Omar Aziz suspende CPI após acusações de Barros

Deputado acusou senadores da comissão por falta de vacinas no Brasil. Segundo ele, ação da Casa afastou empresas interessadas. Parlamentares reagiram.

Jefferson Rudy/Agência Senado
Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do deputado, líder do governo na Câmara, suspeito de ser o mentor por trás das supostas irregularidades na compra da vacina Covaxin. Um dos objetivos é esclarecer a relação do depoente com o dono da Precisa Medicamentos, que teria intermediado a venda de vacinas da Covaxin para o Ministério da Saúde. À mesa, líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O clima esquentou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nesta quinta-feira (12). O depoente do dia foi o líder do governo na Câmara Ricardo Barros (PP-PR). Após negar envolvimento com possíveis irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin, o deputado bateu boca com os senadores e jogou a culpa de falta de vacinas na CPI da Covid. A sessão foi suspensa

Os senadores questionaram a afirmação de Barros sobre o pagamento antecipado a empresas fornecedoras de medicamentos e vacinas. Após ser contestado, o deputado apresentou desencontro de informações e alegou que apresentaria todos os documentos até o final do depoimento.

Sem argumentos, o deputado paranaense acusou a CPI pelas faltas de vacinas. Segundo Barros, a ação dos senadores teria afastados empresas interessadas em vender vacinas ao Brasil. Depois disso, o presidente Omar Aziz suspendeu a reunião.

Barros foi incluído na CPI da Covid depois que o deputado Luis Miranda (DEM-DF), em oitiva, mencionou seu nome. Segundo o depoente, o presidente Jair Bolsonaro considerou o democrata responsável por suposto tráfico de influência em favor da contratada no acordo da Covaxin.

Desde o episódio, o nome de Barros passou a ser um dos principais objetos de interesse da CPI. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) requereu a convocação do deputado. Constou no requerimento:

No dia 25 de junho do corrente ano, o senhor Luis Claudio Fernandes Miranda, deputado federal pelo Distrito Federal, foi ouvido por esta comissão e declinou o nome do senhor Ricardo Barros, deputado federal e líder do governo na Câmara dos Deputados, na condição de participante mencionado pelo próprio presidente da República no cometimento de potenciais ilícitos no contexto de negociação e compra da Covaxin

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