Imprensa
Apenas uma pessoa aparece na fotografia da primeira página, mas o jornal fala em “grande público"
“Uma imagem vale mais do que mil palavras” é uma frase célebre. Mas, embora pareça perfeita, não o é inteiramente. Tanto que Millôr Fernandes, o filósofo do humor, rebate: “Agora diga isto sem palavras”. No mundo do jornalismo, as imagens — fotografias — são fundamentais. Por vezes, provam o fato, até mais do que o texto — além de comover e, não raro, chocar. Mas há momentos nos quais, por descuido do editor, a fotografia destoa da reportagem e acaba não dizendo praticamente nada.
Na capa de “O Popular” de sexta-feira, 10, há uma fotografia plasticamente bonita. O fundo amarelo realça a evolução de um jovem numa pista de skate, no parque recém-inaugurado pelo governo de Goiás no Autódromo Internacional de Goiás. Mas a foto contradiz o texto, que funciona como legenda. O editor escreveu: “Uma semana após inaugurado, parque junto do Autódromo atrai grande público”. Só há uma pessoa na fotografia da capa.
Na foto interna, na página 22, aparecem nove pessoas divertindo-se com skates. Do lado de fora da pista, há cinco pessoas. Quatorze pessoas não é o mesmo que “grande público”. A repórter Carol Almeida prefere “bom público”.
Os problemas apontados pelos usuários — a tinta da pista de skate atrapalha a aderência e a tabela da quadra de basquete (e outros esportes) “está errada” — são mencionados na reportagem, mas não nos títulos, subtítulos e legendas. As fotografias da capa e internas são de Cristiano Borges.
Mas uma coisa é certa: o Parque Marcos Veiga Jardim ficou mesmo muito bom. Trata-se de uma excelente iniciativa do governo de Marconi Perillo e feito graças à competência de Jayme Rincón.
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Gordo é feio. Bonita é gente magra. Como escapar da Ditadura dos Magros? É quase impossível
Sou magro desde sempre e, portanto, nada contra os magros (Shakespeare desconfiava dos muito magros) e muito menos contra os gordos e quase-gordos. Mas a República da Magreza — a Ditadura dos Magros — nunca me agradou. A ideia de beleza é associada ao fato de ser magro. Modelos quase esqueléticas são as mais elogiadas pelo mercado e pelas colunas de jornais, revistas, sites e emissoras e redes de televisão. Como são apresentadas como donas de fortunas, e vivem cercadas de glamour, acabam se tornando exemplo de beleza a ser imitada a qualquer custo.
Há jovens belas que fazem infinitas plásticas com o objetivo de ficarem parecidas com seus modelos. O resultado é que, por vezes, ficam mais feias, perdendo a beleza natural anterior, e nada parecidas com as atrizes, modelos e socialites. No momento, a moda, até entre jovens de 20 anos, é fazer uma cirurgia em consultórios de dentistas — bichectomia — para retirar gordura das bochechas. Isto sem pensar nos efeitos colaterais, como flacidez. Aí precisam recorrer a dermatologistas para fazer preenchimento. A busca da beleza a qualquer custo às vezes contribui, isto sim, para a velhice precoce do corpo.
Claro que a Ditadura dos Magros não tem a ver só com a busca da beleza, que talvez seja uma tentativa de procura da eterna juventude, o Santo Graal dos homens e mulheres. Há problemas de saúde. Várias pessoas fazem a chamada “cirurgia de redução de estômago”, ou bariátrica, para melhorar a saúde. Elas dizem que a saúde melhora, apesar da disciplina que se exige, quase ditatorial, e, sobretudo, sentem-se mais bonitas. Predomina a ideia de que gordo é feio, não é sensual, não é sexy. É a realidade ditando a regra. Um amigo fez a cirurgia com o médico Áureo Ludovico e conta que, apesar de magro, raciocina como “o gordo antigo”. Tem vontade de comer mais do que come e, como não pode e não deve, chegou a ficar deprimido. Agora, acostumou-se, sente-se mais bonito, até admirado e diz que a autoestima está em dia.
O ator Leandro Hassum, excelente comediante — rio só de ver a sua cara de sonso (faz um dupla impagável com o “esperto” Marcius Melhem) —, perdeu 60kg (pesava 145kg) e tem postado fotografias nas redes sociais, exibindo o “novo” corpo, supostamente contente com o sucesso de sua cirurgia bariátrica, feita em 2014, especialmente com sua nova forma física.
Na terça-feira, 7, Leandro Hassum exibiu-se numa rede social, postando uma fotografia sem camisa. Sua forma física de fato impressiona — ligeiramente, parece um lutador de MMA. Ele disse, orgulhoso: “Exibindo sim. Para quem ficava pedindo foto sem camisa. Orgulho, vida nova, rumo ao tanquinho”. A internet entrou em polvorosa, colegas de redação chegaram a sugerir que era montagem. Não é. Ele está mesmo magro e forte.
