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A saída foi comunicada no fim de julho, em uma carta enviada ao então presidente da Andifes, Edward Madureira, reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG)

Vereadores devem se reunir na tarde de hoje com Rogério Cruz para discutir data-base de servidores e denúncias de Kleybe Morais

Encontro será realizado no Paço Municipal, às 15 horas

[caption id="attachment_303320" align="alignnone" width="609"] Plenário da Câmara | Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção[/caption]

Com o objetivo de negociar com a Prefeitura de Goiânia, as condições para o pagamento da data-base, vereadores da Câmara Municipal de Goiânia irão se reunir com o chefe do Executivo Municipal, Rogério Cruz (Republicanos), nesta quinta-feira, 12, no Paço Municipal, às tres horas da tarde.

Além deste assunto principal, que teve a reunião marcada após discussão do tema entre os parlamentares e os representantes sindicais, na última quarta, serão debatidas questões internas entre o vereador Kleybe Morais (MDB) e o secretário de Governo, Arthur Bernardes, motivadas por denúncias de ameaça realizadas pelo parlamentar, na tribuna da sessão plenária, na manhã de hoje.

De acordo com o vereador Anselmo Pereira (MDB),  a intenção é que, no encontro, sejam compreendidas quais são as dificuldades que que vêm sendo encontradas para o pagamento e apresentadas ao Paço as questões jurídicas que dão direitos e tranquilizam o Poder, tendo possibilidade financeira de conceder o reajuste salarial.

"A mesa está disposta a trabalhar para conceder os reajustes salariais, o que é de direito, de 2020 e de 2021. No entanto, a mesa entende que essa decisão deve ser tomada em conjunto com  o Poder Executivo. Então estaremos eu, o vereador Policarpo e mais dois ou três vereadores", explica o emedebista.

A expectativa, de acordo com Anselmo, é que ainda em agosto seja realizado algum alinhamento entre os poderes. "Nós entendemos que não é justo fazer só do Legislativo e deixar o Executivo sem, até porque  os salários do Legislativo são muitos maiores que os do Executivo, então queremos fazer em consonância, principalmente para ter mais paz e mais tranquilidade em relação ao poder Executivo, Legislativo e aqueles que servem aos dois poderes", concluiu

Também serão discutidos com o prefeito de Goiânia os apontamentos apresentados pelo vereador Kleybe Morais (MDB), durante o pequeno expediente da sessão plenária, na manhã desta quinta-feira, 12. O objetivo é que as Casas consigam tratar do assunto da melhor maneira possível.

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“Isso não aconteceria se ela não fosse mulher”, avalia Policarpo sobre ameaça do deputado Amauri à vereadora Luciula

Presidente do legislativo de Goiânia, Romário Policarpo, afirma que tem dialogado com o presidente da Alego, Lissauer Vieira (PSB), com a intenção de evitar uma crise institucional entre as casas

[caption id="attachment_304635" align="alignnone" width="631"] Romário Policarpo, presidente da Câmara de Goiânia | Foto: Mariana Capeletti - Câmara Municipal[/caption]

Após ameaça do deputado Amauri Ribeiro (Patriota) contra a vereadora de Goiânia, Luciula do Recanto (PSD), quando o político afirmou em tribuna que a parlamentar "merecia um tiro na cara", medidas administrativas vem sendo tomadas por parte de ambas as Casas Legislativas. O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Patriota), esclareceu que o diálogo com a Presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), acerca da situação, está frequente, com o objetivo de evitar uma crise institucional entre os órgãos.

A expectativa, por parte do presidente da Câmara, é que seja aberto um procedimento disciplinar contra Amauri, que na última quarta-feira, 11, novamente utilizou a tribuna do plenário para atacar a vereadora. Dessa vez, a caracterizando como 'vitimista'. O deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB), presidente da Comissão de Ética da Alego, já afirmou que a situação será avaliada em prol de entender se houve quebra de decoro parlamentar por parte do deputado patriota.

Sebba não deixou de acrescentar, no entanto, que, há meses, Amauri realiza ataques contra a vereadora pessedista e distorce fatos documentados por autoridades envolvidas no caso. “Ele desacredita os relatos de uma vereadora e de agentes da Amma, da GCM e da Polícia Civil para proteger uma pessoa com amplo histórico de contravenções”, explicou.

Como partidário do deputado, o presidente da Câmara Municipal afirma que serão estudadas sanções disciplinares, juntamente com o representante do Conselho de Ética do partido, vereador Cabo Senna (Patriota). "A briga politica e a divergência podem ocorrer, mas uma ameaça feita como foi feita é muito perigosa e leva a politica a lugares que a gente não deseja", pontuou.

