Amastha fala em dar autonomia a regiões do Tocantins, apesar do inchaço da máquina pública

O jogo político de Amastha foi claro. Confira

Carlos Amastha: práticas da velha política agora fazem parte de sua cartilha | Foto: divulgação

Quando Cinthia Ribeiro (PSDB) assumiu a Pre­fei­tu­ra de Palmas, após a re­núncia de Carlos Amas­tha (PSB), um dos seus primeiros atos — sob o argumento que era necessário economizar — foi extinguir a subprefeitura da Região Sul, localizada em Taquaralto.

O jogo político de Amastha era claro. Ao nomear Adir Gentil, do Podemos, como subprefeito daquela região, o ex-prefeito tinha como objetivo empoderar seu braço direito, proporcionar-lhe capilaridade política e, de quebra, avançar sobre o território ocupado pelos vereadores oposicionistas Léo Barbosa (SD), Milton Neris (PP) e Lucio Campelo (PR).

Aliado ao fato de Gentil ser obrigado a se desincompatibilizar do cargo para disputar a eleição de deputado federal, como também em razão dos gastos que a nova gestora considerou como supérfluos, a subprefeitura foi extinta em uma canetada. Nada mais acertado. A extensão da prefeitura na Região Sul era apenas uma cortina de fumaça para empregar apaniguados e cabos eleitorais de Amastha e Adir. Hoje, a região é plenamente atendida, como sempre foi, diga-se de passagem, sem a necessidade de descentralização ou da figura do subprefeito.

Mas o discurso de Amastha na terça-feira (4) em Sítio Novo, quando recebeu o apoio do ex-prefeito Jair Freitas (MDB), foi na direção oposta. “Não é justo que as crianças do Bico não tenham as mesmas oportunidades que as crianças de Palmas. Temos que fazer esse Estado voltar a crescer”, ressaltou, reforçando que a inovação de seu plano de governo é criar as governadorias em dez regiões do Estado, uma delas no Bico do Papagaio, visando proporcionar-lhes autonomia.

O tom final do discurso foi de “página virada”. Como o ex-prefeito quer resultados diferentes se continua agindo de forma absolutamente igual? O inchaço desnecessário da máquina administrativa é retrógrado e ficou provado que a criação de entrepostos administrativos gera apenas despesas, que não resultam em ganhos sociais. O certo é que todas as práticas da chamada velha política que Amastha sempre abominou por se autodenominar “novo” agora fazem parte de sua cartilha.

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