Imprensa
“Toda a cúpula da redação”, como Alberto Dines e Carlos Lemos, seguiu o proprietário da empresa na defesa da derrubada de João Goulart
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Alberto Dines e a capa do livro "Até a ultima página" | Montagem: Reprodução[/caption]
Odylo Costa, Janio de Freitas e Alberto Dines são os três jornalistas que produziram revoluções gráfico-editoriais no “Jornal do Brasil”, que, um dia, foi o melhor e o mais charmoso jornal do país.
Em 1964, quando os militares, com o apoio das tradicionais vivandeiras — Carlos Lacerda e Magalhães Pinto na comissão de frente —, derrubaram o presidente República, João “Jango” Goulart, e se tornaram mandachuvas, a Imprensa, quase toda ela, apoiou o golpe. Não consta que, na cúpula das redações de “O Globo”, de “O Estadão” e do “Jornal do Brasil”, alguém tenha ficado corado. Se ficou, bebericando uísque, foi de satisfação.
O excelente livro “Até a Última Página — Uma História do Jornal do Brasil” (Objetiva, 564 páginas), de Cezar Motta, relata entre as páginas 135 e 136: “Como todos os grandes jornais brasileiros, à exceção do ‘Última Hora’, o ‘JB’ apoiou o golpe desde que começou a ser preparado. Mas o apoio não era restrito à direção da empresa, a Nascimento Brito e à condessa Pereira Carneiro. Toda a cúpula da redação, os jornalistas com responsabilidade pelo produto final, eram favoráveis: o editor-chefe, Alberto Dines, o chefe de redação Carlos Lemos, o editorialista Wilson Figueiredo e o recém-promovido chefe de reportagem, Luiz Orlando Carneiro”.
Pouco mais tarde, jornalistas críticos e posicionados, como Alberto Dines, começaram a ser perseguidos pela ditadura.
Alberto Dines, um dos mais notáveis e decentes jornalistas brasileiros, morreu na terça-feira, 22, em São Paulo, em decorrência de uma pneumonia.
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Foto: Divulgação[/caption]
O comentarista esportivo Paulo Vinícius Coelho vai lançar um livro que conta a história do futebol jogado no Brasil e a sua evolução tática.
Intitulado “Escola Brasileira de Futebol” (Editora Objetiva, 294 páginas), o lançamento acontece na Livraria da Vila, em São Paulo, na terça-feira, 22. PVC, como é conhecido, vai participar de uma mesa redonda durante o evento com o jornalista José Trajano.
Autor de outros oito livros, o comentarista do canal FOX Sports é considerado um dos principais nomes do jornalismo esportivo brasileiro.
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Foto: Reprodução[/caption]
O jornalista russo Kirill Vyshinsky, chefe do portal de notícias RIA Novosti Ukraine, foi preso pelo Serviço de Segurança Ucraniano (SBU, na sigla em ucraniano transliterada para caracteres latinos) na terça-feira, 15, sob a alegação de traição.
O ato foi condenado por profissionais da imprensa mundo afora. Em nota, a Federação Internacional dos Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês) repudiou a prisão e pediu às autoridades que jornalistas possam trabalhar livremente.
A brasileira Maria Carolina Trevisan, colunista do portal UOL, disse à agência de notícias russa Sputnik que o que aconteceu com Vyshinsky “remete às ditaduras”.
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Foto: Divulgação[/caption]
Repórter especial do “Nexo Jornal”, João Paulo Charleaux fez sua estreia no programa “Roda Vida”, da TV Cultura, na segunda-feira, 14.
O entrevistado da vez foi o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e Charleaux se destacou por emparedá-lo.
No Facebook, o jornalista contou uma história de bastidores: “Num dos intervalos de um bloco mais quente, comentei com Jungmann: ‘Tem muito intervalo nesse programa, ministro’. Ele respondeu algo como: ‘Pra mim, tem intervalo de menos’. Era esse o clima”.
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Mas não basta denunciar de maneira vaga. É fundamental nominar e processar os agressores