Em concordância com o presidente da Comissão de Ética da Alego, Romário Policarpo pontua o fato de os ataques não terem sido um fato isolado, mas uma sucessão de eventos repetidos. "Estamos falando de uma mulher que estava exercendo seu mandato e que com certeza não aconteceria com outra pessoa, se ela não fosse mulher. Isso ficou muito claro. Os ataques do deputado se concentram especificamente na vereadora Luciula, sendo que ele poderia concentrar esses ataques em vários parlamentares dessa casa, que por vezes o criticaram por suas falas, mas ele prefere concentrar na vereadora", finalizou.

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Voto impresso: PSDB deve retaliar Célio Silveira

Deputado federal está entre os 14 parlamentares tucanos que desobedeceram a orientação do partido para derrubar a PEC bolsonarista

[caption id="attachment_311824" align="alignnone" width="615"] Célio Silveira, deputado federal do PSDB | Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados[/caption]

O deputado federal Célio Silveira vai ganhar um empurrãozinho a mais para deixar o PSDB. O partido decidiu retaliar os parlamentares da legenda que votaram a favor da PEC do voto impresso.

Segundo matéria do jornal paulista Estado de S. Paulo, o partido dará um bônus do fundo eleitoral para os outros 17 deputados tucanos que seguiram a orientação da executiva para ajudar a derrubar a proposta de retorno do voto por cédula.

Célio Silveira está entre os nove deputados goianos que votaram a favor da matéria. O tucano e os colegas Francisco Júnior (PSD), José Mario Schreiner (DEM), Magda Moffato (PL) e Zacharias Calil (DEM) desobedeceram a orientação de suas bancadas para arquivar o voto impresso, uma das principais bandeiras bolsonaristas.  

Ex-prefeito de Luziânia, o tucano caminha para deixar o partido e disputar a reeleição à Câmara Federal por um partido da base do governador Ronaldo Caiado. Ontem (10), em Itapaci, Célio e mais dois tucanos, Talles Barreto (deputado estadual) e Mário Macaco (prefeito do município) – dividiram palanque com o demista na comemoração dos 76 anos da cidade.

MP 1045: o que muda com a “nova” reforma trabalhista

Foram criados três programas. O primeiro o regime de qualificação profissional, o Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego e o Programa Nacional Prestação de Serviço Social Voluntário

Deputados aprovaram nesta terça-feira  o texto principal da medida provisória que renova o Programa Emergencial de manutenção do Emprego e renda. Apelidada de mini reforma trabalhista, a MP renova o programa de redução ou suspensão de salários e jornada de trabalho com o pagamento de um benefício emergencial aos trabalhadores no período de pandemia.

Mas o texto sofreu alteração na Câmara. O relator Christino Aureo PP-RJ, acabou criando três programas. O primeiro o regime de qualificação profissional, o Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego e o Programa Nacional Prestação de Serviço Social Voluntário.

O texto  enfrentou resistência  e críticas da oposição. A deputado Fernanda Melchiona do Psol do Rio Grande do Sul afirma que a proposta retira direitos dos trabalhadores.

Já os parlamentares favoráveis a MP  argumentam que a proposta garante o emprego e ajudam as empresas que estão passando por dificuldades em razão do impacto econômico da pandemia. O relator da MP, deputado Christino Aureo  (PP-RJ) defendeu as alterações  na CLT.

A votação da Medida Provisória ainda não foi finalizada. Os deputados continuam analisando o texto nesta quarta-feira, com a apreciação dos chamados destaques, com possibilidades de mudanças no texto.

Também está previsto para votação nesta quarta-feira o texto da Reforma Tributária, que traz mudanças no Imposto de Renda e a análise do caso da deputada federal Flordelis do PSD do Rio de Janeiro.

Veja algumas das principais mudanças da nova reforma trabalhista:

  • cria uma modalidade de trabalho sem direito a férias, 13º salário e FGTS
  • cria outra modalidade de trabalho, sem carteira assinada (Requip) e sem direitos trabalhistas e previdenciários; trabalhador recebe uma bolsa e vale-transporte
  • cria programa de incentivo ao primeiro emprego (Priore) para jovens e de estímulo à contratação de maiores de 55 anos desempregados há mais de 12 meses; empregado recebe um bônus no salário, mas seu FGTS é menor
  • reduz o pagamento de horas extras para algumas categorias profissionais, como bancários, jornalistas e operadores de telemarketing
  • aumenta o limite da jornada de trabalho de mineiros
  • restringe o acesso à Justiça gratuita em geral, não apenas na esfera trabalhista
  • proíbe juízes de anular pontos de acordos extrajudiciais firmados entre empresas e empregados
  • dificulta a fiscalização trabalhista, inclusive para casos de trabalho análogo ao escravo

Parte das medidas incluídas pelo relator foi tentada pelo governo nos primeiros meses de 2020, na medida provisória do "Contrato de Trabalho Verde Amarelo". Como ela não seria aprovada a tempo pelo Congresso e perderia validade, o governo revogou a MP em abril de 2020.

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