Imprensa
O escritor, que vendeu 6 milhões de exemplares de obras sobre o faroeste, lutou na Guerra Civil Espanhola ao lado dos republicanos. Como anarquista, combateu franquistas e stalinistas
O criador do Unibanco foi um agente público, de amplos méritos, nos governos de Getúlio Vargas, JK, Jânio Quadros e Tancredo Neves
Meyer Lansky, mafioso judeu, criou o primeiro Estado mafioso do mundo em Cuba. O poderoso chefão acabou expulso do país em 1959
Claro que é uma brincadeira, mas feita a partir de um título verdadeiro e espantoso do jornal goiano
Pesquisador paulista julga e condena João Goulart, o Lula sem macacão, sem perceber que a tradição golpista no Brasil antecede a participação do gaúcho na política
A "Folha" retira Janio de Freitas e Celso Pinto do Conselho Editorial e convoca Mônica Bergamo e Helio Schwartsman
A jornalista vai dirigir sua empresa de palestra, a Soul-Me. Mas não descarta, adiante, voltar à televisão

Não é a primeira vez que a escultura macabra do japonês Keisuke Aiso protagoniza uma onda alarmista nas redes sociais
Em 1938, o rádio, como meio de comunicação de massa, era relativamente uma novidade. Eis que, em uma noite de 30 de outubro, véspera do Halloween, irrompe nas ondas da CBS a “notícia extraordinária” da invasão marciana ao planeta. Pânico em Nova Iorque. Sucesso para o radioteatro de Orson Welles.
Oitenta anos depois, os alienígenas nos invadem por meio do WhatsApp e outras ferramentas de comunicação instantânea. A chamada mídia tradicional participa desse jogo de forma atabalhoada.
A mais recente prova da inabilidade de os veículos tradicionais na lida com os meios digitais teve como protagonista a Revista Crescer.
Vamos à história
A produtora de conteúdo Juliana Tedeschi Hodar recebeu um vídeo com o “Desafio da Momo”. Nele, a macabra boneca, na verdade uma escultura do japonês Keisuke Aiso, invade vídeos infantis para incentivar as crianças à automutilação e ao suicídio.
A filha de Tedeshi confirmou ter visto tal vídeo. A produtora de conteúdo postou a história no Facebook – até a manhã desta terça-feira, 19, a publicação havia recebido 112 reações, 75 comentários e 1,3 mil compartilhamentos.
Baseada no relato de Tedeschi, a Crescer publicou a história com o seguinte título: “Momo aparece em vídeos de slime do YouTube Kids e ensina as crianças a se suicidarem, diz mãe”. Sem apuração, sem outros exemplos. Apenas o “diz mãe”.
O vídeo circulou febrilmente em grupos de WhatsApp, Facebook e Instagram. Às 10h50 desta terça-feira, 19, havia 5.210.000 referências aos termos “momo + suicídio” no Google.
[relacionadas artigos="171878"]Alguns veículos de comunicação apuraram melhor o caso. A ONG Safernet, referência em segurança digital, foi consultada. O Ministério Público da Bahia, por meio do Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos, notificou o Youtube e o WhatsApp. Nenhum deles encontrou links ou URLs que direcionassem a vídeos na plataforma que contivessem o conteúdo denunciado.
Existem centenas de vídeos da Momo no Youtube. Muitos realmente assustadores, especialmente para crianças. Nenhum, porém, “ensina” técnicas de suicídio ou automutilação (se ele existe, ainda não foi encontrado) na plataforma, mas, sim, no WhatsApp.
O roteiro é simples:
Um casal recebe um vídeo que coloca a segurança dos filhos em risco.
Os pais perguntam à filha: “Você já viu essa boneca?”.
Ela diz que a viu no Youtube (afinal, há milhares de vídeos dela na plataforma).
Os pais deduzem que o vídeo que ensina o suicídio está no Youtube, postam o alerta no Facebook e compartilham no WhatsApp.
Um veículo de comunicação publica a história, baseada nesse post, com um título chamativo para angaria clicks.
Centenas de outros veículos reproduzem o caso.
Novos relatos surgem.
Cresce o número de buscas no Google e o algoritmo começa a entender que aquele assunto é muito buscado e o coloca em evidência.
Mais buscas alimentam o algoritmo, mais o algoritmo alimenta as buscas.
Uma criança entra no Google, busca por “slime” e o algoritmo, vitaminado por milhões de buscas com os termos “slime + Momo + suicídio”, dá como resultado exatamente o vídeo que os pais queriam banir.
A roda gira alimentada pela legítima preocupação dos pais, pela pressa e falta de apuração da imprensa e pelo algoritmo do Google. Ao compartilhar o vídeo, os pais dão mais impulso à engrenagem.
E o hoax atinge seu objetivo.
Isabel Rio Novo revela que pai da escritora foi uma espécie de “gângster” no Brasil, expõe o vigor do romance “A Sibila” e diz que ela encontrou o marido por classificado de jornal
Assinatura por 6 reais não paga custos de grandes estruturas. Na verdade, os meios de comunicação estão subsidiando seus leitores
Intelectuais de esquerda querem eliminar da história e da literatura passagens que não combinam com seus credos políticos
Militares, ao contrário do presidente, que se envolve com picuinhas, dão um show de compostura e seriedade
Mas repetição de imagens e informações sugere que se está buscando mais audiência do que esclarecimento
Campanha da Fenaj pede doação de R$ 10 para cada jornalista brasileiro para pagar dívida com IPTU de outro imóvel

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) deu início a uma vaquinha virtual para evitar que a sede de Brasília seja leiloada. A dívida, de R$ 400 mil, refere-se ao não pagamento do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de outro imóvel que, segundo a Fenaj, foi cedido à federação na década de 1980, mas “nunca utilizado”.
A Fenaj, que é presidida pela goiana Maria José Braga, admite que enfrenta sérias dificuldades financeiras. E responsabiliza a Reforma Trabalhista, que chama de contrarreforma, que acabou com a cobrança do Imposto Sindical – principal receita não só da Fenaj, mas de todos os sindicatos do País. Também ataca a MP 873, que veda a cobrança da contribuição sindical diretamente na folha do trabalhador.
O pedido é de uma contribuição de R$ 10 e se estende aos jornalistas não sindicalizados. A Fenaj calcula que existam 150 mil jornalistas no Brasil.
O “JB” de que todos falam é um jornal do passado. O do presente permanece na UTI, como se fosse um morto-vivo

