Tocantins

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Osires adere ao discurso populista durante campanha

A busca do voto é mesmo incessante e localidades onde o ex-chefe Poder Legislativo jamais havia pensado em pisar hoje são colégio eleitoral em potencial

Combate intensivo à seca obriga governo a requisitar crédito suplementar

O pedido é necessário porque a despesa inicialmente fixada no orçamento deste ano para a Agência Tocantinense de Saneamento (ATS) excede o limite de 12,5% do total

Folha Filho pede recursos para o Bico do Papagaio, mas não investe na região

O vereador de Palmas e candidato a deputado estadual visitou alguns povoados, além das cidades de Nazaré e Luzinópolis, região de onde ele é natural

TRE-TO aprova candidaturas de Carlesse e Amastha

[caption id="attachment_127161" align="alignleft" width="620"] Mauro Carlesse e Carlos Amastha | Fotos: Reprodrução[/caption] Os registros das candidaturas à reeleição ao governo do Tocantins de Mauro Carlesse (PHS) e seu candidato a vice, Wanderlei Barbosa (PHS), e do postulante a senador, César Halum (PRB), todos da Coligação Governo de Atitude, foram aprovados na quarta-feira, 29, pelo do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO). De acordo com a relatora do processo, juíza Ângela Issa Haonat, os documentos apresentados pelos candidatos estavam conforme o que exige a lei. Além disso, foi destacada a manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) pelo deferimento das candidaturas. O voto favorável da juíza foi acompanhado pelo pleno do TRE-TO. Mauro Carlesse e o seu vice saíram vitoriosos da eleição suplementar ao governo, ocorrida no mês de junho deste ano, com mais de 75% dos votos válidos. Ambos tomaram posse no último dia 9 de julho. Para o pleito de outubro, a dobradinha será repetida em busca da reeleição. Já o deputado federal César Halum é candidato ao Senado pela primeira vez e, em que pese ter havido impugnação à sua candidatura, em razão da rejeição de suas contas enquanto presidente da Assembleia Legislativa, ainda em 2006, o TRE-TO deferiu, por unanimidade, o registro da candidatura. Amastha Ademais, na sessão ocorrida na quarta-feira, 29, a Justiça Eleitoral aprovou os registros de candidaturas dos postulantes a governador e vice da coligação A Verdadeira Mudança, Carlos Amastha (PSB) e Oswaldo Stival (PSDB), respectivamente. Como a coligação já havia tido a aprovação dos Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários (Drap), Amastha e Stival estão aptos para a disputa. O relator das duas ações foi o juiz Rubem Ribeiro de Carvalho. Carlos Amastha lembrou os ataques que sofreu na eleição suplementar e destacou que o registro é uma prova de que ele é ficha limpa. “Fui vítima de muita fake news no primeiro turno da eleição suplementar em junho. Agora, como previsto, não haverá qualquer problema, e os adversários não vão poder ficar plantado que eu não sou candidato. Sempre agimos dentro da lei, e a Justiça Eleitoral mostrou isso mais uma vez”, destacou Amastha.

MPE-TO questiona TCE-TO sobre limite de gastos com pessoal

[caption id="attachment_26795" align="alignleft" width="620"] Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) | Foto: Divulgação[/caption] Na quinta-feira, 30, Ministério Público Estadual do Tocantins (MPE-TO) instaurou inquérito civil público com vistas a apurar possível descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) por parte do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) no que se refere ao limite de gastos com pessoal. Segundo as informações iniciais, o índice de gastos com pessoal do TCE-TO vem evoluindo continuamente, levando o órgão a exceder os limite de alerta e prudencial no primeiro e no segundo quadrimestre de 2017. No terceiro quadrimestre do referido ano, foi extrapolado o limite máximo, situação que se repetiu no primeiro levantamento de gestão fiscal de 2018. Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, os gastos com pessoal por parte dos tribunais de contas dos estados têm como limite de alerta a proporção de 1,11% da Receita Corrente Líquida. Como limite prudencial, 1,17%, e, como limite máximo, 1,23%. No Tocantins, o órgão alcançou os percentuais de 1,20%, 1,21%, 1,27% e 1,31% nos quatro últimos quadrimestres, respectivamente. Como primeiras providências para a investigação, foram solicitadas ao presidente do TCE-TO informações referentes às medidas já adotadas e às que estão planejadas a fim de reduzir as despesas com pessoal e promover o reenquadramento aos limites da LRF.

