Goiás deve enfrentar queda superior a R$ 4 bilhões na arrecadação nos próximos meses, diz Lissauer

Queda de arrecadação no Estado está diretamente ligada às medidas de contenção do coronavírus, o que inclui fechamento de comércio

Lissauer Vieira, presidente da Alego / Foto: Fábio Costa

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira, do PSB, demonstrou preocupação com a queda de arrecadação que o Estado deve ter nos próximos meses, causada pelo coronavírus, e declarou que todos os Poderes devem fazer cortes para que os prejuízos afetem o menos possível a população. No Legislativo goiano, os cortes devem ser na faixa de 30%, garante o parlamentar.

De acordo com Vieira, Goiás deve enfrentar uma perda de aproximadamente R$ 4,6 bilhões na arrecadação dos próximos meses, e será necessária uma união dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para que o povo não sofra.

O presidente relata que, em reunião pro videoconferência com representantes dos três Poderes, foram discutidas as ações de cortes a serem tomadas, o que demonstrou um compromisso do Estado para com a atual realidade.

“Foi uma reunião bastante produtiva em que nos comprometemos a fazer um acompanhamento diário da arrecadação em Goiás e, a partir desses números, tomar as decisões certas com relação aos cortes que cada Poder fará, sobretudo, de acordo com a sua autonomia e suas necessidades”, disse.

Entretanto, Vieira afirmou que as ações de cortes de despesas a serem adotadas pelo Legislativo só serão decididas após consulta aos demais parlamentares da Casa de Leis.

Cabe ao governador fazer uma programação adequada do retorno das atividades, diz Lissauer Vieira

A queda de arrecadação no Estado está diretamente ligada às medidas de contenção do coronavírus, o que inclui fechamento de comércios. Quanto a isso, o presidente da Alego defendeu que o governo estadual, que está seguindo a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), deve “fazer uma programação adequada do retorno das atividades que, sem dúvidas, precisam acontecer”.

“Entendemos que é uma situação extremamente difícil, nenhum governante em sã consciência quer ver o comércio do seu de seu estado fechado. Mas vejo que todos eles estão tentando acertar. Por isso, precisamos apoiar todos àqueles que estão na linha de frente dessa batalha e nos unir para sairmos o quanto antes dessa crise”, concluiu.

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