Por Ton Paulo

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Vindos de outras cidades e até Estados, jovens chegam à capital em busca do sonho da graduação e passam a integrar as famosas casas do estudante universitário

Causa principal do rompimento de represa em Pontalina não foi chuva, diz Polícia Civil

Conforme o titular da Delegacia de Crimes Ambientais, uma série de fatores, a maioria oriundos de falha humana, contribuíram para o rompimento da barragem [caption id="attachment_231739" align="alignnone" width="620"] Inquérito sobre o caso de Pontalina está prestes a ser remetido ao Poder Judiciário | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption] Duas semanas após a tragédia que se abateu sobre o município de Pontalina, região central do Estado de Goiás, o delegado titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente, a Dema, está prestes a remeter ao Poder Judiciário o inquérito do caso. Entretanto, ao contrário do que vem sido amplamente noticiado e afirmado sobre o rompimento da represa localizada na Fazenda São Lourenço das Guarirobas, o principal motivo, segundo o delegado, não foi a chuva, e sim falha humana. Luziano Severino, à frente da Dema desde o final da década de 1990, adianta que ouviu três pessoas no inquérito e pretende entregá-lo dentro do prazo previsto de 30 dias. Após a averiguação e análise técnica da área, o delegado concluiu que a grande responsável pela represa que rompeu não foi a água que caiu do céu. Ele elencou alguns fatores que tiveram influência sobre a catástrofe - a maioria deles ligada à gestão humana do local. De acordo com o delegado, o desmatamento da mata ciliar da região foi uma das grandes responsáveis, uma vez que a retirada da vegetação natural e a execução dos chamados “drenos”, feitos para secar áreas brejadas, causaram a compactação da terra, impedindo a absorção da água da chuva pelo solo, o que é esperado naturalmente. A água da chuva, que caiu de forma torrencial no dia 4 de janeiro, acabou, então, excedendo os limites comportados pela represa. Ainda conforme Luziano, outro grande fator – e um dos principais - que contribuiu para o rompimento da barragem foi a inatividade da descarga de fundo, que é uma estrutura hidráulica instalada próximo aos sistemas para controle de cheias, para evitar o rompimento de uma barragem. Luziano revela que, em 2016, enviou à Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Pontalina um documento com uma série de exigências que deveria ser cumpridas nas barragens da região para evitar o risco de rompimento. Uma das exigências era a instalação de uma descarga de fundo na represa da Fazenda de São Lourenço das Guarirobas, solicitação que foi prontamente atendida pela secretária da época. Entretanto, segundo o delegado, algum tempo depois a estrutura foi desativada. Em 2018, ela já não funcionava. Além disso, ainda conforme o delegado, o extravasor de água da represa, ou o famoso “ladrão”, uma tubulação usada para escoar um casual excesso de água, havia sido obstruído manualmente. [caption id="attachment_231740" align="alignright" width="434"] O delegado explica a influência das falhas humanas no rompimento da barragem | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption] Há outras 22 barragens na região de Pontalina que, segundo o delegado, estão sendo verificadas uma a uma. Luziano revelou que também pediu averiguação de barragens em Catalão, Rio Verde, Buriti Alegre e Trindade. Ele conta que trabalha na Dema com o rompimento de barragens desde 2001 quando houve registro do primeiro caso, na Cidade de Goiás. “Na época, foi levado parte do patrimônio cultural da cidade. E quais foram as causas? Desmatamento em primeiro lugar”, revela. Luziano explica que há uma série de iniciativas que podem evitar catástrofes como a de Pontalina, mas é preciso se atentar ao desgaste do solo provocado pela ação humana. “Quantos drenos temos visto em diversos lugares de Goiás, em especial em Pontalina? Drenos em áreas brejadas, e se faz isso pra quê? Pra secar o brejo, e isso é suicídio ecológico”. O delegado apresenta ainda um fato preocupante: a maioria das nascentes de Pontalina estão degradadas e precisam passar por processo de recuperação. O delegado também chama a atenção para o lago de Pontalina que, assim como a represa que rompeu, está com a descarga de fundo inativa. “Aquele lago lá de Pontalina não rompeu por um triz. Aquela enchente toda, a maioria ali não tem nada a ver com o rompimento da represa, não. A descarga de fundo do lago da cidade está tampada com cimento”, conta. “Chegou a hora de parar de romper represa em Goiás, e os avisos naturais são claros. A natureza não vinga, a natureza dá suas respostas. Tem uma nascente, por que invade e mata a nascente? Precisamos é de água, mas de repente vem uma chuva um pouco mais acentuada e vira tragédia, e não é culpa de São Pedro não, o culpado é o ser humano”, arremata.