Associação Tocantinense dos Municípios participa de congresso municipalista no Uruguai

[caption id="attachment_134745" align="alignleft" width="620"] Reunião da Flacma, em Montevidéu, no Uruguai | Foto: Divulgação[/caption] Na condição de vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), o prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano (PDT), participou, de quarta-feira, 29, a sexta-feira, 31, do Congresso "Flacma: Políticas de Acordos para o Desenvolvimento Econômico, Cultural e Político das Regiões", em Montevidéu, no Uruguai. Segundo os organizadores, o objetivo do congresso é consolidar uma representação continental mais forte e inclusiva com impacto real sobre as políticas públicas no continente, além de acordar um plano de ação anual e delinear um portfólio de iniciativas que a Federação Latino-Americana de Cidades, Municípios e Associações (Flacma) defenderá nos próximos anos. A Flacma é uma espécie de organismo internacional que defende os interesses locais e a autonomia dos entes municipais na América Latina. Além disso, o encontro busca construir pontes de cooperação e relações de trocas entre as autoridades locais. No Congresso, os prefeitos discutem os Planos de Desenvolvimento Territorial e Urbano e participam do encontro da Cúpula Hemisférica de Prefeitos e Governos Locais, encabeçado pela Flacma. Jairo Mariano comentou a participação dos prefeitos tocantinenses no encontro. “Estamos aqui para conhecer os projetos de inovação executados nos municípios latino-americanos e para construir modelos de gestão a serem aplicados em nossas cidades”, disse. Esse é o segundo encontro internacional de autoridades latino-americanas que prefeitos do Tocantins participam. O primeiro ocorreu em agosto de 2017, na cidade de Pachuca, no México. Também participaram do evento os prefeitos Adriano Morais, de São Sebastião do Tocantins, Ailton Francisco, de Presidente Kennedy, Fernandes Martins, de Figueirópolis e Marlen Ribeiro, de São Félix do Tocantins.

Após apoio de lideranças, candidatura de Carlesse ganha corpo

[caption id="attachment_134762" align="alignleft" width="620"] Campanha à reeleição do governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), está cada vez mais encorpada | Foto: Esequias Araújo/Governo do Tocantins[/caption] O governador e candidato à reeleição, Mauro Carlesse (PHS), recebeu, na quinta-feira, 30, líderes de diversas regiões do Tocantins. Durante as reuniões, estiveram presentes os candidatos a deputado federal, João Oliveira (PHS) e Josi Nunes (Pros). O ex-prefeito de Itacajá, Manoel Pinheiro (PSDB), vereadores, indígenas e líderes locais apresentaram as demandas da região. Outro compromisso da agenda foi o encontro com lideranças da capital, quando cerca de 30 pessoas se reuniram para firmar apoio a Mauro Carlesse. “O governador é um homem de palavra, cumpre o que diz e é por isso que estamos aqui para firmar o nosso apoio a ele”, disse o presidente da Associação de Feirantes da Região Norte, Orivaldo Tomaz da Silva. Também foram atendidos por Carlesse representantes do município de Natividade. Eles levaram ao candidato um panorama da região e firmaram apoio à reeleição. “O governador fala a nossa língua e está preocupado em organizar a nossa Região Sudeste, por isso tem o nosso apoio”, disse Dilma Barbosa. Na oportunidade, o governador conversou com o prefeito de Paranã,  Fabrício Viana (MDB), e vereadores daquele município. “Temos recebido diariamente o apoio de pessoas de várias regiões do Estado e segmentos da sociedade. Depois de conseguirmos trazer a estabilidade para o Estado, vamos em busca agora de gerar oportunidades para os tocantinenses. Queremos vencer no primeiro turno porque o Estado não aguenta mais passar por tantas eleições. Só conseguiremos alcançar esse objetivo com o apoio das pessoas”, afirmou Carlesse. Também na quinta-feira, um encontro na cidade de Alvorada mostrou toda força da candidatura de Mauro Carlesse (PHS) na Região Sul do Tocantins. Doze prefeitos estavam no palanque da coligação Governo de Atitude, que, além do governador, reuniu os candidatos ao Senado César Halum (PRB) e Eduardo Gomes (SD), além de postulantes a vagas na Câmara dos Deputados, Carlos Gaguim e Josi Nunes, e para a Assembleia Legislativa, como a presidente da Casa e candidata à reeleição, Luana Ribeiro (PSDB). "Estou muito feliz em ter ao meu lado esses prefeitos e outros líderes. É uma união de pessoas que entenderam que só assim o Tocantins será melhor para todos. Vamos trabalhar com todos eles valorizando os municípios, pensando no povo", disse Carlesse, que na, Região Sul, onde começou sua trajetória política, tem o apoio de aproximadamente 90% dos gestores municipais. César Halum (PRB) disse ser fundamental ter um Governador forte e de comando. "É preciso acreditar que o Tocantins tem rumo e que a união de todos é importante para a retomada do crescimento", reforçou. Já o companheiro de chapa, Eduardo Gomes (SD), enalteceu as qualidades de Carlesse e do grupo que hoje governa o Tocantins. "Aprendi esses dias uma forma simples de governar, sempre aberta aos líderes e com planejamento pensando no futuro."

