Por Irapuan Costa Junior
Por que ninguém quer recordar que o MST invadia propriedades, incendiava casas e máquinas e até matava?
O juiz é praticamente imperial e não aceita comando. Já um ministro da Justiça deve lealdade ao presidente da República
Livro de Alex Kershaw conta a vida do escritor americano que se matou aos 40 anos e deixou uma obra de sucesso mundial
Só se cobra compreensão do presidente. Cadê os processos contra o senador Renan Calheiros?
Em resumo: do vírus pouco se sabe até o presente. E das consequências econômicas futuras até agora nada se sabe
Não há demonstração de que o isolamento horizontal é o meio mais efetivo de combate à proliferação do vírus. E por que não usar a hidroxicloroquina?
Judas acreditou que Jesus “escaparia”. Mas, ao perceber seu erro, se matou. Traidores não se suicidam, seguem suas vidas
Como a escritora, a personagem Pátria-Yocandra fugiu da ilha que, ao propor o paraíso, criou o inferno
Ora, se um gestor que não rouba e ajusta a máquina não está bom, que tal convocar Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer?
“Metrópole à Beira-Mar” resgata um Rio de Janeiro moderno que já exista nos anos 1920. Trata-se de uma pesquisa rigorosa
O governo do PT tentou controlar a imprensa. Bolsonaro pode até criticá-la mas não procura censurá-la
A defunta já serviu e servirá para o proveito de candidatos a vereador, prefeito, deputado, governador, senador e presidente
Uma das mais belas cidades do mundo, potencial polo de turismo com condições únicas de localização e clima, destruída pela degradação política e social
Que a diretora gaste seu dinheiro, mas que se abstenha de tentar pregar moralidade e simular comportamento ético
Hipotética discussão entre a ex-presidente e o físico seria tão incabível pela diferença mental entre ambos quanto o é entre Glenn/Miranda e Moro/Dallagnol
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Einstein, Dilma, Moro e Glenn | Fotos: Agência Brasil e reprodução[/caption]
Há uma enorme polêmica quanto à atividade, no Brasil, do “jornalista” Glenn Greenwald. Seus defensores são o ministro do Supremo Gilmar Mendes e os partidos de esquerda, a começar pelo PSOL, onde é suplente de deputado (ora em exercício) o parceiro de Glenn, David Miranda (os dois vivem uma união homossexual). E existem outros aliados de Glenn: todo um leque de jornalistas de esquerda, principalmente os interessados em prejudicar o ministro Sergio Moro, os procuradores curitibanos da Lava-Jato e a operação como um todo.
É até compreensível que o “jornalista”, seu parceiro e o partido a que são ligados tentem, a todo custo, desconstruir o ministro Sergio Moro. Afinal, foi ele quem, como juiz e após décadas de elevada corrupção de empreiteiros e políticos associados, teve a coragem e a competência de lançar luz sobre o assunto.
Foi ele quem teve a capacidade de condenar figurões à cadeia e recuperar quantias assombrosas de dinheiro público roubado. E em o fazendo, ainda que não fosse essa a sua intenção, Moro atingiu fundo a esquerda brasileira, que esteve no comando da corrupção desde o governo Fernando Henrique.
Atingindo-a, atingiu o PSOL de Glenn, David Miranda e seus companheiros aproveitadores. Atingiu quase toda a esquerda brasileira, mesmo a parte dela que não se lambuzou. E essa esquerda supõe que a isso se deve a eleição do presidente Bolsonaro, coisa com que não se conforma, por mais concreta, real e irreversível que seja.
Mas vamos lá: Glenn, David Miranda, PSOL e esquerdas têm seu direito democrático de expressão e combate político. E o Brasil tem sido tolerante democraticamente, inclusive com estrangeiros malvistos em seus países, como Glenn e Cesare Battisti. Glenn chegou mesmo a obter a adoção de duas crianças brasileiras, sem uma verificação mais extensa de seus antecedentes.
Ocorre que o debate político deve se sujeitar a certas regras éticas, em respeito à verdade e à própria sociedade democrática. Aliás, qualquer discussão, seja política, jurídica, religiosa ou científica, para adquirir validade, deve se processar entre contendores de porte equivalente, em conhecimento e em comportamento. Sem esse equilíbrio, o contraditório fica comprometido, e deixa de ser um diálogo sobre o mesmo objeto. Quando muito passa a ser um par de monólogos, cada qual expressando sua visão sobre diferentes objetos. Ou passa a ser uma simulação, onde um lado busca o verdadeiro e outro, a desinformação, como forma de empalmar a vitória.


