Tocantins
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Foto: Nelson Jr./ASICS/TSE[/caption]
Talvez as eleições do Tocantins não chamem tanta a atenção dos famosos institutos de pesquisas Ibope e Datafolha ou mesmo do regional Serpes. Talvez os responsáveis por isso sejam os veículos de comunicação ou entidades classistas que não estão dispostos a gastar seus parcos recursos. Talvez seja até mesmo a liderança consolidada do candidato Mauro Carlesse (PHS) que inibe algumas apostas para, numa espécie de termômetro eleitoral, medir a temperatura da campanha por estas bandas.
Se muitos especialistas dizem que pesquisas eleitorais refletem a fotografia do momento, o estado do Tocantins não tem sido retratado nos últimos tempos, em que pese a campanha eleitoral estar em pleno andamento.
O candidato da frente Governo de Atitude, Mauro Carlesse, o líder da última pesquisa, realizada ainda em agosto, tem demonstrado nos últimos discursos sua preocupação com uma possível reação, mesmo que tímida por enquanto, de Carlos Amastha (PSB). No lançamento da campanha do candidato a deputado estadual Cleiton Cardoso (PTC) em Palmas, na terça-feira, 11, o governador disse que a população “está cansada de tantas eleições” e pediu que os eleitores decidam logo as disputas no dia sete de outubro, sem estender a agonia para um segundo turno. Logicamente, ele torce para que esses votos garantam a sua vitória. É provável que isso ocorra, uma vez que a força da máquina é fator relevante que não pode ser desconsiderado.
Contudo, a amarga experiência da eleição suplementar, ocorrida há pouco mais de dois meses, fez com que os tocantinenses perdessem o “fogo” de querer ir às urnas e o eleitorado, ao que parece, anda desestimulado de plotar automóveis, pregar adesivos nas camisetas ou balançar bandeiras nas rotatórias. Até mesmo nos comícios e pequenas reuniões familiares o número de ouvintes é muito reduzido, se comparado às eleições anteriores. Um desavisado das coisas da política poderia pensar, que um tal de Bolsonaro seria o candidato a governador mais popular no Tocantins, porque os únicos adesivos que se vê por essas bandas, são desse político ou, no máximo, de um ou outro candidato a deputado estadual.
O que se espera é que nos últimos 15 dias de disputa a campanha eleitoral entre num novo ritmo tanto nas universidades e restaurantes quanto nas feiras e estacionamentos e, talvez, o eleitorado se interesse, novamente, em decidir os destinos do Tocantins. Por enquanto, os pedidos de votos e exposição das ideais têm espaço e consistência apenas nas redes sociais.
O senador do PSDB defende mudanças no Sistema S, defende um combate sistemático à corrupção e aposta na vitória de Carlos Amastha para governador
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Vice-governador e candidato à reeleição, Wanderlei Barbosa | Foto: Divulgação[/caption]
A velha máxima “quem fala o que quer, ouve o que não quer” tem funcionado como nunca para o ex-prefeito e Palmas Carlos Amastha (PSB) quando o assunto é saúde. O pessebista tem dito em campanha eleitoral — rádio, televisão e comícios — que o governo estadual é ineficiente neste quesito, apresentando opiniões desfavoráveis ao sistema de gestão da saúde do Estado. O vice-governador e candidato à reeleição, Wanderlei Barbosa (PHS), rebateu o adversário enfatizando que Amastha não tem credibilidade para fazer as críticas, uma vez que não conseguiu cumprir suas promessas à população de Palmas, como a construção do Hospital de Urgência da Capital.
Ele ressaltou que, quando foi candidato à prefeitura da capital no ano de 2012, uma das principais promessas de Amastha foi a construção de um hospital para o atendimento de acidentados. Todavia, seis anos depois, a obra nunca saiu do papel. “Em Palmas, existem apenas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] que fazem o atendimento à população. Com isso, grande parte das demandas é encaminhada ao HGP [Hospital Geral de Palmas], sobrecarregando a unidade. Se o Hospital de Urgência não fosse apenas uma promessa de Amastha, o HGP seria destinado para a função ao qual foi construído, que é o tratamento de alta complexidade e de cirurgias eletivas”, afirmou Wanderlei.
A assertiva não deixa de ser verdadeira. O fato da capital do Tocantins ser uma das únicas do País a não contar com um Hospital Municipal para atendimentos básicos e de baixa complexidade lota a unidade hospitalar estadual e a desvia do fim para o qual foi concebida — a média e alta complexidade.
O vice-governador citou as realizações governamentais, como o fim das filas nos corredores do HGP e a conclusão da Unidade de Terapia Intensiva neonatal de Araguaína, pontuando que existe uma forte incoerência no discurso de Carlos Amastha. “Se o sistema de Saúde do estado é tão ruim, por que cerca de 40% dos pacientes do HGP são encaminhados pelas UPAs de Palmas?”, questionou. “Talvez seria melhor o ex-prefeito colocar a mão na sua consciência antes de propagar inverdades no seu programa eleitoral.”