“Nossa aliança pode reeleger Carlesse para o governo e dois senadores”

Tendo Siqueira Campos (DEM) como suplente, o ex-deputado federal diz que a frente política da qual participa tem um projeto para a modernização do Tocantins

Pesquisas internas indicam que Eduardo Gomes é favorito ao Senado

[caption id="attachment_134715" align="alignleft" width="620"] Candidato ao Senado pelo Solidariedade, Eduardo Gomes | Foto: Reprodução[/caption] A disputa pelo senado no Tocantins conseguiu arregimentar grandes ícones da política. Além dos naturais candidatos à reeleição, Ataídes Oliveira (PSDB) e Vicentinho Alves (PR), surgiram nomes de peso no mesmo cenário, tais como os deputados federais César Halum (PRB) e Irajá Abreu (PSD), o deputado estadual Paulo Mourão (PT) e o ex-parlamentar Eduardo Gomes (SD), que tem o ex-governador José Wilson Siqueira Campos (DEM) como suplente. A porta da Câmara Alta do Congresso Nacional é muito estreita. É inquestionável que todos os políticos acima mencionados são ou foram importantes para a consolidação da emancipação tocantinense. Porém, após três pesquisas internas de diferentes coligações, é curioso observar que, exatamente aquele que atualmente está sem mandato, Eduardo Gomes, é o que desponta como favorito para uma das vagas. Não é possível afirmar se os votos declarados — reforça-se, em pesquisas internas —, decorrem daqueles eleitores de 2014, quando Gomes perdeu a eleição no senado para Kátia Abreu (PDT) por diferença ínfima, ou se são fruto do fenômeno denominado transferência de votos, cujo responsável seria Siqueira Campos. O certo é que, segundo estas pesquisas de consumo interno, Eduardo Gomes lidera a corrida ao Senado. Logo atrás, vem César Halum. Essa possível votação do candidato republicano estaria mais relacionada ao trabalho parlamentar realizado durante oito anos, aliado ao fato de ser o representante do norte e bico do papagaio, como também em razão de compor a chapa palaciana. Todos os outros candidatos correm por fora e estão tecnicamente empatados. Os dois atuais ocupantes dos cargos, Ataídes e Vicentinho, deveriam estar melhor posicionados. Contudo, em que pese o primeiro ser um parlamentar atuante, austero e defensor da moralidade, e o segundo apresentar um rol quase infinito de emendas parlamentares destinadas aos municípios, suas candidaturas ainda não decolaram. Não se pode afirmar que esta inércia estaria diretamente ligada ao fato de terem se coligado com o ex-prefeito Carlos Amastha (PSB), cujo índice de rejeição é alto. Entretanto, no caso específico de Vicentinho, é acertado dizer que sua ínfima performance, até agora, está relacionada ao desempenho abaixo do esperado na eleição suplementar. Os números, que o senador gostaria de deletar, estão vivos na memória do eleitorado, que, ao que tudo indica, optará pela renovação. Já a chapa encabeçada por Marlon Reis (Rede) tem como candidatos ao senado Irajá Abreu e Paulo Mourão. O segundo é um dos políticos mais inteligentes e preparados do Tocantins. Neste caso, o problema não reside na capacidade, amplas vezes demonstradas pela dupla de parlamentares e nem tampouco no poder de persuasão. Os entraves, cada qual ao seu modo, reside no fato de Irajá representar a continuidade da familiocracia, tão rejeitada pelo eleitorado, e Mourão estar filiado e defender os representantes da cúpula do PT, sigla que passou a causar repugnância em muitos brasileiros, face aos desvios de conduta e prisões de seus membros. Por fim, os outros candidatos ao Senado, como o ex-deputado federal Antonio Jorge e o policial federal Farlei Meyer, ambos do PSL, como também o comerciário Melk Aires (PSOL), dificilmente vão conseguir 1% dos votos válidos. O fato concreto é que, na fotografia do momento, faltando pouco mais de trinta dias para a eleição, a chapa majoritária palaciana composta por Mauro Carlesse, Eduardo Gomes e César Halum estaria eleita e faria “barba, cabelo e bigode”.