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“Ainda não acredito”, diz moradora de região onde represa rompeu, em Pontalina

Água levou plantações, animais, destruiu propriedades e transformou o local numa grande poça enlameada. O clima é um só: consternação [caption id="attachment_229923" align="alignnone" width="612"] Pontalinenses caminham em meio ao caos deixado pela água da represa que rompeu | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption] De Pontalina Quem chega a um determinado trecho da Fazenda São Lourenço das Guarirobas, na zona rural do município goiano de Pontalina, se depara hoje com um cenário desanimador de água e lama. Assim ficou o lugar e algumas regiões próximas dali depois que a represa que comportava cerca de 340 milhões de litros rompeu no último sábado, 4, estourando no Córrego Jataí. Sentada à sombra da área externa de uma casinha vermelha situada ao lado da dantesca poça de lama, uma mulher observa longamente a paisagem desoladora. Rafaela foi um das vítimas do furor da natureza aliada à negligência humana. O rompimento da represa, que fez com que a água descesse arrastando bicho, planta, terra, tudo o que havia pelo caminho, fez com que a casa onde vive ficasse alagada, inutilizando quase todos os seus pertences. A secretária de 31 anos perdeu praticamente todos os móveis. Ela conta que estava em Uberlândia (MG) quando tudo aconteceu, e só se deu conta dos danos quando retornou para casa. “Perdi praticamente tudo. Só deu pra salvar a televisão, que estava na parede, e o fogão”, desabafa. No interior da casa simples, a umidade e o forte cheiro de água suja tomam conta. Na sala, pequenos sofás amontoados remontam à visão de uma tentativa frustrada de secar os móveis. “Esses sofás aqui eu vou ter que jogar fora, não prestam mais. Ta sentindo o cheiro forte?”, pergunta, enquanto mostra as inúmeras perdas pela casa. Do lado de fora, uma cama virada na vertical e que antes estava no quarto de Rafaela também exala o odor de umidade. Na cozinha não é diferente. As portas do armário de madeira, inchadas e tortas, fazem com que seja impossível fechá-lo ou usá-lo de qualquer outra forma. Próximo da casa, a mulher aponta para um chiqueiro onde ficava seu porco. O animal desapareceu, e a suspeito é a de que o animal tenha sido levado pela água. [caption id="attachment_229926" align="alignright" width="479"] Situação do trecho da Fazenda São Lourenço das Guarirobas após rompimento da represa | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption] Rafaela ainda está incrédula quanto ao ocorrido. Ela relembra que o cenário há poucos dias era completamente diferente. “Isso aqui era uma paz. Agora, parece que passou um tsunami. Ainda não acredito, sabe. Só dá vontade de ficar aqui, olhando, porque não sei ainda o que vou fazer. Vieram uns bombeiros aqui, pegaram meus dados pra um cadastro aí, mas depois disso não me falaram mais nada”, conta. A alguns metros dali, o funcionário público aposentado Ronaldo Luís Moura, de 49 anos, também observa o quadro de destruição. A aproximação do repórter do Jornal Opção o faz alertar: “Cuidado com essa parte aí onde você ta pisando, também pode cair a qualquer momento”. Ronaldo se refere a um trecho de barranco afetado pela água que, ao que tudo indica, era parte de uma faixa de terra. O aposentado relata que seu irmão, Wilson Luís, é dono de uma propriedade na região afetada pela catástrofe. Ele conta que Wilson estava no local quando tudo acontece. “Ele ouviu um barulho estrondoso, e quando correu pra ver, viu que o barranco estava rachando. Foi no momento em que houve a avalanche da terra com a água”, relembra. De acordo com ele, o irmão, que é serralheiro e vai esporadicamente à propriedade para cuidar do local, mantinha plantações que foram arruinadas pelo ocorrido. “Ele plantava milho, abóbora, repolho, e agora acabou. A água levou tudo”. Ronaldo diz que estava em Goiânia quando foi informado do rompimento da represa, e ficou impressionado pelo conteúdo das imagens do vídeo feito e enviado pelo irmão que, felizmente, não se feriu.