Plansaúde
Embalado pelos problemas relatados por alguns usuários do plano de saúde dos servidores do Estado — o Plansaúde — em virtude da troca de operadora, Carlos Amastha (PSB) não perdeu a chance de repercutir o tema, dizendo que o “castelo de areia” do governador Mauro Carlesse (PHS) estava se desmoronando. Novamente vice-governadorn Wanderlei Barbosa (PHS), entrou em cena para rebater as acusações de que o Governo pode acabar com o Plansaúde. Wanderlei lamentou que, na falta de propostas, a campanha do ex-prefeito tenha que apelar para fake news no horário eleitoral, visto que algumas poucas reclamações se deram em razão da transição de uma empresa para outra, ou seja, meramente pontuais.
Segundo Barbosa, ao contrário de acabar, a gestão de Carlesse tem fortalecido o Plansaúde. “Quando assumimos o Governo, já existia um processo licitatório em curso, porém não havia sido finalizado. Para que não houvesse interrupção no atendimento dos usuários, nós negociamos com a Unimed Centro-Oeste e a empresa continuou a operacionalização até a conclusão da licitação. Deste modo, o Plansaúde manteve o atendimento regularmente”, explicou.
Com a finalização do processo licitatório, o governo assinou contrato com a empresa Infoway. A mudança vai melhorar o atendimento e garantir economia aos cofres públicos. “Em relação à taxa de administração, o Governo conseguiu uma redução na operacionalização de cerca de 50%, passando de mais de R$ 1,2 milhão que era passado para a Unimed Centro-Oeste para cerca de R$ 650 mil que será pago para a Infoway. Essa diferença será repassada em melhorias para os usuários”, afirmou.
O vice-governador finalizou lembrando que além de não haver aumento para os usuários, a atual gestão, desde que assumiu o governo, já pagou mais de R$ 111 milhões aos prestadores de serviços do Plansaúde. “O restante da dívida está sendo negociado pelo Governo com a mediação dos órgãos do Poder Judiciário”, esclareceu.
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Foto: Divulgação[/caption]
O ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) havia prometido priorizar o Jardim Taquari, bairro periférico da capital. Ele chegou a alugar uma casa no setor e dizia estar comprometido com os problemas e dificuldades daquele povo. Após cinco anos de gestão, o pessebista renunciou ao mandado de prefeito e as benfeitorias não chegaram.
Sem promessas, o governo do Estado do Tocantins iniciou as obras de pavimentação asfáltica no bairro há aproximadamente dois meses. As melhorias são de vital importância para o desenvolvimento do setor Jardim Taquari e também para a melhoria da qualidade de vida da população. Nessa fase, as quadras TNS-02, TNS-04, TNS-08 e TLO 05 estão recebendo serviços de drenagem, terraplanagem e pavimentação asfáltica. Os recursos são oriundos de financiamento junto à Caixa Econômica Federal e com contrapartida do governo do Tocantins.
A comunidade, ainda impactada por não acreditar mais promessas, reconhece o esforço do governo estadual. “Teve político que até se mudou aqui para o Taquari, prometendo esse asfalto, mas nada foi concretizado. Agradeço muito pelo trabalho desenvolvido pela gestão do Carlesse. Ele foi o cidadão que foi lá e fez”, disse o morador Marcos Jhonnes de Jesus Mendes.
O governador Mauro Carlesse (PHS) visitou as obras e disse que se sente satisfeito em trabalhar para melhorar a vida das pessoas. “Hoje é o sonho dos moradores do setor Taquari que está se realizando, mas meu desejo é levar essa satisfação para os moradores dos 139 municípios do Tocantins. E para isso temos que enfrentar os problemas com trabalho e dar prioridade às obras que melhoram a vida da nossa gente”, concluiu.
O candidato a senador promete, se eleito, lutar contra a “bancodependência”, por um pacto federativo amplo e por um Estado a serviço de todos
A Associação Tocantinense de Municípios tem incentivado os gestores municipais destas cidades a formalizarem e protocolarem contestação no IBGE
A avenida tem como objetivo melhorar o acesso às universidades públicas na capital e às praias da Região Central
“Tenho certeza que será aprovado, pois essa comissão só analisa a constitucionalidade do projeto", diz
A busca do voto é mesmo incessante e localidades onde o ex-chefe Poder Legislativo jamais havia pensado em pisar hoje são colégio eleitoral em potencial
O jogo político de Amastha foi claro. Confira
O pedido é necessário porque a despesa inicialmente fixada no orçamento deste ano para a Agência Tocantinense de Saneamento (ATS) excede o limite de 12,5% do total
O vereador de Palmas e candidato a deputado estadual visitou alguns povoados, além das cidades de Nazaré e Luzinópolis, região de onde ele é natural
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Mauro Carlesse e Carlos Amastha | Fotos: Reprodrução[/caption]
Os registros das candidaturas à reeleição ao governo do Tocantins de Mauro Carlesse (PHS) e seu candidato a vice, Wanderlei Barbosa (PHS), e do postulante a senador, César Halum (PRB), todos da Coligação Governo de Atitude, foram aprovados na quarta-feira, 29, pelo do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).