Governo Carlesse reduz folha de pagamento

[caption id="attachment_132348" align="alignleft" width="620"] Governador do Tocantins, Mauro Carlesse | Foto: Reprodução[/caption] Após a vitória nas urnas da eleição suplementar, a gestão do governador Mauro Carlesse (PHS) implantou importantes medidas para ajustar as contas públicas. Uma das ações desenvolvidas foi a extinção da estrutura da Secretaria de Articulação Política, que existia dentro da Secretaria de Governo. Dessa forma, o Estado conseguiu reduzir os gastos da pasta de R$ 4.290.903,19 para R$ 2.218.433,34, o que representa uma economia de mais de R$ 2 milhões, ou seja, quase metade da folha (48,3%). Só no 3º bimestre, graças às medidas austeras, Carlesse conseguiu uma redução de 3,9% com as despesas a folha de pagamento do Estado, saindo do alto índice de 58,22% para 54,96%. Na gestão anterior, o órgão em questão tinha a nomenclatura de Secretaria de Governo e Articulação Política e possuía 1.020 servidores. A partir da posse definitiva de Carlesse, com a extinção da área política, o quadro passou a ser de apenas 615 servidores, que trabalham no Palácio Araguaia e em outras estruturas administrativas subordinadas à Secretaria de Governo, responsável por toda a administração do Palácio Araguaia, a Praça dos Girassóis, o Hangar do Estado e o Parque do Cantão. “Temos um compromisso de gestão de realizar ajustes e reformas nas áreas necessárias para readequar o Estado dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal [LRF]. Ao assumir o governo, estudamos a estrutura que recebemos e fizemos as adequações sempre na intenção de reduzir gastos”, explicou Mauro Carlesse.

Siqueira Campos é transferido para São Paulo e deve passar por cirurgia

Ex-governador estava internado em Palmas desde a última terça-feira (28)

Prefeito do MDB é encontrado morto no Tocantins

Corpo foi encontrado em uma estrada vicinal próxima à BR-153

Por que Simoni não herda os votos de Bolsonaro?