Pontalinenses quase isolados

Depois do rompimento do barramento, o ato de entrar e sair de Pontalina pode ser definido como uma jornada de risco. Com o bloqueio das principais vias de acesso, pelas GOs 040 e 215, o caminho possível é o que passa por dentro da Fazenda Santa Gabriela. Uma moradora do município comentou sobre a atual situação. “A gente ta isolado aqui! Pra sair da cidade ficou difícil demais depois do rompimento da represa”, disse. [caption id="attachment_229927" align="alignleft" width="455"] Ponta no Km 24 da GO-215 foi bloqueada | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption]

Alterações indevidas foram feitas na represa, diz Semad

A represa que rompeu fica na fazenda de propriedade do ex-prefeito de Pontalina Edson Guimarães, conhecido como Edson “Mossó”. Segundo a Defesa Civil, um dos principais fatores para o rompimento foi o grande volume de chuvas que se abateu sobre a região no último fim de semana: foram 192 milímetros por hora (mm/h) de chuva em 12 horas, o equivalente a 76% do esperado para o mês inteiro. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) declarou na segunda-feira, 6, Alerta Amarelo ativo por um dia para Pontalina. De acordo com o instituto, o alerta indicava grande possibilidade de chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) com risco, mesmo que baixo, de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. O prefeito pontalinense, Milton Ricardo (MDB), chegou a declarar Situação de Emergência por 180 dias em razão dos grandes prejuízos que têm sido causados pelas chuvas. Entretanto, as condições em que se encontrava a represa também contribuíram para a catástrofe. Conforme a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), alterações indevidas foram feitas na estrutura original, com bloqueio do equipamento de extravasão lateral. Além disso, ainda de acordo com a pasta, os técnicos que foram ao local verificaram a não abertura da descarga de fundo, o que poderia ter evitado o rompimento e amenizado os efeitos da cheia causada pelo alto volume de chuvas na região. A Secretaria informou que a barragem localizada na Fazenda São Lourenço das Guarirobas "estava regular quanto à outorga para o barramento e uso de água”, e que possuía licenciamento ambiental concedido pelo município de Pontalina, que tem competência para a emissão. Todavia, o cadastro de segurança da barragem não estava em dias, uma vez que o prazo expirou em 31 de dezembro de 2019. A apuração da Semad também chegou à conclusão de que as pontes das GOs 040 e 215 – atualmente interditadas - tiveram suas estruturas afetadas pela onda oriunda do rompimento da represa. Para entrar ou sair de Pontalina, até a recuperação das vias de acesso, é preciso passar por dentro da Fazenda Santa Gabriela. Já quanto aos prejuízos causados dentro da cidade, a Semad declarou que será feito um mapeamento da origem da água que danificou imóveis e outros bens materiais e também uma análise da extensão das perdas para identificar causas e culpados. A Secretaria confirmou que deverá multar o proprietário da represa, o ex-prefeito Edson “Mossó”, por quatro itens iniciais, que são a alteração indevida do projeto original, descarga de fundo fechada, não manutenção adequada do barramento e não realização do cadastro no sistema de barragens. O valor inicial da multa pode chegar a R$ 90 mil, exclusos os valores referentes a danos ambientais e estruturais, que serão ser calculados à parte.