De acordo com a relatora do processo, juíza Ângela Issa Haonat, os documentos apresentados pelos candidatos estavam conforme o que exige a lei. Além disso, foi destacada a manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) pelo deferimento das candidaturas. O voto favorável da juíza foi acompanhado pelo pleno do TRE-TO.
Mauro Carlesse e o seu vice saíram vitoriosos da eleição suplementar ao governo, ocorrida no mês de junho deste ano, com mais de 75% dos votos válidos. Ambos tomaram posse no último dia 9 de julho. Para o pleito de outubro, a dobradinha será repetida em busca da reeleição.
Já o deputado federal César Halum é candidato ao Senado pela primeira vez e, em que pese ter havido impugnação à sua candidatura, em razão da rejeição de suas contas enquanto presidente da Assembleia Legislativa, ainda em 2006, o TRE-TO deferiu, por unanimidade, o registro da candidatura.
Amastha
Ademais, na sessão ocorrida na quarta-feira, 29, a Justiça Eleitoral aprovou os registros de candidaturas dos postulantes a governador e vice da coligação A Verdadeira Mudança, Carlos Amastha (PSB) e Oswaldo Stival (PSDB), respectivamente. Como a coligação já havia tido a aprovação dos Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários (Drap), Amastha e Stival estão aptos para a disputa. O relator das duas ações foi o juiz Rubem Ribeiro de Carvalho.
Carlos Amastha lembrou os ataques que sofreu na eleição suplementar e destacou que o registro é uma prova de que ele é ficha limpa. “Fui vítima de muita fake news no primeiro turno da eleição suplementar em junho. Agora, como previsto, não haverá qualquer problema, e os adversários não vão poder ficar plantado que eu não sou candidato. Sempre agimos dentro da lei, e a Justiça Eleitoral mostrou isso mais uma vez”, destacou Amastha.
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Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) | Foto: Divulgação[/caption]
Na quinta-feira, 30, Ministério Público Estadual do Tocantins (MPE-TO) instaurou inquérito civil público com vistas a apurar possível descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) por parte do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) no que se refere ao limite de gastos com pessoal.
Segundo as informações iniciais, o índice de gastos com pessoal do TCE-TO vem evoluindo continuamente, levando o órgão a exceder os limite de alerta e prudencial no primeiro e no segundo quadrimestre de 2017. No terceiro quadrimestre do referido ano, foi extrapolado o limite máximo, situação que se repetiu no primeiro levantamento de gestão fiscal de 2018.
Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, os gastos com pessoal por parte dos tribunais de contas dos estados têm como limite de alerta a proporção de 1,11% da Receita Corrente Líquida. Como limite prudencial, 1,17%, e, como limite máximo, 1,23%. No Tocantins, o órgão alcançou os percentuais de 1,20%, 1,21%, 1,27% e 1,31% nos quatro últimos quadrimestres, respectivamente.
Como primeiras providências para a investigação, foram solicitadas ao presidente do TCE-TO informações referentes às medidas já adotadas e às que estão planejadas a fim de reduzir as despesas com pessoal e promover o reenquadramento aos limites da LRF.
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Reunião da Flacma, em Montevidéu, no Uruguai | Foto: Divulgação[/caption]
Na condição de vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), o prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano (PDT), participou, de quarta-feira, 29, a sexta-feira, 31, do Congresso "Flacma: Políticas de Acordos para o Desenvolvimento Econômico, Cultural e Político das Regiões", em Montevidéu, no Uruguai.
Segundo os organizadores, o objetivo do congresso é consolidar uma representação continental mais forte e inclusiva com impacto real sobre as políticas públicas no continente, além de acordar um plano de ação anual e delinear um portfólio de iniciativas que a Federação Latino-Americana de Cidades, Municípios e Associações (Flacma) defenderá nos próximos anos. A Flacma é uma espécie de organismo internacional que defende os interesses locais e a autonomia dos entes municipais na América Latina.
Além disso, o encontro busca construir pontes de cooperação e relações de trocas entre as autoridades locais. No Congresso, os prefeitos discutem os Planos de Desenvolvimento Territorial e Urbano e participam do encontro da Cúpula Hemisférica de Prefeitos e Governos Locais, encabeçado pela Flacma.
Jairo Mariano comentou a participação dos prefeitos tocantinenses no encontro. “Estamos aqui para conhecer os projetos de inovação executados nos municípios latino-americanos e para construir modelos de gestão a serem aplicados em nossas cidades”, disse. Esse é o segundo encontro internacional de autoridades latino-americanas que prefeitos do Tocantins participam. O primeiro ocorreu em agosto de 2017, na cidade de Pachuca, no México.
Também participaram do evento os prefeitos Adriano Morais, de São Sebastião do Tocantins, Ailton Francisco, de Presidente Kennedy, Fernandes Martins, de Figueirópolis e Marlen Ribeiro, de São Félix do Tocantins.