[caption id="attachment_134054" align="aligncenter" width="620"] Cesar Simoni ao lado de Jair Bolsonaro: o primeiro não apresenta os mesmos resultados do segundo nas pesquisas[/caption] O candidato a governador Cesar Simoni (PSL) não é político de golpes baixos nem de expressões grosseiras, o que já foi demonstrado nas entrevistas à época em que esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública, bate-papos informais ou declarações à imprensa quando provocado acerca de temas polêmicos. Trata-se de um camarada comedido, mas, dicotomicamente, irredutível e implacável em suas posições. Simoni é homem de levar o adversário às cordas sem ferir a regra do jogo, porque foi obrigado a aprender o ofício, enquanto exerceu o cargo de promotor de Justiça. É capaz de engolir alguns sapos, todavia, só até onde considera suportável. Isso ficou claro em suas declarações, no início de agosto, ao Jornal Opção e a outros veículos de comunicação sobre a Operação Jogo Limpo, da Polícia Civil. Mesmo desvinculado da pasta de Segurança Pública desde o mês de março, ele foi acusado, injustamente, por alguns vereadores de Palmas de ser o “mentor” da referida operação. A resposta veio a caráter. Simoni provou sua capacidade de gestão enquanto esteve no comando da Segurança Pública e organizou, com ideias inovadoras, criativas e muita responsabilidade, os problemas deixados pelo governo anterior. Aliado a isso, o ex-promotor de Justiça possui um passado profissional sem quaisquer máculas. Tem o perfil ideal, portanto, na visão de muitos eleitores, para ser governador. Entretanto, apesar do currículo, a campanha de Simoni ainda não decolou. É como se ele possuísse uma mina de ouro subterrânea, mas não tem capital para comprar o maquinário necessário para explorá-la. Talvez fosse como se possuísse um avião tipo Boeing, mas sem gasolina, sem comandantes, e muito menos dinheiro para colocá-lo e mantê-lo no ar. Bolsonaro Essa mina de ouro ou esse Boeing é nada mais do que o fato de ser o candidato a governador do Tocantins do presidenciável, e líder em todas as pesquisas sem o ex-presidente Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PSL). Observa-se que, entre os mais de 5,5 milhões de seguidores inscritos na sua página do Facebook, cerca de 400 mil são eleitores tocantinenses. Ora, então por que esses votos ainda não foram transferidos a Simoni, se na última pesquisa divulgada pelo instituto Vetor, encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), Bolsonaro lidera com folga e alcança 23% das intenções de votos no Estado? Talvez sejam erros de estratégia dos coordenadores da campanha, por não gravarem vídeos com o presidenciável solicitando que seus eleitores votem também em Simoni. Talvez seja pura escassez de recursos para engatilhar outras ações político-partidárias. Talvez seja porque os adversários estejam em campanha desde abril, em razão da eleição suplementar, enquanto o governadoriável do PSL só começou a campanha em no último dia 16. Não se sabe ao certo e não cabe aqui fazer pré-julgamentos. Contudo, o fato de não ser bastante conhecido em âmbito estadual – exatamente por não ser político profissional – mas, possuir uma ficha “pra lá de limpa”, pode se transformar num indicativo de acerto sob a ótica do eleitorado, contrariando a interpretação dos políticos e jornalistas setoriais. Política tradicional Simoni pode surfar, por exemplo, na onda levantada por Marlon Reis (Rede) na eleição suplementar: de ilustre desconhecido a detentor de quase 60 mil votos, em uma campanha com parcos recursos e que se baseou na suposta honestidade do candidato e sua ficha limpa. Porém, ao atrair o PT e o PV para sua coligação, Reis rasgou deixou-se contaminar. Jogou fora, numa só tacada, mais da metade dos votos que obteve na eleição extemporânea, porque as condutas dos caciques dos dois partidos, o PT em âmbito nacional e o PV em âmbito estadual, são totalmente contrárias aos preceitos da Lei da Ficha Limpa, que ele tanto se orgulha de ter ajudado a criar. Além disso, anteriormente, Marlon Reis se declarou totalmente contrário a alianças com as oligarquias, familiocracias ou ainda a quem houvesse exercido cargos públicos que levaram o Estado do Tocantins ao que ele classificou como lamaçal. Mas seu candidato a senador é o deputado federal Irajá Abreu (PSD), filho da senadora Kátia Abreu (PDT). Assim, o termo da “ficha limpa” está sem dono no momento. Simoni, se quiser, pode se apoderar deste discurso e, cooptar esta onda, arregimentando os eleitores de Marlon Reis, que demonstraram insatisfação com os atuais modelos de gestão, como também com seus executores, ora candidatos. Caso seja isso mesmo, haverá uma dificuldade adicional na perspectiva dos adversários que pretendem desmontar a candidatura do inesperado concorrente. Vão precisar tomar cuidado para não transformá-lo em uma doce vítima do “poder econômico” ou do “pragmatismo e proselitismo da velha política” que aí está. Contra a tese do candidato refratário à política tradicional, existe a realidade nua e crua: as necessidades do caixa da campanha, advindas apenas de um ínfimo fundo partidário, exatamente porque ele se nega a receber doações espúrias, além do reduzido tempo de rádio e televisão e dos acordos partidários que pouco agregaram, que incluem até mesmo o apoio a outros candidatos majoritários, por parte dos candidatos proporcionais. Condutas estas totalmente contrárias aos interesses de Simoni. Há, por fim, o outro lado da realpolitik: quem tem o poder de decisão é o povo e, caso ocorra o fenômeno da transferência de votos de Bolsonaro para Simoni, isso dá ao jogo igualdade de condições.

Kátia Abreu busca apoio suprapartidário para pedetista Ciro Gomes no Tocantins

[caption id="attachment_134053" align="aligncenter" width="620"] Senadora Kátia Abreu
é candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes: momento “ímpar” para Tocantins[/caption] A senadora Kátia Abreu (PDT), candidata a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Ciro Gomes (PDT), conclamou, durante entrevista coletiva, os líderes políticos do Estado e toda a população a unirem forças pela eleição do pededista, com a perspectiva de que pode ser uma importante oportunidade para o Tocantins ter uma tocantinense eleita como vice-presidente da República. “Peço, humildemente, que as forças políticas de todo o Tocantins se unam em torno da candidatura de Ciro Gomes, porque esse é um momento ímpar para o nosso Estado”, avaliou a senadora. Na coletiva, Kátia Abreu falou do plano de governo para o Brasil e frisou que consertar as contas públicas é prioridade para garantir empregos e investimentos. “O plano envolve ações que devem alcançar esse objetivo em dois anos. Nos seis primeiros meses de mandato, já serão feitas mudanças importantes e os brasileiros vão perceber os avanços que serão alcançados na vida de cada cidadão”, destacou.