Antes rejeitado por clubes pequenos, Michael do Goiás é disputado pelos gigantes

Brilho de Michael não passa despercebido, e o jovem atacante é uma das promessas do futebol para 2020 [caption id="attachment_229478" align="alignnone" width="620"] Michael saiu da pequena Poxaréu, no Mato Grosso, direto para os holofotes do futebol / Foto: Divulgação[/caption] Se há uma palavra que pode ser tranquilamente associada a Michael Richard, essa palavra é perseverança. Além de, é claro, talento. O baixinho de pele morena e olhar vivo, atacante do Goiás Esporte Clube, é uma estrela premiada e promissora que aos 23 anos já conta com o título de revelação do Campeonato Brasileiro de 2019. Hoje Michael é considerado a “galinha dos ovos de ouro” do time esmeraldino, mas nem sempre a vida do jogador foi um mar de rosas. Michael Richard Delgado de Oliveira deixou sua cidade de origem, Poxoréu, no interior do Mato Grosso, aos 16 anos e rumou para Goiás atrás de um sonho: jogar bola profissionalmente. O garoto magro e de baixa estatura (Michael tem 1,66 de altura) se destacava desde criança, quando aos 7 anos já jogava nos populares “terrões” com pessoas bem mais velhas e mais experientes que ele. O biótipo físico lhe permitia sobressair no drible e na velocidade – coisas que o colocam em evidência até hoje. Há cerca de seis anos, a atual estrela do Goiás bateu de porta em porta na busca de uma oportunidade de mostrar seu talento. Entretanto, as coisas, a princípio, não saíram bem como ele imaginou. Só do Goiânia Esporte Clube, Michael foi dispensado quatro vezes. Negativas vieram também do Atlético, Aparecida e Vila Nova. O circuito dos clubes goianos parecia determinado a não facilitar para que o jovem perseguisse seu sonho. Os “nãos” eram duros, e a perspectiva para o futuro não era das melhores. Em um dado momento, Michael simplesmente desistiu. Até porque todas as portas pareciam-lhe fechadas. O jovem mato-grossense, então, começou a enveredar por caminhos escusos e passou a se envolver com o tráfico de drogas. Chegou a ser ameaçado de morte e, por uma vez, quase teve a vida ceifada. Se hoje está vivo, segundo o próprio, deve isso ao seu contato com a fé cristã, quando começou a se reerguer. [caption id="attachment_229480" align="alignleft" width="447"] Michael é uma das promessas de 2020 para o futebol / Foto: Reprodução[/caption] Michael encontrou na espiritualidade o caminho para a autoconfiança e a renovação da esperança no futebol. Em entrevistas, o jovem atacante cita frequentemente a prática constante de orações e sua ligação com Deus como fonte de força e proteção. Foi durante esse momento de fé que uma oportunidade bateu à porta de Michael. Uma nova chance para o mato-grossense surgiu quando, durante sua estadia no Monte Cristo, onde jogava na 3ª Divisão goiana, Fabrício Carvalho, então dirigente técnico do Goiânia, fez a proposta que foi prontamente aceita. E lá foi Michael, em 2016, brilhar na Segunda Divisão do Campeonato Goiano. Foi no time da capital que o atacante começou a se destacar e as oportunidades começaram a lhe sorrir. O jovem de Poxaréu conseguiu ser chamado pelo Goianésia, onde deu um show no Goianão de 2017. Não havia uma pessoa que não o notasse. Graças ao seu corpo esguio, o baixinho costurava em campo no meio dos jogadores, driblava com maestria, dominava o jogo. Os olhos do grande esmeraldino logo cresceram, e no ano seguinte, já vestindo a camisa do Goiás, Michael mostrou a que veio. De acordo com os dados do Footstats, foram 7 gols marcados, 9 assistências, 47 finalizações, 33 desarmes, 56 passes decisivos e 57 dribles completos em 33 jogos disputados pela Série B do ano passado. A “Era Michael” começava no Goiás, e o rapaz começou a despertar interesses dos grandões de fora.