Leandro Hassum conta que, para manter a forma, além da alimentação saudável e regrada, faz musculação e surfe. O comediante não piorou nem melhorou. Mas fico com a impressão de que era mais engraçado quando gordo (e parecia mais jovem). Deve ser só impressão, pois o chapliniano Marcius Melhem é magro e divertido. Talvez o nosso imaginário praticamente “exija” a dupla o Gordo e O Magro — o contraste.
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Contos de Kolimá — A Editora 34 está “doando” ouro para os leitores brasileiros: a primorosa obra de Varlam Chalámov, “Contos de Kolimá”, com tradução direta do russo. Trata-se da história da vida cotidiana no Gulag — os campos de trabalho forçado (verdadeiros campos de concentração) criados por Stálin — escrita por um escritor notável.
A editora lança agora mais dois volumes dos “Contos de Kolimá”: “A Margem Esquerda” (304 páginas, tradução de Cecília Rosas e prefácio de Roberto Saviano) e “O Artista da Pá” (424 páginas, tradução de Lucas Simone e posfácio de Varlam Chalámov).
A jornalista e escritora Svetlana Aleksiévitch, Nobel de Literatura de 2015, afirma que Varlam Chalámov é “o maior escritor do século 20”. Pode até não ser o maior, pois este tipo de campeonato não tem vencedores, só perdedores, sobretudo os leitores, mas é mesmo um grande escritor. Mais do que isto: sua literatura, por ser testemunho dos mais confiáveis, é extremamente útil para as pesquisas dos historiadores. É literatura e é documento (sem a chatice do didatismo da denúncia pura e simples).
O escritor britânico Malcolm Lowry (1909-1957) é mais conhecido, no Brasil, por seu romance “À Sombra do Vulcão”. Em 1944, quando passava uma temporada no Canadá, a cabana de um pescador na qual havia se hospedado pegou fogo. O escritor britânico salvou o manuscrito de “À Sombra do Vulcão”, mas outro manuscrito, de mil páginas, queimou inteiramente. Malcolm Lowry estava escrevendo o romance “Rumo ao Mar Branco” (“In Ballast to the White Sea”) havia nove anos. Durante anos, não se falou mais no assunto. Porém, em 2000, revela José Riço Direitinho, no jornal “Público” (edição de 30 de maio), Jan Gabrial, primeira escritor do escritor, apresentou uma versão menor da obra. “O romance — uma espécie de ‘elo perdido’ entre ‘Ultramarina’ (1933), o seu primeiro livro, ‘À Sombra do Vulcão’ [publicado em Portugal como ‘Debaixo do Vulcão’, 1947] — viria a ser publicado em 2014”. O poeta Daniel Jonas traduziu e prefaciou “Rumo ao Mar Branco”, para a Editora Livros do Brasil, de Portugal. No prefácio, Daniel Jonas escreve: “É claro que este esqueleto de ‘In Ballast’, não sendo propriamente o cadáver do romance enfunado de Lowry, não deixa de se constituir como uma espécie de caveira sobre a qual espreitamos num afã anatomo-patológico de tentarmos imaginar como seria a sua carne, a sua pele e as suas feições”. O romance é uma obra inacabada. Malcolm Lowry cultivava a “estética do excesso”. O resenhista sublinha que o romance, que ficou menor do que o autor pretendia, “idealmente excessivo teve o fogo como grande editor. Na verdade, grande da enorme qualidade literária das obras do autor inglês deve-se exatamente a esse ‘excesso’, ao nível de profundidade a que por vezes chega com o excesso de efeitos aplicados na escrita, incluindo múltiplas intertextualidades e contínuos diálogos surdos com autores que são sempre convocados”.
Aos 55 anos, escrevo quase tudo de memória, para não perdê-la. Depois, claro, faço o trabalho de checagem. Consulto o Google? Sim, e muito. Mas quase sempre apenas para confirmar o que escrevi sem verificá-lo. Percebo que colegas mais jovens, e não estou criticando-os, não fortalecem a memória, não a treinam. Confiam demais no gravador e, sobretudo, no Google. Raciocinam assim, e com certa lógica: se há o Google, no qual posso fazer as conferências de que preciso, por que usar o cérebro como armazenador e organizador de informações? O fato é que penso melhor, escrevendo com mais clareza sobre determinado assunto, quando uso e forço minha memória. Quando as informações e ideias estão organizadas no meu cérebro.
Ninguém lutou boxe tão bem e percebeu que uma batalha às vezes começa ser vitoriosa fora dos ringues. George Foreman perdeu a guerra do Zaire dentro e fora do ringue
O colunista Jarbas Rodrigues não menciona o primeiro volume, por isso não percebe que o ex-presidente bate duro em Wolney Siqueira e Pedrinho Abrão
Jornais, revistas e sites repercutiram a história de que o britânico é gay desde terça-feira. O Popular só descobriu o assunto na sexta-feira, 3
Reportagem do jornal praticamente sugere que o “boigente” viajava sozinho do Tocantins para uma fazenda em São Paulo
Alexandre Borges e Murilo Resende, contra a hegemonia do pensamento “religioso” da esquerda, vão apresentar ideias liberais e conservadoras. Curso gratuito

