 200 requerimentos a serem apresentados durante este período.

O vereador empossado oficializou sua candidatura a apenas 19 dias das eleições municipais de 2020, após seu filho, Wellington Peixoto (DEM), ter tido a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. Tião Peixoto foi presidente da extinta Companhia Municipal de Obras e Habitação (Comob), do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais (Imas) e da Agência Municipal de Turismo Eventos e Lazer (Agetul). Em 2019, ele chegou a ser preso por suspeita de fraude em atendimentos médicos inexistentes que foram registrados em uma clínica de fachada.

A candidatura de Tião até chegou a ser indeferida após o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) rejeitar suas contas da época em que foi presidente do Imas. No entanto, ao chegar à disputa por uma cadeira da Câmara Municipal, não conseguiu votos o suficiente. Sobre esse episódio, ele afirma que, “se não tivesse sido prejudicado pela Justiça, teria tido de 6 a 7 mil fotos”, e não os pouco mais de dois mil que o colocaram como suplente.

“Tem três anos o processo, mas não tem uma prova. Eu fui sacaneado, escorraçado. Os dois diretores mentiram ao Ministério Público e o MP pediu a prisão de três médicos, mas eles nunca trabalharam comigo. Sou inocente. Eles fiscalizaram minha casa e não acharam nada. Já o processo do Mutirama está parado há três anos, então isso não me atrapalha em nada, porque não tenho nada a temer”, declarou Tião Peixoto.

Em defesa de Tião Peixoto, que em seu discurso de posse enfatizou o fato de ter sido injustiçado, o presidente da Casa, Romário Policarpo (Patriota) ressaltou o fato de não existir provas concretas contra o recém-empossado. “Sebastião Peixoto foi preso, ficou cinco dias preso e 60 dias após ser solto o próprio MP não ofereceu denúncia, então ele não responde aos processos”, pontua.

“Acho que a população escolhe em quem vota, então cabe a nós da Câmara Municipal dar posse àqueles que foram escolhidos pela sociedade, independentemente de ser suplente ou titular do cargo. Acho que a imagem da Câmara vai se dar pelas coisas que são votadas aqui pela defesa da sociedade, que é feita no dia a dia”, acrescenta Policarpo.

O processo está parado Justiça é referente a um áudio que circulou pelo WhatsApp em 2016, de Tião supostamente coagindo os funcionários do Mutirama a utilizarem adesivos da campanha de seu filho, Wellington Peixoto (PMDB), em troca de manterem seus empregos durante o próximo mandato. Na época, Wellingtion tentava reeleição na Câmara Municipal.

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