De olho em Michael, gigantes sondam o Goiás

Não se sabe se o Goiás já ficou pequeno para Michael, mas que grandes times do país rondam o jogador com olhos vidrados, isso é fato. Clubes como Flamengo, Corinthias e Palmeiras têm sondado o Goiás na tentativa de comprar o atacante, mas o futuro é incerto. O Corinthias já deu seu lance: R$ 22 milhões mais três jogadores da escolha de Ney Franco, que renovou recentemente seu contrato para esta temporada no Goiás. Porém, o Verdão parece ter batido o pé quanto ao valor da multa rescisória de R$ 50 milhões.  Mauro Machado, vice-presidente de futebol do clube esmeraldino, em entrevista ao Opção, adianta que a ideia do time é a de manter Michael pelo máximo de tempo possível, mas que não pode evitar que o jogador alce novos voos. Machado leva em conta a questão financeira e revela que se algum dos clubes interessados em Michael se dispuser a pagar o valor pedido da multa, não haverá impedimentos. “Se ele [Michael] concordar em ir, se o clube pagar a multa, a única coisa que a gente pode fazer é receber a proposta”, diz. Machado faz questão de enfatizar a valiosa contribuição técnica de Michael para o time goiano. Para ele, o mato-grossense é um ótimo jogador o que fica nítido por “tudo aquilo que representa em campo”. O vice-presidente de futebol do Goiás salienta também a notoriedade que Michael trouxe para o Goiás. “Queira ou não, ele [Michael] chama a atenção. Recebemos muita atenção da mídia por causa dele”. Seria leviano concluir sem sombra de dúvida, agora, que Michael deixará o Goiás ou mesmo que o rapaz continuará no clube. Seja como for, o “peladeiro” que saiu da pequena Poxaréu aos 16 anos de idade para jogar bola hoje brilha como uma revelação do esporte, e uma vez que suas asas se abriram, a tendência é que elas alcancem alturas cada vez maiores.

Goiás tem 17 trechos de BRs com grande incidência de mortes e acidentes graves

Em uma nota divulgada pela PRF no mês passado, onde informava a retomada do uso dos radares móveis, a corporação enfatizou um estudo técnico que traz centenas de trechos críticos de rodovias, e que inclui o Estado de Goiás [caption id="attachment_229467" align="alignnone" width="620"] Em um relatório contendo 500 trechos críticos, Goiás possui 17 / Foto: Reprodução[/caption] Em um ano marcado por altas e baixas judiciais no que tange às leis e normas de segurança no trânsito, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) trouxe à tona dados preocupantes concernentes à grande quantidade de trechos críticos e com alta incidência de mortes nas rodovias que cortam o Estado de Goiás. E além da imprudência dos motoristas, o fator que pode influenciar a perda de vidas nas BRs pode estar intimamente ligado ao afrouxamento e perda de eficácia dos procedimentos de fiscalização.  No dia 15 de agosto deste ano, o presidente da República Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de despachos publicados no Diário Oficial da União, a suspensão do uso de radares estáticos, móveis e portáteis nas rodovias federais que cortam os Estados. A decisão, à época, gerou bastante burburinho e controvérsia. De um lado, houve aqueles que defenderam a decisão do presidente, alegando que os radares funcionam como uma ferramenta da "indústria das multas". Já outros se posicionaram de forma totalmente contrária e defenderam que a retirada dos radares móveis das rodovias poderia aumentar o número de acidentes e, consequentemente, de vítimas fatais.  Quando o cidadão já estava quase se acostumando à ideia da ausência de radares nas BRs e a PRF já havia recolhido todos os equipamentos, no dia 11 de dezembro, quatro meses após a iniciativa presidencial, a Justiça Federal em Brasília decidiu por revogar a determinação do governo Bolsonaro. Na decisão, o juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível, atendeu a um pedido liminar feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e entendeu que a falta dos radares pode causar danos à sociedade. O governo federal bem que tentou reverter o quadro, mas no dia 18 de dezembro o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília, negou recurso da União para anular a decisão que determinou a volta dos radares móveis às rodovias. No dia 23 do mesmo mês, a PRF enviou nota à imprensa informando que havia adotado “todas as providências necessárias para o cumprimento da decisão judicial proferida pelo Exmo. Juiz Federal Substituto da 1ª Vara – SJ/DF, Marcelo Gentil Monteiro, restabelecendo a fiscalização de velocidade por meio de radares no prazo estipulado”. [caption id="attachment_229469" align="alignright" width="463"] Radar móvel em rodovia / Foto: Reprodução[/caption]

A PRF informou, na ocasião, que a partir da data em questão todas as Superintendências da corporação possuíam equipamentos disponíveis e estavam orientadas a incluir a fiscalização de velocidade em seu planejamento operacional.

Pontos críticos nas BRs que passam por Goiás

Juntamente com a notícia de retomada do uso dos radares nas rodovias federais, em razão da determinação judicial, a PRF aproveitou para informar a respeito de estudos técnicos utilizados pela corporação e que apontaram 500 trechos de 10 quilômetros de extensão cada, com maior criticidade de acidentes de trânsito, classificados independentemente de sua causa, passíveis de serem fiscalizados com o uso de radares.

Conforme a corporação, a fiscalização de velocidade realizada pela PRF é pautada pela “estreita observância dos requisitos legais estabelecidos para sua execução, tendo por base os princípios da transparência e ostensividade, primando sempre pela promoção da segurança viária e a consequente preservação da vida”. 

Dentre esses 500 trechos que reinam em números de acidentes, constantes no estudo da PRF, 17 estão em BRs que cortam o Estado de Goiás.O relatório de acidentes traz dados referentes aos trechos das rodovias com maior número de acidentes e mortos, medidos por 10 quilômetros, assim como a quantidade de acidentes graves e ponderados por trechos nos anos de 2016, 2017 e 2018.

Conforme mostrado pelos dados da PRF, um dos trechos campeões de mortes nos anos citados está o Km 10-20 da BR-040. Foram contabilizadas 26 mortes apenas nesses 10 quilômetros no período de três anos. Em termos de acidentes de graves, o Km 0-10, também da BR-040, sai na frente. Foram 39 apenas em 2018. Já os acidentes considerados ponderados, somando-se os números de 2016, 2017 e 2018 chegam a impressionantes 338.

Veja abaixo a relação dos números de acidentes graves e mortes por trecho considerado crítico de cada rodovia registrado no estudo técnico da PRF:

Trechos (10 Km)               AG* 2016    AG* 2017    AG* 2018    Nº Mortos BR-040/GO km 0-10        84               49             39             16 BR-153/GO km 500-510  62               31            39               9 BR-040/GO km 10-20      23               43             24              26 BR-153/GO km 490-500  43              15              23              11 BR-060/GO km 90-100    23               12             21              11 BR-040/GO km 20-30     19                17             18              21 BR-153/GO km 510-520  25               17             15               7 BR-060/GO km 40-50      14               16             17               14 BR-153/GO km 430-440  15                12            16               13 BR-070/GO km 0-10        25               13             11                8 BR-060/GO km 160-170  34               10             10                4 BR-050/GO km 270-280   8                11             15                9 BR-060/GO km 30-40      12                13            12               13 BR-060/GO km 0-10        39                 5              6                  5 BR-060/GO km 380-390  10                 7              11                4 BR-414/GO km 430-440  14                 5              11                5 BR-020/GO km 0-10         11               13               6                8
*Acidentes Graves